As Letras

As Letras / Quadrinhas dos Filopatas


Autoras: Élisabeth Bosetti
              Simone Goulfier

Ilustrações:  Armelle Boy
Tradução:    Monica Stahel
                    Irami B. silva

Lembrando que os personagens desta história são: Isidoro, Colombina, Filabela, Minipata, Maxipata, Filomena e muitas outras que você só vai descobrir depois que ler.
Para cada letra a um versinho, em que ela vai aparecer várias vezes.
Também possibilita trabalhar coordenação, acompanhando o caminho das formiguinhas com o dedo.



Cada qual vai mais animado
pra pular o carnaval.
Maxipata chega atrasado
e saúda o pessoal.

Belo rei bobalhão
sem barba e sem babado
bala bem um bom baião
e bebe também um bocado.

Colombina se casou
no  colorido carnaval.
cada um tocou
e cumprimentou o casal.

Cansado de ter dançado,
Dito estendeu-se no chão.
Nada de ficar sentado, 
nem que doa o seu dedão.

Ênio, Eudes e Elias
ensaiam elegantes passos, 
desfilando as fantasias
com bengalas, lenços e laços.

Zezé acha engraçada
a fantasia do Mané.
Essa coisa aí enrolada
é fantasia, ou o que é o que é?

Fortunato festeja feliz,
fazendo confete voar.
Fifi faz fofoca e diz:
_Fefê, não foi com Fafa dançar?

Maxipata, guloso e barrigudo,
não se liga no olhar grave da amiga. 
Engole groselha, garapa e tudo,
 a grande e gorda formiga.

cachecol e gorro, que horror,
nesta hora de calor!
É sempre inverno pro Heitor
que vive de mal humor.

Imaginem se isso é ideia:
atirar fritas na platéia.
Digo e repito: é invenção
de Isidoro e de seu irmão.

Josefina jamais joga bola
do jeito de João e José.
Mas juro que já a vi na escola
jogando amarelinha com um pé.

Kátia, que mora numa kitchenette,
comeu kiwi achando que era croquete,
e fez o K entrar na brincadeira, 
apesar de ser letra estrangeira.

A lua que do alto ilumina
a beleza e o claro véu de Colombina,
não reflete sua luz singela
no lenço e no olhar de Filabela.

No melhor da noite, meio dormindo, 
Filomena, de máscara no rosto,
murmura pra si mesma, sorrindo:
"vou arrumar um marido a meu gosto."

Não tendo nem cometa nem tambor
pra anunciar a nossa festança,
nada como um sino, sim senhor,
soando e convidando para a dança.

O noivo sobe na moto 
sem ouvir os chamados para a foto.
Colombina o segue, obediente,
e os dois voam para o Oriente.

Minipata , sempre de chapéu,
repousa de pés para o ar
e pérolas produzidas pelo céu
põem-se de repente a pingar.

Enquanto se maquiavam, 
 essas quatro fofoqueiras
quase só se queixavam
de coisinhas corriqueiras.

O rei carrega a lanterninha
e corre, repetindo erres à toa:
"O rato roeu a roupa da rainha
e o rei perdeu o ouro e a coroa."

O samba sempre sacode o salão,
mas seu Mané não suporta o sufoco
do sapato amassando seu dedão
e resolve sentar-se só um pouco.

Minipata, com pinta de tenor,
ajeita a gravata, o tom e tudo,
e canta uma trova de amor
tentando acertar o  timbre agudo.

Num escuro de breu,
seu Ubaldo sumiu.
Nenhum adeus ele deu, 
pegou sua capa e fugiu.

- Venha cá, Vivi, você viu
o vestido verde da vizinha?
Mas a voz da Filomena não se ouviu,
valia mais a fofoca da Verinha.

Para quem acena Filabela
tão sonhadora na janela?
Para Walter, Wilson ou Waldemar?
Ganha um kiwi quem advinhar.

Quando Maxipata enxergou
aquele táxi de puxar, 
ele logo exclamou:
- Xi, a festa vai acabar!

E agora, quase no fim,
duas palavras em inglês:
Yes, quer dizer "sim", 
e you, que é "você"  e vocês".

Treze formigas se vão
a zanzar pela escuridão.
Foi um prazer ter você
no carnaval de A a Z.









Cada Família é de um Jeito

Cada Família é de um Jeito


Autor: Aline Abreu

O título já permite identificar à questão da Diversidade.

Família, não tem duas iguais.
Tem família com duas mães e família com dois pais.
tem família com um  pai e uma mãe que não se entendem como parentes.
nesse caso eles moram em casas diferentes.
E por aí vai... 

Tem família só com mãe ou só com pai.
Quem me ensinou foi minha avó: 
Tem família que quer muitos filhos e família que quer um só.


Eu não entendo muito bem este capricho, mas tem família que não tem bicho.
tem também um tipo de família que não é de mãe, nem de pai, nem de irmão.
Sou eu com você e você comigo. Já adivinhou?
É família  de amigo!


Já estava esquecendo de contar, a família da vizinha, a sua e a minha!



E depois venho eu, que gosto de histórias contar.
Que sorte!
Encontrei você, que gosta de ler e de escutar!



Chega de Beijos

Chega de Beijos

Autor: Emma Chichester Clark



Aqui vai uma campanha anti-beijos, acredite!

Por que é que existem tantos beijos no mundo?
Em toda parte, o tempo todo, todo mundo vive se beijando, principalmente mães e filhotes.
E u queria que ninguém tivesse inventado os beijos.

Chega de beijos!

E eu também queria que as pessoas não quisessem ME beijar, principalmente...pessoas que eu não conheço!
minha família é igual as outras, beija o tempo todo.
Eles dão beijo de oi, beijo de tchau, beijo de bom-dia, beijo de boa-noite.
Quando minha prima Mimi machucou o dedo, todo mundo teve que dar um beijinho.
Ela adora beijos. Beija tudo o que vê pela frente...

...MENOS EU!

Mamãe vive dizendo para eu beijar Mimi.
"Por favor meu filho".

NUNCA!

Já avisei para minha família inteira _ mamãe, papai, minha avó, todos os meus primos e minhas tias...

CHEGA DE BEIJOS!

Mas não adiante nada,
Ainda bem que não sou mais bebê.
Eles ganham mais beijos que os outros.
Não importa de quem é o bebê, nem se ele baba, morde ou grita... todos querem beijá-lo.
Descobri isso... quando chegou nosso novo bebê.
Ele berrava o tempo todo.
Quanto mais o beijavam,  mais ele berrava.
Quanto mais ele berrava, mais o beijavam.

"PAREM!" Eu gritei.

PAREM!

"Vocês não estão vendo que ele não gosta disso?"
"Por que VOCÊ não faz ele parar de chorar?", disse mamãe.

Primeiro, mostrei para ele meu avião.
Ele chorou.
Depois, fiz caretas e ele chorou mais ainda.
Fiz malabarismos com bananas.
Ele, chorou, chorou e chorou.
Eu não sabia mais o que fazer.
"Ei, qual é o problema, irmãozinho?", perguntei a ele.
Ele parou de chorar e ficamos olhando um para  o outro.
"Irmãozinho", eu repeti, e ele começou a rir.
Então, aconteceu uma coisa muito estranha: sapequei um beijo nele.
Ainda bem que ninguém estava olhando!



Ainda bem que desta vez teve um final feliz!

História dos Lobos de Todas as Cores

História dos Lobos de Todas as Cores

Autor: Meneer Zee
ilustração: Gitte Vancoillie



Nesta leitura há a possibilidade de trabalhar as cores, mas tem como objetivo maior a questão do preconceito.  Maravilhoso!

Era uma vez os Lobos: azul, amarelo, vermelho, laranja, rosa, roxo, verde, marrom, cinza, verde-água, branco e preto.

Amigos leitores
Lobo Preto não é mau.
Ele finge que é mau para defender seus amigos de todas as cores. O Lobo Azul. o Amarelo, o Laranja, o Vermelho, o Rosa, o Roxo, o Verde, o Cinza, e o Verde-água acham que o Lobo Preto é um herói.
Vocês  querem saber por que?

A história começou com o Lobo Azul. O lobo Azul morava em uma página Azul, onde ele ficava escondido. Isso porque os lobos coloridos  não gostam de assustar as criancinhas.

Mas o Lobo Azul achou que a página azul era pequena para ele porque não conseguia esconder o rabo colorido. E gritou:

AHH!  É tão pequeno aqui!!!

O Lobo Amarelo ouviu o que ele disse . O Lobo Amarelo morava numa página amarela, bem escondido. Isso porque os lobos coloridos não gostam de assustar a s criancinhas.
"Vou fazer um convite", o Lobo Amarelo resmungou para o Lobo Azul. "Você pode visitar a minha página amarela, agora mesmo".
"Ah, não!" falou, o Lobo Azul. "Eu preciso de um ligar bem grande onde não vá assustar as criancinhas. Não gosto de dar susto em ninguém".
"Não se preocupe", explicou o Lobo Amarelo.
"Você pode se esconder atrás de mim".
E foi o que o Lobo Azul fez.
O Lobo vermelho morava em uma página vermelha.
Ele ouviu toda a conversa e ficou com muito ciúme.
"Por que o Lobo Azul pode visitar a página do Lobo Amarelo e eu não?" , ele uivou e mostrou seus dentes.
"Mas é claro que você também pode me visitar", disse o Lobo Amarelo, "desde que você fique bem escondido atrás de mim e do Lobo Azul".
"Quer saber de uma coisa?" , uivou o Lobo Amarelo.
"Vamos visitar o Lobo Branco".
O Lobo Branco morava em todas as páginas brancas  e isso é bastante coisa! Ele achava que era o mais rico, o mais poderoso e o mais espertalhão de todos eles. Os outros lobos encontraram o Lobo Branco na página 19.
"Vejam, a minha casa é bem grande", bufou o Lobo Branco.
"Entrem", ele insistiu.

Os Lobos Azul, Vermelho e Amarelo saltaram da página 15. Todos tentando se esconder atrás do Lobo Branco, ao mesmo tempo.
"Vou contar uma coisa pra vocês", bufou misteriosamente o Lobo branco. "Vocês todos cabem escondidos na minha barriga. Vou levar vocês todos a todas as páginas brancas do mundo!"
O Lobo Azul e o Lobo vermelho gostaram da ideia. O Lobo Branco engoliu os dois de uma só vez.
Mas o Lobo Amarelo desconfiou. "Você tem certeza que há espaço para todos nós?" 

(...)

Com um estrondo muito forte, parecido com o barulho de um trovão _ Bum! Bum!, a barriga do Lobo Branco explodiu e todos os lobos pularam para fora: o Lobo Azul, o Lobo Amarelo, o Lobo Vermelho, o Lobo Verde, o Lobo Laranja e o Roxo e o Marrom e o Rosa e o Cinza e o Verde-Água e todos os outros lobos.



O último que saiu foi o imenso e terrível lobo preto. Os lobos gritaram e uivaram. Eles resmungaram e berraram também. Eles estavam tão bravos que uma espuma branca começou a pingar de seus dentes. Então todos os lobos correram, andando sobre as letras e as palavras, cada  um procurando sua própria página.
O único que não saiu do lugar foi o Lobo Preto.
Ele não sabia ainda em que página poderia morar.


A Festa da Bruxapéu

A Festa da Bruxapéu


Autora: Lia Zatz
Ilustrações: Vera Andrade



Um texto cheio de divertidos desenhos em meio as palavras.
A leitura possibilita trabalhar conceitos ortográficos, cores, profissões, personagens lendários, alimentos exóticos,  etc.


Finalmente chegou o dia da grande festa.

(Antes da festa, aconteceu o ritual em que a Bruxapéu deixou de ser uma menina e passou a ser uma Bruxa-Mestra. m\as, aí que preguiça...Eu só estou com vontade de contar como foi a festa. Então deixo a você o prazer de imaginar o ritual. que tal começar por: " O grande dia tinha chegado. Bruxapéu acordou..." O resto é com você.)

Bruxapéu estava fazendo 12 anos e sua mãe tinha lhe dado um lindo vestido de presente, todo cheio de remendos.
Apesar de não ser noite de lua cheia, o Lobisomem foi o primeiro a chegar, trazendo o seu primo Vampiro.
Como não entendiam de moda, eles trouxeram um chapéu de fada de presente para a Bruxapéu.
Ela abriu um sorriso amarelo e tratou de jogar aquela porcaria na lata do lixo.
logo depois começaram a chegar os outros convidados: A Fada Gordiana, o Morcego Quatro-olhos, o Galo Relogildo e a Cascavel Sininho.
E cada um trazia para a Bruxapéu um chapéu diferente. Mas ela detestava todos eles: o Amarelo porque parecia de Palhaço, o Azul porque parecia de Soldado, o Branco porque parecia de Cozinheiro, o Vermelho porque parecia de Bombeiro e o Verde porque parecia de Duende.
muito satisfeita porque não tinha gostado de nenhum presente, e assim não precisava agradecer a ninguém  Bruxapéu resolveu que era hora de comer. Chamou todos para a mesa, que estava cheia de muita comida gostosa; tinha Croquete de Minhoca, Bolo de antena de Barata, Ovo Estrelado de Urubu, Sorvete de Linguiça de Rato e pirulito de Olho de sapo.
A Fada Gordiana quase morreu de nojo, mas, como estava esfomeada pegou sua varinha de condão e fez aparecer um monte de bananas. 
Já o Lobisomem e o Vampiro foram disfarçadamente para o jardim, tomar uns Copos de Sangue que tinham trazido de reserva, pra se garantir.
Bruxapéu ficou mais feliz ainda quando viu que quase ninguém queria comer nada. Comeu quase tudo sozinha e bem depressa, porque ia começar a incrível brincadeira da caça ao tesouro.
A mãe da bruxapéu distribuiu uma pista bem maluca que ninguém entendeu, que dizia assim ó:

É esposa
E não marido.
Uso em papel
E uso em tecido.
Não está molhada,
Mas está ilhada.

Todo mundo começou a correr pra cá e pra lá. Viraram a casa de avesso, subiram e desceram escadas, fizeram a maior bagunça. E isso durou a noite inteira.
O dia chegou e os convidados, já muito cansados, desistiram de procurar um tesouro que eles não sabiam nem o que era.
Foi quando viram a Bruxapéu, na ilha que ficava no meio do lago em frente a sua casa. 
Ela gritava nuito e agitava a mão direita, mas ninguém conseguia entender o que ela falava...
Ela, então pegou um microfone e continuou gritando.

_ Amigos, achei o tesouro!

Todos olhavam e olhavam, já quase surdos com a gritaria da Bruxapéu no microfone, mas continuavam sem entender que tesouro ela tinha encontrado.
Até que, de repente, o sol bateu na mão dela e todos ficaram com cara de bobos.

E você, já conseguiu adivinhar qual foi o tesouro que Bruxapéu encontrou?



Uma tesoura, quer dizer, a mulher do tesouro!

A operação do tio Onofre

A operação do tio Onofre é uma história policial de Tatiana Belinky, onde uma menina muito esperta resolve fazer uso de suas inúmeras artimanhas, em meio a rimas, numa situação de muito perigo.
Vale a pena conferir!

Ilustração de Alcy.




Talita tinha a mania de dar nomes de gente aos inúmeros objetos da casa, e tinham quer ser nomes que rimassem.
Assim, por exemplo, a mesa, para Talita, era Dona Teresa, a poltrona era  Dona Gordona, o armário era Doutor Mário.
A escada era Dona Ada, a escrivaninha era Tia Sinhazinha, a lavadora era Prima Dora, e assim por diante.
Os pais de Talita achavam graça e topavam a brincadeira.
Então, podiam-se ouvir conversas tipo esta:
_ Filhinha, quer trazer o jornal que esta em cima da Tia Sinhazinha?
_ É pra já, papai. Espere sentado na Vó Gordona, que eu  vou num pé e volto noutro.
Ou então:
_Que amolação, Prima Dora está entupida, não lava nada!
Precisa chamar o mecânico.
_ Ainda bem que tem roupa limpa dentro do Doutor Mário, né mamãe?
E todos riam.
Mas, uma tarde, Talita estava na sala com a mamãe, assistindo televisão, quando tocou a campainha. Talita correu e foi logo abrindo a porta, sem antes verificar quem era. E não é que eram dois ladrões armados?! Os mal encarados sujeitos empurraram Talita e foram entrando, de armas apontadas:
_ Isto é um assalto! Entregue o dinheiro e as jóias, madame, e nem um pio, está ouvindo?!
Talita agarrou-se a mamãe, as duas mudas de susto.
_ O cofre, rápido! _ repetiu o ladrão, bravo. _ Abra o cofre, rápido!

(...)

_ O senhor me deixa nervosa, com esta arma apontada...
Assim eu não consigo acertar o segredo...
_ pois ,ão esquente, madame _ falou o outro. _ Não ouviu que o seu marido vai chegar muito atrasado? Temos tempo que chegue.
E, voltando-se para Talita, ordenou, apontando para a Vó Gordona:
_ E você, menina, senta aí na poltrona e fica bem quietinha, enquanto meu colega e eu revistamos as gavetas da escrivaninha.

(...)

_ Graças a Deus, vocês estão bem! _ E ele envolveu a mulher e a filha num só grande abraço.
As duas até choravam de emoção e alívio.
E depois que acabou a agitação e os dois policiais levaram os assaltantes presos, a mamãe perguntou ao papai:
_ Mas, querido, você não disse que ia chegar atrasado? Como foi que adivinhou o que estava acontecendo e chegou assim, em cima da hora?
O papai piscou um olho para Talita.
_ E desde quando a nossa filha tem um tio chamado Onofre?
Onofre, aqui em casa, só rima com cofre. E se o cofre-Onofre estava sendo operado... se estavam "abrindo a barriga dele", bem...


E todos os três caíram na gargalhada.


Obs.:  O texto não está na íntegra mas vale muita a pena conferir...



Jogo de Bola - Cecília Meireles


Para conversar com os pequenos a respeito da copa, primeiro selecionei este poema de Cecília Meireles.
Após a leitura pedi a eles para fazerem um desenho de Raul e Arabela brincando de bola ...
Aproveitei para trabalhar com eles a mistura de cores. 
Fiz uma demonstração com guache nas cores verde, amarelo e azul, e detergente para eles visualizarem a pigmentação/transformação.




Jogo de Bola

Cecília Meireles




   A bela bola
  rola:
  a bela bola do Raul.

  Bola amarela,
  a da Arabela.

  A do Raul,
  azul.

  Rola a amarela
  e pula a azul.

  A bola é mole,
  é mole e rola.

  A bola é bela,
  é bela e pula.

  É bella, rola e pula,
  é mole, amarela, azul.

  A de Raul é de Arabela,
  e a de Arabela é de Raul.


Finalizando essas atividades fizemos a leitura de outro poema As Meninas de Cecília Meireles. 


 Arabela
abria a janela.

Carolina
erguia a cortina.

E Maria
olhava e sorria:
"Bom dia!"

Arabela
foi sempre a mais bela.

Carolina
a mais sábia menina.

E Maria
Apenas sorria:
"Bom dia!"

Pensaremos em cada menina
que vivia naquela janela;
uma que se chamava Arabela,
outra que se chamou Carolina.

Mas a nossa profunda saudade
é Maria, Maria, Maria,
que dizia com voz de amizade:
"Bom dia!"

           Após a leitura, selecionamos o nome de alguns alunos da sala e fizemos um poema para reforçar o conceito de rima, contextualizando a leitura.              


É uma Janela ou uma Banguela?


Qual é o momento ideal para a troca de dentes, será aos  5 anos  ou 6 anos de idade?
Isso varia de criança para criança, entretanto já aos 4 anos de idade, muitos dão início a este processo, que alías, pra uns é super tranqüilo enquanto que para muitos, são momentos difíceis e muito dolorosos.
Normalmente, os primeiros dentes de leite a cair são os da frente e embaixo (na mandíbula), chamados incisivos centrais inferiores. Depois, caem os mesmos superiores, num outro momento, os laterais inferiores, os superiores, os caninos inferiores, os molares inferiores, os molares superiores e, por fim, os caninos superiores. Todo esse processo é lento, acompanha o crescimento da criança até aproximadamente os 12 anos.
Como temos que trabalhar a higienização com os alunos, escolhi está leitura para dar início ao nosso bate papo, já que é na educação Infantil que tudo se inicia...



É uma janela ou uma banguela?


Autor:  Jonas Ribeiro
Ilustrações:  Sami e Bill

Era uma vez uma língua faladeira.
Ela viva fazendo perguntas:

- Por que a gente não come só sobremesa?

- Por que eu tenho de ficar quieta?

- Por que não há estrelas neste céu?

A língua morava na boca de Guilherme.
Seu nome era Guilhermina.
Ela adorava conversar com os dentes.
O Guilherme os escovava quatro vezes ao dia.
A Guilhermina aproveitava e tomava banho de espuma.
E foi no meio de um desses banhos bem gostosos, que alguns dentes da frente falaram para ela:

- Nós estamos molinhos... parece que vamos cair e, se isso acontecer, o Guilherme vai ficar com uma janela no sorriso.

A língua Guilhermina perguntou:

- E eu nunca mais vou ver vocês?

 (...)

A mãe falou:

- Ainda bem que eu guardei um dente de lembrança.

O pai também falou:

- Ué , cadê o meu menino banguela? já estou com saudade da janela...

Guilherme mostrou a língua para o pai. Guilhermina saltou da boca e pôde ver o quanto a família ria com vontade. A língua faladeira também ficou feliz e, ao voltar para dentro, abraçou os dentes novos e contou a eles tudo o que aprendera naqueles tempos de janela.

Esta leitura possibilita trabalhar a questão do desenvolvimento, das trocas de dentes nos pequenos , do crescimento, assim como da saúde e higiene como um todo . 
Um conteúdo explorado todos os anos da Educação Infantil.



De letra em letra

Hoje, 21 de Maio, por ser o Dia do Profissional de Letras me veio inspiração para postar este poema.


De letra em letra 

Autor: Bartolomeu Campos de Queiroz. 
Ilustrações: Elisabeth Teixeira.


COM A
 ALICE ABRAÇA AVE, ÁGUA, AMORA.
ALICE APRECIA ASAS E AVES,
 ADORA AZUIS E ÁGUAS,
 AMA AMORAS E ÁRVORES.

COM B
BEATRIZ BORDA BOSQUE, BALÃO, BORBOLETA.
BEATRIZ BRINCA EM BONITOS BOSQUES
COM BRILHOS DE BALÕES
E BELAS BORBOLETAS BRANCAS.

COM C
CARLOS COLECIONA CASA, CAMINHO, CRAVO.
NO CADERNO, CARLOS COLORE COM CARINHO
 A CASA E OS CAMINHOS
COBERTOS DE CRAVOS.

COM D
DANIEL DESENHA DRAGÃO, DINOSSAURO, DROMEDÁRIO.
NO DIÁRIO DE DANIEL OS DENTES DO DRAGÃO
DEVORAM O DINOSSAURO
E DOMINAM O DROMEDÁRIO.

COM E
EUGÊNIA ESCREVE ESPUMA, ESCADA, ESTRELA.
ENTRE ESPANTO E ESPUMA,
EUGÊNIA ESCALA A ESCADA
E ENCOSTA EM ESTRELAS.

COM F
FERNANDO FACILITA FLOR, FRUTO, FLORESTA.
FERNANDO É FILHO DA FORTUNA.
É FRUTO E FLOR FLORINDO A FLORESTA.

COM G
GABRIEL GOSTA DE GRILO, GATO, GAIVOTA.
GABRIEL GUARDA NA GAVETA
O GRILO GAGO,O GATO GAIATO
E A GAIVOTA GAGÁ.

COM H
HELENA HERDA HORTÊNCIA, HORTELÃ, HERA.
 A HORTA DE HELENA  É HOTEL.
HOJE HOSPEDA HORTÊNCIA, HORTELÃ, HERA.

COM I
IVANA INVENTA ILHA, IGREJA, IPÊ.
IVANA, IRMÃ DE IRIS,
ILUSTRA E ILUMINA A ILHA
COM IGREJA E INFINITOS IPÊS.

COM J
JULIANA JUNTA JABUTI, JACARÉ, JARARACA.
NO JARDIM DE JULIANA
O JACARÉ JOGA COM O JABUTI
E  JANTA JACA COM A JARARACA.

COM L
LUZIA LÊ LIVRO, LUZ, LUAR.
LUZ DO LUAR
LUZIA LÊ O LIVRO DE LILI
EM LARGA LIBERDADE.

COM M
MÁRIO MERGULHA EM MAR, MONTANHA, MUNDO.
MÁRIO, MENINO MARINHEIRO,
MOSTRA A MARIA
O MUNDO COM MARES E MONTANHAS.

(...)

COM Z
ZAÌRA ZELA ZEBRA, ZEBU, ZANGÃO.
NO ZOOLÓGICO DE ZAÍRA
 A ZEBRA ZANZA,
O ZEBU É ZONZO

E O ZANGÃO É ZANGADO.



Pra não passar batido pensei em dois versinhos...

BIBI ,
A BABA BOBOCA,
BEBEU A BABA 
 DO BEBÊ BABÃO!

DE REPENTE,
DEDÉ DEU AO DUDU
DUAS DEZENAS DE DADOS.
DISFARÇADAMENTE!
DUDU DOOU DADOS A DIDI
DURANTE DIAS E DIAS.

CAROL, CRIATIVA, CUIDADOSA E CARISMÁTICA.
CARINHOSAMENTE CURIOSA.





Gestos e símbolos

O Livro dos Gestos e dos Símbolos


Autores:  Ruth Rocha
               Otávio Roth
Ilustração: Raquel Coelho



Quando uma abelha quer contar às outras onde ela encontrou uma porção de flores, cheinhas de mel, executa uma espécie de dança, que é a forma que ela usa para se comunicar.
Os animais, embora não falem, têm formas sofisticadas de comunicação.
As baleias, por exemplo, emitem um canto prolongado, que atravessa os oceanos.
Os cães conseguem não só comunicar-se entre si, como até mesmo comunicar-se com seus donos.


As crianças também se comunicam, antes mesmo de saber falar, por gestos, por ruídos, por expressões.
O adulto, mesmo sabendo falar, também se comunica por gestos. O gesto de levantar ou abaixar o polegar é compreendido por todos, desde o tempo dos romanos. O aceno de quem vai embora, o sorriso, o abanar da cabeça, para dizer sim ou não, são formas de comunicação que dispensam a palavra, embora variem de significação, de um povo para outro.


Os surdo-mudos possuem dois tipos de linguagem. Ambas se valem de gestos das mãos.
Uma, para indicar letras, que formam palavras, nas mais variadas línguas. Outra, que expressa através dos gestos, uma linguagem própria, permitindo que os surdo-mudos possam ser compreendidos em qualquer parte do mundo, ao contrário do que acontece com as pessoas que ouvem e falam.

Não são apenas os gestos que comunicam sem palavras.
Até a maneira de uma pessoa ou de um grupo se vestir ou se enfeitar pode ser considerada uma forma de comunicação.

Os indígenas de vários lugares, por exemplo, costumam pintar seus corpos e usar certos tipos de enfeites, para mostrar que estão em guerra ou em festa.

Os jovens usam roupas e penteados diferentes dos adultos, o que equivale a um aviso: 
NÓS SOMOS DIFERENTES!
Os hippies dos anos 60 também mostravam o que eram, do que gostavam e do que acreditavam, mediante as roupas e os cabelos que usavam. Os trajes dos hippies mostravam seus ideais:
PAZ E AMOR!

As cores também tiveram sempre grande importância na comunicação.
Assim, a bandeira branca, há muito, significa paz.
Na antiguidade, a cor púrpura significava realeza.
Entre os ocidentais o negro representa o luto, enquanto entre alguns grupos orientais é o branco que simboliza o luto.
A roupa branca tem uma conotação de pureza. Por isso as noivas usam branco.

Entre os escoceses,  o padrão e a cor dos tecidos da roupa indicam um determinado grupo familiar.
Os monges tibetanos usam o amarelo com emblema de seu grupo.
Entre os católicos, o roxo é a cor característica dos bispos.
Até entre equipes esportivas as cores têm seu papel importante, invadindo as torcidas sob a forma de camisetas e bandeiras.

A necessidade de usar distintivos durante as batalhas nasceu no tempo em que os cavaleiros começaram a usar armaduras.
Não se podia ver quem estava por trás dos elmos. Assim, cada cavaleiro escolhia um desenho, um sinal pelo qual poderia ser reconhecido: um animal, uma flor, uma figura qualquer.
Aos poucos, esses sinais foram passando para os escudos e para os estandartes. E suas cores foram adotadas para roupas e para enfeites, até dos cavalos.
Esse fato deu origem à heráldica, que é o estudo dos brasões.


Os índios da América do Norte, além de se comunicarem pela fala ou pelos enfeites e pinturas corporais, comunicavam-se à distância, por sinais de fumaça.
Os nativos da África usavam também as batidas de tambores, como forma de "se falarem" de longe.
Entre os Aborígenes de todo o mundo, são muitos usados os "sinais de pista", que consistem em avisos, que eles fazem na mata, com galhos e pedras.


Antes que fossem inventados o rádio e o telégrafo, usava-se nos barcos a sinalização por bandeiras.
Além da bandeira principal, que é içada no mastro e que pode indicar o país de origem de um navio, assim como doenças a bordo ou a presença de alguém importante, há mais duas formas de comunicação por bandeiras.

Uma delas usa uma bandeira diferente para cada letra. E a outra usa combinações de duas bandeiras em diferentes posições.
Entre barcos usava-se também a comunicação por sinais luminosos. A língua usada é o Código Morse, que foi inventada para uso do telégrafo.
É uma linguagem  que usa a combinação de sinais luminosos longos e breves, para expressar letras e números.
Ainda se usam entre os barcos sinais sonoros de buzinas, para a comunicação durante períodos em que a visibilidade esteja prejudicada.

A música é outra forma de comunicação. Ela transmite estados de espírito: alegria, tristeza, romantismo ou entusiasmo.
Quando a música é acompanhada de letra, pode emitir uma mensagem específica, que vai desde as ingênuas canções infantis até os mais exaltados hinos patrióticos.
A emoção que se sente quando se assiste a uma simples premiação esportiva, acompanhada do içar de uma bandeira e da execução de um hino, mostra como estes símbolos trazem mensagens ligadas a eles.


O sonho do entendimento universal está ainda longe de se realizar.
No entanto, a busca de uma linguagem que possa ser compreendida por todos é constante.
Hoje, em todas as cidades do mundo, encontramos sinais de trânsito, avisos que proíbem o fumo, indicações para toaletes masculinos e femininos, praticamente, iguais.

Depois de inventar a fala, que é a forma mais importante de comunicação, o homem continuou procurando outras formas, para aumentar essa sua capacidade. Contamos, neste livro, algumas delas.

Hoje, o homem atingiu uma nova era: a da comunicação por aparelhos, que amplia extraordinariamente suas possibilidades de contato com outros homens.
Esperemos que ele saiba usar esse fantástico privilégio com o objetivo de fazer a vida de todos nós um pouco melhor.




O homem e a Comunicação é uma coleção de Ruth Rocha e Otávio Roth que vale a pena conferir...

Gostei, postei!




Você troca?

Você troca?
                                                                            Autora: Eva Funari


Você troca 
um gato contente
por um pato com dente?

Você troca 
um  canguru de pijama
por um urubu na cama?


(...)

Você troca 
um mamão bichado
por um bichão mimado?

Você troca
um gato de bota
por um sapo boboca?

Você troca
um varal de feiticeira
por um final de brincadeira?


Sabor de infância...


Rima ou Combina? Voa ou não voa?

Rima ou Combina?

E

VOA OU NÃO VOA?

                                                                                                           Autora: Marta Lagarta
                                                                                                           Ilustração: Suppa



Voa ou não voa?



Balão não tem asa e voa.
Peru tem asas, mas não voa.
Perua voa?

Pipa não tem asa e voa.
Ema tem asa, mas não voa.
Seriema voa?

Balão de gás voa.
Fogão a gás não voa.

Pato tem pena e voa.
Marreco tem pena, mas não voa.
Peteca voa?

Anjo tem perna e voa.
Índio tem pena,
Mas que pena! não voa.

Gavião bate as asas e voa.
Avião não bate as asas e voa.

Foguete tem rabo e voa.
Cavalo tem rabo. E voa?
Menina de rabo de cavalo voa?

Dragão tem rabo e voa.
Baleia tem rabo, mas não voa.
Sereia voa?

Tapete voa, mas não voa.
Vassoura não voa, mas voa.

Príncipe tem capa, mas não voa.
Guarda-chuva tem capa e voa.
Príncipe de guarda-chuva voa?




Rima ou combina?



Rato rima com gato.
Rima, mas não combina.

Vaca não rima com café.
Não rima, mas combina.

Dragão rima com tufão.
Rima e combina.

Lobo não rima com porco.
Não rima nem combina.

Casa rima ou combina com asa?
Toca rima ou combina com oca?

Jasmim combina com jardim.
E rima?

Marina não rima com mar.
E combina?

Artur combina com rei.
E rima?

Serafim rima e combina com fim.




                                      





Festa da Salamandra




Festa da Salamandra





Imaginem quantos bichinhos, super amigos a Salamandra convidou para sua grande festa na floresta?

Este livro é uma graça, um encanto!

A beleza das cores, do entrelaçar das salamandras e da criatividade do autor.

Selecionei esta leitura para trabalhar conceitos matemáticos com os alunos e aproveitei para trabalhar também as cores.

Uma salamandra corre para chegar a grande Festa das Salamandras. 
Quer se juntar a seus amigos para agitar, dançar e se divertir até cansar.
Conte junto aos alunos, quantos insetos estão voando...

Duas salamandras logo se juntam a ela, com os rabos entrelaçados correm sem parar.
Elas não podem perder a grande festa, por isso têm de se apressar.
Pergunte aos alunos quantos besouros azuis eles estão enxergando na imagem...

(...)

Nove vagalumes iluminam a entrada da grande Festa das Salamandras!
Dez salamandras já estão por lá.
Todos já chegaram e agora botam pra quebrar!

Folhei novamente o livro e descubra alguns bichinhos escondidos  e solicite dos alunos atenção para que percebam quais outros bichos ou insetos também estão a caminho da festa e que não foram citados na leitura/história...

Gostei, postei!

Meu Coração é um Zoológico

Meu Coração é um Zoológico

A leitura é interessante pois trabalha as características de alguns animais.
 E as imagens são de se admirar, realmente, maravilhosas!

Muita criatividade em questão...

Depois da leitura com os alunos pretendo fazer uma releitura, entretanto, com algumas mudanças em que procurarei dar algumas características físicas ou psicológicas aos alunos.
 Faremos uma roda de história e na releitura da obra, aos invés dos bichos citarei o nome dos alunos e alunas, e a cada nome será acrescentada uma característica.
Os alunos adoram quando se sentem envolvidos, fazendo parte da história.
Eu já havia feito este trabalho na leitura de outro livro e o resultado foi mesmo maravilhoso.



Meus coração é um zoológico...
encantador como um Castor,
tranquilo como um Touro
confiante como a Garça pescando seu tesouro...
faceiro como a Foca,
forte como o Alce,
feliz como os hipopótamos tomando suco de alface.



Elegante como o Pinguim,
ardiloso como o Raposo,
galante como a Lagarta em seu passo silencioso.
Livre como a Lebre,
leve como a Rã,
belo como o Lobo na neblina da manhã.



Arisco como o Marisco,
tagarela como a gralha,
cansado como o menino no zoológico em que trabalha.



Agora, atentem para o comentário do autor na capa do livro...



Uma Meia Azul

Somos todos diferentes...


UMA MEIA AZUL
                                                                                                       Autores: Emily Ballou
                                                                                                                    Stephen Michael King

Você conhece alguém que gosta de comer minhocas???

A gente sabe que existem pessoas muito diferentes de nós...



Era uma vez um menino chamado Teo Leo.
Teo Leo perguntava se ele era como as outras crianças.
Ele tinha olhos castanhos que piscavam e um pequeno nariz arrebitado.
-Isso parece normal- dizia Teo Leo.
Ele gostava de pular, "poim", "poim", "poim", "poim"gostava de cavar buracos na terra, gostava de ficar deitado olhando para o céu e gostava de comer minhocas...

_Espera aí!
_Comer minhocas?????
_ Ninguém come minhocas!
_ As crianças gritaram.
_Eu como! _disse Teo Leo, sugando uma minhoca como se fosse um delicioso espaguete.
_Que nojo!

Teo Leo usava um longo cachecol laranja, na primavera, no verão, no outono e no inverno...
Teo Leo usava somente uma meia azul, na primavera, no verão, no outono e no inverno.
Ele havia perdido o outro pé de meia muito tempo atrás, e tinha a impressão de que por toda a vida sempre fora conhecido como o garoto que usava somente UMA MEIA AZUL.
E como Teo Leo não queria furar sua única meia azul, ele pulava em um pé só por todo o caminho de casa para a escola, e novamente por todo o caminho de volta para casa.
Todos os dias.

"PÓIM"  ,  "PÓIM"   , "PÓIM"   "PÓIM"  ,  "PÓIM"   , "PÓIM"  "PÓIM"  ,  "PÓIM"   , "PÓIM"

Teo Leo achava encantador usar somente UMA MEIA AZUL e fazer barulho ao sugar minhocas rosadas, recolher pedacinhos de QUALQUER COISA do seu eternamente esvoaçante cachecol laranja, e também PULAR, PULAR, PULAR num pé só para todos os lugares aonde fosse.
No entanto...
Teo Leo não gostava de seus LOOONGOS E FELPUDOS BRAÇOS VERMELHOS.
Ah, não. Não mesmo.
NEM UM POUCO!
Mas  O QUE  há de errado em  ter LOOONGOS E FELPUDOS BRAÇOS VERMELHOS se você é um menino chamado Teo Leo, se você usa somente UMA MEIA AZUL, se você recolhe COISAS ENCANTADORAS E MUITO ÚTEIS no seu eternamente esvoaçante cachecol laranja, se você gosta de comer MINHOCAS ROSADAS e se você PULA, PULA, PULA NUM PÉ SÓ para todos os lugares aonde vai?
Bem...

(...)

Teo Leo que sempre tivera orgulho do seu gosto por SUGAR, SUGAR, SUGAR, minhocas rosadas, ou do seu ENCANTADOR E MUITO ÚTIL cachecol laranja, ou de ter somente UMA MEIA AZUL, ou ainda do seu PULAR, PULAR, PULAR NUM PÉ SÓ por onde quer que fosse, de repente não se orgulhava mais.
_Eu sou muito desastrado! _ ele lamentava.
_Você só precisa praticar _ disse uma voz acima dele.
Teo Leo olhou para cima e viu um passarinho pousado num galho. Ele achou que o passarinho se parecia com uma meia azul, mas não disse isso para ele.
_Praticar O QUE? _ Teo Leo perguntou.

(...)

- É NORMAL SE VOCÊ FOR UM PÁSSARO!  gritou Teo Leo.
No dia seguinte Teo Leo carregou todas as coisas encantadoras e muito úteis que havia recolhido dos fios de seu eternamente, esvoaçante e sempre flutuante cachecol laranja e construiu para si mesmo um lindo, encantador e perfeitamente normal...
NINHO.

Como disse a autora, a leitura nos mostra a alegria de um garoto que ousa ser diferente!



Obs.:  O texto não está na íntegra mas vale muita a pena conferir...







O Que Não Cabe e o Que Cabe No Meu Mundo

 O que não cabe no meu mundo

Autor: Fábio Gonçalves Ferreira
Ilustração: Ricardo Tokumoto

Uma coleção maravilhosa para se trabalhar valores.
Todo ano é necessário conversar com os alunos a respeito de inúmeras questões relacionadas a moral, ética, hábitos de convivência, enfim, o dia a dia do aluno e o seu convívio social.


Selecionei apenas uma história tratando a questão do preconceito, todavia acredito que todas deveriam ser lidas para que tanto professores quanto alunos aprendam a entender o outro , a respeitá-lo em seus diferentes aspectos sócio culturais. E numa situação oportuna poderão interferir e  também  orientá-los sobre alguns aspectos/características.

Basta um olhar diferenciado e/ou uma palavra ou comentário para que surja mudanças e esclarecimentos quanto a determinadas "manias" que muitas vezes passam despercebidas.



Existe um monstro que é muito bobo, desses que invadem e tomam o nosso coração.
Ele tem o corpo todo peludo; seus dentes são grandes, como de um cachorro raivoso; e ele vive babando.
Apesar de ter uma cara de bobão, ele é muito perigoso e malvado, e nem sabe direito o mal que faz aos outros.
Essa criatura mal-humorada, conhecida como bobomonstro, quando consegue entrar em nosso coração, deposita lá um veneno chamado preconceito.
Este veneno faz com que as pessoas pensem que não gostam de outras pessoas ou coisas diferentes , só porque não as conhecem direito.

Quem está contaminado pelo preconceito acha que tudo que é diferente dele é ruim, chato ou menor.

Por exemplo: acha que uma pessoa é perigosa ou inferior só porque tem o cabelo diferente, fala de outro jeito, se veste de maneira mais simples ou mesmo com outro gosto.

Já viu tamanha bobeira? por isso que esse monstro ridículo é chamado de bobomonstro, pois não existe coisa mais boba do que julgar os outros pelas aparências.
Todas as pessoas são diferentes. Você é diferente de seus coleguinhas! E não significa que alguém seja ruim por conta disso. Mas o bobomonstro e as pessoas dominadas por ele  não querem saber.
Vivem julgando os outros pela maneira como são. E pior, quando o bobomonstro se junta com o crudêncio, um monstro malvado, eles acabam magoando ou até mesmo machucando essas pessoas que eles acham estranhas...

Fazendo assim o bobomonstro terá tanto medo de você que nem vai se atrever a envenená-lo com o preconceito. E o melhor de tudo é que você fará novos amigos, com novas maneiras de ver o lindo mundo que existe ao nosso redor.

Como o autor diz, veja bem o nome já diz tudo. Pré-conceito, conceito antecipado sobre algo ou alguém. Daí o julgamento.
È importante educar as crianças para o mundo, para tudo que esta a sua volta. Ensine-os a não classificar, a ser carinhoso, a respeitar e valorizar aqueles que estão a sua volta e fazem parte ou farão de suas vidas.

Os demais livros sobre o que não cabe no mundo são:  bagunça; crueldade; egoísmo; gula; impaciência; inveja; mentira; preguiça e teimosia.
Em todas as leitura há sempre um monstrinho indesejável, bagunceiro, preguiçoso, maldoso, cruel, mentiroso, invejoso, guloso, impaciente e teimoso como ele só.

O que cabe no meu mundo

Sensibilidade

Sensibilidade é a capacidade de sentirmos o mundo à nossa volta.
De percebermos os sentimentos das pessoas e dos animais e as coisas de uma maneira  muito especial.
Significa experimentarmos, no fundo do nosso coração, sentimentos bons ou ruins. Como, por exemplo, tristeza por ver alguém doente ou machucado.

(...)

Quando temos sensibilidade, é possível notar o que o outro está sentindo, até mesmo por uma conversa a distância ou por um simples olhar. Assim, também é possível percebermos a saudade que sentimos uns dos outros.
É um dom que precisa ser cultivado entre nós. 
Deve ser regado como uma plantinha, pois é por meio da sensibilidade que conseguimos expressar nossos verdadeiros sentimentos e também percebermos os sentimentos dos outros.