Certa manhã fui brincar sozinho, atrás da minha casa, num bosquesinho.
Professora de Educação Infantil e Ensino Fundamental. Graduada em Letras, Pedagogia e Educação para a Diversidade. Pretendo postar projetos, leituras, histórias, músicas, paródias, poesias, parlendas, trava-línguas, etc. As opções de textos e imagens contidas são retiradas de livros e fontes de domínio público tais como a Internet. Portanto, não sou detentora dos direitos autorais. As postagens fazem parte do meu "Diário de Registros" para que possa revisitar, sempre que precisar.
QUEM TEM MEDO DE LOBO?
Certa manhã fui brincar sozinho, atrás da minha casa, num bosquesinho.
ABRAÇO APERTADO
Abraço Apertado
AUTOR: CELSO SISTO
ILUSTRAÇÕES: ELISABETH TEIXEIRA
VOU CONTAR UM SEGREDO.
UM SEGREDO ASSIM, DE BOCA FECHADA NÃO ENTRA MOSQUITO, DE PIMENTA NOS OLHOS DOS OUTROS É REFRESCO, DE REVELAR AS COISAS DO MEU JEITO.
VOCÊ QUER MESMO SABER?
MAS TEM QUE PROMETER ANDAR ATÉ A LUA, FEITO BARATA TONTA, PULAR FEITO ESTRELA DE CINCO PONTAS, CAIR DAS NUVENS QUANDO ALGUÉM DESCONFIAR QUE ONDE TEM FUMAÇA TEM FOGO PRA APAGAR!
ESPERA AÍ QUE EU NÃO ESTOU PRONTA!
NÃO SEI SE VOU DAR CONTA!
NÃO VALE FALAR DEPOIS QUE AVISO É QUE NEM FEIJÃO COM ARROZ, QUE VAI UM E VEM DOIS. E QUEM AVISA AMIGO É PRA O QUE DER E VIER!
O SEGREDO É BEM GRANDE, UM SEGREDO-ELEFANTE QUE EU NÃO SEI GUARDAR SOZINHA.
É SEGREDO-GIGANTE PRA MENINA ASSIM MAGRINHA.
TÁ PREPARADO?
AGORA EU VOU FALAR!
E QUIETO, SEM PESTANEJAR!
QUE QUEM CALA CONSENTE, SEM RECLAMAR!
SABIA QUE MEU PAI É CARENTE?
TÁ SEMPRE PRECISANDO DE CARINHO, TÁ SEMPRE COM CARA DE QUEM QUER UM ABRAÇO!
(...)
VOU CONTAR OUTRO SEGREDO, SEM MUITA VOLTA E RE-VOLTA; EU TAMBÉM SOU CARENTE DE AFAGOS!
E ASSIM EU ME EMBARAÇO!
MAS ME DIZ SEM ENROLAR: NA HORA DO ABRAÇO, SOU EU QUE ABRAÇO ELE OU ELE QUE ME ABRAÇA?
COISA DIFÍCIL DE EXPLICAR!
AH, DEIXA PRA LÁ, VEM ME DÁ UM ABRAÇO QUE EU DESEMBARAÇO ESSA MENINA QUE CAIU NO LAÇO!
E ASSIM DISCORRE ESTA LEITURA EM MEIO A DITOS POPULARES QUE , DOS QUE EU CONHEÇO, FIZ QUESTÃO DE DEIXAR EM DESTAQUE.
A HISTÓRIA DE UMA GRACIOSA MENINA QUE EM SITUAÇÕES DO DIA A DIA , OBSERVA E TENTA, A SUA MANEIRA , ENTENDER E OU EXPLICAR A POSTURA, AS ATITUDES E CUIDADOS DE SEU PAI.
UMA LEITURA QUE NOS LEVA A INFÂNCIA DE NOSSOS FILHOS E NOS TRAZ REFLEXÕES SOBRE NOSSAS AÇÕES EM RELAÇÃO A PEQUENOS E GRANDES ACONTECIMENTOS DO NOSSO DIA A DIA.
E SEGUINDO A PROPOSTA DO AUTOR, NO DISCORRER DA LEITURA, HÁ INÚMERAS FRASES DE USO DIÁRIO EM CONTEXTOS FAMILIARES E HÁ TAMBÉM A POSSIBILIDADE DE SE TRABALHAR OS DITOS POPULARES, FRASES QUE FAZEM PARTE DO NOSSO CONTEXTO CULTURAL E QUE COM CERTEZA, OS ALUNOS JÁ OUVIRAM FALAR.
E aqui vai alguns tipos de abrações, cada qual com suas peculiaridades.
As diferentes formas de se abraçar e a influência desse gesto que tem o poder de deixar no corpo uma marca profunda e permanente: o abraço. Claro que isso depende da intenção da pessoa, dos sentimentos, das emoções, além do que, especialmente, de como a pessoa que recebe o abraço o interpreta.
Abraço Protetor
Esse tipo de abraço passa uma sensação de segurança. Se o casal se abraça desta forma, normalmente um dos dois se posiciona por trás da pessoa amada, envolvendo-a em seus braços, proporcionando estabilidade e assumindo um papel protetor. Vocês demonstram muita confiança no relacionamento e pensam que cuidar do outro é algo muito importante. “Ao envolver suas costas, o outro está dizendo que quer protegê-lo”.
Abraço Clássico
Duas pessoas se abraçam com força deixando as cabeças uma ao lado da outra. Acredite: este é um abraço muito íntimo. Os peitos se juntam e as cabeças ficam muito próximas. Além disso, geralmente dura dois ou mais segundos, porque esse ritual tem um encanto especial. Certamente você já abraçou assim ao se despedir de alguém querido ou em um reencontro.
Abraço Massagem
Este é um abraço que tem a ver com tranquilidade. Ao abraçar alguém, você gosta de massagear as costas da outra pessoa, lembrando ao outro que, neste momento, a demonstração de carinho é o que realmente importa. Massagear as costas é a sua maneira de proporcionar conforto ao seu parceiro com um abraço.
Abraços distantes
Os abraços distantes ocorrem quando falta intensidade e são dados com os corpos afastados. As cinturas ficam separadas e o ato ocorre mais por compromisso do que por gosto ou prazer. Eles podem ser a encenação de uma cordialidade tensa e até mesmo uma atuação que demonstra um afeto que realmente não existe. Eles podem fazer parte de um protocolo ou são motivados por uma trégua temporária após um confronto.
Abraço Visual
É simples, muito íntimo, e com as duas pessoas coladas uma de frente para a outra. Mas o espaço deixado entre os dois na altura do peito é substituído pela proximidade dos olhares cúmplices e carinhosos. Quando o abraço tem um contato visual, existe um componente especial.
Abraço Dança
A dança lenta tem muito a ver com conquista. Uma parte envolve a cintura do outro, enquanto a outra pessoa se envolve em torno do pescoço, simulando a posição de par de uma dança romântica. Como o próprio nome sugere, podem estar associados com a música. Normalmente, uma pessoa abraça a outra segurando a sua nuca. Este abraço é típico dos namoros jovens. Com certeza, se vocês ainda se abraçam desta forma após anos de relacionamento, isso significa que o romance ainda está vivo.
Abraço Lateral
Este tipo de abraço é típico de um casal parceiro. Ele ocorre quando você coloca a mão no ombro da outra pessoa, ou seja: um dos dois coloca um só braço no ombro do outro, dando uma espécie de ”meio abraço”. É típico de duas pessoas unidas não só por romance, mas por amizade também. Quando vocês se abraçam desta forma, vocês momentaneamente se conectam física e emocionalmente. Seus significados são variados: você pode estar confortando a outra pessoa, pode ser um sinal de companheirismo, simpatia e carinho, amor, ternura ou cordialidade.
Abraço Tapinhas
Este é um abraço que tem a ver com insegurança no relacionamento e um pouco de desconforto. Um abraço entre colegas: são duas pessoas sem intimidade ou afinidade especial. Uma das pessoas dá um tapinha nas costas do outro como se estivesse passando a mensagem ”Gosto de você, mas ainda estou inseguro. Vai melhorar com o tempo…”.. Não existe um forte sentimento. Não há realmente um sentido de intimidade envolvido neste tipo de abraço. Quando seu parceiro de muitos anos te abraça assim com frequência, isso significa que o relacionamento não está crescendo ou alguma insegurança ainda persiste.
Abraço de Urso
Este abraço é aquele bem apertado, sufocante, que envolve o corpo da outra pessoa como se quisesse transmitir “não me deixe ir, quero morar aqui”. Esta posição mostra compromisso profundo e o não querer estar separado. Envolver o outro dessa maneira, demonstra que, ao se afastar de seu abraço, é como sentir que você vai perder aquela pessoa. Neste abraço, ambos se entrelaçam o mais fortemente possível, extraindo o último suspiro de ar que os separa.
A FESTA NO CÉU
POEMA MUSICAL DA HISTÓRIA: A FESTA NO CÉU
AUTORA: ANGELA LAGO
PRA QUEM AINDA NÃO CONHECE A HISTÓRIA, ESTA É UMA HISTÓRIA SOBRE UM FESTA NO CÉU, ONDE A BICHARADA IRIA SE REUNIR PARA UMA GRANDE FESTANÇA, ENTRETANTO, OS CONVIDADOS SERIAM SÓ BICHOS QUE VOAM E ASSIM FOI.
FORAM TANTAS AVES QUE ALI SE REUNIRAM PARA JUNTAS SEGUIREM UMAS AS OUTRAS PARA A GRANDE FESTA NO CÉU, ENTRETANTO, OS BICHOS QUE NÃO VOAM FICARAM SABENDO DA FESTA E A TARTARUGA, TODA CURIOSA, QUERIA PORQUE QUERIA PARTICIPAR.
ENTÃO A TARTARUGA TEVE A GRANDE IDEIA DE SE ESCONDER NA VIOLA DO URUBU. ATÉ PORQUE, FESTA QUE É FESTA TEM MÚSICA E PRA TER MÚSICA TEM QUE TER INSTRUMENTOS MUSICAIS. E, COVENHAMOS, A TARTARUGA FOI MUITO ESPERTA, PENSOU RÁPIDO E , DECIDIDA A NÃO PERDER A GRANDE FESTA, TEVE UMA GRANDE IDEIA...
SERÁ QUE DEU CERTO!?
SERÁ QUE ELA FEZ UMA BOA ESCOLHA EM IR DE INCHERIDA NA FESTA, MESMO SEM ESTAR CONVIDADA?
EU VOU CONTAR UMA HISTÓRIA
UMA HISTÓRIA ENGRACADINHA
DA TARTARUGUINHA
TODA ESPERTINHA
HOUVE UMA FESTA LÁ NO CÉU
MAS O CÉU ERA DISTANTE
E A TARTARUGUINHA SE ESCONDEU
NA VIOLA DO URUBU
QUANDO A FESTA TERMINOU
A PASSARADA SE MANDOU
QUEM VIU A TARTURUGUINHA,
QUEM VIU?
NA VIOLA ELA ENTROU
E O URUBU , ELA VIROU.
E DE LÁ SE ESBORRACHOU
E TRISTINHA ELA FICOU
ELA DISSE: EU QUEBREI TODA.
MEU CORPINHO ESTÁ DE FORA.
COMO É QUE EU VOU FAZER PAI DO CÉU.
COMO VOU VIVER AGORA?
PAI DO CÉU JUNTOU OS CAQUINHOS, COLOU!
MAIS BONITA ELA FICOU!
E A BICHARADA AJUDOU!
E ESSA HISTÓRIA TERMINOU.
COISAS QUE A GENTE GOSTA E QUE NÃO GOSTA
COISAS QUE A GENTE GOSTA E NÃO GOSTA
Autores: Laura Teixeira e Fábio Zimbres
Ilustração: JACA
COISA BOA É CHEIRO DE BOLA DE COURO.
COISA RUIM É CHEIRO DE PERFUME DE TIA-AVÓ.
ADORO BRINCAR NA ARGILA.
E GOSTO DE FICAR DE PIJAMA O DIA INTEIRO QUANDO ESTOU DOENTE.
(...)
GOSTO DE VER OS PRIMEIROS PINGOS DE CHUVA.
MINHA COR PREFERIDA É O VERDE.
(...)
Nesta leitura fiz uma Roda de Conversa com os alunos, no início das aulas com a finalidade de conhecê-los um pouco mais e dar a eles a oportunidade de interação.
Se apresentarem para os demais participantes da roda.
As ilustrações são belíssimas e contribuem para o bom entendimento da leitura e há também o uso das onomatopeias e muitas podem ser acrescentadas, enriquecendo a leitura e promovendo maior encantamento e diversão a história .
QUERO NASCER DE NOVO
QUERO NASCER DE NOVO
Autora: ILAN BRENMAN
Ilustração: MAYANA ITÓIZ
A barriga da mamãe parecia uma melancia madura.
Ela jà havia explicado mais de mil vezes para Sofia que dentro da barriga estava seu irmãozinho.
Sofia olhava com desconfiança para aquele barrigão.
Como PODIA uma criança morar LÁ DENTRO ?
Quando ela entrava num elevador cheio, a sensação de aperto era grande.
"IMAGINA o que meu IRMÃOZINHO não está passando lá dentro!, pensava a menina.
A mãe explicou que o bebê SE SENTIA MUITO BEM dentro de sua barriga.
Lá ele tinha comida á vontade, uma temperatura SUPERAGRADÁVEL , e ficava nadando o dia inteiro.
- NADANDO?! COMO ASSIM?! Tem uma piscina dentro da sua barriga, mãe? - perguntou Sofia.
(...)
E assim Sofia fica como que curiosa, encantada e desejando estar na situação do irmãozinho, na barriga da mamãe , novamente.
Sugestão de atividades: musicalização "Quando eu era neném" apresentando aos alunos as fases de uma pessoa desde o seu nascimento. E a indicação de leitura , visto que na Educação Infantil, muitos alunos comentam sobre a chegada de uma nova criança à família.
Quando eu era neném,
neném, neném,
Eu era assim... Eu era assim...
Quando eu era menina,
menina, menina,
Eu era assim... Eu era assim...
Quando eu era mocinha,
mocinha, mocinha,
Eu era assim... Eu era assim...
Quando eu era casada,
casada, casada,
Eu era assim... Eu era assim...
Quando eu era mamãe,
mamãe, mamãe,
Eu era assim... Eu era assim...
Quando eu era vovó,
vovó, vovó,
Eu era assim... Eu era assim...
Quando eu era caduca,
caduca, caduca,
Eu era assim... Eu era assim...
Quando eu era caveira,
caveira, caveira,
Eu era assim... Eu era assim...
Quando eu era neném,
neném, neném,
Eu era assim... Eu era assim...
Quando eu era menino,
menino, menino,
Eu era assim... Eu era assim...
Quando eu era mocinho,
mocinho, mocinho,
Eu era assim... Eu era assim...
Quando eu era casado,
casado, casado,
Eu era assim... Eu era assim...
Quando eu era papai,
papai, papai,
Eu era assim... Eu era assim...
Quando eu era vovô,
vovô, vovô,
Eu era assim... Eu era assim...
Quando eu era caduco,
caduco, caduco,
Eu era assim... Eu era assim...
Quando eu era caveira,
caveira, caveira,
Eu era assim... Eu era assim
A PACA FOI BUSCAR ÁGUA
A PACA FOI BUSCAR ÁGUA...
Autora: Hebe Coimbra
Ilustração: Gilberto Miadaira
NESTA LEITURA TRABALHEI AS AÇÕES DOS BICHINHOS DA HISTÓRIA, OS VERBOS,
MINHA SUGESTÃO É DE AMPLIAR , PENSAR UM POUQUINHO E ACRESCENTAR ALGUNS BICHINHOS, CADA QUAL COM SEU ANDAR , TIPO O CAVALO QUE ENTREARIA GALOPANDO OU O CANGURO DE VIRIA DE BOA, CARREGADO , NA BOLSA DA SUA MAMÃE.
A PACA FOI BUSCAR ÁGUA,
MAS ZUUUUUUUUUMMMMMMM...
ESCORREGOU NO MOLHADO
E, POF! , CAIU NO POÇO.
O GATO QUE VIU O FATO
CORREU PRA AJUDAR A PACA,
MAS ZUUUUUMMMMMMMMM...
E, TCHUM" , CAIU NO POÇO.
O SAPO QUE VIU O FATO,
PULOU PRA AJUFDAR O GATO,
QUE CORREU PRA AJUDAR A PACA,
MAS ZUUUUUMMMMMMMMMM...
E, PUF!, CAIU NO POÇO.
A LESMA QUE VIU O FATO,
RASTEJOU PRA AJUDAR O SAPO,
QUE PULOU PRA AJUDAR O GATO,
QUE CORREU PRA AJUDAR A PACA,
MAS ZUUUUUUUUMMMMMMMMMM...
E, PIF!, CAIU NO POÇO.
(...)
e ASSIM CAMINHA ESTA GRACIOSA HISTÓRIA, ONDE OS BICHINHOS ESCORREGAM, CORREM, PULAM, RASTEJAM, VOAM, TROTAM, NADAM...
E A MINHOCA QUE VIU O FATO ...
O QUE SERÁ QUE ELA FEZ ?
SÓ DANDO CONTINUIDADE A HISTÓRIA PARA SABER O QUE ACONTECEU E O QUE PODE SER FEITO , A PARTIR DE ENTÃO.
PELE DE ASNO
AUTOR: CHARLES PERRAUlT
Era uma vez um boníssimo rei, a quem o povo muito amava e os vizinhos muito respeitavam, sendo por isso o rei mais feliz do mundo. Além do mais, ele teve a sorte de casar-se com uma princesa linda e igual virtuosa que lhe deu apenas uma filha, porém tão encantadora, que os pais viviam num verdadeiro êxtase.
No palácio real, havia abundância de tudo e muito bom gosto. Os ministros eram muito sagazes e habilidosos, os cortesão, muito dedicados, e os empregados, muito leais. Na grande estrebaria, havia os mais soberbos cavalos jamais vistos e com os melhores arreios, embora todos estranhassem que o mais importante animal fosse um asno com orelhas compridíssimas . Mas não fora por um mero capricho que o rei lhe dera tamanha distinção. O asno era merecedor de todas as regalias e honras, pois, na verdade, se tratava de um asno com poderes mágicos. Todo dia, ao nascer do sol, a sua baia estava coberta de moedas de ouro, que o rei mandava colher.
Mas como a vida não é para sempre um mar de rosas, certo dia a rainha caiu de cama, com uma doença desconhecida que nenhum médico era capaz de curar. No palácio, baixou uma intensa tristeza. O rei foi a todos os templos do castelo e fez promessas, em que se comprometia a dar sua própria vida em troca da cura da amada rainha. Mas tudo foi em vão.
Certo dia, sentindo que ia morrer, a rainha chamou o marido e lhe disse, aos prantos:
– Meu fiel esposo e amigo, quero fazer-lhe antes de ir-me um pedido: se de novo se casar…
Nesse ponto, o rei a interrompeu, apartando-lhe as mãos e desfazendo-se em lágrimas, como que para dizer-lhe que jamais sequer pensara nisso.
– Não, não, minha fiel esposa e amiga, em vez disso, peça-me que a siga na tumba!
– O reino – continuou a rainha com tranquila firmeza – precisa de sucessores e eu só lhe dei uma filha. Portanto terá que se casar de novo, e eu lhe peço que só se case se encontrar uma princesa mais bonita e mais bem-dotada do que eu. Se me jurar isso morrerei feliz e em paz.
Parece que a rainha tinha muito amor próprio , e que se forçou o marido a essa promessa, foi porque não cogitava que pudesse haver outra princesa que excedesse em beleza e dotes. Porém, o rei jurou e ela, alguns minutos depois, morreu.
O rei sofreu imensamente. Durante vários dias, só chorou e se lamentou. Mas, com o tempo, se foi conformando, e, certo dia, os seus ministros lhe mandaram uma representação, pedindo-lhe que se casasse de novo. Tal pedido o fez desfazer-se em lágrimas pelo pesar reavivado e respondeu que jurara à esposa que só voltaria a se casar quando aparecesse uma princesa mais bonita e mais bem-dotada do que a falecida o que era praticamente impossível. Os ministros disseram que a beleza era algo supérfluo, e que para o bem do reino bastava uma rainha virtuosa e fértil, que lhe desse muitos filhos homens e, assim, tranquilizasse o povo quanto a sucessão. Também disseram que a princesa real tinha todos os atributos para se tornar uma grande rainha, mas, por ser mulher, logo se casaria com um príncipe estrangeiro, o que poria em risco a coroa, já que o rei não tinha filhos que lhe sucedessem.
O rei ouviu tudo e meditou sobre aqueles argumentos racionais, prometendo que voltaria a se casar. E, de fato, procurou, entre as princesas em idade de casar uma que lhe fosse conveniente. Todos os dias, os ministros lhe traziam retratos de princesas dos reinos das cercanias – porém o rei respondia negativamente com a cabeça. Nenhuma chegava aos pés da sua amada falecida.
O tempo passava e, à medida que passava, a princesa real ficava cada vez mais linda, excedendo a própria mãe. O rei reparava naquilo, e como já não estava muito no seu juízo perfeito, começou a sentir pela filha um amor profundo e forte, que não se assemelhava ao amor paterno. Enfim, não conseguindo mais esconder os seus sentimentos, declarou que só se casaria com ela.
A jovem princesa, que era muito virtuosa, quase desfaleceu quando ouviu a declaração de rei seu pai. Lançou-se-lhe aos pés e lhe suplicou eloquentemente a não cometer aquele crime hediondo.
O rei foi consultar um druida para ficar com a consciência tranquila, e o druida, que era muito ambicioso e só queria tornar-se um dos favoritos do rei, convenceu-o de que não havia mal algum naquele casamento e que, além de ser vantajoso para todos, era até mesmo um ato de crueldade. O rei o abraçou e retornou ao palácio mais decidido ainda, e mandou que a princesa se preparasse para as bodas.
A princesa, em desespero, só ocorreu uma ideia: ir consultar a fada Lilás, sua madrinha. Então, partiu naquela noite mesmo, numa espécie de carro puxado por um cordeiro que conhecia todos os caminhos. A fada gostava muito da princesa e logo que a viu chegar lhe disse que já sabia tudo.
– É claro, minha menina, que seria um grande erro casar-se com o seu pai. Porém, eu vejo um jeito de arranjar as coisas sem que haja um confronto. Concorde com as bodas, mas lhe exija como condição que ele lhe dê um vestido da cor do tempo. Nem com todas as riquezas que possui, nem com todo o seu poder, ele conseguirá semelhante vestido.
A princesa agradeceu à sua madrinha, retornou ao palácio e disse ao rei que se casaria com ele, contando que lhe desse um vestido com a cor do tempo. O rei ficou tão maravilhado com a resposta, que mandou vir os mais habilidosos costureiros do reino, e lhes ordenou que fizessem o vestido, sob pena de serem enforcados.
Mas isso não foi necessário, porque após dois dias os costureiros trouxeram o vestido, leve como as manhãs e azul como o céu. A princesa ficou desapontada e correu de novo ao encontro da madrinha:
– O que fazer agora? – Perguntou-lhe.
– Peça gora um vestido da cor da lua – responde-lhe a fada.
E a princesa real pediu ao rei o vestido da cor da lua, que foi encomendado de imediato. No dia seguinte, o vestido foi entregue e era tal e qual da cor da lua. A princesa se desesperou e de novo se lamentava quando a fada apareceu e disse:
-Se pedir um vestido da cor do sol, tenho certeza de que o rei ficará muito embaraçado, pois é impossível fazer um vestido da cor do sol – e, pelo menos, você ganhará tempo.
A princesa fez o que a fada lhe recomendou – pediu ao rei um vestido da cor do sol, que foi, de pronto, encomendado. E para que os costureiros o pudessem fazer, o rei lhes deu todos os diamantes e rubis da sua própria coroa para enfeitar o vestido. Quando trouxeram, todos os habitantes do palácio tiveram que fechar os olhos, tamanho era o seu esplendor.
A moça se sentiu perdida, e sob o pretexto de que o vestido lhe havia feito mal aos olhos, retirou-se para seus aposentos, onde a guardava a boa fada.
-Minha menina, não se desespere! Nem tudo está perdido! – disse-lhe ela. – O rei está obcecado e nossos estratagemas falharam. Mas acho que se pedir a pele do asno que fornece todo o ouro que é sustento da riqueza dessa corte, ele negará. Vá pedir-lhe a pele do asno.
A jovem, alegre e cheia de esperanças, correu e foi pedir ao pai a pele do asno. O rei ficou espantado com aquele capricho, mas na hora ordenou que sacrificassem o asno, cuja pele foi dada à princesa.
A princesa subiu, correndo para seus aposentos e se desfez em lágrimas, mas sua madrinha conseguiu acalmá-la facilmente.
-Mas o que há menina? Pois fique sabendo que isso foi ótimo. Envolva-se na pele do asno e saia pelo mundo. Deus recompensa quem tudo sacrifica pela virtude. Vá. Tudo o que lhe pertence a acompanhará, eu lhe garanto. Fique com a minha varinha de condão. Sempre que a bater no chão, verá surgirem as coisas de que estiver precisando.
A princesa deu um abraço apertado na madrinha, suplicando-lhe que não a abandonasse jamais. Em seguida, envolveu-se na pele do asno, passou fuligem no rosto e saiu do palácio despercebida.
O desaparecimento da princesa foi um verdadeiro escândalo. O rei, que já ordenara uma esplêndida festa para o dia de suas bodas, mergulhou no desespero. Mandou mais de mil mosqueteiros saírem à procura da filha. Mas tudo foi em vão . A varinha de condão tinha a fantástica propriedade de tornar a princesa invisível a todos seus perseguidores.
Assim que saiu do palácio, a princesa foi andando sem rumo, até muito longe, à procura de uma casa onde pudesse empregar-se. Todo mundo lhe dava esmolas, mas ninguém a recebia na sua casa. Aquele rosto cheio de fuligem e aquela pele de asno fazia as pessoas se sentirem nojo dela. Por fim, chegou ás cercanias de uma cidade onde havia granja. Naquele exato local, estavam a procura de uma empregada que executasse as tarefas mais grosseiras, como lavar a pocilga, guardar os gansos e outras coisas do tipo. Vendo aquela maltrapilha tão suja, a dona da granja se dispôs a empregá-la, coisa que a princesa aceitou de pronto, de tão cansada que estava.
A mísera princesa teve de ficar num canto da cozinha, com toda a criadagem a caçoar dela da maneira mais estúpida – tudo devido à pele de asno que ela usava. Enfim, acabou por se acostumar com aquilo, e caprichava tanto na execução das suas tarefas, que a dona da granja começou a vê-la com melhores olhos.
Certo dia em que sentara à beira de um tanque, resolveu mirar-se no espelho d’água e assustou-se com sua horrível aparência. Lavou-se e ficou clara como era – linda e branca como a lua. Algum tempo depois, teve que vestir de novo a medonha pele de asno a fim de voltar para casa.
(...)
E assim, só lendo a história na íntegra para conhecer mais um clássico de Charles Perrault.
Vivências, Experiências e Educação
EM COMEMORAÇÃO AO DIA 15 DE MARÇO
DIA DA ESCOLA
SENDO EU AINDA CRIANÇA,
SEI QUE LOGO VOU CRESCER.
CHEGANDO A ESCOLA
DE TUDO SEI QUE VOU APRENDER.
NA ESCOLA E SE ENVOLVENDO,
EM ESPAÇOS BEM ATRATIVOS,
A GENTE APRENDE BRINCANDO,
O QUE É MUITO DIVERTIDO.
ESTANDO NA MINHA ESCOLA
FAÇO AMIGOS DE MONTÃO
LAVO AS MÃOS , VOU AO BANHEIRO
FAÇO MINHA HIDRATAÇÃO..
CONVIVER E BRINCAR
PARTICIPAR E EXPLORAR
EXPRESSAR E CONHECER
TUDO PRECISO DESENVOLVER
SEGUINDO A LINHA DO TEMPO
E SUA ORGANIZAÇÃO,
CADA TURMA NO SEU ESPAÇO
E COM TODA ATENÇÃO.
SÃO TANTAS AS PROPOSTAS
QUE , AS VEZES, ME SURPREENDO
COISAS QUE A GENTE GOSTA
E QUE ACABAM ENVOLVENDO.
NO JARDIM OU NAS MESINHAS
NA PAREDE DE AZULEJOS
NO PÁTIO E NA QUADRINHA.
AS HORAS PASSAM QUE NEM VEJO.
NO CAMPO DIRIGIDO,
E A PROFESSORA BRINCANDO COM A GENTE
FICA MUITO MAIS DIVERTIDO,
SAÍMOS SEMPRE CONTENTES.
NO CANTINHO DO AZULEJO
NOSSA! QUE CONFUSÃO!
TINTA PRA TODO LADO ,
CHAMADAS DE ATENÇÃO!
PIC ESCONDE, PEGA PEGA,
ESCORREGADOR E BALANÇO,
GIRA GIRA, TREPA TREPA,
TENHA CERTEZA, NUNCA ME CANSO.
NO TANQUE DE AREIA É MESMO DE ARRASAR!
NELE, QUERO DEITAR E ROLAR!
COM MEUS AMIGOS BRINCAR,
E COISAS MARAVILHOSAS CRIAR.
E, QUANDO NOS CHAMAM,
EM ALTO E BOM TOM!
O PARQUE JÁ ACABOU!
AÍ, NEM ADIANTA DIZER NÃO!
VAMOS DE NOVO AO BANHEIRO
E TAMBÉM LAVAR AS MÃOS
TOMAR AGUÁ BEM FRESQUINHA
É HORA DA HIDRATAÇÃO!
LOGO Ė HORA DO LANCHE,
QUE DELÍCIA! QUE GOSTOSURA!
TEM SUCO , TEM CHOCOLATE.
FRUTAS, BISCOITOS E FARTURA.
DEPOIS VOLTO PRA SALA
PRA FAZER ATIVIDADES
FICO ESPERTO E SABIDO,
SEMPRE MUITO À VONTADE!
CONVERSINHA PRA LÁ, CONVERSINHA PRA CÁ
E, LÁ VEM A PROFESSORA NOS DIZENDO,
CRIANÇADA, VENHA CÁ!
NÃO ENTENDO O PORQUÊ DE TANTO BLÁ BLÁ BLÁ!
POR QUE A CONVERSA?
POR QUE ESTÃO DESATENTOS?
PRESTEM ATENÇÃO A AULA!
VOCÊS SÃO MESMO BARULHENTOS!
SEI QUE SOU TAGARELA
E TUDO QUERO FALAR,
POIS TENHO MUITOS AMIGOS ,
E MUITO PRA CONVERSAR.
A ESCOLA É PRA ISSO,
PRA MUITOS AMIGOS FAZER
CORRER, PULAR E BRINCAR,
E COISAS NOVAS APRENDER!
GOSTO DA HORA DO LANCHE,
DE TUDO QUE VÃO ME OFERTAR.
GOSTO DE ESTAR COM OS AMIGOS
E DE PODER ME FARTAR.
LOGO CHEGA A HORA DO ALMOÇO
OU MESMO DO NOSSO JANTAR.
AÍ, EU FICO ESPERTA
EM FILA, E NO MEU LUGAR .
A COMIDA É SABOROSA
DE VERDADE, MUITO GOSTOSA!
TEM ARROZ, FEIJÃO, MACARRÃO,
TEM SALADA DE MONTÃO!
TEM OVO, CARNE E FAROFA.
TEM SOPA BEM QUENTINHA.
A COMIDA É SABOROSA
TEM TAMBÉM MUITA FRUTINHA.
NA HORA DA SOBREMESA,
JÁ PENSO EM REPETIÇÃO,
TUDO QUE OFERECEM EU PEGO.
QUE DELÍCIA, TÁ NA MÃO!
MELANCIA, PÊRA , LARANJA , CAQUI E MELÃO
MEXIRICA, BANANA, MAÇÃ , ABACAXI E MAMÃO.
E SALADA DE FRUTA, ENTÃO!
ESSA! EU COMO DE MONTÃO!
A MAÇÃ É A MAIS GOSTOSA,
E DIFÍCIL DE COMER.
POIS MEUS DENTES ESTÃO MOLINHOS,
TENHO MEDO DE OS PERDER.
COMO ELA DE CANTINHO,
MORDENDO BEM DEVAGAR.
SENÃO O MEU DENTINHO,
PODE ATÉ SAIR DO LUGAR.
E QUANDO TEM FESTINHA
NOSSA, EU BRINCO DE MONTÃO!
E NO DIA DO CINEMINHA,
AHH! ESSE EU NÃO PERCO NÃO!
DE TUDO QUE ME INTERESSA
PERCEBA QUE NÃO TENHO PRESSA.
NAQUILO EM QUE ME PROPONHO
NUNCA ME ENFADONHO.
A ESCOLA É PARA MIM,
UM ESPAÇO BEM PRAZEROSO.
NELA EU APRENDO MUITO,
É DIVERTIDO, É MUITO GOSTOSO!
NA ESCOLA FAÇO MUITOS AMIGOS,
CONHEÇO TODAS AS CRIANÇAS.
E GOSTO DAS PROFESSORAS
QUE RESPEITAM MINHA INFÂNCIA.
A INFÂNCIA EXIGE ESTE LADO,
DE AMOR E MUITA ATENÇÃO.
QUERO TER ESTE CUIDADO
CARINHO E DEDICAÇÃO .
CONVIVER E BRINCAR
PARTICIPAR E EXPLORAR
EXPRESSAR E CONHECER
EM FIM, TUDO QUERO APRENDER
SEI QUE VOU CRESCER BASTANTE
E QUE ESTAR NA ESCOLA É IMPORTANTE.
PORTANTO, QUERO DE TUDO APRENDER.
SER UMA CRIANÇA ESPERTA, INTELIGENTE E TUDO SABER!
RÚBIA NERY
ESTE POEMA EU FIZ PENSANDO EM MEUS ALUNOS E REFLETINDO SOBRE AS AÇÕES DA CRIANÇA E DO PROFESSOR, NO DIA A DIA , O QUE POSSO, DO QUE ME É CONFIADO ENQUANTO EDUCADOR E DE COMO AS CRIANÇAS RESPONDEM FRENTE AO QUE É APRESENTADO A ELAS. EU DIRIA QUE ESTE POEMA É UM REGISTRO DAS MUITAS OBSERVAÇÕES NOS DIFERENTES ESPAÇOS.
Acolher as crianças no ingresso á escola é um ato fundamental de cuidado não somente com ela, mas também com as famílias. Pois é por meio dessa atenção que se estabelece a primeira relação com os pais ou responsáveis, fortalecendo a segurança necessária para a partilha dos cuidados . Atente-se que é um partilha, uma parceria, um fazer juntos . Por isso, os momentos de acolhimento no período de adaptação ou após um período de férias ou de adoecimento são importantes, visto que favorecem uma boa transição casa – escola e contribuem para a criação de vínculos de maneira a assegurar a garantia aos direitos de conviver e de conhecer-se e sua relação com o ”O Eu, o Outro e o Nós”.
Nas propostas de atividades e brincadeiras de escrita espontânea, desenho, pintura, recorte e colagem, desenhos com interferência, ou seja, onde há espaços para criações seja na sala de aula ou em ambientes externos, as crianças estão participando de atividades nas quais o processo pedagógico está relacionado ao direito de conviver e sua relação com os demais, promovendo o direito de aprender.
Quando se faz uma roda de conversa, neste momento estamos abrindo espaço para que a criança possa se expressar, participar e interagir com o grupo, apontando caminhos possíveis para determinada proposta, assim como quando se chama as famílias para uma uma reunião, estamos garantindo a todos o direito a participação.
Com o espaço das artes próximo ao parque, ao ar livre, nas paredes de azulejos, toda semana, nele temos “Os olhares das crianças”, seus feitos, suas criações e assim garante a exposição para que todos que por ali passam, apreciem pinturas e gravuras das crianças de toda a escola. E assim estamos contemplando o direito de aprendizagem de expressar-se para si, para todos.
A roda de histórias, embora seja uma atividade reconhecida por seu caráter pedagógico, é também um importante espaço de cuidado das crianças, sobretudo dos aspectos emocionais e da imaginação. O cuidado de forrar o chão com um tapete, que isola a friagem e cria a sensação de acolhimento, é mais um cuidado que melhora significativamente a condição de escuta das histórias pelas crianças, de maneira a garantir adequadamente o direito de participar e sua relação com o campo de experiência “Escuta, Fala, Pensamento e Imaginação”.
Quando se deixa a disposição da criança ou se oferece a brinquedos e propostas de atividades nas áreas externas, seja no parque, na quadrinha, no tanque de areia, seja no gramado das mesas externas ou no jardim, onde possam brincar , construir e reconstruir, com diferentes materiais, sempre ao alcance, acessada de modo autônomo por elas, estamos garantindo os direitos de aprendizagens de explorar, brincar, conviver, participar, expressar-se.
A REVOLTA DAS PRINCESAS
A REVOLTA DAS PRINCESAS
Autoras: Lisbeth Renardy e Céline Lamour-Crochet
Tradução e adaptação: Clara A. Colotto
CHEGA, AS PRINCESAS NÃO AGUENTAM MAIS!
CANSARAM DE PRECISAR AGUENTAR AS BRUXAS MALVADAS, OS FEITIÇOS E OS MAUS-TRATOS.
OS PRÍNCIPES SEMPRE GANHAM A PARTE BOA DAS HISTÓRIAS.
VOCÊ AINDA NÃO PERCEBEU ISSO?
PARA COMEÇAR , HA A BELA ADORMECIDA. A POBRE MENINA, POR CAUSA DA PRAGA DE UMA FEITICEIRA, FURA O DEDO NUM FUSO E, EM SEGUIDA, DORME POR CEM ANOS.
VOCÊ IMAGINA A DOR QUE ELA SENTIU NAS COSTAS AO ACORDAR! E SEU HÁLITO HORRÍVEL, DEPOIS DE TANTO TEMPO SEM ESCOVAR OS DENTES!
VINTE COLCHÕES EMPILHADOS SOBRE UM GRÃO DE ERVILHA FORAM A" CAMA" DA PRINCESA PARA ELA PROVAR QUE ERA PRINCESA DE VERDADE.
ELA NÃO QUER , NUNCA MAIS , DORMIR SOBRE UMA PILHA TÃO ALTA DE CONCHÕES! QUANDO VOCÊ CAI DE TÃO ALTO, SUAS COSTAS FICAM EM MIL PEDAÇOS E VOCÊ ARRISCA QUEBRAR OS OSSOS.
JÁ O PRÍNCIPE! AH! ESSE DORMIU NUMA BOA CAMA ...
POR MUITOS ANOS BRANCA DE NEVE SUPORTOU AS PERSEGUIÇÕES DA MADRASTA, SEM FALAR NUMA TENTATIVA DE SUFOCAMENTO E OUTRA, DEPOIS, DE ENVENENAMENTO.
JÁ O PRÍNCIPE! AH! OUTRA VEZ SE SAIU BEM! ELE SÓ PRECISOU DAR-LHE UM BEIJO; FÁCIL DEMAIS!
(...)
PRA SABER UM POUCO MAIS SOBRE A CINDERELA, A PEQUENA SEREIA, A RAPUNZEL, QUE ALIÁS, EU DIRIA, MUITO FORTE ESSA RAPUNZEL E, A SHERAZADE ENTÃO, QUANTA CRIATIVIDADE PRA TANTAS HISTÓRIAS. E, A CORAGEM DA BELA, ENFRENTANDO ÁQUELA BESTA FERA, ISTO, SEM CONTAR COM A PELE DE ASNO, NOSSA! QUE DIFICIL QUE FOI PARA ESSAS PRINCIESAS...
E OS PRINCÍPES! DE BOA !
MINHA SUGESTÃO DE ATIVIDADE É ALÉM DE RETOMAR OS CLÁSSICOS, DE UMA MANEIRA DESPOJADA E DIVERTIDA, PODE-SE TRABALHAR ALGUMAS SUGESTÕES DE COMO COLOCAR O PRÍNCIPE EM SITUAÇÕES DE PERIGO TAMBÉM, AFINAL, JÁ QUE ELES ESTÃO SEMPRE DE BOA, QUE TAL INVERTER OS PAPÉIS.
NA EDUCAÇÃO INFANTIL, PODE-SE FAZER UMA RODA DE CONVERSA E PEDIR AOS ALUNOS PARA ACRESCENTAR UM NOME AO PRÍNCIPE DE CADA HISTÓRIA, ATÉ PORQUE, ELES NÃO TEM NOME E SÓ APARECEM COMO PRÍNCIPES, ENTÃO, É PRECISO PENSAR NUM NOME CONDIZENTE A CADA HISTÓRIA E SE POSSÍVEL, QUE TRAGA CONSIGO UMA CARACTERÍSTICA.
APROVEITO PARA DAR MINHA SUGESTÃO AO PRÍNCIPE DA HISTÓRIA DA BELA ADORMECIDA, E QUE SE CHAMARÁ "DORMINHOCO", ATÉ PORQUE ELE É MESMO MUITO SOSSEGADO, VISTO QUE DEMOROU CEM ANOS PARA ENCONTRÁ-LA.
A TÍTULO DE CURIOSIDADE, DEPENDENDO DA ETAPA DA EDUCAÇÃO EM QUE ESTA HISTÓRIA FOR TRABALHADA, PODE-SE FAZER UMA PESQUIZA SOBRE A"A REVOLTA DA PRINCESA" EM 1930. UMA QUESTÃO SÓCIO-POLÍTICA DA ÉPOCA. FICA A DICA!
DOLORES, DOLORIDA
DOLORES, DOLORIDA
AUTORA: VERA COTRIM
ILUSTRAÇÕES: TATIANA PAIVA
A HORTA DE ETHEL
A HORTA DE ETHEL
Autor: Celso Sisto
Ilustradora: Sandra Ronca
Atrás daquele morro de areia, tem uma estrada.
No final daquela estrada, tem uma cerca.
Pulando aquela cerca, há uma casa.
Atrás daquela casa, tem uma horta.
O morro é de areia dourada, fininha como pó de ouro.
A estrada é florida de manacá e tulipas multicores.
A casa repleta de janelas, tem quatro torres.
E a horta é um campo de mil sabores.
A horta é de Ethel, velhinha trabalhadeira.
De noite ou de dia, é só alegria.
Aprendeu com a cigarra, faz como a formiga.
Não se cansa: planta, colhe, canta e dança.
Mas se engana quem ouviu falar e não viu, na horta da Ethel, esse mágico lugar, nada é do jeito que parece estar.
Abóbora-carruagem leva aonde quiser.
Chuchu vira barco se plantado perto do lago.
(...)
E assim frutas, legumes e verduras, todas essa gostosuras participam desta graciosa história.
Atente-se as belíssimas ilustrações e com a edição em Braille e fonte ampliada, buscando facilitar a leitura e a aprendizagem.
Atente-se também ao vestido de baile de Ethel, ao cocheiro, e quando ela resolve querer subir pela própria trança, isto, sem contar quando ela for uma bela moça...
Eu , que gosto muito de trabalhar com os contos de fada, vejo aqui mais uma opção.
Mas, esta história possibilita trabalhar sobre alimentação e a importância de se consumir hortaliças.
Minha sugestão é fazer , junto aos alunos uma lista com os alimentos que aparecem na leitura. E, na página 25 pode-se trabalhar o eu, o outro e nós, o conceito de família/identidade.
SALADA DE FRUTAS
SALADA DE FRUTAS
AUTOR: MARCELO R.L. OLIVEIRA
ILUSTRAÇÕES: MÁRCIA FRANCO
BAMBALALÃO,
LÁ VEM O MELÃO,
TÃO PÁLIDO, QUEM DIRIA,
É PRIMO DA MELANCIA!
E UMA COISA LHE ENSINO:
É PARENTE DO PEPINO.
VOVÕ VIU A UVA
EM NOITE DE CHUVA.
COITADINHA DA VOVÓ,
CEGUINHA FEITO ELA SÓ.
UM DIA A NOITE SE ACABA
VERÁ QUE A UVA ERA JABUTICABA.
(...)
O SEU JUCA MACIEIRA
AMIGO DE ZÉ PEREIRA,
DIZIA EM CERT MANHÂ,
QUE ATÉ GOSTA DE MAÇÃ,
MAS QUE MUITAS JÁ COMERA
E AGORA SÓ QUER PÊRA.
TODOS OS ANOS , NO PPP DA UNIDADE ESCOLAR HÁ O TRABALHO COM ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E ESTE É UM DOS LIVROS PARA APRECIAÇÃO E LEITURA.
MINHA SUGESTÃO DE ATIVIDADE É LISTAR JUNTO AS CRIANÇAS AS FRUTAS QUE APARECEM NA HISTÓRIA E TRABALHAR A LETRA INICIAL, CONCEITO DE RIMA O, A IMPORTÂNCIA DE SE CONSUMIR , ALÉM DO QUE SEU VALOR NUTRICIONAL .
COACH!
COACH!
Autor: Rodrigo Folgueira
Ilustração: Poly Bernatene
Tradução: Léo Cunha
Era uma vez um lago onde morava uma família de sapos.
Era o lago deles e ali eles viviam muito felizes.
Até que numa manhã. receberam um visitante inesperado...
Era um porco.
Um porquinho cor-de-rosa, sentado numa pedra.
- Nossa! - disseram os sapos - Por que tem um porco no nosso lago?
Eles ficaram cochichando, até que finalmente o sapo líder resolveu perguntar:
- Cof-cof. Bom dia, como podemos ajudá-lo?
E, para surpresa dos sapos, o porquinho respondeu ...
- COACH!
- O que ele disse? - gritaram os sapos.
- Esse porco está confuso!
- Ele está achando que é sapo?
- Está zombando de nós?
Mas , de novo o porquinho só disse ...
- COACH!
A noticia do porquinho que achava que era sapo se espalhou depressa, e todos os bichos foram correndo até o lago, para ver o visitante.
- Esse novo parente de vocês é meio rosa! - disse o guaxinim.
E pra saber mais sobre esta graciosa história, só lendo o livro mesmo.
Mas, ja dá pra imaginar e refletir sobre este tema e perceber que estamos diante de uma criativa leitura.
Isso, sem contar as imagens que por si só, já dizem muito. Além do que o final é mesmo surpreendente!
E O TEMA A SER TRABALHADO EM DIFERENTES FAIXA-ETÁRIAS É A DIVERDIDADE.
Vale a pena conferir!
Você escovou os dentes hoje?
Adalberto Covanavaca
No meio do Pantanal,
numa rústica casinha,
moram três sapinhos verdes
mais a família inteirinha.
As chuvas da Primavera
tinham chegado finalmente,
depois de um inverno muito seco,
o Pantanal voltou a ficar
todo verde e florido.
Cheio de cheiros cheirosos.
Cheio de rios caudolosos.
- Que belo dia, que lindas flores,
como é gostoso correr no meio de tantas cores!
Assim cantavam os sapinhos
Cauã, Iara e Tupã enquanto pulavam.
- Vejam que verde maios verde
e quanta fruta madura!
bom demais voltar a nadar
entre peixes coloridos
e tartarugas de carapaça dura.
A água está uma delícia!
Topam convidar o Dudu
e a Sofia pra nadar com a gente?
- Sim, eles são nossos melhores amigos.
Vamos correndo pra não perder
nem um minuto deste lindo dia!
Logo no primeiro barranco,
encontraram o Dudu chorando
- O que foi Dudu? o que aconteceu?
- Estou com dor de dente,
não posso brincar! - respondeu o pequeno jacaré.
Os sapinhos ficaram surpresos ao ouvir outro choro vindo de trás da moita.
(...)
E agora, de quem será?
e por que será que também está chorando?
- Que bom ter amigos
que nos querem tão bem!
Graças à ajuda deles
voltamos a rir outra vez.
E se pudermos ajudar você
ficaremos felizes também.
A leitura possibilita trabalhar a questão dos cuidados com a escovação.
As ilustrações são belíssimas e contribuem para o bom entendimento das crianças.
EU SOU O MAIS FORTE
EU SOU O MAIS FORTE
Autor: Mario Ramos
Tradução: Mônica Stahel
Esta graciosíssima leitura nos coloca a pensar nas inúmeras histórias em que aparece o feroz Lobo aparece e faz a diferença. E como tantas outras , em que ele quer ser sempre o maioral e que, aliás, está sempre se dando mal.
E, mesmo que o texto não esteja na íntegra, por causa de Direitos Autorais, vale a pena a sugestão de leitura.
Certo dia, depois de comer muito e matar a fome, um lobo resolveu dar um passeio pelo bosque.
- É a melhor coisa para fazer a digestão! - Ele disse a si mesmo. - E, ao mesmo tempo, vou aproveitar para ver o que os outros pensam de mim.
E a cada personagem que ele encontrava pelo caminho, ele se dirigia com o mesmo questionamento, aliás, de maneira debochada, pois parece que sabia que era mesmo o mais forte da floresta.
E a cada resposta mais orgulhosos e seguro de si ele ficava.
Foi então que ele encontrou uma espécie de sapinho.
- Olá, coisa horrível! Suponho que você saiba quem é o mais forte! - disse o lobo.
- Claro que sei! É a minha mãe! - respondeu o tal sapinho.
- O que? Seu pestinha! Alcachofra , miserável! Cabeça de toicinho! Está procurando briga? Decerto ouvi mal. Por favor, repita , quem é o mais forte?
- Eu já disse! Minha mãe é a mais forte, e também a amis boazinha... a não ser com quem faz alguma maldade comigo! - respondeu o dragãozinho. - E você, quem é!
Bom! Vocês conseguem imaginar o tamanho da mãe de um dragãozinho!? Então, só lendo a história na integra para perceber, entender e aplaudir tamanha criatividade do autor.
E aí, quais personagens de clássicos infantis, tem ou não tem este personagem?



