A Gulosa Disfarçada

A Gulosa Disfarçada

                                                                                                                           Luis Câmara  Cascudo

Um homem tinha se casado com uma mulher excelente, boa dona de casa, trabalhadeira e honrada, mas muito gulosa. Para disfarçar seu apetite, a mulher fingia-se sem vontade de alimentar-se sempre que fazia as refeições diante do marido. Porém, apesar desse regime, engordava cada vez mais.

Admirado de alguém poder viver com tão pouca comida, o marido resolveu certificar-se do que se passava.
Será que a mulher não se alimentava em sua ausência? 
Disse que ia para o trabalho e escondeu-se num lugar onde poderia acompanhar os passos da esposa.

No almoço, viu-a fazer tapiocas de goma, bem grossas, molhadas no leite de coco, e comê-las todas, deliciada. 
Na merenda, mastigou um sem-número de alfenins, branquinhos e gostosos. 
Na hora do jantar matou um capão, ensopou-o em molho espesso, saboreando-o. 
À ceia, devorou um prato de macaxeiras, enxutinhas, acompanhando-as com manteiga.
Ao anoitecer (...)

(...) Mas a chuva era fina como os alfenins que você merendou e eu fiquei enxuto como as macaxeiras que você ceou.

A mulher compreendeu que havia sido descoberta e nunca mais escondeu seu apetite do marido.

OPS!  A HISTÓRIA NÃO ESTÁ NA ÍNTEGRA , ASSIM COMO AS ILUSTRAÇÕES,  POR CAUSA DE DIREITOS AUTORAIS, TODAVIA, VALE A PENA CONFERIR!

A Vidraça e os Lençóis

A Vidraça e os Lençóis

Um casal, recém-casado, mudou-se para um bairro muito tranqüilo. Na primeira manhã que passavam na casa, enquanto tomavam café, a mulher reparou através da janela em uma vizinha que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido:

- Que lençóis sujos ela está pendurando no varal! Está precisando de um sabão novo! Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas! 

O marido a tudo escutava, calado. 

Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher comentou com o marido:

- Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade, perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas! 

E assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal. 

Passado um mês, a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis muito brancos sendo estendidos e, toda empolgada, foi dizer ao marido: 

- Veja, ela aprendeu a lavar as roupas! Será que a outra vizinha a ensinou? Porque eu não fiz nada! 

O marido calmamente respondeu: 

- Não, hoje eu levantei mais cedo e lavei os vidros da nossa janela!

Moral da História:

Tudo depende da janela, através da qual observamos os fatos.
Antes de criticar, alguém é sempre bom verificar se estamos fazendo alguma coisa para contribuir; verificando nossos próprios defeitos e limitações.

Devemos olhar, antes de tudo, para nossa própria casa, para dentro de nós mesmos.

Filhos são como Navios


FILHOS SÃO COMO NAVIOS



Ao olharmos um navio no porto, imaginamos que ele esteja em seu lugar mais seguro, protegido por uma forte âncora.
Mal sabemos que ali está em preparação, abastecimento e provisão para se lançar ao mar, destino para o qual foi criado, indo ao encontro das próprias aventuras e riscos.
Dependendo do que a força da natureza reserva para ele, poderá ter de desviar da rota, traçar outros caminhos ou procurar outros portos.
Certamente retornará fortalecido pelo aprendizado adquirido, mais enriquecido pelas diferentes culturas percorridas.
E haverá muita gente no porto, feliz à sua espera.
Assim são os FILHOS.
Estes têm nos PAIS o seu porto seguro até que se tornem independentes.
Por mais segurança, sentimentos de preservação e de manutenção que possam sentir junto dos seus pais, eles nasceram para singrar os mares da vida, correr os próprios riscos e viver as próprias aventuras.
Certos de que levarão os exemplos dos pais...

(...)

Ninguém pode traçar o destino dos filhos, mas deve estar consciente de que, na bagagem, eles devem levar VALORES herdados, como HUMILDADE, HUMANIDADE, HONESTIDADE, DISCIPLINA, GRATIDÃO E GENEROSIDADE.
Filhos nascem dos pais, mas devem se tornar CIDADÃOS DO MUNDO. Os pais podem querer o sorriso dos filhos, mas não podem sorrir por eles. Podem desejar e contribuir para a felicidade dos filhos, mas não podem ser felizes por eles.
A FELICIDADE CONSISTE EM TER UM IDEAL E NA CERTEZA DE ESTAR DANDO PASSOS FIRMES NO CAMINHO DA BUSCA.
Os pais não devem seguir os passos dos filhos. e nem devem estes descansar no que os pais conquistaram.
Devem os filhos seguir de onde os pais chegaram, de seu porto, e, como os navios, partir para as próprias conquistas e aventuras.
Mas, para isso, precisam ser preparados e amados, na certeza de que
“QUEM AMA EDUCA”.
“COMO É DIFÍCIL SOLTAR AS AMARRAS”


(Içami Tiba)

OPS!  A HISTÓRIA NÃO ESTÁ NA ÍNTEGRA , ASSIM COMO AS ILUSTRAÇÕES,  POR CAUSA DE DIREITOS AUTORAIS, TODAVIA, VALE A PENA CONFERIR!

Bom Apetite

Este é um  poema de Tatiana Belinky que possibilita trabalhar questões de raciocínio, além do que , a continuidade da escrita, trazendo situações inesperadas , buscando atiçar ainda mais a criatividade dos alunos.




UM DIA, UMA TARDE FAGUEIRA,
SENTADO JUNTO À FOGUEIRA,
UM CARA SEM EIRA NEM BEIRA
PESCOU SEM USAR A PEIXEIRA,
DO FOGO, UMA CARPA INTEIRA.

(...)

DEVOROU CENTO E DEZ CAMARÕES
E SÓ MAIS DEZOITO LEITÕES.
BEBEU SETE BALDES DE LEITE
COM DOZE LITROS DE AZEITE.
COMEU VINTE E QUATRO FRANGOS

(...)

MAS NEM MESMO ASSIM O SUJEITO
FICOU AFINAL SATISFEITO.
SÓ NÃO ENTENDEU, O COITADO,
POR QUE, SEM ESTAR SACIADO,
NA PORTA ACABOU ENTALADO!

(E O FIM PERMANECE ADIADO...)



OPS!  A HISTÓRIA NÃO ESTÁ NA ÍNTEGRA , ASSIM COMO AS ILUSTRAÇÕES,  POR CAUSA DE DIREITOS AUTORAIS, TODAVIA, VALE A PENA CONFERIR!

Meus Queridos Pais


Meus Queridos Pais





Não tenham medo de serem firmes comigo.
Prefiro assim. Isto faz com que me sinta mais seguro.

Não me estraguem. Sei que não devo ter tudo o que quero.
Só estou experimentando vocês.

Não deixem que eu adquira maus hábitos.
Dependo de vocês para saber o que é certo ou errado.

Não me corrijam com raiva e nem na presença de estranhos.
Aprenderei muito mais se falarem com calma e em particular.

Não me protejam das conseqüências de meus atos.
Às vezes eu prefiro aprender pelo caminho mais áspero.

Não levem muito a sério minhas pequenas dores.
Necessito delas para obter a atenção que desejo.

Não sejam irritantes ao me corrigir.
Se assim o fizerem eu poderei fazer ao contrário do que me pedem.

Não me façam promessas que não poderão cumprir depois.
Lembrem-se que isso me deixará profundamente desapontado.

Não ponham à prova minha honestidade, mas ensinem-me a ser verdadeiro;
Pois sou facilmente tentado a dizer mentiras.

Não me mostrem um Deus carrancudo e vingativo.
Isto me afastará dele.

Não desconversem quando eu faço perguntas,
Senão eu procurarei na rua as respostas que não tive em casa.

Não mostrem para mim as pessoas perfeitas e infalíveis.
Ficarei extremamente chocado quando descobrir um erro seu.

Não digam que meus temores são bobos, mas, sim,
ajudem-me a compreendê-los.

Não digam que não conseguem me controlar.
Eu julgarei que sou mais forte que vocês.

Não me tratem como uma pessoa sem personalidade.
Lembrem-se de que tenho o próprio modo de ser.

Não vivam apontando os defeitos das pessoas que me cercam.
Isto criaria em mim, desde cedo, um espírito intolerante.

Não se esqueçam de que eu gosto de experimentar as coisas por mim mesmo. 
Não queiram me ensinar tudo.

Não desistam de me ensinar o bem,
Mesmo que eu pareça não estar aprendendo.

No futuro, vocês verão em mim o fruto daquilo que vocês plantaram.


(Autor desconhecido)

A Princesa Sabichona


A Princesa Sabichona

Babette  Cole




Nesta leitura tornou-se  interessante trabalhar os nomes dos príncipes, orientando e  solicitando aos alunos mais alguns nomes que condizem com características físicas ou psicológicas dos personagens. Possibilitando  continuidade a leitura, trazendo para história mais alguns candidatos interessantes.

Eu sugiro o Príncipe Dorminhoco, pois imagino que a princesa queira um candidato que assim como ela, goste de passar noites e noites conversando com a lua e com  as estrelas no céu. 
 Será que ele conseguiu !?  E , ai dele se não conseguir, afinal, como não conseguir uma realizar uma tarefa tão simples.



A Princesa Sabichona não queria se casar.
Gostava de ser solteira.
A Princesa era muito bonita e rica, por isso todos os príncipes queriam e casar com ela.
A Princesa Sabichona queria viver sossegada no castelo, com seus bichos de estimação, fazendo o que bem entendesse.

- Está na hora de criar juízo - disse sua mãe, a rainha - chega de só ficar as voltas com esses bichos ! trate de arranjar um marido!

- Um monte de pretendentes chatos  ficavam o tempo todo rodeando o castelo.

- Tudo bem !  declarou a Princesa.
Sabichona  . - quem passar pela prova que eu determinar, terá minha mão em casamento, como se costuma dizer.

Ela ordenou ao Príncipe Adubo que fizesse as lesmas pararem de estragar o jardim.  " Que difícil..."

Mandou o Príncipe Ousado alimentar seus animais de estimação. " Foi quase engolido..."

Desafiou o Príncipe Roque para uma maratona de patinação.  " Impossível..."

(...)   e foram tantos desafios, a tantos Príncipes .

Deu ordens ao Príncipe  Mergulhão para tirar seu anel mágico do tanque de peixinhos. "Imagine os peixinhos..."

Nenhum dos príncipes conseguiu cumprir a tarefa que lhe coube.

- Então, nada feito - disse Sabichona, pensando que estivesse livre.

Mas, então, apareceu o Príncipe  Fanfarrão.



Ele fez as lesmas pararem de estragar o jardim... alimentou os animais de estimação... patinou e rodopiou até o dia amanhecer...  rodou centenas de quilômetros de moto...

Ele resgatou  a Princesa do alto da torre.
Foi buscar lenha na floresta.
Até domou o potro selvagem.
... levou a rainha - mãe para fazer compras e tirou o anel mágico do tanque de peixinhos.

O Príncipe  Fanfarrão não estava olhando a Princesa  Sabichona.
Então, ela lhe deu um beijo mágico... e, adivinha o que aconteceu !?

Obs.: Por causa de Direitos autorais , tanto o  texto quanto as ilustrações não se encontram na íntegra.


Crianças e Mentiras

Crianças e Mentiras


Para entender, é necessário conhecer mais sobre o mundo da imaginação infantil, as crianças vivem num universo desconhecido e estão sempre em conflito entre a fantasia e a realidade.
De acordo com a psicóloga Ângela Clara Correa, a fantasia acompanha a criança durante uma parte da infância, que vai de um a sete anos.

"A mentira de uma criança é aceitável somente quando os valores não foram criados e percebidos por ela".

De acordo a Andréa Meneguete/Portal Educação, a criança pequena não sabe lidar com as frustrações e ausências - sejam elas emocionais, financeiras ou comportamentais-, fazendo com que sintam a necessidade de mentir para compensar a falta gerada por algum motivo ou circunstância.
Vamos pegar como exemplo uma criança que vai à escola após um fim de semana e a professora pergunta qual foi a diversão dos últimos dias. Ela, sem malícia ou premeditação, responde: fui passear numa linda fazenda com os meus pais! Mas, na verdade, ela não saiu de casa, ficou em frente à tv por todo o tempo. Houve uma mentira, porém isto nada mais é do que um sinal aos pais que devem dar mais atenção ao filho. À ida ao parque de diversões pode ser o suficiente para que a criança não minta.
A solução aparece justamente quando os pais percebem que o filho necessita de atenção e auxílio no seu desenvolvimento, em vez de punições severas e algumas palmadas. Os pais precisam entender que são os responsáveis e condutores pelo amadurecimento do filho.
Imagine para uma criança compreender o que é certo e errado e no que se deve acreditar ou não só por meio de palmadas e gritos? A psicóloga Ângela Clara Correa alerta ainda que as palavras dos pais têm muito poder no momento de repreender o filho. Por isso, o ideal é que utilize as palavras de formas claras e sem agressividade. 
Se o filho mentir, faça com que ele perceba a atitude errada e mostre o quanto é importante ser sincero. A especialista em comportamento infantil Suzy Camacho afirma que só exige a preocupação dos pais no combate às mentiras quando elas tiverem o objetivo claro de fugir da responsabilidade e de não enfrentar certas situações. "Torna-se uma mentira perversa quando é premeditada para prejudicar outras pessoas, com intenção de tirar proveito de uma situação ou forma de não assumir responsabilidades de seus atos".

Andréa Meneguete dá dicas de como agir com filhos em situações de mentiras e roubos 

Não chame a criança de mentirosa. Isso só reforça uma imagem negativa e a continuidade do comportamento inadequado. 

Explique com calma as conseqüências negativas de uma mentira com exemplos práticos. Se prejudica alguém deixe claro porque é errado fazer isso e se ela gostaria que alguém agisse assim com ela. 

Não grite com a criança para obrigá-la a dizer a verdade. Isso só a intimida mais. 

Se suspeitar que a criança está mentindo faça perguntas genéricas. Como foi o passeio? Estava bom na escola? Depois de algum tempo volte a fazer as perguntas e compare as respostas. 

Castigá-la duramente não é a melhor tática. Só fará com que minta mais para fugir da punição. Sua reação deve ser firme mas controlada, sem agressividade. 

O exemplo dos pais é fundamental. Nada de mentirinhas úteis: "Diga que a mamãe não está . Fale que estou tomando banho". Não minta e nem peça para seu filho mentir.



Segundo Sara Tarrés Corominas do Guia estudantil,  as primeiras mentiras podem aparecer por volta dos 3-4 anos e aparecem de um dia para o outro nessa idade mágica onde fantasia e realidade se misturam constantemente. Estas primeiras mentiras têm um papel de exploração, um modo em que a criança se dá conta que seus pensamentos pertencem a ela e a ninguém mais.

Todas as crianças passam por esta fase de enganos e mentiras porque devem adquirir um marco no seu desenvolvimento cognitivo: superar o egocentrismo, o que caracteriza esta etapa entre os 3 e 6 anos.



Outro tipo  de mentira é aquela que a criança mente para evitar uma repreensão ou um castigo e podem ser do tipo ‘não fui eu’, ‘foi culpa de fulano e ciclano’...  Nesses casos tão pouco devemos ser excessivamente rigorosos nem clamar ao céu. O melhor é educar na sinceridade sem castigar severamente, já que os castigos aumentam a probabilidade de que a criança volte a mentir por medo de ser repreendido novamente. Um labirinto que não podemos escapar.


Levando em conta o caráter de exploração dessas mentiras e que fazem parte do seu desenvolvimento intelectual, os pais devem tratar delas sem excessiva importância. Em algumas situações as crianças mentem com a clara intenção de fazer mal a alguém, assim estará brincando, deformando a realidade ou tentando evitar um castigo. 

Aqui vão mais algumas dicas.

1. Ser os melhores modelos a seguir. Para que nossos filhos compreendam a importância da sinceridade, eles devem ver como os seus principais referenciais, seus pais, nunca mintam para eles ou os enganem. Isso não significa que a gente deve falar tudo a eles, já que em algumas situações teremos que nos calar ou ocultar algumas informações ou apresentá-las de uma maneira menos impactante.  

2. Evitar chamar nossos filhos de mentirosos. Quando qualificamos a uma criança como mentirosa estamos sendo injusto, é incorreto e não serve para nada e por sua vez não é educativo. Ao chamá-lo assim podemos cair no erro de que não se pode mudar. 

3. Ignorar as mentiras triviais. Muitas das mentirinhas que os nossos filhos nos dizem são simples brincadeiras e não devemos dar tanta atenção, como se nada tivesse acontecido, incentivando assim a importância da sinceridade. 

4. Dar a oportunidade de dizer a verdade. Diante de uma grande mentira, especialmente grave ou perigosa, como alguma relacionada com dinheiro ou as chaves de casa ou objetos pessoais de valor, a criança deve ter a oportunidade de que a criança possa explicar a verdade antes de começar a gritar ou dar lições de moral sem sentido. Existe um ditado que diz: ‘mentira confessada, metade perdoada’. 

5. Não humilhar em público. As mentiras devem ser tratadas em particular para evitar humilhar a criança em público.

Dica de leitura: Um Punhado de Mentiras de Pilar Mateos que conta as travessuras de Bolão, um menino com grandes dotes para mentir.
Outra dica é assistir ao filme Pinóquio, que conta a história de um boneco de madeira que passaria a ser um menino de verdade , se não mentisse...  vale a pena conferir!

Parlenda para refletir...

A Barata diz que tem sete saias de filó
É mentira da barata, ela tem é uma só
Ah ra ra, iá ro ró, ela tem é uma só !

A Barata diz que tem um sapato de veludo
É mentira da barata, o pé dela é peludo
Ah ra ra, Iu ru ru, o pé dela é peludo !

A Barata diz que tem uma cama de marfim
É mentira da barata, ela tem é de capim
Ah ra ra, rim rim rim, ela tem é de capim

A Barata diz que tem um anel de formatura
É mentira da barata, ela tem é casca dura
Ah ra ra , iu ru ru, ela tem é casca dura

A Barata diz que tem o cabelo cacheado
É mentira da barata, ela tem coco raspado
Ah ra ra, ia ro ró, ela tem coco raspado






GATO PRA CÁ, RATO PRA LÁ.

GATO  PRA  CÁ,
RATO  PRA  LÁ.

Autora: Silvia  Orthof
Ilustrações: Graça  Lima

Era um gato muito viajado, 
que andava pulando por sobre o telhado,
 e encontrou , de repente, de cinza vestido, 
um ratinho choroso que estava perdido.
O gato, de fato, que não gosta de rato,
quis morder, quis pegar seu eterno inimigo,
(...)
Dona lua , redonda, que a tudo assistia,
viu o rato sofrendo, naquela agonia,
saiu lá do alto da sua morada,
desceu cá pra perto, chegou apressada,
usando, de prata, uma escada rolante,
pousou no telhado, a lua brilhante.
(...)
A lua, tão gata, tão prata, sorria.
O rato cinzento, aproveitou o sossego,
pulou no luar e virou um morcego.

Essa história, segundo a autora é pra ler um pouco e imaginar muuuuuiiiito.




Obs.:Por causa de Direitos Autorais , tanto o  texto quanto as ilustrações não se encontram na íntegra.



Se a Escola Fosse Uma Orquestra


SE A ESCOLA FOSSE UMA ORQUESTRA




Se a escola fosse uma orquestra, seria possível ouvir-se a sinfonia da compreensão humana?
Como haver sinfonia se cada músico está com seu instrumento em um tom?
Onde está o autor da sinfonia?
Ou será que a orquestra é que não quer tocá-la?
A orquestra está desafinada.
E o maestro?
Deve ser responsabilizado pelo insucesso?
E os ouvintes, por que não gritam?
Estão mudos?
Não; não sabem gritar.
Gritam , às vezes, buscando em outro músico o fracasso advindo do tom desafinado que emitem.
E você? Também é músico nesta orquestra?
A escola nunca será orquestra, se cada músico não se afinar. 
Os músicos devem interpretar a partitura da compreensão humana, para atender a cada ouvinte na sua individualidade.
Não basta simplesmente tocar.
A harmonia entre os músicos e os ouvintes é a compreensão, o respeito, a doação, o "assumir", é a responsabilidade, o envolvimento com o trabalho.
Reaja diante da música.

(...)



Obs.:Por causa de Direitos Autorais , tanto o  texto quanto as ilustrações não se encontram na íntegra.




As Longas Colheres


As Longas Colheres





Uma vez, num reino não muito distante daqui, havia um rei que era famoso tanto por sua majestade como por sua fantasia meio excêntrica.

Um dia ele mandou anunciar por toda parte que daria a maior e mais bela festa de seu reino. Toda a corte e todos os amigos do rei foram convidados.

Os convidados, vestidos nos mais ricos trajes, chegaram ao palácio, que resplandecia com todas as suas luzes.

As apresentações transcorreram segundo o protocolo, e os espetáculos começaram: dançarinos de todos os países se sucediam a estranhos jogos e aos divertimentos mais refinados.

Tudo, até o mínimo detalhe, era só esplendor. E todos os convidados admiravam fascinados e proclamavam a magnificência do rei.

Entretanto, apesar de primorosa organização da festa, os convidados começaram a perceber que a arte da mesa não estava representada em parte alguma.

Não se podia encontrar nada para acalmar a fome que todos sentiam mais duramente à medida que as horas passavam.

Essa falta logo se tornou incontrolável.

Jamais naquele palácio nem em todo o país aquilo havia acontecido.

A festa não parava de esforçar-se para atingir o auge, oferecendo ao público uma profusão de músicos maravilhosos e excelentes dançarinos.

Pouco a pouco o mal-estar dos espectadores se transformou numa surda mas visível contrariedade.

Ninguém no entanto ousava elevar a voz diante de um rei tão notável.

Os cantos continuaram por horas e horas. Depois foram distribuídos presentes, mas nenhum deles era comestível.

Finalmente, quando a situação se tornou insustentável, e a fome intolerável, o rei convidou seus hóspedes a passarem para a uma sala especial, onde uma refeição os aguardava.

Ninguém se fez esperar. Todos, como um conjunto harmonioso, correram em direção ao delicioso aroma de uma sopa que estava num enorme caldeirão no centro da mesa.

Os convidados quiseram servir-se, mas grande foi sua surpresa ao descobrirem, no caldeirão, enormes colheres de metal, com mais de um metro de comprimento. E nenhum prato, nenhuma tigela, nenhuma colher de formato mais acessível.

Houve tentativas, mas só provocaram gritos de dor e decepção. Os cabos desmesurados não permitiam que o braço levasse à boca a beberagem suculenta, porque não se podiam segurar as escaldantes colheres a não ser por uma pequena haste de madeira em suas extremidades.

Desesperados, todos tentavam comer, sem resultado. 

Até que um dos convidados, mais esperto ou mais esfomeado, encontrou a solução: sempre segurando a colher pela haste situada em sua extremidade, levou-a à  boca de seu vizinho, que pôde comer à vontade.

Todos o imitaram e se saciaram, compreendendo enfim que a única forma de alimentar-se, naquele palácio magnífico, era um servindo o outro.





Assim é na Educação, se não fizermos juntos, tudo será em vão.

A Fábula da Convivência

A Fábula da Convivência





Durante uma glaciação muito remota, quando parte do globo terrestre estava coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram, indefesos, por não se adaptarem às condições do clima hostil.

Foi então, que uma grande vara de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir, a juntar-se mais e mais. 

Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro e, juntos, bem unidos agasalhavam-se mutuamente, aqueciam-se, enfrentando por mais tempo aquele inverno tenebroso.

Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte.

Afastaram-se feridos, magoados, sofridos.

Dispersaram-se por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus semelhantes.

Doíam muito… Mas, essa não foi a melhor solução.

Afastados, separados, logo começaram a morrer congelados.

(...)

Assim suportaram-se, resistindo à longa era glacial.

Sobreviveram.

É fácil trocar palavras, difícil é interpretar os silêncios. 
É fácil caminhar lado a lado, difícil é saber como se encontrar. 
É fácil beijar o rosto, difícil é chegar ao coração. 
É fácil apertar as mãos, difícil é reter o seu calor. 
É fácil sentir o amor, difícil é conter a sua torrente.



Obs.:Por causa de Direitos Autorais , tanto o  texto quanto as ilustrações não se encontram na íntegra.


Microcefalia e Escolaridade



A Microcefalia e a Garantia da Escolaridade.



Tendo a educação como um direito de todos, esta deve ser ministrada pela família e pelos poderes públicos.

A preocupação de forma abrangente do Brasil com a educação especial ocorreu apenas em 1961 com a LDB. Até então eram apenas campanhas para atendimentos específicos.

Sendo assim, alunos que apresentem deficiências físicas ou mentais, os que se encontrem em atraso considerável quanto à idade regular de matrícula e os superdotados.

A APAE é concebida como uma associação de assistência ás crianças excepcionais, um movimento em prol da criança.

Desde o início da década de 1990 há a presença marcante de um discurso "Modernizador" do Estado e a partir deste momento , as instituições particulares  assistenciais ganham o estatuto de "Organismos Não-Governamentais  e a presença dessas associações/organizações na sociedade é apresentada como uma necessária e fundamental "parceria" para o desenvolvimento.

É muito difícil em na integração do portador de deficiência como processo independente das articulações e parcerias  a serem estimuladas dentro do MEC, com outros Ministérios, etc.

O discurso assistencialista presente historicamente na educação vem ganhando outras versões. Agora, consoante ao discurso da democracia. E a participação dos cidadão é essencial para consolidar a cidadania e por consequência, a democracia.

Todavia há todo um processo de integração que acontece vagarosamente, pois para que haja resultados eficientes é necessário mudanças estruturais e pensando de forma cooperativa, onde todos contribuem para que estes resultados realmente aparecem. 

Daí estar aberto a mudanças significativas.

Pensar que todos são responsáveis pela escola e refletir sobre um currículo aberto a colaboração e ao respeito a diversidade.

Interação e heterogeneidade como nova estrutura organizacional, tendo como objetivo atender a todos, em suas especificidades, diferenças e condições.

Diante das divergências nos discursos e nas propostas , para alcançarmos a qualidade de ensino  e também pela universalização do acesso à educação e pela democratização do conhecimento, deve-se exigir a revisão do papel do Estado, garantindo que assuma como prioridade a administração e o financiamento de políticas sociais direcionadas a educação. E evitar o descompromisso, o olhar omisso, a mera matrícula, sem garantias, sem acompanhamento, sem interferências e sem descaso.
Tanto as escolas especiais quanto as escolas comuns precisam melhorar o atendimento que dispensam a seus alunos, sair do comodismo em que se encontram.
O modelo de inserção parcial e condicional ainda predomina nas escolas, porque os professores e os sistemas de ensino em geral ainda estão organizados em função do um  padrão de desempenho, de um nível mínimo de conteúdos curriculares aprendidos para que os alunos estejam aptos e o ensino, nessa integração, não abrange tais modelos..
Os professores encaminham alunos com deficiência pra o reforço escolar e para a educação especial, porque acreditam que os encaminhamentos servem para que esses alunos adquiram condições e que   preencham os requisitos necessários para estudar com os demais colegas sem deficiências. Justificando a necessidade desses encaminhamentos.
A inclusão escolar, reafirma a necessidade de ultrapassar a visão compensatória e discriminatória de certos procedimentos educacionais.
E a relação  entre escola regular e o atendimento especializado deve respeitar os limites de atuação e as funções e responsabilidades que lhes cabem.

Em questão, como garantir há um criança com Microcefalia tais direitos.?

Microcefalia e ou Síndrome Congênita do Zika


Trabalho realizado no curso de Pedagogia, por  Marcelo  Teixeira, aluno da Faculdade Anhanguera, unidade Campo Limpo.



Na condição de professora de Educação Infantil e , este ano , trabalhando com uma criança que desde o inicio apresentou inúmeras situações desafiadoras, um desenvolvimento delicado por conta da Microcefalia e aparentemente também a questão da Hiperatividade,  quadro assim apresentado.
Muitos foram os momentos de tensão, apreensão e questionamentos, e , por conta disso a necessidade de estudos e pesquisa de campo, a fim de entender e poder contribuir para uma educação de qualidade , dentro das possibilidades que nos são elencadas no contexto escolar.

Desde o inicio a criança apresentou um quadro extremamente agressivo.
Muitas foram as mordidas, chutes e agressões aos amiguinhos, professores e demais envolvidos . Atitudes de descontrole  fisico e emocional extremo havendo a necessidade de um suporte, uma pessoa a seu lado,em tempo integral para que assim pudéssemos trabalhar, avaliar, pensar e repensar em quais atitudes tomar, quais procedimentos fazer para obter a partir disto, resultados favoráveis e satisfatórios, tanto para a criança quanto para os demais  envolvidos, dentro e fora da sala de aula.

Microcefalia

A microcefalia é uma má formação congênita, caracterizada pelos médicos e pesquisadores como sendo uma doença em que a cabeça e o cérebro das crianças são menores que o normal para a sua idade, o que prejudica o seu desenvolvimento mental, porque os ossos da cabeça, que ao nascimento estão separados, se unem muito cedo, impedindo que o cérebro cresça e desenvolva suas capacidades normalmente. A criança com microcefalia, pode precisar de cuidados por toda a vida, mas isso é normalmente confirmado depois do primeiro ano de vida e irá depender muito do quanto o cérebro conseguiu se desenvolver e que partes do cérebro estão mais comprometidas. 

Consequências da microcefalia - 
As crianças com microcefalia podem ter graves consequências como:
Atraso mental;
Déficit intelectual;
Paralisia;
Convulsões;
Epilepsia;
Autismo;
Rigidez dos músculos, cientificamente chamada de espasticidade.

Apesar de não haver tratamento específico para a microcefalia, podem ser tomadas algumas medidas para reduzir os sintomas da doença. 
Normalmente a criança precisa de fisioterapia por toda a vida para se desenvolver melhor, prevenindo complicações respiratórias e até mesmo úlceras que podem surgir por ficarem muito tempo acamadas ou numa cadeira de rodas.
Todas estas alterações podem acontecer porque o cérebro precisa de espaço para que possa atingir o seu desenvolvimento máximo, mas como o crânio não permite o crescimento do cérebro, suas funções ficam comprometidas, afetando todo o corpo.
A microcefalia pode ser classificada como sendo primária quando os ossos do crânio se fecham durante a gestação, até os 7 meses de gravidez, o que ocasiona mais complicações durante a vida. Secundária, quando os ossos se fecham na fase final da gravidez ou após o nascimento do bebê.

O que pode causar microcefalia?

As causas da microcefalia podem incluir doenças genéticas ou infecciosas, exposição a substâncias tóxicas ou desnutrição. Algumas situações que podem provocar microcefalia podem ser:

Infecções como rubéola, citomegalovírus e toxoplasmose;
Zika durante a gravidez, especialmente no primeiro trimestre de gestação. 
Consumo de cigarro, álcool ou drogas como cocaína e heroína durante a gravidez;
Síndrome de Rett;
Envenenamento por mercúrio ou cobre;
Meningite;
Desnutrição;
HIV materno;
Doenças metabólicas na mãe como fenilcetonúria;
Exposição à radiação durante a gestação;
Uso de medicamentos contra epilepsia, hepatite ou câncer, nos primeiros 3 meses de gravidez.

  Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), entidade ligada ao Ministério da Saúde brasileiro, afirmam que zika vírus ativo foi encontrado na saliva e na urina de pacientes infectados. Segundo a Fiocruz, mais pesquisas precisam ser feitas para se confirmar a transmissão do zika vírus por esses dois meios, mas a descoberta indica que há potencial.
Num outro estudo de caso os EUA também confirmaram a presença do vírus no sêmen e na transmissão por via sexual.
Até o momento, a forma mais prevalecente de contaminação é o mosquito Aedes aegypti, que transmite também a dengue e a febre chikungunya. A presença em urina e saliva já havia sido detectada, mas estudos de caso  comprovam pela  primeira vez que se verifica que o zika vírus está ativo. “Já se sabia que o vírus poderia estar presente tanto em urina quanto em saliva. Esta é a primeira vez em que demonstramos que o vírus está ativo, ou seja, com potencial de provocar a infecção, o que abre novos paradigmas para o entendimento das rotas de transmissão”, destacou em nota a pesquisadora Myrna Bonaldo, chefe do Laboratório de Biologia Molecular de Flavivírus do Fiocruz. 
Acredita-se que infecções como dengue e febre chikungunya durante a gestação também estejam ligadas à microcefalia.
A microcefalia também pode ser genética e acontece em crianças que possuem outras doenças como Síndrome de West, Síndrome de Down e Síndrome de Edwards, por exemplo. 
Portanto, a criança com microcefalia  também pode vir a  possuir uma outra síndrome, assim como outras síndromes também podem contribuir para que esta se manifeste. A criança  pode também apresentar outras características e ou deficiências  físicas, incapacidades e ainda mais complicações do que as crianças que possuem somente microcefalia.

Diagnóstico da microcefalia -

O diagnóstico da microcefalia pode ser feito durante a gestação, com os exames do pré-natal, como o ultrassom, por exemplo, e pode ser confirmado logo após o parto através da medição do tamanho da cabeça do bebê. Além disso, exames como tomografia computadorizada ou ressonância magnética cerebral também ajudam a medir a gravidade da microcefalia e quais serão suas possíveis consequências para o desenvolvimento do bebê.

Microcefalia tem cura?

A microcefalia não tem cura porque o fator que impede o desenvolvimento cerebral, que é a união precoce dos ossos que forma o crânio, não pode ser retirado. Se esta união precoce dos ossos acontecer ainda durante a gestação, as consequências podem ser mais graves porque o cérebro pouco se desenvolve, mas existem casos em que a união destes ossos ocorre no final da gestação ou após o nascimento, e neste caso a criança pode ter consequências menos graves.

Tratamento para microcefalia-

O tratamento da microcefalia é um tratamento paliativo, não cura a doença, porém ajuda a reduzir as consequências no desenvolvimento mental da criança.
Uma das possibilidade de tratamento é fazer uma cirurgia para separar ligeiramente os ossos do crânio, nos 2 primeiros meses de vida, para evitar a compressão do cérebro que impede seu crescimento. Quando além da microcefalia a criança possui hidrocefalia, que é a presença de líquido dentro do cérebro, também existe a possibilidade de colocar um dreno para controlar esse líquido. Além disso, pode ser necessário o uso de  medicamentos que ajudam no desenvolvimento , no dia a dia da criança, que atuam diminuindo os espasmos musculares e melhoram a tensão dos músculos.
A fisioterapia é indicada e pode ajudar no desenvolvimento físico e mental e por isso quanto mais estímulo dentro da fisioterapia a criança tiver, melhores serão os resultados. Assim, é recomendado fazer o maior número de sessões de fisioterapia possíveis.
Outra conduta é a introdução das injeções de botox em determinados músculos dos braços ou pernas que podem ser úteis para diminuir a contração muscular involuntária e melhorar o cuidado diário com o bebê e ou criança. 
O médico que acompanha os portadores de microcefalia são o pediatra e o neurologista, mas outros profissionais da saúde também são necessários como psicólogo, dentista, terapeuta ocupacional e fonoaudiólogo.

Crises epilépticas -

Bebês com problemas na visão e na audição, atraso no desenvolvimento, crises epilépticas e alterações musculares,  com o perímetro cefálico normal mas com vários tipos de alterações cerebrais são os sintomas mais vísíveis , porém a microcefalia  pode apresentar  outros fatores que não o zika vírus - como, por exemplo, rubéola, sífilis ou toxoplasmose contraídas pela mãe durante a gravidez. Outras complicações, como determinadas lesões oculares e determinadas atrofias cerebrais, estão sendo pesquisadas. Por esse motivo, especialistas estão inclusive defendendo a ideia de  que é preciso passar a usar termos como Síndrome Congênita do Zika ao invés de microcefalia.
A microcefalia é o sinal mais evidente , mas quando a se faz um ultrassom ou uma ressonância, há evidências de outros danos, que podem variar de calcificações (no cérebro) a artrogripose (doença que provoca a contração das articulações ou deformações das mãos, punhos e joelhos). Uma dessas complicações é a ventriculomegalia, em que a cabeça do bebê pode ter o tamanho normal, mas na realidade, seus ventrículos cerebrais são ampliados por estarem preenchidos de líquido - o que faz o cérebro não se desenvolver da maneira correta.
Sendo assim, as últimas pesquisas revelam que as crianças começaram com a microcefalia, mas ela foi compensada pela ventriculomegalia.
Em geral, as crianças apresentam convulsões, as crises epilépticas,  promovendo atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor, e, em alguns casos, as funções sensitivas, como audição e visão, também são afetadas. 
Elas são comuns em crianças com qualquer tipo de microcefalia, ocorrendo em até 50% dos casos, em qualquer momento da vida, especialmente nos primeiros anos e em caso de falta de medicamento nos casos leve, moderado ou severo, quando há a hiperatividade em consequência da vida cotidiana e com relação ao meio social, explica a neuropediatra Ana Carolina Coan, da Unicamp.
Mas nas microcefalias mais graves, ditas severas - onde há vários tipos de malformações no cérebro, que pode ter calcificações ou a chamada lisencefalia (transtorno em que cérebro, sem pregas e sulcos, fica liso) - a criança fica mais debilitada e o risco de crises epiléticas é maior. Esse dado é relevante visto que um estudo recente de pesquisadores brasileiros que acompanhou 35 bebês com microcefalia mostrou que 71% deles tinham um grau severo da condição.
O comprometimento cognitivo, por exemplo, ocorre em cerca de 90% dos casos, afirmou o Ministério em nota (2015), esclarece e  alerta para que todos os casos suspeitos devem ser notificados para que seja possível também identificar causas e alterações neuropsicomotoras associadas.
Entre outras características da criança com microcefalia consiste nela ser risonho, pois do nada ela sorri, e do nada ela fecha o sorriso, aleatoriamente.
Ela apresenta certo grau de entendimento, portanto, certo grau de desenvolvimento cognitivo.
Outra característica é que a criança é muito observadora, muito atenta a tudo o que acontece. As vezes carinhosa, por vezes agressiva e essa agressão acontece repentinamente e em muitas vezes, quando contrariada.  
Entre as complicações que já eram conhecidas pelos médicos estão as crises epilépticas.

De acordo a Maria Teresa Eglér Mantoan o sucesso das propostas de inclusão decorre da adequação do processo escolar à diversidade dos alunos e quando a escola assume que as dificuldades experimentadas por alguns alunos são resultantes, entre outros, de modo como o ensino é ministrado, a aprendizagem é concebida e avaliada.  

Ensinar é de fato uma tarefa complexa.

Cumprir o dever de incluir todas as crianças na escola supõe considerações que nos remetem a Ética, Justiça e o direito de todos de acesso ao saber e à formação.  E alguns professores já tem claro essa inserção, sabe que é possível, há porém aqueles que ainda dotados de preconceitos e hábitos enraizados que não lhes permite fazer a releitura de suas atuações, a fim de novos propósitos e procedimentos educacionais.

Fonte: https://www.tuasaude.com/microcefalia/
Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/02/160211_zika_outros_problemas_mdb.

Este trabalho foi apresentado por  Marcelo Teixeira, aluno da faculdade Anhaguera  - unidade  Campo Limpo e é fruto de inúmeras pesquisas , a fim de entender e poder nos auxiliar.
Na condição de Estágiário CEFAI , muito contribuiu para um trabalho mais elaborado,  construtivo  e eficaz,  no que se refere a Síndrome Congênita do Zika junto a nossa aluna com Microcefalia.








A Lição da Borboleta


A LIÇÃO DA BORBOLETA



Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo.
Um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.
Então pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso.
Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais.
O homem decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo.
A borboleta então saiu facilmente. 
Mas seu corpo estava murcho e era pequeno e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar com o tempo.
Nada aconteceu!
Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. 
Ela nunca foi capaz de voar.
O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo com que Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de modo que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.
Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida. 
Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixaria como a borboleta. 
Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido.
Nós nunca poderíamos voar...



Que a vida seja um eterno desafio, pois só assim voar será realmente possível.

(autor desconhecido)

Dentre Lápis e Cores


Dentre lápis e cores  

Murilo Saldanha
Obs.:Por causa de Direitos Autorais , tanto o  texto quanto as ilustrações não se encontram na íntegra.

Em um velho estojo de lápis de cor,
Alguns lápis viviam todos espalhados...
Parecia não existir vida, não existir amor,
Naquele lugar sempre abandonado.

O amarelo, tão animado,
Tentava trazer de volta a alegria,
Mas o preto jamais queria,
Ver aquilo novamente iluminado.

O azul, sempre confiante,
Vivia tranqüilo, nunca preocupado.
O vermelho era o apaixonado...
Vivia emocionado e muito ofegante.

(...)

Os lápis quase não puderam acreditar...
Como pôde o rascunho de uma criança,
Trazer em rabiscos, tanta Esperança
Que fizeram a vida ressuscitar?

E então todos se reuniram, em uma festa,
Para aproveitar cada momento que lhes resta.
E hoje, cada cor é mais colorida,
Nessa linda aquarela, que é a vida...




A história do Lápis



O menino olhava a avó escrevendo uma carta. Em certo momento, perguntou:
- Vovó, a senhora está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim? 
A avó parou de escrever a carta, sorriu e comentou com o neto:
- Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. 
- Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse. 
- O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial. 
- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
A avó, sábia, lhe responde: 
- Tudo depende do modo como você olha as coisas. 
- Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.

"Primeira qualidade": você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. 
"Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade."

(...)

"Finalmente, a "Quinta qualidade" do lápis: Ele sempre deixa uma marca. 
“Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação".


Obs.:Por causa de Direitos Autorais , tanto o  texto quanto as ilustrações não se encontram na íntegra.



O Nó do Afeto



O NÓ DO AFETO 

                                                                                                                    Eloi Zanetti



Em  uma  Reunião de Pais ...

A diretora incentivava os pais a apoiarem as crianças, falando da necessidade da presença deles junto aos filhos. Mesmo sabendo que a maioria dos pais e mães trabalhava fora, ela tinha convicção da necessidade de acharem tempo para seus filhos.

Foi então que um pai, com seu jeito simples, explicou que saía tão cedo de casa, que seu filho ainda dormia e que, quando voltava, o pequeno, cansado, já adormecera. Explicou que não podia deixar de trabalhar tanto assim, pois estava cada vez mais difícil sustentar a família. E contou como isso o deixava angustiado, por praticamente só conviver com o filho nos fins de semana.

O pai, então, falou como tentava redimir-se, indo beijar a criança todas as noites, quando chegava em casa. Contou que a cada beijo, ele dava um pequeno nó no lençol, para que seu filho soubesse que ele estivera ali. Quando acordava, o menino sabia que seu pai o amava e lá estivera. E era o nó o meio de se ligarem um ao outro.

Aquela história emocionou a diretora da escola que, surpresa, verificou ser aquele menino um dos melhores e mais ajustados alunos da classe. E a fez refletir sobre as infinitas maneiras que pais e filhos têm de se comunicarem, de se fazerem presentes nas vidas uns dos outros. O pai encontrou sua forma simples, mas eficiente, de se fazer presente e, o mais importante, de que seu filho acreditasse na sua presença.

Para que a comunicação se instale, é preciso que os filhos 'ouçam' o coração dos pais ou responsáveis, pois os sentimentos falam mais alto do que as palavras. É por essa razão que um beijo, um abraço, um carinho, revestidos de puro afeto, curam até dor de cabeça, arranhão, ciúme do irmão, medo do escuro, etc.

Uma criança pode não entender certas palavras, mas sabe registrar e gravar um gesto de amor, mesmo que este seja um simples nó.

E você? Tem dado um nó no lençol do seu filho?