Educação de Jovens e Adultos - EJA

                                                 Educação de Jovens e Adultos




Seguindo os ideias de Paulo Freire, não basta a teoria... 
Considerar à prática do educando, suas vivências, suas experiências ,  torna a leitura
e o aprendizado eficaz.

A Educação de Jovens e Adultos é destinada aqueles que não tiveram acesso na idade própria.

Por ser uma demanda internacional de políticas públicas , há exigências, direcionamentos,  a fim de que se cumpra com os objetivos propostos a nível internacional.  Atrelado as outras demandas e acordos internacionais econômicos, ambientais e democráticos. oportunizando acesso aqueles que não o tiveram. 

Com a Declaração Internacional de Direito do Homem, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em  10/08/1948 do artigo  22  ao  27  , e diante da grande urgência e pressão dos acordos assim se estabelece.   Em 1988 , por meio da primeira Constituição, a nível nacional, fica assim estabelecido tais direitos. E muitos contribuíram para que tais ações fossem concretizadas e grande foi a participação de Paulo Freire; Miguel Arroyo; Leôncio Soares; Giovanetti Volvo; Kleimem Paiva; Osmar Favero, e o tratado de Jontiem, favoráveis a esses direitos.

Paulo Freire traz uma nova visão de ensino, um método diferenciado e que muito contribuiu para o processo de ensino e aprendizagem.

Miguel Arroyo e Leôncio Soares tratara a questão do analfabetismo funcional, digital, pois é preciso saber  fazer uso das novas tecnologias. E assim , cada qual, foi abordando novos conceitos e aprimorando o processo de aprendizagem, desse grupo. Um grupo diferenciado . E por conta disso, muitos cursos diferenciados foram criados , exigindo assim profissionais específicos, com formação também  específica, levando em conta o perfil de cada educando e assim desenvolvendo um trabalho a partir desta perspectiva.

No primeiro Encontro Internacional do EJA foram apresentados, estabelecidos matérias diferenciados, específicos, direcionado a essa diversidade , onde haveria um cruzamento de ideias e metodologias direcionadas para o conceito de cidadania e voltadas para o  mercado de trabalho.

A Unicamp também tem participação ativa e estabelece  o primeiro encontro para tratar questões e metodologia especificas para o EJA. Apresentando pesquisas, estudos específicos e debates com um método previamente estabelecido, tornando o trabalho mais fácil, porém , essa formação específica é o ideal, assim sendo , articula as ações, familiariza-se com os conteúdos, com o grupo, com as normas estabelecidas, participa dos colóquios e demais eventos , para que tais debates, esclareçam e direcionem o trabalho do professor. 



A  EJA estabelece  uma educação popular, elaborada para e com o povo. Um processo de diálogo, de troca, avançando a partir de propostas frente as perspectivas dos educandos e com todo esse movimento em prol de uma educação , onde não tiveram acesso, 37 % de toda a nação passa a se alfabetizar, e aqueles que não puderam concluir seus estudos na idade própria, agora podem. Essa emancipação se deu por conta dos incentivos sobrepostos pelos tratados, por grupos de interesses em prol de uma sociedade mais justa i igualitária. Produzindo algo peculiar , atendendo as disparidades sociais, influenciando aspectos econômicos e sociais.

O principal objetivo é atender a demanda daqueles que não tiveram acesso à Educação Regular, garantindo oportunidades aqueles que não foram contemplados com o Ensino Fundamental e Ensino Médio.

E quem são estes sujeitos :  são de caráter diverso, aquele que surge as margens dos ensinos regulares, devido a uma demanda, vindo das camadas populares, trabalhadores , pessoas que vivenciam situações de opressões, de camadas sociais periféricas, que fazem parte de grupos étnicos raciais, que sofrem pré - conceitos pela sua cor, sua religião, sua condição social. Daí a necessidade de uma didática diferenciada.

O que o aluno espera : Auto estima; autonomia; concluir seus estudos; progressão; valorização pessoal e profissional. Se sentem oprimidos por não saber ler nem escrever.

Por conta das exigências educacionais , pessoas que cumprem penas e que também desejam dar continuidade aos estudos , os LA também fazem parte deste grupo, e muitas vezes não tem interesse e até  atrapalham  o campo de estudo, porém é um direito e precisa ser preservado.

A liberdade assistida é um direito concedido.

Todo preso tem direito à educação.

Além da Constituição Federal, garantem o acesso dos detentos brasileiros aos estudos seja no próprio cárcere ou nas escolas, de acordo as especificidades de cada situação prisional, de acordo   a Lei de Execução Penal (LEP), a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394) e o Plano Nacional de Educação (PNE).
Em 2011, houve um novo incentivo para que os presos retomassem os estudos. A Lei 12.433 previu a redução de pena, que já ocorria com o trabalho, também para quem estuda. A cada 12 horas de frequência escolar o preso tem um dia a menos de pena a cumprir, incluindo ensino fundamental, médio, profissionalizante, superior ou ainda curso de requalificação profissional alguns presos. Com isso há os incentivos, o direito em si, porém nem sempre há o real interesse, o que acaba por atrapalhar o andamento dos estudos em sala de aula.

Voltando, muitos foram os estudos em prol de uma educação de qualidade.
Na década de 60 a UNESCO/ONU  fomentou ações e a busca pelo desenvolvimento , junto as nações internacionais . Por meio de doações e verbas , mobilizando e estabelecendo diretrizes.
Em 1990 , O Tratado de Jontem, estabelecendo acordos em prol da educação.
Um importante trabalho realizado por um aluno de mestrado da Universidade da Bahia, apresentando estudos de campo, materiais específicos . 
E em 2012  a Unicamp com sua tese direcionada ao trabalho com a EJA.
Em 2015 houve o I  Seminário nacional EJA tb promovido pela UNICAMP.

E o objetivo, a pauta, o foco em questão  é estabelecer diretrizes, metas para que o analfabetismo seja erradicado.
Daí os inúmeros investimentos governamentais, frente aos países subdesenvolvidos.

Hoje a preocupação, o foco é a questão ambiental. E os investimentos no âmbito educacional conduzem ao desenvolvimento econômico e social, com novas exigências no que tange as questões ambientais. E por meio do ECOSOC, e a conferência do Rio mais 20 , agora o foco está na questão ambiental. 

Assento permanente - é o que a ONU  - Organização das Nações Unidas promove aos países,  se estes atenderem a algumas especificidades, em prol de uma sociedade mais justa,  conferindo responsabilidades em meio ao desenvolvimento.

O Brasil busca um assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas há 70 anos, desde a fundação da ONU, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. Uma das formas de os Estados Unidos atraírem o Brasil para combater junto com os aliados foi justamente acenar com a possibilidade de participarmos de uma espécie de Comitê de Segurança depois do conflito.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas é um órgão da Organização das Nações Unidas cujo mandato é zelar pela manutenção da paz e da segurança internacional. É o único órgão do sistema internacional capaz de adotar decisões obrigatórias para todos os 193 Estados-membros da ONU, podendo inclusive autorizar intervenção militar para garantir a execução de suas resoluções. O Conselho é conhecido também por autorizar o desdobramento de operações de manutenção da paz e missões políticas especiais. 

A medida que 65 milhões de indivíduos, em meados dos anos 2000 ainda não tinham sido contemplados com a Educação. Daí as cobranças , a fim de garantir participação no Assento Permanente ONU.

A identidade própria do EJA , considerando os perfis dos estudantes, tem liberdade de ação frente as Diretrizes Curriculares Nacionais. Autonomia para mudar, direcionar, buscar ações , adequando a fim de promover uma educação igualitária. Pautada pelo conceito de equidade.

Equidade consiste na adaptação da regra existente à situação concreta, observando-se os critérios de justiça. Pode-se dizer, então, que a equidade adapta a regra a um caso específico, a fim de deixá-la mais justa. Ela é uma forma de se aplicar o Direito, mas sendo o mais próximo possível do justo para as duas partes. Essa adaptação, contudo, não pode ser de livre-arbítrio e nem pode ser contrária ao conteúdo expresso da norma. Ela deve levar em conta a moral social vigente, o regime político Estatal e os princípios gerais do Direito.

As escolas indígenas no artigo 24 dispõe de normas específicas, contendo resoluções também específicas. 

São três os órgãos públicos que se responsabilizam   - União - Estado - Município. Todos em regime de colaboração, porém , cabe a PMSP atender ao EJA.
Cabe ao Estado, atentar-se    ou atender  ao  Ensino Fundamental e Ensino Médio, caso haja necessidade de intervenção por  falta de verba, aí sim, o Estado entra em ação.

Tendo a resolução de 05/07/2000 CNE/CEB sob o artigo I as Diretrizes Curriculares para todo o território Nacional , documento base para direcionar o trabalho do professor. 

São 5 as modalidades do EJA 
MOVA- CIEJA - CMTC ( Profissionalizante) - EDUCAÇAO MODULAR - REGULAR









  




Educação Especial ou Educação Inclusiva

Educação Especial   

Atendimento Especializado  -  LEI  Nº  7611



A Declaração  Internacional de Pessoas com Deficiência estabelece que crianças com necessidades especiais devam frequentar a escola e participar ativamente .

Antes usava-se o termo preferencialmente, hoje em desuso.

Quando se fala em integração se fala em paradigma, entendendo que quem se adapta a escola é o sujeito.  
À escola vem antes da inclusão, entretanto temos que refletir, o sujeito se adequa á escola ou a escola é quem tem que se adequar ao sujeito, proporcionando segurança e garantindo especificidades para que a aprendizagem aconteça. A adaptação ocorre dos dois lados, tanto á escola quanto ao sujeito que nela se insere com todos os seus direitos garantidos.

A integração parte do pressuposto de que o indivíduo deficiente deve se adaptar ao meio, caminhar com os demais, da mesma faixa etária e, que isto que dá, acontece, a partir da inclusão, levando em consideração a diversidade onde ele deve ser visto na diferença, promovendo a homogeneidade, ou seja, respeitando suas diferenças , todavia , garantindo o processo de integração, de troca. Entendendo que não somos nem precisamos ser iguais mas precisamos construir juntos, pensar juntos, realizar juntos, promovendo a oportunidade a todos.

Deixando de ser um nível de ensino,  passa a ser uma modalidade de ensino, inserida entre todos os níveis de ensino, com todas as adaptações possíveis, além do que  a garantia do atendimento educacional especializado.
 Todos num mesmo processo de ensino e aprendizagem, pois é dentro da escola que se constrói, se transforma, se desenvolve, se desconstrói paradigmas sociais, preceitos que não condizem com a realidade, com o que é de fato necessário.

Há os serviços de apoio que são denominados  serviços complementares, dando suporte quando necessário.  E,  há casos  específicos em que há o serviço suplementar promove ações a fim de garantir a equidade. Um exemplo são os alunos com altas habilidades.



A educação especial atende a pessoas com deficiências , transtornos globais, altas habilidades e super dotação. E Montuan afirma que,  independente de suas especificidades ou de suas impossibilidades, o estar junto, o processo de inclusão já faz toda a diferença, já dá conta e que a cooperatividade promove avanços significativos chegando até a dispensar o atendimento complementar e suplementar.

Todavia o MEC , considerando e reconsiderando o aluno, á escola, o ambiente, o espaço e as pessoas que por ele transitam e participam da vida escolar, estabelece que o AEE, ou seja, o SAAI, as salas multifuncionais,  precisam estar presente, articulando com o professor, pois o aluno que frequenta a escola regular tem este atendimento garantido . Um processo mutuo onde as duas escolas atuam, estimulando, fomentando este processo.


Essa rede de apoio, SAAI, de acordo a Lei  Nº 10761 estabelece uma duplicidade de pagamento para o aluno que frequenta a classe comum e a classe de recursos da rede, AEE. Havia  também, de acordo a Lei Nº  5718 o SAP que é o serviço de apoio pedagógico, hoje revogada.

Sempre levando em consideração a faixa etária, a equivalência de idades, pois há necessidade do desenvolvimento cognitivo, independente da sua condição fica ou motora. Dái as oportunidades de acesso e permanência onde se trabalha em contra turno, na parte da manhã em uma escola, na parte da tarde, em outra, com participação ativa  e conjunta dos  professores. E para que isso aconteça há um número determinado de aluno, se ultrapassado, este deve ser realocado afim de garantir oportunidade e aprendizagem a todos. DRE/Supervsão/CEFAI.

O aluno com necessidades especiais precisa de um turno adequado a fim de garantir essa troca, e há um sistema colaborativo entre SAAI/ PAAI/ CEFAI.Orgão que atuam de maneira conjunto, dando suporte e apoio. Um trabalho coletivo e colaborativo onde todos participam do processo de desenvolvimento desse aluno.

Cabe ao CEFAI, centro de formação e acompanhamento à inclusão que articulado, ligado ao DOT, composto por um coordenador e o supervisor, articulando-se com a educação e a saúde, dando todo apoio necessário, seja ele estrutural, físico, de materiais específicos , acervos e etc. Articulando-se intersetorialmente.

Os professores que atuam do CEFAI são designados, com graduação mais habilitação específica em educação inclusiva. No SAAI também tem que ter especialização, porém não é itinerante, presta serviço na DRE, visita as escolas , quando solicitado, fazendo atendimento a pequenos grupos. Já o PAAI não tem aluno direto, ele é itinerante. Ele faz atendimento à domicílios, casos específicos tipo internações ou impossibilidade de locomoção por parte do aluno.

Cabe ao SAAI priorizar conceitos como autonomia: escovação, alimentação. Em sala de aula, eliminar barreiras físicas , barreiras intelectuais. E para que se possa ter uma sala de SAAI é preciso ter demanda e espaço adequado... As salas são de caráter transitório onde o atendimento / as aulas acontecem num período de 4 horas semanais.

Tem algumas EMEIS que funcionam em período integral e nesses casos o professor do SAAI vai até á escola. Já o CEI conta com o atendimento do PAAI que é itinerante. Tudo com repasse de relatórios, sempre que necessários. E para a criança deixar de frequentar o SAAI é necessário assinar um termo de desistência.

O professor do SAAI trabalha 25h/aula sendo 5 destinadas a formação em JEIF. Ele tem por atribuição elaborar, executar e avaliar o plano da AEE. Programar, acompanhar e avaliar a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos, articulando e orientando o trabalho do professor, além do que , conversando com as famílias para que haja compatibilidade de ações conjuntas.
O que cabe ao coordenador pedagógico é elaborar , implementar  e avaliar o PPP da UE., tendo em vista os desafios do cotidiano escolar, identificar junto a equipe, fomentar o processo inclusivo. acompanhar e encaminhar a documentação, favorecendo a integração entre os profissionais da escola.

Cabe ao diretor atenção aos dias e horários de atendimento CEFAI e SAAI, além do que, acomodar os alunos, distribuir de forma que garante atendimento paralelo. Contra turno. Atualizar junto ao EOL os registros informatizados. Promover reuniões e favorecer ações junto as famílias.

Cabe ao DOT / SME  cursos de formação.

Cabe as EMEBS, anteriormente denominada e EMEE,  o atendimento exclusivo, onde esse aluno não precisa frequentar a escola comum. E quem frequenta as EMEBS são os alunos surdos, com deficiência severa, profundas.  Há também as línguas de sinais, específica . Ali atuam professores com habilitação específica.

A.V.E.  auxiliar de vida escolar, este é um profissional terceirizado. Precisa ser maior de 21 anos, com formação de ensino médio, tem por função auxiliar na locomoção, alimentação e higienização. Não tem a função de ficar na sala de aula e atuar na formação pedagógica. Lei  Nº 2.963/13. Cabe a ele também assinar um termo de sigilo. Ele estará presente na necessidade específica severa, porém sem autonomia, sempre acompanhado por um adulto.

AEE, atendimento especial de apoio. Quando o aluno apresenta graves deficiências deve-se acionar o SUS, aguardar o devido socorro, sempre acompanhado pelo AVE, porém não cabe  ele cuidados específicos do tipo quebra de ossos, fraturas, etc.

Estagiário do DOT atende só um professor. Não pode ser itinerante. Auxilia pequenos grupos de alunos. Participa do planejamento , das atividades , do que foi organizado pelo professor, é específico, atuando junto á equipe. Tudo documentado.

No  Programa Rede de apoio  inclui projetos para que haja atendimento pleno, são eles:  Projeto Formar; Projeto Apoiar; Projeto Acessibilidade; Projeto Rede; Projeto Avaliar ...

Estabelecido a fim de garantir o Direito a Aprender.






- o estabelecido no Decreto nº 45.415, de 18/10/04, alterado pelo Decreto 45.652, de 23/12/04;
- o previsto na Indicação CME nº 06, aprovada em 15/09/05, que trata da inclusão no âmbito escolar;
- o disposto na Portaria SME nº 5.550, de 24/11/11;
- a necessidade de se definir novos procedimentos ao funcionamento das Salas de Apoio e Acompanhamento à Inclusão – SAAIs;
- a importância da articulação do Atendimento Educacional Especializado com o Projeto Pedagógico de cada Unidade Educacional;
RESOLVE:
Art. 1º - As Salas de Apoio e Acompanhamento à Inclusão – SAAIs integrantes do inciso II do artigo 2º - Projeto Apoiar que compõe o Decreto 51.778, de 14 de setembro de 2010, que instituiu a Política de Atendimento de Educação Especial, por meio do Programa Inclui, no âmbito da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, fica regulamentado nos termos da presente Portaria.
Art. 2º – O Projeto Apoiar tem por finalidade ampliar as ações de apoio pedagógico especializado para alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento – TGD e altas habilidades/superdotação, por meio da instalação e manutenção das Salas de Apoio e Acompanhamento à Inclusão – SAAIs, nas Unidades Educacionais da Rede Municipal de Ensino de São Paulo, com os recursos humanos, espaço adequado para o seu funcionamento e materiais necessários à sua efetivação.
Parágrafo Único: O Projeto de que trata o caput deste artigo possibilita, ainda:
I – celebrar/readequar convênios com instituições especializadas a fim de oferecer atendimento pedagógico especializado àqueles que não podem se beneficiar dos recursos públicos existentes;
II - distribuir estagiários do curso de pedagogia para atuação nas salas que tenham alunos com quadros de deficiência, TGD e altas habilidades/superdotação;
III - definir módulo mínimo de pessoal que integrará a equipe do CEFAI, de acordo com as características e necessidades de cada DRE.
Art. 3º - As Salas de Apoio e Acompanhamento à Inclusão - SAAIs, integrantes do Projeto Apoiar, instaladas nas Escolas Municipais de Educação Infantil – EMEIs, Escola Municipais de Ensino Fundamental – EMEFs, Escolas Municipais de Ensino Fundamental e Médio - EMEFMs e Centros Integrados de Educação de Jovens e Adultos – CIEJAs da Rede Municipal de Ensino de São Paulo, deverão ser entendidas como espaços organizados para a realização do Atendimento Educacional Especializado, em caráter complementar ou suplementar, aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento – TGD e altas habilidades/superdotação, que dele necessitar.
§ 1º - O atendimento nas SAAIs de que trata o caput deste artigo poderá estender-se a alunos matriculados em outras Unidades Educacionais da Rede Municipal de Ensino de São Paulo onde inexista tal atendimento.
§ 2º - As crianças matriculadas nos Centros de Educação Infantil – CEIs serão atendidas pelos seus respectivos professores que contarão com a atuação colaborativa dos Professores de Apoio e Acompanhamento à Inclusão – PAAIs, que integram os Centros de Formação e Acompanhamento à Inclusão – CEFAIs.
§ 3º - Caberá ao PAAI responsável pelo atendimento dos CEIs a orientação aos professores quanto a estimulação precoce das crianças, bem como a orientação quanto a construção de uma rede de apoio com os serviços de saúde, assistência social, instituições conveniadas e outros serviços que se fizerem necessários visando ao desenvolvimento integral da criança, bem como a orientação aos professores quanto a estimulação precoce das crianças.
Art. 4º - Nas escolas municipais, em que forem instituídas Escolas Municipais de Educação Bilíngüe para Surdos em Unidades-Pólo, conforme estabelecidas no artigo 11 do Decreto nº 52.785/11, o atendimento das SAAIs, para a Educação Infantil e o Ciclo I do Ensino Fundamental, acontecerá em classes de educação bilíngüe e denominar-se-ão SAAIs Bilíngue.
Parágrafo Único – O atendimento das SAAIs Bilíngue poderá ser oferecido em caráter complementar ou suplementar ou exclusivo quando se tratar de classes bilíngues.
Art. 5º - O Atendimento Educacional Especializado realizado nas SAAIs pressupõe a articulação desse trabalho com o da classe comum visando à atuação colaborativa dos profissionais envolvidos.
Art. 6º - Caracterizar-se-á Atendimento Educacional Especializado, como aquele que identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras e propiciem a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas com vistas a promover sua autonomia e independência, tanto no âmbito escolar como no contexto social que atua.
§ 1º - O atendimento referido no caput ocorrerá nas Salas de Apoio e Acompanhamento à Inclusão – SAAIs, em horário diverso ao da classe comum, ministrado pelo “Professor Regente de SAAI”, por meio de práticas pedagógicas, materiais didáticos e tecnológicos e de instrumentos que favoreçam a aquisição de habilidades e competências necessárias ao desenvolvimento dos alunos e ao seu processo de aprendizagem.
§ 2º - No caso do aluno de EMEI estar matriculado em período integral o apoio especializado deverá ser realizado no seu horário de freqüência à escola, com atuação colaborativa entre o Professor Regente de SAAI e os demais profissionais da unidade educacional para a definição de estratégias que favoreçam o acesso do aluno às atividades educacionais bem assim sua interação no grupo.
§ 3º - A avaliação educacional do processo de aprendizagem dos alunos deverá ser o instrumento orientador da utilização do serviço de atendimento especializado, e direcionará a tomada de decisão quanto ao período de permanência e desligamento do aluno na SAAI.
§ 4 º – A avaliação referida no parágrafo anterior abrangerá todos os educadores da Unidade Educacional de origem do aluno, sob a coordenação da equipe gestora, com a participação da família, do Professor Regente de SAAI, o Supervisor Escolar, ouvido, se necessário, os profissionais da saúde e/ou de outras instituições.
Art. 7º - A instalação das SAAIs nas Unidades Educacionais dar-se-á por ato oficial do Secretário Municipal de Educação, mediante indicação realizada pelo CEFAI em conjunto com o Supervisor Escolar, quanto a existência de demanda.
§ 1º - A indicação será analisada pela Diretoria de Planejamento da DRE que emitirá parecer quanto aos aspectos de infraestrutura que assegurem o atendimento, com posterior homologação do Diretor Regional de Educação.
§ 2º - O acervo inicial de mobiliários e recursos didático-pedagógicos, bem como os equipamentos tecnológicos e os de informática que comporão a SAAI, deverão ser adquiridos pela Secretaria Municipal de Educação.
Art. 8º - O funcionamento das SAAIs, excetuando-se as SAAIs instaladas nas Unidades-Pólo de Educação Bilíngüe, será oferecido em horário diverso da classe comum com duração de, no mínimo 4 (quatro) horas semanais, de acordo com a necessidade de cada aluno.
Parágrafo Único – As SAAIs serão formadas com até 20 (vinte) alunos e o atendimento poderá ocorrer em pequenos grupos ou individualmente.
Art. 9º - As Unidades Educacionais que organizarem suas SAAIs contarão cada uma, com um “Professor Regente de SAAI”, que comprove habilitação em Educação Especial ou em uma de suas áreas, obtidos em cursos de graduação, especialização ou de pós-graduação.
Art. 10 - O Professor de Educação Infantil e Ensino Fundamental I e Professor de Ensino Fundamental II e Médio, efetivo ou estável, em Jornada Básica do Docente – JBD ou optante por Jornada Especial Integral de Formação – JEIF, que se interesse em desempenhar a função de “Professor Regente de SAAI” deverá:
I – inscrever-se na própria Unidade Educacional;
II – apresentar Projeto de Trabalho em consonância com as diretrizes da SME/DOT – Educação Especial;
III – Participar de Reunião de Conselho de Escola que deverá analisar os currículos dos professores interessados e os Projetos de Trabalho frente às especificidades da demanda a ser atendida, realizando a eleição do profissional.
Parágrafo Único – Na inexistência de candidatos interessados na Unidade Educacional, serão abertas inscrições à Rede Municipal de Ensino, divulgadas por meio do Diário Oficial da Cidade de São Paulo – DOC, procedendo-se, no que couber, nos termos deste artigo.
Art. 11 – Uma vez eleito o Professor, constituir-se-á expediente a ser enviado a Secretaria Municipal de Educação, para fins de designação, composto por:
I – documentos do interessado:
a) cópia dos documentos pessoais;
b) cópia do demonstrativo de pagamento;
c) cópia do diploma de graduação;
d) cópia da certificação da habilitação ou especialização em educação especial.
II – Projeto de Trabalho:
a) Parecer da DRE/CEFAI;
b) análise e emissão de parecer da SME/DOT – Educação Especial.
III – Declaração da Unidade Educacional de lotação do professor eleito de que existe professor substituto para a sua classe/aulas.
§ 1º - Designado o Professor Regente de SAAI, deverá ele realizar estágio de 25 (vinte e cinco) horas-aula, em 2 (duas) semanas, em outra SAAI, orientado e acompanhado pela equipe do CEFAI.
§ 2º - O início das atividades do Professor Regente de SAAI na Unidade Educacional fica condicionado à publicação de sua designação no Diário Oficial da Cidade de São Paulo e ao cumprimento do estágio referido no parágrafo anterior deste artigo.
§ 3º - O Professor Regente de SAAI que já tiver exercido a função fica dispensado do estágio a que se refere este artigo.
Art. 12 – Os Professores Regentes de SAAI, em Jornada Básica do Docente – JBD – ou Jornada Especial Integral de Formação – JEIF – deverão cumprir respeitados os limites estabelecidos em vigor:
I – 20(vinte) horas semanais: destinadas ao atendimento de alunos;
II – 05(cinco) horas restantes, destinadas à articulação do trabalho, acompanhamento e orientação quanto ao desenvolvimento dos alunos por meio de visitas sistemáticas às classes comuns onde estão matriculados os alunos que freqüentam a SAAI;
III – horas-aula a título de Jornada Especial de Trabalho Excedente – TEX: até 05 (cinco) horas-aula, destinadas ao cumprimento de horário coletivo, planejamento da ação educativa e atendimento aos pais, se necessário;
IV – horas-aula a título de Jornada Especial de Hora-Aula Excedente – JEX: destinadas à ampliação do atendimento aos alunos, se necessário.
Art. 13 – Ao final de cada ano letivo, o Conselho de Escola deliberará quanto à continuidade ou não do Professor Regente de SAAI, mediante avaliação do trabalho desenvolvido e demais registros disponibilizados para esse fim.
Art. 14 – A cessação da designação do Professor Regente de SAAI, ocorrerá:
I – a pedido do interessado;
II – por deliberação do Conselho de Escola;
III – parecer da DRE/CEFAI;
IV – na hipótese referida no artigo 15 desta Portaria.
Art. 15 – Nos afastamentos do Professor Regente de SAAI por períodos iguais ou superiores a 30 (trinta) dias consecutivos, será cessada a sua designação, e adotar-se-ão os procedimentos previstos nos artigos 10 e 11 desta Portaria, para escolha e designação de outro docente para a função.
Parágrafo Único – Findado o afastamento do Professor e persistindo a vaga resultante do seu afastamento, o professor, se interessado, poderá ser reconduzido à função mediante novo processo eletivo.
Art. 16 – A extinção da SAAI dar-se-á por ato do Secretário Municipal de Educação, mediante expediente próprio instruído com:
I – ofício da Unidade Educacional ou da Diretoria Regional de Educação justificando a extinção;
II – parecer favorável do Supervisor Escolar e do CEFAI;
III – parecer conclusivo da Diretoria de Orientação Técnica da Secretaria Municipal de Educação – DOT/SME.
Art. 17 – São atribuições do Professor Regente de SAAI:
I – Elaborar, executar e avaliar o Plano de Atendimento Educacional Especializado do aluno, contemplando: a identificação das habilidades e necessidades educacionais específicas dos alunos; a definição e a organização das estratégias, serviços e recursos pedagógicos e de acessibilidade; o tipo de atendimento conforme as necessidades educacionais específicas dos alunos; o cronograma do atendimento e a sua carga horária;
II – Programar, acompanhar e avaliar a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade na SAAI, na classe comum e nos demais ambientes da escola, por meio de atuação colaborativa com professores, do trabalho articulado com os demais profissionais da Unidade Educacional e com as famílias;
III – Produzir materiais didáticos e pedagógicos, considerando as necessidades educacionais específicas dos alunos e os desafios que estes vivenciam no ensino comum, a partir dos objetivos e das atividades propostas no currículo;
IV - articular, acompanhar e orientar o trabalho dos professores em relação ao desenvolvimento dos alunos por meio de visitas sistemáticas às classes comuns onde estão matriculados os alunos que freqüentam a SAAI;
V – Estabelecer a articulação com os professores da sala de aula comum e com os demais profissionais que atuam na escola para a participação e aprendizagem dos alunos nas atividades escolares;
VI – orientar os demais professores e as famílias sobre os recursos pedagógicos e de acessibilidade utilizados pelo aluno de forma a ampliar suas habilidades e competências, promovendo sua autonomia e participação no ambiente escolar e social em que vive;
VII – desenvolver atividades próprias do Atendimento Educacional Especializado, de acordo com as necessidades educacionais específicas dos alunos: ensino da Língua Brasileira de Sinais - Libras, como primeira língua, para alunos com surdez; ensino de Língua Portuguesa na modalidade escrita, como segunda língua, para alunos com surdez; ensino da Comunicação Aumentativa e Alternativa – CAA; ensino do sistema Braille, do uso do soroban e das técnicas para a orientação e mobilidade para alunos cegos; ensino da informática acessível e do uso dos recursos de Tecnologia Assistiva – TA; ensino de atividades de vida autônoma e social; orientação de atividades de enriquecimento curricular para as altas habilidades/superdotação; e promoção de atividades para o desenvolvimento das funções mentais superiores;
VIII – elaborar o plano de acompanhamento individual do aluno;
IX – manter atualizada as Fichas de Registros da SAAI e o controle de frequência dos alunos;
X – assegurar no Plano de Trabalho da SAAI e da Unidade, quando o aluno atendido pela SAAI for de outra escola, a articulação dos profissionais envolvidos em ambas as Unidades Educacionais;
XI – participar das ações de Formação Continuada oferecidas pelo CEFAI e pela DOT/SME.
Art. 18 – Caberá ao Coordenador Pedagógico:
I – coordenar a elaboração, implementação e avaliação do Projeto Pedagógico da Unidade Educacional, tendo em vista os desafios do cotidiano escolar, as diferentes modalidades educacionais e os diversos turnos de funcionamento;
II – identificar, junto com a Equipe Escolar, casos de alunos que necessitem de atendimento educacional especializado e orientar quanto a tomada de decisão para os encaminhamentos adequados;
III – assegurar o pleno desenvolvimento do Plano de Trabalho da SAAI e fomentar o processo inclusivo dos alunos com deficiência, TGD e altas habilidades/superdotação, matriculados nas classes comuns;
IV – analisar, em conjunto com o Professor Regente de SAAI, os dados obtidos na Avaliação do Referencial de Avaliação sobre a Aprendizagem do Aluno com Deficiência Intelectual – RAADI, referentes às dificuldades detectadas no processo de aprendizagem, e propor ações para o redimensionamento das práticas pedagógicas com vistas ao avanço do processo de aprendizagem dos alunos com deficiência intelectual, bem como, acompanhar o processo de aplicação do RAADI - Ciclo I, II e CIEJA pelos professores de sua Unidade Educacional, com o estabelecimento de prazos e metas para posterior encaminhamento dos registros ao CEFAI;
V – garantir o fluxo de informações e discutir, mediante registros atualizados, os resultados alcançados do processo de aprendizagem dos alunos com deficiência, TGD e altas habilidades/superdotação, com seus respectivos responsáveis;
VI – promover estudos de casos dos processos educacionais dos alunos com deficiência, TGD e altas habilidades/superdotação em conjunto com os professores das classes comuns e professor especializado, visando à elaboração de propostas de acompanhamento da aprendizagem dos alunos;
VII – favorecer a integração e articulação do trabalho desenvolvido na Unidade com os pais dos alunos envolvidos.
Art. 19 – Competirá ao Diretor de Escola:
I – assegurar as condições necessárias para o pleno funcionamento das SAAIs e atendimento dos alunos com deficiência, TGD e altas habilidades/superdotação no processo de ajuste e elaboração do Projeto Pedagógico nas Unidades Educacionais;
II – acompanhar e avaliar o desenvolvimento do Plano de Trabalho com vistas à melhoria da aprendizagem desses alunos e das condições necessárias à ação docente;
III – promover a organização e funcionamento da Unidade Educacional, de modo a atender a demanda e demais aspectos pertinentes, tanto de ordem administrativa quanto pedagógica, priorizando o acesso dos alunos com deficiência, TGD e altas habilidades/superdotação em turnos que viabilizem os atendimentos complementares e suplementares necessários ao seu pleno desenvolvimento;
IV – viabilizar o atendimento das necessidades básicas de locomoção, higiene e alimentação de todos que careçam desse apoio;
V – viabilizar o trabalho colaborativo dos profissionais vinculados aos serviços de Educação Especial;
VI – fortalecer o trabalho coletivo entre os profissionais da Unidade Educacional;
VII – assegurar a atualização dos registros informatizados;
VIII – estabelecer parcerias e ações que incentivem o fortalecimento de condições para que os alunos com deficiência, TGD e altas habilidades/superdotação possam participar efetivamente da vida social.
IX – propiciar a integração e articulação do trabalho desenvolvido na Unidade com os pais dos alunos envolvidos.
Art. 20 – Caberá ao Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão – CEFAI:
I – responsabilizar-se pela tramitação, controle e fluxo das informações referentes à Educação Especial;
II – oferecer formação continuada aos Professores Regentes de SAAI e à Equipe Gestora das Unidades Educacionais;
III – propiciar formação continuada aos educadores das Unidades Educacionais na perspectiva da educação inclusiva.
Art. 21 – Caberá a DOT/SME – Educação Especial:
I - oferecer, em conjunto com os CEFAIs das Diretorias Regionais de Educação, a formação continuada dos educadores que atuam nos Serviços de Educação Especial na Rede Municipal de Ensino;
II – oferecer oportunidades de formação em nível de especialização nas diferentes áreas da educação especial para os profissionais com vistas à atuação nos Serviços de Educação Especial.
Art. 22 – Os casos omissos ou excepcionais serão resolvidos pela Diretoria Regional de Educação, ouvida, se necessário, a Diretoria de Orientação Técnica da Secretaria Municipal de Educação – DOT/SME.
Art. 23 - Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário, em especial, os artigos 9º a 22 da Portaria SME nº 5.718 de 17 de dezembro de 2004.



Indios do Brasil

Índios do Brasil, quem são eles ?




Um povo que como muitos vivem numa metrópole ou mesmo megalópole.
E que,  por essa mudança de hábitos e atitudes, não são vistos como tais. Eles estão e sempre estiveram presentes na história do Brasil. E há de se considerar a ingenuidade de muitos,  de que o Indio só será considerado Índio se viver na sua essência, com suas características especificas, seus adereços, rituais e viver em tribos, ocas, cultivando sua da terra. Qualquer cidadão, independente de sus raízes históricas pode evoluir, criar novos hábitos, se inserir e agregar valores sem ser desconsiderado em sua essência, já o povo indígena  , não! E se assim o fizer, será descaracterizado...

Partindo dessas características físicas, estruturais é preciso considerar suas raízes culturais, e que  diante deste contexto, o índio não estando cultivando terras,  realizando rituais, com adereços,  não será índio ? Por que não ter espaço garantido na cultura do outro , como outros povos . O japonês chega em outras terras, com ou sem suas raízes, e é considerado Japonês, é respeitada suas nacionalidade, ele não perde sua origem. . É necessário entender este processo a fim de garantir direitos e por fim a questão da Xenofobia, da não aceitação do outro, por causa de suas diferença, mesmo que est cause estranheza, por ser adversa a cultura local. O espaço é pra todos, os direitos são ou deveriam ser pra todos,  independente de sua etnia, sua religiosidade, sua raça e suas escolhas.

E o que diferencia Raça e Etnia é que o conceito de Raça  refere-se ao âmbito biológico - referindo-se a seres humanos, é um termo que foi utilizado historicamente para identificar categorias humanas socialmente definidas. As diferenças mais comuns referem-se à cor de pele, tipo de cabelo, conformação facial e cranial, ancestralidade e genética.
O conceito de Etnia refere-se ao âmbito cultural - um grupo étnico é uma comunidade humana definida por afinidades linguísticas e culturais e semelhanças genéticas. Dentro de uma estrutura social, política e um território.

A Cultura Indígena não é divulgada. eles, por viverem em aldeias, preservam suas culturas, seus rituais, suas comidas, e são tidos como selvagens. Por serem da terra, viverem do cultivo, da pesca, do que a natureza oferece como alimento, remédio, dos recursos materiais usados para sobrevivência,  consumo, para confecção de utensílios, ferramentas, construção de suas ocas, matéria prima, são taxados de preguiçosos. Com isso o contexto social dessas etnias são deixados de lado, desconsiderados parcial ou totalmente. Sem apoio, sem garantias, sem acesso. Até porque parece que Globalização, Era digital, Saúde, Políticas Públicas, Escolaridade, não são direitos, não há garantias, oportunidades, como todo e qualquer indivíduo, tal como deveria ser.

Será que o pensar diferente, linguisticamente diferente, forma no indivíduo, no grupo, um diferencial. E será  que esse grupo tem a pretensão de assim como os demais grupos , alcançar tais direitos ?

Os Maias; os Astecas e os Incas por possuírem uma organização totalmente diferenciada, constituíram grandes impérios, grandes edificações. 

A cultura é algo que constitui grupos humanos diferenciados, singulares, não inferior ou superior, simplesmente diferentes. Um exemplo são os Europeus, sempre foram o centro da atenção, sempre explorando, sempre sendo servidos. Outro exemplo foram os Expedicionários, chegavam para vivenciar os locais, buscar informações sobre as riquezas dos locais, por onde passavam, para inspecionar, agir sobre o local, dominar. Assim sãos grupos, assim se constrói uma cultura.

É curioso a cultura do Canibalismo, alguns líderes religiosos , quando mortos são queimados para que de suas cinzas, derramada sobre a água, sirva de alimento para aquele determinado grupo. Toda a tribo toma para absorver a sabedoria, tudo de melhor que aquele líder tinha, poderia ainda oferecer. Daí algumas tribos comerem a carne, visando tirar , alcançar , sua força, seu poder, sua soberania. Portanto é preciso entender o porquê de determinados acontecimentos, costumes, escolhas, das especificidades de cada grupo. Assim como os Canibais, os Tupis Guaranis eram vistos como bárbaros , como exóticos, com isso traziam também curiosidade, contemplação, mas a partir do momento que se apresentou  o canibalismo, foram rejeitados, renegados

É através da Educação, do que se houve, do que se vê, do eu se ê e se absorve , sempre será um modelo, uma referência para determinada cultura. A união dos padrões apreendidos  e desenvolvidos pelo ser humano e que são expressos pela arte, pela escrita, pelo juízo de moral, por seus hábitos difundidos socialmente. Assim sendo, o Indio não está no passado, ele tem a sua própria cultura. E com isso os estereótipos, o juízo de valor eu se faz e que não condiz com a realidade, os pré-conceitos precisam ser reconsiderados e por vezes exterminados.

Quando a ordem se estabelece, o progresso se estabelece. Que ordem ?  Vinda de quem ?

Converter; civilizar; catequizar; controlar; dominar, limitar, fazer com que o sujeito não precise pensar, somente absolver, color em prática, aceitar, Foi o que os Jesuítas fizeram e os Europeus também. Acreditando que o que serve como base, como ideal é o que sem como base. Um processo de desconstrução  e reconstrução cultural  e que para reverter essa visão, essa dominação e resgatar a essência, através das vivências, é dever do Cacique e do Pajé. Eles são os instrutores, eles possuem sabedoria, experiência e liderança.

A Educação silencia aqueles que são diferentes. Se o sujeito ou o grupo não quer se inserir ele é rejeitado, dizimado, sufocados. E o grupo que coloniza, tem um objetivo, domínio, controle, quer estabelecer, determinar, direcionar.

Por trás de um fato histórico há uma rede de informações. E aprender a cultura do outro não significa  deixar a minha de lado...

Com tudo que foi esclarecido se dá inicio as diretrizes curriculares .
Marechal Candido Rondon abre espaço as fronteiras - aos países para adentrarem as terras e os que resistiam eram exterminados, já os que se tornavam favoráveis tornavam amistosos. Era um processo de troca, os que ficavam , serviam de barreira de proteção local frente a exploração e em detrimento dos demais grupos de resistência.
Em 1910 surge a SPI - Serviço de Proteção ao Indio - e que até 1967 operou em diferentes formatos, quando foi substituído  pela  FUNAI - Fundação Nacional do Indio, que vigora até os dia atuais.

Em 1973 foi promulgado O Estatuto do Índio - Lei 6001 - porém ainda baseado a SPI e FUNAI. Havia uma rede de proteção , porém fora dos preceitos capitalistas.

Em 1988, pela Constituição há a conquista dos direitos como cidadão. O direito a diferença - artigo 231 e nele consta que são reconhecidos dos Índios, sua organização social, costumes e línguas, crenças e tradições, e o direito originário sobre suas terras, que tradicionalmente ocupam. Compete a União demarca-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens. Estabelecendo autonomia dentro do espaço, territorial.

O direito a voz. Uma conquista adquirida em meio aos movimentos políticos e a eleição de Mario Dzuru'ra, primeiro deputado indígena eleito no Brasil. Sua voz faz se ouvir para além do congresso nacional. Ele teve  astúcia de gravar o que o homem branco falava, se dia fazer e não fazia.

De acordo ao IBGE , na totalidade são 896.917 índios no Brasil, sendo 324.834 distribuídos em cidades e os demais em territórios nacionais. São 243 povos falantes em mais de 150 línguas diferentes.

Na época da chegada dos europeus estimava-se  cerca de 1.000 povos.

Hoje há leis de proteção - Lei  11.645 /março de 2008 que altera a Lei 9.394 de 20/12/1996 promulgada pela LDB  e modificada pela Lei 10.639 de 09/0/2003

Considerando que o Brasil é calcado e estruturado sobre o prisma do racismo, à escola, enquanto instituição social, reforça esta visão a medida que socializa determinados valores , materiais didáticos, reiterando um pensamento naturalizado, perpassado por discriminações  e pré conceitos. O 
Racismo é um complexo de práticas e convenções que promovem as segregações de parte da sociedade  partir de suas características físicas e culturais.

Sociedade racista é aquela que na prática beneficia uns e exclui outros.

Preconceito é um juízo pré-concebido, não justificável ,que se manifesta numa atitude discriminatória perante pessoas, crenças, sentimentos e tendências de comportamento. É uma ideia formada antecipadamente e que não tem fundamento crítico ou lógico. Resultado da ignorância das pessoas que se prendem às suas ideias pré-concebidas, desprezando outros pontos de vista, por exemplo. Na maioria dos casos, as atitudes preconceituosas podem ser manifestadas com raiva e hostilidade, que  pode ser fruto de uma personalidade intolerante, porque são geralmente autoritários e acreditam nas normas do respeito máximo à suas ideias pré-concebidas, e desprezando qualquer outra ideia que ultrapasse a realidade que consideram como "normal".

Discriminação, por sua vez diz respeito ao  ato de distinguir, separar, diferenciar, segregar .

Racismo institucional, quando as estruturas da instituição atuam de forma diferenciada, em função de suas características físicas, sociais ou culturais. 

Raça ou Etnia , grupo de categorias de pessoas conectadas por uma origem comum. Sendo raça a questão biológica e etnia a questão cultural.

E as ações relevantes a fim de combater toda forma de discriminação e preconceitos consiste na obrigatoriedade do Ensino da História e Cultura Indígena . Dentro de um Currículo específico, atendendo as demandas , ao calendário indígena, que é diferenciado do nosso, que contém especificidades.



Portanto não dá pra falar de estrutura social sem considerar o Índio e o Negro . Não tem o porquê deles receberem tratamento, direitos, responsabilidades, conceitos diferenciados.  Não dá para falar em questões sociais, geográficas, políticas e econômicas sem incluir o Branco, o Africano, o Índio , o Europeu, o Americano,  o Asiático, o do Oriente, o do Ocidente  e tantos outros . 

Considerando que no Brasil, há um povo rico em diversidade, miscigenado, onde cada qual contribuiu, participa e inclui, traz consigo a sua cultura, seus costumes, sua visão de mundo e desse agrupamento se forma esta nação. Uma sociedade multicultural, onde diferentes culturas interagem  de maneira significativa na construção de uma sociedade que deveria ser justa e igualitária.

 Trabalhando de maneira relevante as origens, a diversidade em questão, cada grupo social. Entendendo que são muitas as desigualdades sociais e que cada uma precisa ser estudada, analisada,  especificamente , para entender, para refletir, para  incluir e garantir ações efetivas. Aprofundando pesquisas,  conceitos sobre a origem do universo, dos seus componentes, seus hábitos, sua estrutura física, psicológica e social. O conceito de origem, a Cosmogomia, o estudo do cosmos.

Curiosidades:
Os brancos  usavam os índios para conquista de territórios. Marechal Rondon.
Os grupos Guaranis são ou eram seminômades, sempre migrando , por espaços longínquos em busca de terra boa para sobrevivência, para manutenção de sua etnia.
A Batalha de Tuksson se caracterizou pela maior matança de Índio na América do Norte.
Os Tupinambás eram exóticos , bárbaros e canibais.
O cacique e o Pajé são os lideres religiosos.
O termo MALOCA diz respeito a muitas OCAS num mesmo espaço.
Os irmãos Villa Lobos abrem espaço ai Índio, sua cultura, seus valores.

Diálogos Interdisciplinares

Diálogos interdisciplinares  :

Direitos de aprendizagem do ciclo interdisciplinar.




Razões que defendem o direito de aprender.

Em primeiro lugar houve um ciclo interdisciplinar como direito, este foi o primeiro documento constitucional , datado em 1988 pelo ECA com proposta de currículo onde 5 grupos compõem este documento : Eixos; Infância; Cultura; Avaliação formativa; Cidadania.

O início do saber, o reconhecimento de que à escola precisa ser universalizada.

Em 1990 por meio da Conferência internacional de Jomtien. Esse evento ficou mais conhecido como Conferência Mundial sobre Educação para Todos e resultou no documento intitulado de Declaração Mundial sobre Educação para Todos. Suas principais determinações e objetivos foram acatados por diversos governos, principalmente o brasileiro, tal fato é visível na elaboração dos seguintes documentos estudados nesse trabalho: LDB (1996) e PCN (1997). Impacto e mudanças relevantes.  
Em 1996 essa necessidade é apontada, acrescentada através da LDB, Lei de diretrizes e bases, com a proposta de uma organização seriada, em ciclos. posteriormente, em 1998 surge a ideia de uma organização em áreas e ciclos.

Surge o Regimento Comum das Escolas, onde Estado e Prefeitura se adequam a proposta de dois ciclos. Ensino Fundamental I  E  II. E posteriormente uma nova visão política, a gestão marcada por subprojetos, visando a qualidade social da Educação, com ação permanente e sistemática da organização, tipo á escola aberta, á educação integral, a gestão compartilhada. E assim foram surgindo inúmeros programas de incentivo e apoio . 
Surge o programa Ler e Escrever, surgem os materiais didáticos, o uniforme  e um conjunto de prática numa visão interdisciplinar  de currículo. 
A cada nova gestão, novos projetos, mudanças e oportunidades.
Na gestão atual, uma educação democrática, onde á escola não apenas reproduza mas que de fato socialize, onde há espaço para a diferença, para que as diferentes culturas se entrelacem, onde há trocas, criando condições para que haja mudanças , comprometimento profissional, percepção critica e o retorno dos ciclos de aprendizagem. Respeitando o tempo e os percursos a serem percorridos. A singularidade do aluno, sua condição social, cognitiva e afetiva.

Onde se faz necessário envolver os educadores á equipe, toda equipe trabalhando junto, pensando junto, fazendo junto. Um espaço de criação dentro do ciclo disciplinar, integrando saberes, compartilhando projetos, articulando e  planejamento. Tudo documentado. Para que alunos se beneficiam de um mesmo assunto por diferentes professores, pela escola, .

Ações coletivas.

Começam a surgir ideias de infância com uma categoria estrutural, de acordo as possibilidades e a contribuição que cada indivíduo traz para a escola. Sua cultura, suas especificidades.
Sem moldes.
A interdisciplinaridade não é uma opção é necessário e oportuno, intensifica o diálogo, promove trocas, constrói metodologias  que revelam a relação cognitiva e a relação entre o saber trazido e o saber adquirido, articulando as diferentes áreas, de maneira organizada, revelando a relação entre o sujeito e o objeto. Um espaço de diálogo!

A Avaliação agora diz respeito à ética, referenciando-se a critérios do bem, do quesito aprendizagem. Busca coerência entre o agir e o pensar. Avaliar para buscar , para mudar o procedimento didático, para se auto avaliar, para mudar a prática, fazer ajustes, reavaliar.

Articula-se entre a definição, a organização e a condução da prática. Envolve a coleta de informação que se dá por meio dos registos diários, semanais, mensais, bimestrais.  O antes, durante e depois. Onde o professor promove ações, caminhos e oportunidades de aprendizagem. Onde há o juízo de valor.  Percebendo como o aluno aprende, qual o melhor caminho, estabelecendo critérios, ações conjuntas, ele e o aluno, na sua singularidade, num processo de equidade, de garantia .




Interligado a interdisciplinaridade está ligado a transdisciplinaridade -  que nada mais é do que um enfoque pluralista do conhecimento que tem por objetivo, através das inúmeras faces de conexão/ compreensão  com o mundo , alcançar a unificação do saber.

Unindo-se as várias áreas do conhecimento, as diferentes disciplinas, abrangendo a complexidade crescente do mundo pós-moderno,  um fluir de ideias, um movimento de reflexão sobre tais conceitos, o papel social do homem e o processo de interação com o universo, independente de suas escolhas.

Um olhar social critico, voltado para um vasto campo de ação,  estes, mesmo que independentes se conectam e  interconectam,  dependem uns dos outros par que se forme o todo.

Num processo de simbiose, de vantagens mútuas  entre as disciplinas, simultaneamente; todavia preservando a singularidade , as especificidades de cada disciplina.


Sociedade Multicultural

Sociedade Multicultural




A Sociedade Multicultural é um movimento que se configura tanto no âmbito social quanto acadêmico. É o que se denomina de multiculturalismo, levando em consideração a contribuição significativas das diferentes culturas na construção sócio econômica do país. A inserção de outras culturas, em prol de objetivos comuns a todos, pautados pela garantia dos direitos legais,   interagindo e influenciando, num processo de troca  e em  busca da consolidação da democracia brasileira.

Dentro do conceito de "Cosmogomia" é qualquer modelo relacionado à existência (ou seja, a origem) que seja do cosmos (ou o universo), que diz respeito a diferentes visões para determinados conceitos, aqui é o estudo de diferentes padrões sócio culturais num mesmo contexto . 

E é preciso criar , pareceres, organizações, entidades, campos de estudos, grupos com ações com a finalidade de fortalecer , enraizar , contribuindo para que seja exterminada toda forma de conduta que traz consigo, inaceitação do outro em sua diferença, desrespeito, discriminação. Criando mecanismos que garantam tais ações, favoráveis e oportunos onde haja comprometimento, vínculo, representatividade.

O embasamento teórico frente a essas ações são de suma relevância, todavia ainda há pouco material didático a ser explorado. Dai a necessidade de se prever tempo e espaço para formação e preparo, práticas mais efetivas no âmbito  escolar.

A fim de promover visibilidade , pode-se considerar e colocar em destaque personagens, figuras importantes, pessoas que fizeram a diferença , seja por uma atitude, um referencial, que faze e fizeram parte da história, sujeitos que trouxeram representatividade, contribuições positivas , relevantes a formação sócio política e cultural.

Quando se fala num determinado grupo, no negro, no índio, no estrangeiro, não se fala do desconhecido, do que nunca ouviu-se falar, mas parece haver uma oposição, um pensamento contrário , criando obstáculos , fortalecendo uma linha de pensamento, uma visão de mundo enraizada de ações negativas, resistência,  fortalecendo o preconceito e a discriminação, o juízo de valor assim estabelecido . Considerando que são muitas as desigualdades sociais, e que é preciso repensar, sair da zona de conforto, conhecer as leis de proteção e cobrar dos órgãos público, ações de combate, ações efetivas em prol da igualdade, da liberdade e do direito comum a todos, ou que pelo menos deveria ser. Ou que pode vir  ser, e que para que isso aconteça é necessário um olhar sensível, na certeza de somos todos iguais na diferença.

Na página do Brasil Escola há uma pesquisa que trata a questão do multiculturalismo de forma a esclarecer , embasada pela visão de alguns teóricos que contextualiza bem esse conceito. 
Vivemos em uma sociedade heterogênea quanto a gênero, raça, religião, “deficiências”, padrões culturais e outros. Dessas diferenças surgem conflitos, porque a sociedade e a escola padronizaram uma cultura e raça como a correta e a euro americana e branca. Proporcionando direitos desiguais de sobrevivência e ação individual no espaço vivido. Gerando-se nesse contexto histórico, conflitos dos subalternos em busca de seu reconhecimento e respeito ao seu modo de ser pensar e agir. Neste sentido este artigo aborda o que é multiculturalismo, onde surgiu como se processa e desafios para a superação dos impasses gerados por essa pluralidade cultural.

O termo multiculturalismo possui uma polissemia de significados; com o estudo do artigo de Flávia Pansini e Miguel Nenevé que citaram Silva (2007) Entendemos que o multiculturalismo se refere a estudos voltados para as diferentes culturas espalhadas nos lugares do mundo, objetivando a partir da aprendizagem a importância de cada cultura a fim de evitar os conflitos sociais. Podendo também estar voltado à política, quando os grupos como negros, índios, mulheres e outros reivindicam perante as autoridades políticas seus direitos e deveres como cidadãos.

O multiculturalismo é um movimento social surgido nos estados unidos e tem como objetivos principais: a luta pelos direitos civis dos grupos dominados, excluídos por conta de não pertence a uma cultura e classe social considerada superior a euro americana, branco, letrado, masculino, heterossexual e cristão. A formação de um currículo escolar que aborde essa questão ensinando os alunos a “não terem preconceitos e discriminações, já que a escolar e uma espaço de socialização”.
O multiculturalismo só ganhou pulso e força a nível estadunidense e mundial, pois os grupos silenciados num primeiro momento, não calaram sua voz se uniram nos movimentos negro, feminista, homossexuais, e a luta dos deficientes. E hoje o assunto interessa ao currículo escolar e aos políticos.

Como o currículo escolar e o educador são fundamentais no assunto e quando se contradizem quando as praticas curriculares segregam as crianças negras e a formação universitária não prepara de forma eficaz os profissionais da educação a tratarem da diversidade em suas aulas.

O não reconhecimento e respeito a identidades culturais diferentes das nossas criam atritos; quando olhamos para determinado grupo social e vemos esses com mais direitos do que o nosso, principalmente as questões econômicas já que precisamos de oportunidades para aprender e se desenvolver como ser social e profissional. E por isso que Paulo Freire defende que o fim maior da educação deve ser desenvolvido a partir do diálogo e da consciência, onde as pessoas podem lutar por sua liberdade, contra a máquina opressora do capitalismo.

A História do Multiculturalismo - O movimento multiculturalista se inicia no final do século XIX nos Estados Unidos com a ação principal do movimento negro para combater a discriminação racial no país e lutar pelos seus direitos civis.

Segundo SILVA e BRANDIM (2008:56) “Os precursores do multiculturalismo foram professores, doutores afro-americanos, docentes universitários na área dos estudos sociais que trouxeram por meio de suas obras, questões sociais, políticas e culturais de interesse para os afro-descendentes”. Esses precursores foram essenciais para que no século XX por meio de novos intelectuais o tema se voltasse também à educação.

Na década de 90 algumas universidades estadunidenses aderem ao movimento e que com as pressões populares ganham força e espaço com a criação de políticas publica em todas as esferas do poder público no que concerne a oportunidades educacionais iguais aos grupos sociais favorecidos daquele país.

O pós-modernismo que defende a valorização da pluralidade cultural no seu discurso curricular ajuda o fortalecimento dos estudos multiculturais nos anos 80 e 90. Hoje na contemporaneidade o tema é influenciado pela globalização, com os intercâmbios culturais fala-se de uma hegemonia cultural o que tem causado problemas sociais.

Segundo McLaren (1997 apud PANSINI E MENEZES, 2008, P. 35) há pelo menos quatro tendências de multiculturalismo enquanto projeto político: O multiculturalismo conservador, multiculturalismo humanista liberal, multiculturalismo liberal de esquerda e multiculturalismo critico e de resistência, visão esta ultima do qual se diz partidário o próprio autor.

O multiculturalismo conservador ou empresarial e aquele que pretender construir uma cultura comum , fazendo com que a partir desse princípio negue a diversidade existente e construída há séculos e que nos leva a entende sua defesa a uma cultura padrão a branca. Nesse contexto desmotiva os grupos dominados em suas lutas a seu capital cultural. Esse tipo de visão conservadora (...) “mesmo quando reconhece outras culturas assenta-se sempre na incidência, na prioridade a uma língua normalizada- e, portanto, é um multiculturalismo que de fato não permite que haja um reconhecimento efetivo das outras culturas’’. (SOUZA SANTOS, 2003, P 12).

“A vertente Humanista liberal por ingenuidade ou idealismo ressalta a existência de uma igualdade natural entre as diversas etnias, sem se preocupar em evidenciar a falta de oportunidades iguais em termos sociais e educacionais” (SILVA E BRADIN, 2008, P.63). Sem levar a risca a realidade social do sistema econômico capitalista se valendo de seus próprios argumentos. Fala-se da criação de uma organização econômica mais igualitária daí dizer que todos somos capazes de competir e vencer no mundo.

O multiculturalismo liberal de esquerda defende a diversidade cultural, Pansini e Nenevé quando citam McLaren faz com que compreendemos que o fim desse tipo de vertente é se focar mais nas diferenças e respeita-las esquecendo-se que elas são formadas nas pessoas pela interação do meio social em que convivem sendo negativa a tendência a elitizar outros grupos ao mesmo tempo em que deixa de lado a participação de outros grupos nas discussões multiculturais.
O multiculturalismo critico ou de resistência é o que podemos considerar mais voltados aos anseios dos movimentos multiculturais conforme Silva e Bradim.

O multiculturalismo critico levanta a bandeira da pluralidade de identidades culturais, apontando a heterogeneidade como marca de cada grupo e opõe-se á padronização e uniformização definidas pelos grupos dominantes.

Celebrar o direito á diferença nas relações sociais como forma de assegurar a convivência pacifica e tolerante entre os indivíduos caracteriza o compromisso com a democracia e a justiça social, em meios às relações de poder em que tais diferenças são construídas. Conceber, enfim, o multiculturalismo numa perspectiva critica e de resistência pode contribuir para desencadear e fortalecer ações articuladas a uma pratica social cotidiana em defesa da diversidade cultural, da vida humana, acima de qualquer forma discriminatória, preconceituosa ou excludente. (2008, p.64)

A escola e a Pluralidade Cultural - A escola é um sistema aberto que faz parte da superestrutura social formada por diversas instituições como: a igreja, família, meios de comunicação; faz parte do ambiente escolar crianças pertencentes a classes sociais, costumes, aspectos físicos, e culturais diferentes que estão em processo de aprendizagem.

De acordo com Menezes: (...) Ao contemplarmos as relações raciais dentro do espaço escolar questionarmos até que ponto ele está sendo coerente com a sua função social quando se propõe a ser um espaço que preserva a diversidade cultural, responsável pela promoção da equidade. Sendo assim, aguardamos mecanismos que devam possibilitar um aprendizado sistematizado favorecendo a ascensão profissional e pessoal de todos os que usufruem os seus serviços.               
A escola atende aos padrões dominantes das classes consideradas superiores, os brancos euros americanos. Essa cultura e ensinada e os que dela não fazem parte ou não se adéquam são excluídos; vemos isso no dia a dia quando os grupos inferiores , tais como os índios e negros sofrem, são insultados no espaço escolar, e há de se perceber e considerar que dificilmente vemos algum negro ocupado um posto elevado na sociedade.

Como coloca Menezes: “a escola pode ser um espaço de disseminação quanto um meio eficaz de prevenção e diminuição do preconceito”. A escola dissemina o preconceito quando em seus currículos aplicados, métodos de ensino, apresentação de imagens caricatas negras em cartazes ou livros didáticos e através da linguagem não verbal desprezam a cultura dos grupos não dominantes, a exemplo quando falam só da escravidão negra e não valoriza a cultura dessa raça.

O docente passa a ser um disseminado do problema quando pela linguagem não verbal não mantém contato físico com as crianças negras, o que demonstra rejeição a elas por sua cor e condição social da qual fazem parte causando-lhe sofrimento. “A sua dor não é reconhecida, havendo uma aparente falta de acolhimento por parte de pessoas autorizadas (educadores), que silenciam ou se omitem em face de uma situação de discriminação. Tal postura denuncia a banalização do preconceito e a conivência dos profissionais com ele” (Romão, 2001)  .
                                     
Quanto à diminuição do preconceito, o que não e tão fácil a exemplo do Brasil onde a exclusão dos negros, índios vem desde a colonização portuguesa. O que pode ser feito e incorporar nos currículos das instituições formadoras de professores a temática multicultural seja as instituições públicas ou privadas. O educador que tem papel na formação de identidades pode segundo Moreira (2001, p. 49 apud PANSINI E NENEVÉ, 2008, P.41) a ideia e que o professor reflexivo preserve a preocupação com os aspectos políticos, sociais e culturais em que se insere sua pratica, leve em conta todos os silêncios e discriminações que se manifestam na sala de aula, bem como amplie o espaço de discussão de sua atuação.

Focalizamos a etnia negra, tendo em vista que o multiculturalismo se iniciou como movimento por esse grupo racial. A exclusão deles começa desde a infância dentro das escolas por possuírem características físicas e costumes diferentes; de acordo com pesquisas, feitas com crianças elas se sentem oprimidas pelos seus colegas, pois são chamadas de “feias, fedoretas, cabelo duro, preta”, ou seja, são desvalorizados seus atributos individuais o que influencia na sua formação identitária porque nesse período da vida seu caráter esta sendo formado.

O preconceito racial e a discriminação fazem com que aos índios e, em especial aos negros se mantenham em uma situação marginal e excluída sem a assistência devida dos órgãos responsáveis, eles tornam-se alheios ao exercício de cidadania, sem condições de crescer intelectual e profissionalmente.

Nessa direção MENEZES destaca: O preconceito racial cria uma ação perversa que desencadeia estímulos dolorosos e retira do sujeito toda possibilidade de reconhecimento e mérito, levando-o a utilizar mecanismos defensivos das mais diversas ordens, contra a identidade ou o pensamento persecutório que o despersonaliza e o enlouquece. Nessa perspectiva, é fortalecida a ideia de dominação de grupos que se julgam mais adiantados, legitimando os desequilíbrios e desintegrando a dignidade dos grupos dominados.

Na escola os educandos não conseguem relacionar ou praticar os conteúdos ensinados a sua realidade fora da escola, pois a maioria deles fazem parte dos grupos inferiores, daí a importância do professor ter criatividade e levar seus alunos a refletir e investigar as questões relacionadas a vida e cultura dos grupos mais próximos a sua vida, tendo autonomia em seu ensino e deixando um pouco de lado as praticas colonizadoras.

Devido aos padrões de branqueamento muitas crianças negras querem ser brancas e incorporam em suas atitudes os costumes deles porque estes são incluídos na sociedade nos aspectos econômicos políticos e sociais e culturais. Como relatam pesquisas feitas com crianças negras, que demonstra isso muito bem quando uma garota diz: eu gostaria de dormir e acordar branca e de cabelo liso, essa fala demonstra o seu sofrimento porque vem sofrendo preconceitos por colegas de classe, elas tem acesso a matricula e sala de aula exceto as atividades escolares com êxito e aceitação, daí resulta em sua reprovação, e quando adultos sua indignação ou silenciamento por sua condição de vida.

Na verdade o que seria necessário era “uma formação cultural deve voltada para sua realidade local de modo que os educadores possam romper com tais praticas possibilitando aos educadores” afirmar suas tradições culturais e recuperar suas historias reprimidas” (Bhabha, 1998, p. 29).
Os movimentos sociais conquistaram na constituição brasileira de1988 admissão do nosso pluralismo étnico. Os efeitos são observados na educação no campo da produção artística, sobretudo da literatura fala-se em “escrita feminina”, em “vozes negras”, homoerótico etc. Nessa linha de raciocínio: “A cultura torna-se instrumento de definição de políticas de inclusão social - as "políticas compensatórias" ou as "ações afirmativas" - que tomam os diversos setores da vida social. Cotas para minorias, educação bilíngue, programas de apoio aos grupos marginalizados, ações anti-racistas e antidiscriminatórias são experimentadas em toda parte.(Daniel Bell).

Para Romão (2001), a reversão desse quadro será possível pelo reconhecimento da escola como reprodutora das diferenças étnicas, investindo na busca de estratégias que atendam as necessidades especificas de alunos negros, incentivando-os e estimulando-os nos níveis cognitivo, cultural, físico. O processo educativo pode ser uma via de acesso ao resgate da autoestima, da autonomia e das imagens distorcidas, pois a escola é ponto de encontro e de embate das diferenças étnicas, podendo ser instrumento eficaz para diminuir e prevenir o processo de exclusão social e incorporação do preconceito pelas crianças negras.

É impossível viver na escola e na sociedade sem se relacionar com pessoas diferentes de nos, Não somos melhores do que nenhuma raça somos iguais às diferenças não devem ser vistas como barreiras e sim como o complemento de nossa existência e aprendizado. Mais uma vez coloco a participação dos docentes no sentido de comprometimento a estuda o multiculturalismo e respeita a bagagem cultural de seus alunos.

Daí citaram que a “leitura critica que ser realiza nos cursos de formação deve ser entendida como uma interseção da linguagem, da cultura, do poder, e da historia”.(McLaren e Giroux,2000)
A manifestação do multiculturalismo nas análises educacionais, de fato trouxe desafios muito importantes às investigações sobre o conhecimento, e com isso abriu possibilidades para se pensar em práticas curriculares e de formação docente que pode ser voltadas à construção de identidades discente e docente multiculturalmente comprometidas com o ensino/aprendizagem, visando assim promover o respeito à diferença e à pluralidade cultural.

As ações escolares e políticas no que tange a  problemática multicultural tem sido um tema relevante e discutido principalmente na pedagogia e no currículo com um intuito de solucionar os conflitos que dela surgem, já que a mesma abrange gênero, sexualidade, cultura. Também de entidades políticas do mundo inteiro. Além do que tem-se  observado a inserção do assunto nos debates, literatura, eventos conferências, teses e dissertações. Estas , por sua vez, são respostas as vozes dos diferentes movimentos sociais que lutam pelos seus direitos e legitimidades.

Ainda nesse contexto apoiado – nos em SILVA e BRADIM, nas universidades CANDAU (1997) reafirma o crescimento, nos últimos anos, de encontros, seminários e congressos abordando temas relativos à globalização, pluralismo cultural, identidades sociais e culturais etc. O marco para o inicio dos debates nos foros educacionais universitários deu-se numa das reuniões anuais da ANPED. Ela relata que, “(...) em 1995, pela primeira vez, foi realizada uma sessão especial sobre o tema multiculturalismo e universidade. Os participantes fomos testemunhas das reticências e reservas que o tema suscitou no debate” (Ibid,: 241).

Na área educacional muitos estudos têm sido formulados na tentativa de criar um currículo que busque os interesses dos não pertencentes aos padrões dominantes, assim:” Nos parâmetros curriculares nacionais – PCN (BRASIL,1997) consta que o Brasil tem participado de eventos importantes, como a Conferencia Mundial de Educação para Todos, realizada em Jostiem, na Tailândia, em 1990, convocada por organizações como a UNESCO, UNICEF e Banco Mundial”.(SILVA e BRADIM,P. 59, 2008) “Somente no inicio do século XXI e que podemos perceber uma significativa mudança, posto que varias instituições do ensino superior começaram a adotar as denominadas ações afirmativas para negros e indígenas, com ênfase no sistema de cotas. E, desde 2003, há a obrigatoriedade das temáticas história e cultura do negro no Brasil nos currículos escolares, sancionada através da Lei 10.639”.(Santos E Queiroz,2007)  e “no contexto educacional as praticas que se engajaram a despeito do multiculturalismo são:” Nos parâmetros curriculares nacionais – PCN (BRASIL, 1997) consta que o Brasil tem participado de eventos importantes, como a Conferencia Mundial de Educação para Todos, realizada em Jontiem, na Tailândia, em 1990, convocada por organizações como a UNESCO, UNICEF e Banco Mundial”. (SILVA e BRADIM, P. 59, 2008).

O movimento negro no Brasil só ganhou força nos anos 50 , isso porque eles tomaram atitudes eficazes como o  fim do isolamento dos movimentos brasileiros em relação aos movimentos de libertação racial em outros países. Os congressos e conferencias pan-africanas irão possibilitar trocas de informações visando á conscientização do valor da cultura negra e a libertação do complexo de inferioridade em relação ás culturas branca; a criação de organizações de revindicação do movimento negro no país, a exemplo da Associação dos Negros Brasileiros (ANB), Convenção Nacional do Negro Brasileiro (CNNB), União Nacional dos Homens de Cor (UNHC), a criação do Teatro Experimental Negro (TEM); a atuação de organizações internacionais, como a ONU.

Nos parâmetros curriculares nacionais – PCN (BRASIL, 1997) consta que o Brasil tem participado de eventos importantes, como a Conferencia Mundial de Educação para Todos, realizada em Jontiem, na Tailândia, em 1990, convocada por organizações como a UNESCO, UNICEF e Banco Mundial”. (SILVA e BRADIM, P. 59, 2008)  .

Quanto às ações políticas SILVA e BRADIM relatam que devido as pressões populares multiculturais e as teorias criticas e pós – criticas, as próprias organizações internacionais de defesa dos direitos humanos firma o compromisso de promover uma educação para a cidadania baseada no respeito a diversidade cultural, visando a superação das discriminações e preconceitos. CANDAU (1997) menciona a conferencia mundial sobre políticas culturais, promovida pela UNESCO, em 1982, no México, cujo papel é o de contribuir para a aproximação entre os povos e uma melhor compreensão entre as pessoas. “A propósito a ONU e suas agencias especializadas, sobretudo a UNESCO, impulsionarão os países membros a elaborar garantias jurídico-institucionais para proteger as vidas de grupos culturalmente dominados” (SILVA e BRADIM, 2008).


Conclusão - O multiculturalismo e a educação estão intimamente ligados, porque ao mesmo tempo em que a escola ensina as pluralidades culturais ela segrega os que não fazem parte daquele padrão aceitável pelo seu sistema educacional. Quando em seus ensinamentos morais pregam o respeito à tolerância ao próximo ela segrega dando num mesmo espaço maiores oportunidades de expressão e atenção aos brancos.

Daí a s discussões, e os inúmeros estudos voltados as multiculturalidades, sendo que abrangem não apenas um grupo social mais várias vitimas do preconceito, exclusão social, discriminação juntamente com as manifestações desses grupos oprimidos, o olhar governamental e a instituição escolar se preocupam em criar mecanismos que silencie ou minimize os conflitos das diferenças. No sentido político ouvimos mais discursos, sem grandes repercussões concretas.

Como argumenta SILVA e BRADIM o problema ameaça todos, indistintamente (dominados e dominantes, pobres e ricos, negros e brancos, mulheres e homens), independente de classe ou grupo social. Para isso traçam metas, definem propostas e promovem eventos (fóruns e conferencias), a fim de manter sob controle os antagonismos sociais e culturais.

Vimos no subtítulo ações escolares e políticas que a ONU, por exemplo, tem dado sua contribuição ao tema para combater as discriminações e preconceitos assim como os espaços acadêmicos de formação de professores onde constatamos a necessária intervenção do professor nessas questões.
Torna-se urgente uma educação verdadeiramente democrática, que inclua a diversidade cultural, para que este processo aconteça é necessário o convívio multicultural que implica respeito ao outro, diálogo com os valores do outro.  Propomos a realização eficaz de mudanças nos sistemas educacionais enquanto espaços monoculturais, através do desenvolvimento de atitudes, projetos curriculares e ideias pedagógicas, que sejam sensíveis à emergência do multiculturalismo.

O professor deve ser crítico reflexivo, humano. Sempre se questionando  sobre o que  vai ensinar aos seus alunos e propondo reformas pedagógicas consistentes, relevantes,  já que ele e o mediador do conhecimento. Ouvindo seus alunos , captando suas dificuldades, buscando  incentivar trabalhos que levem os mesmos a pesquisa da sua realidade local. Consciente e  humano e dotado de  competências e não apenas aquele que sabe do conteúdo, mas que com sua bagagem teórica ensine a viver neste mundo capitalista.

Queremos, sobretudo a ação das autoridades políticas com projetos, leis mais eficazes que inclua a diversidade dando chances para que tenham seus direitos atendidos, pois estes vem lutando há muito tempo pelo seu valor e  dignidade. Isso é possível mesmo sabendo que a globalização parece querer cria apenas uma cultura algo que jamais acontecera, pois a multiculturalidade estar presente antes dos avanços tecnológicos.

Propomos que esses assuntos estejam presentes no processo ensino – aprendizagem desde as primeiras series do ensino básico, na formação de professores enfim concordamos com Silva e Bradim. “Defendemos o multiculturalismo crítico para quem as diferenças não têm um fim em si, mas situam-se num contexto de lutas por mudança social, contrapondo- se ao ideário neoliberal e a globalização econômica e cultural vigente, como expressões legitimas do modelo capitalista opressor”. Contudo somos a favor do multiculturalismo crítico, entendendo que o respeito à vida humana, diversidade cultural e essencial para a construção de um mundo de paz, como futuro educador vemos na instituição escolar uma força maior que nos conduzirá a esse processo de justiça social e democracia. Nessa vertente é necessário o avanço de pesquisas teóricas e praticas envolvida na formação de identidades e pluralidades culturais.

Assim sendo, a instituição não apenas reproduz  relações sociais pautadas por  valores dominantes, há nela responsabilidade frente as suas ações, se positivas trarão benefício a seus participantes e se pautada num discurso neutro, nada irá acrescentar. 

Daí uma importante frase de Paulo Freire - "Quem não se vê , não se reconhece e quem não se reconhece não se identifica" . "Quem não se ama , não tem estima e não se interessa por nada." 

Nessa frase vemos claramente o que denomina-se Conceito de Alteridade, de reconhecimento de si e do outro, de igualdade, de identidade. Portanto faz-se necessário criar princípios de igualdade, possibilidades,  do olhar  sensível ao outro, a fim de se possa repara os danos causados pelo tempo, pelo que foi estabelecido e pelo que já pode ser mudado se considerado e reconsiderado.

Avaliado e reavaliado na sua essência, nas condições que foram , que são e que serão e ou  que podem vir a serem  estabelecidadas.

O hoje é importante para que o amanhã seja relevante , para que as coisas aconteçam, que atitudes sejam tomadas e novos conceitos sejam estabelecidos.

Lembrando que as práticas curriculares tem que ser intencionalmente programadas, dotada de intencionalidades, com objetivos a partir da nossa realidade, dentro de uma proposta articulável, formal, informal ou oculto, trabalhando o pessoal e o coletivo,   objetivos estes , a curto, a médio ou a longo prazo.

Agradeço a importante contribuição da pesquisa do Brasil Escola no artigo Multiculturalismo e Escola .  Simplesmente Maravilhoso!