Aprendendo com os animais

O poder de um simples rato




Certa vez, o rei rato decidiu que era o momento de sua filha, a princesa rata, se casar. 
Ele queria que o pretendente fosse superior e admirável em todos os aspectos, para que combinasse com a beleza e a inteligência da princesa. Afinal de contas, ela era sua única filha e herdeira. 
O rei rato, então, convocou o rato mais sábio do reino para ouvir suas opiniões.
- O sol é a coisa mais poderosa que existe. Não há ninguém melhor que ele - disse o sábio rato. O rei rato concordou. Ele, então, decidiu que ofereceria a mão de sua filha em casamento ao sol. Naquele dia, o rei atravessou rios e escalou montanhas para chegar até o sol, e chegou bem a tempo. O sol tinha acabado de sair.
O rei rato abriu seus braços e sorriu amigavelmente para o sol.
- Bom dia, senhor sol! Eu vim para lhe perguntar se deseja se casar com a minha filha, a princesa rata - disse ele.
O sol ficou lisonjeado, mas recusou a oferta, dizendo que o senhor nuvem era mais poderoso que ele, uma vez que o encobria, e que, por isso, era ele quem deveria se casar com a princesa rata. O rei rato escalou mais uma montanha e encontrou o senhos nuvem.
O senhor nuvem estava flutuando pelo céu.
-Senhor nuvem! - chamou o rei rato.
O senhor nuvem flutuou para baixo, aproximando-se do rei.
- Vim pedir que o senhos se case com minha filha, a princesa rata.
O senhor nuvem sorriu e disse:
- Estou lisonjeado, mas eu não sou o melhor pretendente. O senhor vento é muito mais poderoso que eu, ele é quem me empurra com apenas um sopro!
O rei rato foi à procura do vento. Ele estava ocupado soprando algumas árvores e nuvens, mas interrompeu o serviço quando viu o rei rato, que ele perguntou se queria se casar com a princesa.
- Ah senhor rei, o monte é bem mais poderoso que eu! Veja, eu sou incapaz de tirá-lo do lugar! - resmungou.
- É, talvez seja verdade... - disse o rei rato.
Então, o rei perguntou ao monte se ele queria se casar com a princesa. O monte disse que se sentia honrado, mas recusou a proposta.
- Há um ratinho que cava em mim túneis e tocas com seus poderosos dentes e garras. Ele é o melhor e mais indicado pretendente para a princesa - disse o monte.
O rei rato pensou durante alguns instantes e, então, se aproximou do corajoso rato.
O rei rato perguntou ao ratinho se ele queria se casar com a princesa. O simples ratinho era o mais poderoso de todos! Ele cavava túneis e buracos nas montanhas. Não havia ser mais poderoso ou que pudesse fazer o que o ratinho fazia.
Assim, houve no reino uma grande festa para celebrar o casamento dos ratinhos. 
O rei rato fez uma grande escolha, pois a princesa rata e seu noivo viveram felizes para sempre.



A história nos remete ao musical "O Rato" de Paulo Tati assim como a história "A formiga e a Neve" de autoria desconhecida.



Todo rato tem rabo longo
Toda rato tem faro esperto
Todo rato curte escuro lambe restos
Todo rato deixa rastros
Todo rato trai e mente
Todo rato assusta a gente
Todo rato anda em bando
São os ratos, são os ratos
São os ratos bem malandros

Mas sempre tem um que é diferente
Tem sempre um que até surpreende a gente
Este rato que aqui se mostra
É um rato que a gente gosta
É um rato que em vez de catar
Lasquinhas de queijo e comer na rua
Prefere mil vezes um beijo
Um beijo brilhante da lua

- Lua minguante lua crescente
Declaro ser o seu mais lindo amante
Com você eu quero me casar
Fazer da noite escura o nosso altar

- Rato meu querido rato
Eu não sou assim de fino trato
Para selar este contrato
Minha luz é passageira
Fico sempre por um triz
Mesmo quando estou inteira
Vem a nuvem me cobrir
Ela sim, nuvem faceira
É que lhe fará feliz

- Nuvem redonda que cobre o luar
Declaro ser o seu mais lindo amante
Com você eu quero me casar
Fazer do céu imenso o nosso altar

- Rato meu querido rato
Eu não sou assim de fino trato
Para selar este contrato
Minha sombra é tão nublada
Fico sempre por um triz
Mesmo quando estou parada
Vem a brisa me diluir
Ela sim, brisa danada
É que lhe fará feliz

- Brisa macia que destrói a nuvem que cobre o luar
Declaro ser o seu mais lindo amante
Com você eu quero me casar
Fazer do vento o nosso altar

- Rato meu querido rato
Eu não sou assim de fino trato
Para selar este contrato
Mesmo quando eu sopro forte
Vem a parede me barrar
Só a parede de uma casa
Não deixa a brisa passar
Ela sim, dura parede
É que aprenderá a te amar

- Parede parada
Que barra a brisa, que destrói a nuvem que cobre o luar
Declaro ser o seu mais lindo amante
Com você eu quero me casar
Fazer da terra imensa o nosso altar

- Rato meu querido rato
Eu não sou assim de fino trato
Para selar este contrato
Meus tijolos são de barro
Mas não é difícil me esburacar
Mesmo sendo bem segura
Vem a ratinha me cavoucar
Só a ratinha bem dentuça
Saberá como te amar

- Ratinha dentuça
Que cavouca a parede, que barra a brisa que destrói a nuvem, que cobre o luar
Declaro ser o seu mais lindo amante
Com você eu quero me casar
Fazer da natureza o nosso altar

- Rato meu querido rato
Eu que sou assim de fino trato
Pra selar este contrato
O meu faro é tão certeiro
Com você vou ser feliz
Mesmo não sendo perfeita
Eu sou a ratinha eleita
Fico toda aqui sem jeito
Esperando um grande queijo (ops!)
Esperando um grande beijo

Toda rata tem rabo longo
Toda rata tem faro esperto
Toda rata curte escuro lambe restos
Toda rata deixa rastros
Toda rata trai e mente
Toda rata assusta a gente
Toda rata anda em bando
São as ratas, são as ratas

São as ratas bem malandras.

Valores para Toda a Vida

Esta coleção de Cristina Klein trata do tema diversidade e os valores de que tanto precisamos em nossas vidas e na vida de nossos filhos e alunos.


Na educação Infantil tudo é novo para os alunos e conviver com os outros é um dos primeiros aprendizados da vida deles.
No começo, o contato acontece mais com os pais e familiares, mas depois, evolui para o relacionamento com outras crianças... Em todas estas oportunidades, elas tem que se relacionar e indicar seus gestos, mostrar personalidades e manias, daí, surgem os conflitos.
Não há receita pronta para tratar inúmeras questões relacionadas ao processo de socialização. Entretanto, cabe ao adulto instruir e colaborar para uma boa educação.
Valores para a vida toda é uma coleção que trata questões do tipo: auto confiança; responsabilidade; honestidade; superação; generosidade; determinação; prudência; tolerãncia e amizade.

Esta aí outra boa dica de leitura, aproveitem!

O Pintinho Azul

O Pintinho Azul

                                                                                              Donaldo Buchweitz

Esta leitura tem como foco o preconceito, em especial, o bullyng no ambiente escolar.
Situações cotidianas no qual o respeito deveria e deverá estar acima de tudo.



A galinha Cocóricó estava chocando seus 12 ovos como sempre fazia. A única diferença é que agora, entre eles, havia um ovo AZUL, bem escuro, ovo azul, mais clarinho, era até normal encontrar no sítio...
...mas ovo azul marinho era a primeira vez.
Apesar da estranheza da cor de um dos ovos, cocóricó não se importou e os mantinha bem quentinhos, virando-os de tempo em tempo para que o calor do seu corpo pudesse mantê-los aquecido por inteiro.
Passaram 21 dias e eis que um dos ovos começa a rachar. Adivinhem qual era o ovo?
O ovo azul, claro!
Era o nascimento do primeiro pintinho e, para surpresa da mãe...
...o pintinho também era azul.
Os ovinhos foram abrindo pouco a pouco e todos os pintinhos nasceram lindos.
Onze pintinhos amarelos e um pintinho azul.

Cocóricó não se importou e deu a todos um nome.
O pintinho azul foi chamado de piu-piu-piu.
Não era só a sua cor que o fazia diferente, mas também quando caminhava e todas as vezes que abria o bico: Ele piava sete vezes, ou seja, quando piu-piu-piu piava, ele fazia: piu-piu-piu-piu-piu-piu-piu
Durante o dia, a galinha passeava e brincava muito com seus pintinhos.
Quando andavam pela grama e pelo terreno, ciscavam muito em busca de alimento.
O dono do sítio sabia que os pintinhos eram ainda muito pequenos para comerem grãos de milho, então ele preparava todos os dias o farelo de milho.
Os pintinhos viviam felizes no sítio, estavam maravilhados com as coisas que viam e descobriam.
Todos faziam muitas perguntas para a mãe, o mais curioso era o pintinho Azul.

Certo dia piu-piu-piu observou espantado o voo dos pássaros e quis saber porque as galinhas e os pintinhos não voavam.

Todos os pintinhos eram amarelos, só piu-piu-piu era azul.

Quando ele chegou à escola, todos olharam admirados.
Os alunos novos não se atreveram a fazer comentários.
Alguns alunos, que já estudavam a alguns anos na escola, deram algumas cacarejadas de deboche.
Piu-piu-piu ficou muito triste, pois era a primeira vez que alguém debochava dele por causa de sua cor.
Piu-piu-piu foi para sua casa chateado. Ele não queria mais voltar para a escola, pois ele se sentia desprezado.
Sua mãe não sabia o que fazer...

(...)

Daquele dia em diante, os animais aprenderam que na escola era um lugar de aprendizado, mais o aprendizado mais importante era o acolhimento e o respeito pelo próximo.



Ah!!! as ilustrações são muito graciosas.

Trabalhando as Diferenças e a Inclusão Social

Esta maravilhosa coleção aborda o tema Inclusão, associado a questão da diversidade, aceitação as diferenças. Adequados a Educação Infantil.
Temas: surdez; dislexia; morte em família entre outras.



Osmar, um caõzinho que apresenta disturbio de aprendizagem, ao qual chamamos de Dislexia...

Osmar se achava diferente, pensava que não era muito inteligente, e ficava triste e quando não conseguia acompanhar os seus irmãos.
Na escola também era difícil ler em voz alta. A  professora tinha paciência, mas os colegas sempre achavam graça.Osmar se confundia, trocava as letras.

Resolveram, então, procurar um médico especialista, e fazer o tratamento. 
Tudo que o médico falava, ele fazia.
E assim as coisa mudaram.
O que o diferenciava dos demais, é que tinha que estudar mais. Se esforçar mais para conseguir avançar.
Uma grande novidade foi a professora perceber que ele tinha o dom para desenhar. E em meio a essa grande descoberta, ele ficou muito contente e motivado, sabia que tinha inabilidade para os estudos, entretanto, muita habilidade para a arte... fortalecendo sua auto estima.
Por fim, ele até fez um poema.
Pensou e repensou: "Eu leio e escrevo. Eu desenho e pinto. Muito obrigado pelo amor que eu sinto."

Obs.:  O texto não está na íntegra mas vale muita a pena conferir...



Aqui, mais algumas dicas de leituras, entre outras possibilidades...




Lívia e as Mudanças que a Vida Traz,  leitura sensível e tem como foco, a questão da morte em família...


Davi, um Coelhinho Especial  trata a questão da Síndrome de Down.




Clara, a Ovelhinha que Falava por Sinais...



Boa Leitura!

Construtivismo e seus Ideais de Ensino

O Construtivismo e seus Ideais de Ensino 

Precisei fazer uma pesquisa sobre o método construtivista e reaver alguns conceitos e resolvi postar para vocês. Espero que seja útil.



Segundo Piaget, o pensamento infantil passa por quatro estágios, desde o nascimento até o início da adolescência, quando a capacidade plena de raciocínio é atingida.
Assim, a criança constrói o conhecimento a partir de suas descobertas, quando em contato com o mundo e com os objetos. Por isso, não adianta ensinar a um aluno algo que ele ainda não tem condições intelectuais de absorver. Ou seja, o trabalho de educar não deve se limitar a transmitir conteúdos, mas a favorecer a atividade mental do aluno. Por isso, importante é não apenas assimilar conceitos, mas também gerar questionamentos, ampliar as ideias.
O modelo construtivista está centrado na produção do saber pelo aluno, sendo esses saberes colocados à prova para modificá-los ou construí-los de forma inovadora.
Caberá ao professor observar o aluno, investigar quais são os seus conhecimentos prévios, seus interesses e, a partir dessa bagagem, procurar apresentar diversos elementos para que o aluno construa seu conhecimento. O professor cria situações para que o aluno chegue ao conhecimento.
O aluno ensaia, busca, propõe soluções, confronta e defende.
O método construtivista no espaço escolar é necessário partindo do presuposto de que o aluno tenha uma espécie de guia,  um orientador educacional, consciente da importância de respeitar o limite do aluno, evitando antecipar resultados e respostas, considerando que a criança apresenta potencial para realizar de forma coerente.
Tal conduta se faz necessária em virtude do construtivismo ter sido aplicado nas instituições escolares de forma vaga, sem um objetivo concreto a conquistar, resultando em situações nas quais os alunos eram expostos a atividades de forma solta, principalmente sem a devida orientação pedagógica, resultando muitas vezes no fracasso da evolução dos processos  relacionados ao aprendizado.
A concepção construtivista não é, em sentido estrito, uma teoria , e sim,  um referencial onde os professores podem se guiar para solucionar determinadas situações. É utilizada como instrumento de análise educativa, ferramenta útil para tomada de  decisões inteligentes, inerentes ao planejamento, aplicáveis.  
Estes pensamentos ou teorias tem fundamento empíricos e divergem. Alguns autores acham que deve haver um acordo quase perfeito entre teoria e prática, outros acham que a teoria serve como um referencial a partir do qual são identificados os problemas e articuladas  soluções de maneira mais dialética e interativa.
Os professores sendo influenciados pela prática cotidiana devem refletir sobre o que se faz e por que se faz tendo como referencial algo que os guiem e justifiquem sua atuação.


O ensino não é dado de maneira estática, daí a necessidade de  teorias que sirvam de referenciais para contextualizar e priorizar metas e finalidades.     
Pensando na função social da educação escolar, então a aprendizagem deve ser vista não só na dimensão individual como na dimensão social. Neste aspecto deve ser considerados os conteúdos de aprendizagem como produtos sociais e culturais, o professor como agente mediador entre indivíduo e sociedade e o aluno como aprendiz social, daí os referenciais explicativos que fundamentem este princípio onde considerem o caráter socializador do ensino e sua função no desenvolvimento individual, necessários para um ensino de qualidade, que favorecem o bem-estar e o desenvolvimento geral dos alunos em suas dimensões sociais, de equilíbrio pessoal e cognitivo.
Para obter qualidade no ensino é necessário que a escola de condições e oportunidades, tenha um planejamento e metas a serem conquistadas, apoiando os professores, conquistando o apoio dos pais e de  toda equipe escolar.
Além do que a concepção construtivista da aprendizagem torna relevante e fundamental o carácter cultural e individual do aluno. Esta concepção leva em conta que a aprendizagem é fruto de uma construção pessoal, na qual os agentes culturais são imprescindíveis para essa construção pessoal, se dá a partir do momento em que o conteúdo a ser aprendido é incorporado de modo que mais tarde possa ser utilizado pelo indivíduo.

O método construtivista tem como interesse fundamental educar o indivíduo  com autonomia, que saiba interagir com o meio, que tenha ideias próprias e que seja  capaz de criar e ampliar seus horizontes.



O Desenho Desde a Educação Infantil

A importância do Desenho Infantil



O desenho é uma das inúmeras formas de se expressar sobre o que se sente ou o que se pensa; sobre si e  tudo que está a sua volta.
Por meio do desenho o indivíduo, seja ele uma criança ou não, passa a  expressar melhor suas emoções e frustações, seus desejos e  anseios,  mostrando e demonstrando, interpretando ações e  valores, conceitos e normas sóciais, de maneira tanto objetiva quanto subjetiva.
O modelo contemporâneo tem como proposta incitar, provocar , aguçar , partindo do conhecimento do mundo das artes e da cultura visual. É o que os especialistas chamam de “desenho cultivado”. Aqui não há espaço para treino de habilidades/cópia, aproximando ao máximo da realidade proposta e /ou imitação/ reprodução técnica, marcada pela impessoalidade dos aprendizes. Essas propostas acabaram superadas porque impunham um ponto de vista adulto sobre a aprendizagem sem levar em conta o saber da criança.
Segundo Rhoda kellog,  o impulso criativo é fruto de uma herança comum a toda humanidade, e que com ou sem interferência há amadurecimento e evolução das formas mais simples (os rabiscos/garatujas) para as mais complexas. E a produção infantil é uma forma de entender , de captar, o desenvolvimento psicológico da criança, onde, de acordo a condição e oportunidade, fica registradado tais saberes.
Numa leitura  sobre O nascimento da arte e da escrita de Philippe Greig, no que se refere a criança e o seu desenho, de acordo a ele, o círculo, ou a figura fechada é um momento significativo para se julgar a precisão do traçado. E de acordo a Terman e Meril o  marco de referência ocorre por volta dos 3 anos de idade.
O momento em que a criança mostra rapidez na elucidação, expressa duplo controle e  em seguida, acréscimos, sinaliza progressão.

Quando à criança acrescenta rabiscos ao círculo ela sinaliza o princípio da representação, início da organização e complexidade da forma, tornando uma figura composta.


Por volta dos 4 anos de idade há uma atenção dedicada a figura-girino, recém adquirida do quadrado.
E a partir daí, a evolução do esquema corporal aos poucos vai se estruturando. Daí se tem o que se chama de "Idade de Ouro" no desenho infantil e que se constitui progressivamente em 5 etapas.
É chamada a idade de ouro do desenho, a fase em que a criança vive e elabora soluções criativas para expressar o espaço, a sobreposição, o que tem por baixo ou por trás das coisas, criando uma lógica e uma coerência perfeitamente adequadas aos seus intentos.
A criança tem a intenção de buscar semelhanças em suas representações, procurando convenções e regras com certa exigência. A criança vive intensamente a leitura e a produção significativa do mundo.
Aqui vou exemplificar  as diferentes etapas e possibilidades, percebe-se que a criança começa a verticalizar o desenho, acrescentando  figuras geométricas nas partes que compõem o corpo, geralmente, feminino.
Observe:

Há uma realidade que está presente no próprio desenho, que ganha uma vida interna, reflexos de percepções, sentimentos e pensamentos.
Organizar as coisas no espaço significa localizar em cima, ao lado de cá e ao lado de lá, esquerdo e direito. A criança mostra que é capaz de organização, representando a linha da terra, o chão. Outro limite de espaço que as crianças costumam representar é o céu, que aparece como se fosse um teto e não uma massa de ar.
O desenho, para a criança, é uma continuidade entre o objeto e a representação gráfica. A criança representa o objeto em si, ou seja, a sua criação é diferente da criação do adulto. Ela liberta-se das aparências e, ao mesmo tempo, pode representar o objeto como ele é realmente, enquanto o adulto só o representa por um único ponto de vista.
Portanto, cabe ao professor aguçar, estimular, abastecê-los de ideias e materiais de pesquisa, dando lhes inúmeras  oportunidades e possibilidades, ampliando a capacidade de observação em meio  aos diferentes suportes visuais.  E só o tempo e a maturidade farão com que se expressem de forma mais complexa.
lembrando que se na escola tradicional o papel era pedir a cópia, na contemporânea é a espontaneidade, abrindo espaço para o desenho livre, com uso de diferentes materiais e liberdade de expressão, mergulhando nas inúmeras possibilidades artísticas de que se tem conhecimento; diferentes formas e cores; explorando ao máximo os diferentes contextos e   suportes visuais tais como : fotos; outdoors; esculturas; objetos do cotidiano; revistas,  enfim, tudo que direta ou indiretamente promoverão atenção , curiosidade e criatividade.
Bons caminhos para fazer a turma evoluir incluem planejar atividades que ajudem a desenvolver o olhar, apresentando artistas e obras  conversar sobre o fazer artístico, faze-los apreender pequenos detalhes, além do que oferecer uma gama de materiais ( giz, lápis, massinhas, canetão, cola, tesoura, revistas e jornais para recortes) e suportes de diferentes tamanhos ( papel craft, papel sulfite em seus diferentes tamanhos, tecidos, cartolinas, chão, parede, areia, terra).
Segundo  especialistas como Duquet e Rhoda é recomendável fazer intervenções no papel; colar figuras ou iniciar traços, desenhar partes de um objeto, para que seja concluído, enfim, dar” asas a imaginação". Isso , sem contar as visitas a museus, exposições ampliando o contato com artistas e suas obras.

Na Educação Infantil, primeira etapa do desenvolvimento do aluno, onde ficam registrados os primeiros passos, os primeiros "rabiscos" inicia-se também a análise dessa fase,do primeiro contato da criança com o papel, onde variam as formas de segurar o lápis e não há representação do desenho, ela desenha por gosto, olhando para os lados sem preocupação com o espaço.A esta fase denomina-se garatuja desordenada.
Aos poucos a criança vai traçando movimentos circulares, é o inicio de uma representação mental e o que denomina-se de garatuja ordenada circular.
Mais á frente a criança já apresenta traços mais fortes, coordenando, explorando o espaço e o sentido longitudinal  e também faz apropriação dos instrumentos que usa como lápis, papel, giz, etc.
Outra fase é da outra fase Garatuja Escrita onde ela simula a escrita como que imitando o adulto.
E tem-se também a Garatuja Nominada, início da representação, momento de transição. Seu desenho tem uma história, é a saída do pensamento motor para o pensamento representativo.

Pré-Esquema
Os desenhos ficam soltos no papel.
Faz uso de apenas uma cor/ cores  arbitrárias.
Desenhos sem proporção.
A criança desenha o que sabe do objeto, não o que vê.

Esquema
A criança usa o limite da linha como base.
Usa cores da realidade.
Estabelece proporção.
As formas começam a se organizar e há preocupação em se fazer uso do espaço  e de se colocar a linha da base no desenho.
Delimita Céu/chão.
Relação existente entre a criança e seu meio.

Realismo
Quando a criança começa a nomear seus desenhos, fazendo analogia com determinados objetos.
Desenha em um misto de plano e elevação.
Forma e fundo são representados.
Riqueza de detalhes.
Noções de perspectivas.

Nesta fase, por volta dos 10 anos de idade, se constitui em operações abstratas, sinalizando um  fim as atividades abstratas e dando início a investigação de sua própria personalidade.
Tanto a objetividade quanto a subjetividade estão presentes.
No espaço já apresenta a profundidade ou a preocupação com experiências emocionais.
Há  maior conscientização com o uso de cores  ( realismo).














Competências em Meio a Alfabetização Cooperativa na Educação




Competência nos remete a aptidão, transformação, adequação e na Educação há uma constante necessidade de transformações a fim de enfrentar a crescente heterogeneidade no ambiente escolar.
De acordo a Felipe Perrenoud há um diferencial relevante à formação contínua do profissional, assim como em todas as áreas ,o profissional competente deve estar antenado, em constantes atualizações e/ ou aprimoramento do seu trabalho, segundo suas escolhas.
Com inúmeras reformas da formação inicial, adequando/ acomodando, aperfeiçoando, individualizando e diversificando os percursos de formação no processo, onde a responsabilidade cabe a todos os envolvidos, a equipe.
A noção de competência é designada como a capacidade de mobilizar diversos recursos cognitivos para enfrentar determinadas situações em seus diferentes aspectos.

As competências profissionais constroem-se em formação, experiências e vivencias,  no dia a dia , na Educação, no relacionamento professor/ aluno; aluno/ aluno; aluno/ escola e professor/escola.
É necessário conceber e administrar situações ajustadas ao nível e as possibilidades dos alunos.
Adquirir uma visão longitudinal frente á proposta estabelecida.

Observar e avaliar os alunos em situações de aprendizagem.

Alfabetização Cooperativa



Alfabetização cooperativa e /ou aprendizagem cooperativa é um método de ensino  que se refere a grupos pequenos e heterogêneos de alunos trabalhando em conjunto para alcançarem objetivos em comum e em que são responsáveis não somente pelo seu próprio aprendizado, bem como pelo de seus colegas do grupo.
È uma estrutura alternativa á competição e que une uns aos outros. Despertando  a consciência dos envolvidos, uma atitude saudável no campo das relações sociais e que pode ser usada em quase todas as disciplinas e áreas do conhecimento nas diferentes etapas.
Na certeza de se estar cultivando um caminho que nos guie em direção a inclusão, ampliando a participação e a integração dos alunos assim como dos demais envolvidos.
Ao  aprender a cooperar, estamos destacando a ação cooperativa dos participantes, promovendo normas de convívio até então, impensadas e inoportunas, para atingir objetivos comum a todos, jogar uns com os outros e não contra, para juntos superar desafios e compartilhar sucessos.
O confronto é eliminado e abre espaço /lugar ao encontro, a troca de saberes, a curiosidade, a superação, a crítica, a compreensão, a união dos envolvidos, a eliminação das barreiras, do medo, do fracasso, na real certeza de que dois pensam melhor que um.
Aqui não deverá existir a preocupação em ganhar, não cabe a competitividade, a prepotência, o egoísmo, onde o objetivo é que todos participam e contribuam para poder alcançar uma meta comum, a medida que a colaboração de todos é fundamental e faz toda a diferença.
Como num jogo as regras cooperativas devem ser  flexíveis, é os participantes podem contribuir para mudar o “jogo”, no qual a espontaneidade e a alegria de “jogar”, compartilha, une as pessoas, elimina o medo/rejeição/fracasso e reforça a uto confiança e o sentimento de aceitação, respeito e valorização das diferenças.
Aqui as discriminações  e o espírito de competitividade abrem  espaços a união das partes, formando o todo.
E por falar em competição, este  se dá num processo de interação social, em que todos objetivos  são mutuamente exclusivos, as ações são isoladas ou em oposição umas as outras, e os benefícios são concentrados somente para alguns.
Numa situação competitiva o indivíduo submete-se a vários tipos de exigências, inclusive a social, pois a participação faz com que um se exponha ao julgamento  de outros, podendo obter ou não status dentro do grupo social em que está inserido.
Ao se trabalhar com uma perspectiva competitiva, parte dos participantes / alunos apresentam  sentimentos de derrota, alguns são e se sentem excluídos por sua falta de habilidades enquanto que outros se realizam. Os “perdedores” desconfiados, simplesmente de tornam observadores, não se solidarizam e ficam felizes quando algo de ruim acontece aos bem sucedidos, parece haver uma torcida, um desejo para que isso aconteça.
A derrota desenvolve no indivíduo um sentimento de desistência face as intolerâncias e dificuldades apresentadas  e/ou adquiridas.
Em contra partida, numa perspectiva cooperativa , os alunos têm sentimentos de vitória, entrosamentos, vínculos e  não há espaço para discriminações. Cria-se alto nível de aceitação, mútua.

Palavrinhas Mágicas no Preenchimento dos Relatórios e/ ou cadernos dos Alunos

Palavrinhas Mágicas
Aqui vão algumas dicas e sugestões para preenchimento do relatório individual dos alunos.
Nem sempre podemos nos expressar da maneira como queríamos, daí as dicas, um tom menos agressivo para falar com os pais e responsáveis.



O aluno não tem limites.
Apresenta dificuldades de auto-regulação.

O aluno é nervoso.
Ainda não desenvolveu habilidades para o convívio no ambiente escolar.

O aluno tem o costume de roubar.
Apresenta dificuldades de autocontrole quando se vê em “situações”...

O aluno é agressivo.
Demonstra agressividade em situações de conflito, usa de meios físicos para alcançar o que deseja.

O aluno não tem higiene.
Ainda não desenvolveu hábitos próprios de higiene / assiduidade.

O aluno é bagunceiro e relaxado.
Ainda não apresenta cuidados com seus pertences.

O aluno não sabe nada.
Apesar dos estímulos necessita desenvolver-se...

O aluno é largado da família.
Apresenta ser desassistido da família, pois...

O aluno é desobediente.
Costuma não aceitar e compreender as solicitações dos adultos. Tem dificuldade em cumprir regras.

O aluno é apático/distraído.
Ainda não demonstra interesse em participar das atividades propostas; muitas vezes parece se desligar da realidade, envolvido em seus pensamentos.

O aluno é mentiroso.
Costuma utilizar inverdades para justificar seus atos ou relatar as atitudes dos colegas.

O aluno é fofoqueiro.
Costuma  se preocupar com os hábitos e atitudes dos colegas.

O aluno fala palavrão/boca suja.
Utiliza-se de palavras pouco cordiais para repelir ou afrontar...

O aluno possui distúrbio de comportamento.
Apresenta comportamento fora do comum para sua idade e para o convívio em grupo.

O aluno é egoísta.
Ainda não sabe dividir o espaço e os materiais de forma coletiva.

O aluno é sonso/dissimulado.
Em situações de conflito, coloca-se como espectador, mesmo quando está clara sua participação.

O aluno é preguiçoso.
Não realiza tarefas, apresentando desânimo e cansaço, porém, logo parte para brincadeiras do seu interesse.

O aluno é mimado.
Aparenta desejar atenções diferenciadas para si, solicitando que seja feita todas suas vontades.

O aluno é tagarela.
Costuma falar mais que o necessário, não respeitando os momentos em que o grupo necessita de silêncio/concentração.

O aluno não sabe.
O aluno não atingiu os objetivos propostos, está em fase de aprendizado.

O aluno é inseguro.
Quando está com alguma dificuldade, geralmente, chora. Se repreendido...

O aluno é  descomprometido.
Realiza as atividades com pressa, indiferença e  descaso, geralmente é o primeiro a entregar as atividades.

O aluno é desafiador.
Vem apresentando muitas dificuldades em seguir regras de convivência, quando chamado a atenção costuma balançar os ombros, tem atitudes de riso perante os colegas...





Dica de relatório direcionado a educação infantil.

O aluno  adaptou-se bem a sala e ao grupo.
Participa das atividades , corre, brinca, pul, se movimentam, faz uso do espaço demonstrando agilidade e equilíbrio.
Alimenta-se bem.
vesti-se sozinho.
Utiliza de forma adequada os materiais didáticos, (giz, , pincel, cola, lápis, caderno, etc.)
Apresenta coordenação fina boa para sua faixa etária.
Interage bem com o grupo, é prestativo e está sempre disposto a ajudar, a auxiliar os amigos.
Facilmente é influenciado pelos amigos.
Comunica-se bem.
Demonstra interesse diante das atividades propostas.
Identifica, letras, números , cores, seu nome, a inicial de seu nome...

Neste semestre o foco foi a adaptação e o oferecimento de atividades e vivências que pudessem fazer da escola um espaço de aprendizagem e crescimento pessoal, de valorização e amadurecimento das potencialidades dos alunos.
Brincar e imaginar. Elaborar conceitos matemáticos, conhecer um pouco da natureza e da cultura. Explorar a nossa língua escrita e oral, bem como os movimentos, danças, ritmos, enfim, os conhecimentos que permeiam as linguagens, sendo construído no dia a dia, num processo de troca coletiva e de sistematização.

Iniciamos o trabalho com  o Projeto tal.  Construindo junto aos alunos hábitos e atitudes de conscientização, criando possibilidades aos alunos de pensar, de sentir, refletir e apresentar soluções individuais e coletivas para as questões elencadas...
outros projetos estão sendo desenvolvidos...
Muitos eventos ocorreram ...





A Pena e o Pavão

Estava passeando pelo zoológico e avistei, bem pertinho de mim,  uma pena de Pavão.
Não resisti! Pensei, pensei,  e resolvi trazer e mostrá-la aos meus alunos.
 Lógico! eles se encantaram.
Então pensei em trabalhar valores e aí criei uma história, um poema  e uma atividade para tornar o achado ainda mais interessante. E... não que saiu um poema!?

Confiram!




Certo dia passeando,
De repente, avistando,
Um pavão,
Me observando!

Era um Pavão
Atrevido,
Parecia conhecer a todos,
Era mesmo muito amigo.

Era um Pavão
Engraçado,
Soltava suas penas 
Pra todo lado.

Era um Pavão
Interessante
Sempre exibindo suas penas,
Lindas e Exuberantes!

Era um Pavão
Intrigante.
As vezes bonzinho,
As vezes... Arrogante!

Era um Pavão
Vaidoso.
A todos encantava 
Com seu jeito Estiloso.

Era um Pavão
Orgulhoso.
Caminhava pelo parque
Todo , todo Pomposo!

Era um Pavão
Carismático,
Olhava a todos,
Pareceu-me Simpático.

Era um Pavão
Inteligente;
Sabia encantar;
Era mesmo, Surpreendente!




Era um Pavão
Desconfiado...
Muito Atento,
Olhando pra todo lado.

Rúbia Nery

Palíndromos



Palindromo é a frase ou palavra que mantém o mesmo sentido quando lida de trás pra frente.
 São expressões muito utilizadas porque são mais fáceis de memorizar, mesmo que o leitor não perceba que é um palíndromo. 
Tanto literários quanto publicitários fazem bom uso desta técnica.
Eis aqui alguns exemplos.
Pode-se trabalhar alguns nomes do tipo: ANA  - MUSSUM  - NATAN
Pode-se trabalhar palavras do tipo: OSSO - OVO-  RADAR -  SAIAS - RALAR  -  SALAS
Pode-se trabalhar frases do tipo:  
                               AME O POEMA
                               A MALA NADA LAMA -  Millor Fernades
                               A SACADA DA CASA
                               A GRAMA É AMARGA  - Millor Fernandes
                                A CARA RAJADA DA JARARACA.


osso; radar; omissíssimo; ovo.

"Anotaram a data da maratona".




Acrósticos

Brincando e aprendendo.
Acrósticos, possibilidades, para trabalhar palavras e formação de frases, já na Educação Infantil.


Os acrósticos são formas textuais onde a primeira letra de cada frase ou verso formam uma palavra ou frase. Podem ser simples, com frases ou palavras que não tenham ligação entre si ou podem mesmo ser o encerramento de uma poesia.

Na Educação Infantil trabalhei e costumo trabalhar com meus alunos datas especiais, do tipo:
 "Dia das Mães", "Dia dos Pais" , "Carnaval", etc.
Peço a eles palavras chaves relacionadas ao tema , daí, a escolha da melhor palavra, para que se consiga chegar a uma frase.
Eles são muito criativos e atentos.

Aqui vai alguns exemplos:

M - Meu                      
A -  Amor,
M - Minha
A-   Amiga,
E -  Especial. 

P -  Para
A - Alguém
I -  Incrível

C-  Criatividade,
A-  Animação,
R-  Risos,
N-  Namoros.
A-  Artistas
V-  Vivenciando
A-  Alegrias
L-  Libertadoras.

Aqui vai um exemplo de acróstico feito por Roberto Carlos ao grande amor de sua vida Maria Rita.
Maravilhoso!

 M ais que a minha própria vida
 A lém do que eu sonhei pra mim
 R aio de luz
 I nspiração
 A mor você é assim

 R ima dos versos que eu canto
 I menso amor que eu falo tanto
T udo pra mim
A mo você assim

M eu coração
E ternamente
U m dia eu te entreguei

A mo você
M ais do que tudo eu sei
O sol
R aiou pra mim quando eu te encontrei



Aqui vai outro exemplo, leia e descubra a palavra chave. 

T odos tem o direito a informação.
R ecebendo orientação adequada,
E nvolvendo sua vida pessoal, 
I ndependentemente de sua vocação profissional
N as atividades que tenha escolhido,
A lém dos conhecimentos técnicos já adquiridos
M ovido para o aprimoramento necessário,
E nvolvendo aspectos de relacionamento pessoal,
N os grupos informais ou formais que estiver atuando,
T ornando o indivíduo melhor preparado;
O nde estiver, para atingir os melhores resultados.