Sabido e danado
Autora; Flávia Muniz
Ilustrações; Cláudio Atílio
Numa noite muito bonita,
bonita de céu e de lua,
Dito sabido pulou da janela,
toda bacana, de pelo macio,
e foi para o meio da rua.
_Sou um gato muito danado,
de miado afinado e rabo peludo.
Sou o gato Dito Sabido.
Sou Dito, sabido de tudo!
Do lado de lá da rua,
numa gaiola dourada,
Tonico Danado ouviu todo o miado
e ficou roxo de raiva:
_Veja só, o Dito Sabido. Eta, gato metido!
Para ele , não dou pelota.
Eu, Tonico Danado,
o papagaio de bico dourado,
sou danado e sou sabido.
Muito cuidado comigo!
(...)
_Seu bocó!
_Seu jeca!
_Seu banana!
_Seu careca!
_Seu boboca!
_Seu baixote!
_Seu pateta!
_Seu pixote!
No meio do bafafá,
da janela voou uma panela.
Bateu na gaiola, rolou pela rua.
Era o dono, com sono.
_Cala a boca, gato!
_Cala a boca, louro!
Depois de fazer a leitura da história, em meio a tanta lorota, resolvi trabalhar a cantiga
Papagaio Loro, contextualizando ...
este poema também remete a cantiga do Pato Pateta.
Papagaio Loro, contextualizando ...
este poema também remete a cantiga do Pato Pateta.



