PASSEIO BACANA

UM PASSEIO AO ZOOLÓGICO COM TATIANA BELINKY



DIA LINDO!
A PROPOSTA DO PAPAI
É UM LANCE LÓGICO:
- QUE TAL, FILHO, VER OS BICHOS?
VAMOS AO JARDIM ZOOLÓGICO!

DONA FOCA É ANIMADA,
BATE PALMAS SEM PARAR,
JOGA A BOLA, ESPEVITADA,
DE FOCINHO PARA O AR!

"POSSO PARECER CACHORRO,
MAS NÃO SOU - SOU UM GUARÁ,
LOBO SUL-AMERICANO
EM PERIGO DE ACABAR."

"VOCÊ SABE A DIFERENÇA
ENTRE MIM, O JABUTI,
MINHA PRIMA, A TARTARUGA
E O CÁGADO, MEU TIO?"

"LENTO, O TEMPO SE CONSOME,
A PREGUIÇA É MINHA LEI,
É PREGUIÇA O MEU NOME:
PREGUIÇAR É SÓ O QUE EU SEI."

" SOU A CASCAVEL, SERPENTE,
COM MEU GUIZO A CHACOALHAR:
EU SOU PERIGOSA, GENTE!
É MELHOR NÃO PROVOCAR!"

"NÃO, NÃO  SOU UM SIMPLES PORCO-
SOU UM SUÍNO, E DAÍ?
EU SOU FERA E DAS TERRÍVEIS:
O MEU NOME É JAVALI."

"SOU FELPUDO, SOU UM URSO!
SOU DE CIRCO, TRUQUES FAÇO,
POSSO ATÉ GANHAR CONCURSO-
MAS EVITE O MEU ABRAÇO!"

"SOU A ZEBRA, TODA GENTE
VÊ EM MIM GRAÇA, E ME AMA-
SOU UM LINDO E DIFERENTE
CAVALINO DE PIJAMA!"

MAS QUE BICHO ESQUISITO!
QUE PESCOÇO DE GARRAFA
"É PRA ALCANÇAR BEM ALTO
AS FOLHINHAS", DIZ A GIRAFA.

(...)

E AO PAI DIZ O MENINO,
"QUE LUGAR INTERESSANTE!
UM JARDIM CHEIO DE BICHOS-
É UM PROGRAMA FASCINANTE!"

Obs.:Por causa de Direitos Autorais , tanto o  texto quanto as ilustrações não se encontram na íntegra.








O Macaco e a Velha

O Macaco e a Velha



Uma velha muito velha
Chamada Firinfinfelha
Tinha um lindo bananal
No fundo do seu quintal

Mas a coitada da velha
Poucas bananas comia
Pois o macaco Simão
Roubava todas que havia



- Macaco Simão, macaco ladrão! (bis)

Um dia a Firinfinfelha
Cansada de ser roubada
Teve uma ideia de noite
E acordou de madrugada

Comprou na loja da esquina
Vários quilos de alcatrão
Com eles fez um boneco
Pretinho como um tição

- Boneco valente! Parece ser gente! (bis)

Pôs um grande tabuleiro
Na cabeça do negrinho
Cheio de lindas bananas
Escolhidas com carinho

Levou depois o boneco
Para o fundo do quintal
E lá o deixou repintado
No meio do bananal


- Macaco Simão, vai ver a lição! (bis)

E mal a Firinfinfelha
Voltou para o seu trabalho
Lá veio o mestre Macaco
Pulando de galho em galho



Quando avistou o boneco
Fez uma cara zangada
E dedilhando a viola
Cantou esta batucada

- Que muleque sem vergonha
Que muleque mais ladrão
Roubando minhas bananas
Sem me dar satisfação
Bililim bililim
Bololom bololom
Ninguém deve roubar
O macaco Simão (bis)

Mal terminou a cantiga
Coçou-se no reco-reco
Pôs a viola no saco
Foi enfrentar o boneco

E agora, meus amiguinhos
Prestem bastante atenção
À conversa do macaco
Com o boneco de alcatrão


- Ô moleque atrevido
Ô moleque ladrão
Me dá minha banana
Ou lá vai bofetão

- Banana é dá velha! Boneco dá não!! (bis)

- Então (puf!) (cócócó)

- Tá vendo macaco
Peguei sua mão
Ficou bem grudada
No meu alcatrão (bis)

- Ô moleque atrevido
Ô negrinho guiné
Me solta esta mão
Ou lá vai pontapé

- Não solto ela não que a velha não quer! (bis)

- Então (puf!) (cococó)

- Tá vendo macaco
Macaco lelé
No meu alcatrão
Grudei o seu pé (bis)

- Ô moleque negrinho
Da velha malvada
Me soltas o pé
Ou lá vai cabeçada

- Não solto, que a velha tá muito zangada! (bis)

- Então (puf!)

- Tá vendo macaco
Macaco danado
Agora ficou
Todinho grudado (bis)

De fato o pobre macaco
Pobre macaco Simão
Acabou todo grudado
No boneco de alcatrão

Então, a Firinfinfelha
Saindo do seu barraco
Pegou num grande chicote
Deu de surrar o macaco

- Apanha macaco
Macaco Simão
Apanha macaco
Macaco ladrão!

(...)

- A velha vai ver
Que eu tenho razão
Macaco zangado
Pior que leão (bis)

De sua grande vingança
Chegara o dia afinal
Pulou o muro da velha
E se escondeu no quintal

E quando a velha chegou
No meio do bananal
Soltou um urro terrível (Uhgraurrr!)
E deu o bote fatal

- Socorro vizinhos, senão não escapo!

- Sossegue velhinha! Você está no papo!

- Socorro vizinhos, senão não escapo!

- Sossegue velhinha! Você está no papo!

A velha Firinfinfelha
Levou um susto tremendo
Botou a boca no mundo
E quis livrar-se correndo

Tentou fugir para casa
Porém naquele alvoroço
Não viu direito o caminho
E caiu no fundo de um poço

- Socorro vizinho
Socorro seu moço
Senão eu me afogo
No fundo do poço! (bis)

Mas, vendo aquilo, o macaco
De medo ficou sem fala
Queria assustar a velha
Mas não queria matá-la

Saiu de dentro da pele
Foi procurar um cipó
Enquanto a velha gritava
Gritava que dava dó

- Socorro! Me acode! Me tira daqui!

- Aguenta velhinha! Que eu já vou aí!

- Socorro! Me acode! Me tira daqui!

- Aguenta velhinha! Que eu já vou aí!



Não encontrou o cipó
Mas encontrou solução
Quando avistou junto ao poço
Lindo pé de jamelão ...


- Sinhá velha me enganou
Com o boneco de alcatrão
Enganei a sinhá velha
Com a pele de leão (bis)

Bililim bililim
Bololom bololom
Ninguém deve enganar
O macaco Simão.


Todo Mundo, Alguém, Qualquer Um e Ninguém.









Essa é uma história sobre quatro pessoas:

Todo mundo, Alguém, Qualquer Um e Ninguém.

Havia um importante trabalho a ser feito e todo mundo tinha certeza que alguém o faria.

Qualquer um poderia tê-lo feito, mas ninguém o fez.

Alguém zangou-se porque era um trabalho de todo mundo.

Todo mundo pensou que qualquer um poderia fazê-lo, 

mas ninguém imaginou que todo mundo deixa-se de fazê-lo.




Charada:  Quem realizou o trabalho!?  Ninguém!

Sabendo Ler o Mundo - Sobre Paulo Freire

Sabendo Ler o Mundo

Autora:  Lúcia Fidalgo
Ilustração:  Luiz Maia

Já li muito sobre Paulo Freire e considero uma peça chave  no grande jogo da vida e, em especial , no quesito Educação.
Muito ele nos trouxe e nos tem a acrescentar...



Dizem que é na escola que aprendemos a ler e escrever as palavras... Mas tem criança que já chega na escola sabendo ler o mundo.

Era uma vez uma família. Tinha um pai, uma mãe, filhos... e o filho que nasceu caçula ganhou o nome de Paulo... Paulo Reglus Neves Freire.

Nasceu em uma casa rodeada de árvores, algumas delas como se fossem gente, tal era a intimidade entre elas e o menino. Brincava na sombra delas, em seus galhos, experimentando riscos e aventuras. Dormia debaixo de suas sombras.

A velha casa com varanda, as flores na janela, quartos, corredor, terraço e sótão, era assim a vida do menino. Mas foi no quintal que ele descobriu seu primeiro  mundo, o pai, a mãe, os irmãos mais velhos, os gatos da família e Jali, o velho cachorro preto do pai. 

Aprendeu a ler no chão da casa à sombra das árvores amigas, com as palavras que conhecia. No chão fez seu quadro-negro e nele não escreveu giz, mas com gravetos que iam desenhando as palavras, misturando letras. 

(...)

E Paulo, menino ainda, dormia algumas noites envolvido em seus medos, esperando que a noite se fosse e o dia chegasse trazendo o canto do amanhecer e mandando pra bem longe as almas penas gemendo seus pedidos de orações.

Quando chegou o tempo da escola, o menino, que já conhecia a palavra, foi ficando mais íntimo dela e descobrindo que "ninguém sabia tudo e que ninguém ignorava tudo também".

_ Diz teu nome, menino! _ pedia a professora.
_ Paulo _ respondia ele soletrando o que já sabia.



Algum temo depois foi ser professor e viveu intensamente o desejo de criar idéias e escrever o mundo  junto com os alunos. Foi descobrindo com eles que "aprender nos torna conscientes e livres".

Mas Paulo, que  brincava com as palavras construindo frases para fazer pensar, um dia conheceu o amor e casou-se com Elza, uma professora assim como ele...

(...)



Uma escola que não iguale todo mundo e também não espere das crianças a mesma resposta, que desperte em nós o que está adormecido e acredite nas crianças que chegam na escola sabendo ler o mundo.



E , MESMO QUE O TEXTO E AS IMAGENS NÃO ESTEJAM NA ÍNTEGRA, POR CAUSA DOS DIREITOS AUTORAIS, VALE MUITO A PENA CONFERIR!

A Fada do Dente

A Fada do Dente

Autor desconhecido


Trabalho com crianças de 4 anos a 6 anos de idade e sempre me vejo neste momento de troca da dentição dos alunos e, então,  resolvi pesquisar sobre a tão falada "fada do dente"... já havia assistido ao filme, há algumas semelhanças ...
Sei que há nos países europeus a crença de que quando sair o primeiro dente de uma criança, surgirá uma fadinha encantada que colocará embaixo do travesseiro uma moeda, em troca do primeiro dente.
Há também a crença de que se ao retirar o dente e  ele for jogado em cima do telhado, aí, é só fazer um pedido que logo um  ratinho virá para atendê-lo.
Com meus filhos já não fui tão esperta,..
Quando "caiu" seu o primeiro dentinho a "fadinha"colocou uma moeda embaixo de seu travesseiro.
Quado caiu o segundo dente ela fez o seguinte comentário: " ahh!  queria tanto que a fadinha colocasse nota de papel e,  não a moeda".
Inacreditável!  " E eu cai como um patinho".
Coloquei então uma nota e ela logo descobriu...
Quebrei o encanto despercebidamente.






Era uma vez, em um reino acima das nuvens, uma jovem fada que vivia com suas duas irmãs e sua mãe, a Fada Princesa.
A Jovem Fada, enquanto suas irmãs aprendiam os ensinamentos na escola das fadas, ficava pensando nos meninos e nas meninas de outras terras. 
Certa noite, sua mãe veio vê-la enquanto ela olhava para as estrelas de Fairyland e disse:
Você não tem praticado sua magia de fada, minha jovem,  suas irmãs têm feito um ótimo progresso com suas habilidades,  mas percebo que você, até agora, só se preocupa em voar.
Por várias vezes tenho procurado por você e não a tenho encontrado”…
“Eu sei”, disse a Jovem Fada, “mas é que... eu gosto mesmo é de voar.  Também tenho praticado a invisibilidade quando estou entre as crianças de outras terras.
Sabe mãe, elas têm muitos amigos, brincam e riem e o tempo todo! Cantam músicas e escutam histórias...Isso me deixa muito feliz”. E animada continuou a contar suas aventuras para Fada Princesa:  “Toda vez que elas riem, minhas asas vibram e balançam. Toda vez que elas cantam uma música, os meus pés dançam e toda vez que elas choram, eu tenho vontade de me aproximar e dizer a elas que tudo ficará bem. Na noite passada, quando uma menina estava deitando para dormir, de repente o seu dente caiu. Ela ficou surpresa e também muito assustada.  Então eu voei até ela e mesmo não me podendo ver, ela sentiu-se melhor... 
Fico feliz quando posso aplicar um dos ensinamentos das fadas:  O de levar tranquilidade aos lugares que visitamos. Sabe mãe, eu amo estar entre as crianças e gostaria de ser uma criança também”. 
Então perguntou-lhe a Fada Princesa: “Ao invés de praticar outras habilidades, você tem visitado crianças em terras distantes?”
“Sim”, disse a jovem fada abaixando sua cabeça. “Desculpe-me se a desapontei”. Ela sabia que a sua mãe estava surpresa com o que ela disse, porém, a Fada Princesa observando a pureza de seus sentimentos,  pegou a Jovem Fada em seus braços e confortou-a dizendo: “Filha, você não me desapontou. Você é muito especial e tem poderes que as crianças não têm. Então, vou pensar em um jeito de você utilizar suas habilidades em benefício das crianças. Agora durma e logo conversaremos sobre isso, está bem?” 
No dia seguinte, durante as aulas de fadas, a Fada Princesa disse: “Meninas, vocês já aprenderam a usar suas habilidades. Agora vamos decidir o que cada uma vai fazer com elas daqui pra frente.”
A Jovem Fada estava muito nervosa pois sabia que suas irmãs haviam praticado muito mais do que ela... 
A irmã mais velha começou dizendo: “Eu sou a mais habilidosa de todas nós.
Vou arrumar as estrelas do universo e manter os planetas se movendo no sistema solar.
Esse será o meu trabalho”
A fada afirmou: “Esse é um trabalho realmente muito importante! Então a partir de hoje eu a nomeio A Fada do Universo”. 
“E você, minha querida?” dirigiu-se à segunda filha: “Como vai utilizar as suas habilidades?” e ela respondeu “Eu tenho praticado muito uma habilidade especial”, disse a segunda filha, “quando duas pessoas sozinhas se encontrarem, vou soltar faíscas invisíveis, criando um sentimento que eu chamo de Amor”. 
A Fada Princesa disse: “Esse também é um trabalho muito importante minha querida!, então a partir de hoje eu a nomeio: A Fada do Amor”
“E você jovem fada, qual será a sua função?” A jovem fada pensava e pensava, mas não conseguia encontrar algo tão maravilhoso como as funções das suas irmãs…
Estava a ficar nervosa e o seu rosto começou a corar.  As suas irmãs olhavam para ela a pensar: “O quê que ela saberá fazer? O quê que ela irá dizer?” A Fada Princesa antecipou-se e disse: “Acho que a nossa jovem fada já decidiu o que irá fazer… Ela falou-me ontem sobre as suas habilidades”. A jovem fada, assustada com o que estaria para vir, olhou apreensiva para a Fada Mãe que disse:
“Aproveitando a tranquilidade da noite, ela irá voar pelo mundo entre meninos e meninas.
Quando eles crescerem e perderem seus dentinhos de leite, a Jovem Fada fará uma experiência mágica: Ela se tornará invisível, recolherá os dentinhos e deixará uma moeda em seu lugar. Ela trará os dentes para Fairyland e os transformará em estrelas para a Fada do Universo  arrumar no céu e este ficar todo estrelado.
Isso significa que uma pequena parte de todas as crianças nascidas do amor criado pela Fada do Amor estará sempre presente em Fairyland. Então, jovem fada, a partir de hoje eu a nomeio “A Fada dos Dentes”.



A Jovem Fada mal podia acreditar em seus ouvidos. Era perfeito! Sabia que todas as crianças do mundo ficariam felizes ao saber que seus dentinhos de leite seriam transformados em estrelas do céu!

Misturichos

Misturichos

Beatriz Carvalho e Renata  Bueno



A Tucananta desfila com um certo rebolado, mas na hora de pedir licença... é bicada para todo lado!

A Borbolonça, se quiser , pode voar horas sem parar em nenhuma flor. Também, com sua mordida voraz, já comeu para o almoço, para o lanche e par o jantar!

O Rinostruz precisa ir a academia. Suas pernas estão muito finas e compridas, assim não vai aguentar o peso pesado que tem!

O Sapuru não para de pular. O problema é descobrir qual é o bicho que ele colocou no bolso e levou para passear.

O  Minhocurso come bastante, mas não precisa hibernar. Com seu corpinho magrinho, ele se estica e se enrola. Pode se esconder em qualquer lugar!

A Vacalinha não gosta muito de pasto. Cisca, cisca, cisca... e de sua teta sai gemada para o jantar!

Imagine você chegando em casa e seu amigão partindo pra cima: late, lambe e agarra com seus oito tentáculos!

- calma, calma,

Cachololvo!

A Cobrormiga uma picada  com certeza vai dar. Pode até parecer dócil, mas , cuidado!  ela pode te atacar!

(...)

A dica é pensar junto com os alunos inúmeras situações e possibilidades de cruzamento de raças, além do que, as situações inusitadas desse cruzamento, ora engraçado, ora todo atrapalhado!

Na minha lista de Misturichos estão:

Porcotixa;  Timgrim;  Girassauro;  Peixúfalo; Gatelha; Boiavalo;  Gafaulga;   Bechorro;  Loburana;Tartarata; Boiena;  Lontrato ; Griloca Zebresouro e muitos outros ...






A CHAVE DO REINO

UM POEMA RICO EM DESCRIÇÃO...
TATIANA BELINKY 


A CHAVE DO REINO

ESTA É A CHAVE DO REINO
NESTE REINO HÁ UMA CIDADE
NESTA CIDADE HÁ UM BAIRRO ALTO
NESTE BAIRRO HÁ UMA RUA LARGA
NESTA RUA HÁ UMA TRAVESSA
NESTA TRAVESSA HÁ UM GRAMADO
NESTE GRAMADO HÁ UMA CASA 
NESTA CASA HÁ UM QUARTO
NESTE QUARTO HÁ UMA CAMA
NESTA CAMA, UMA CESTA DE FLORES,
UMA CESTA DE LINDAS FLORES,
UMA CESTA DE LINDAS FLORES.

FLORES NUMA CESTA
CESTA SOBRE A CAMA
CAMA NO QUARTO
QUARTO NA CASA ...

ESTA É A CHAVE DO REINO
DO REINO ESTA É A CHAVE.


Quero um Bicho de Estimação

QUERO UM BICHO DE ESTIMAÇÃO

Lauren  Child

A dica é fazer uma  Roda de Conversa com os alunos e registrar o bichinho de estimação escolhido por cada um deles, antes mesmo da leitura da história.
Despertar a criatividade dos alunos sobre quais bichos não daria para ser de estimação mas que seria legal/interessante ter como "amiguinho".
Posteriormente,  pensar nos pontos positivos e negativos de cada escolha.



Eu quero mesmo um bicho de estimação.

- Mamãe, por favor, eu posso ter um bicho de estimação?
- Bom, talvez, se ele não tiver muito pelo - a mamãe disse.
- pode, se ele não entrar em casa - o papai disse.
- Nada que faça zumbido - A vovó disse . É porque interfere no aparelho auditivo dela.
- Animais empalhados são de total confiança. - O vovô disse.

A moça da loja de animais disse;

- Peixinhos dourados são divertidos.

- Divertidos no quê?  - eu falei.

Mamãe perguntou:

- Que tipo de  bichinho você gostaria de ter?
- Que tal um leão africano?  Eu treinaria ele e nós faríamos um espetáculo, seria um sucesso!

Vovô disse:
- Mas leões costumam tomar lanches entre as refeições.

E eu pensei: "ops...".

- Uma ovelha seria legal, elas são vegetarianas.  Nós faríamos tricô juntas.
- Ovelhas não param de seguir você. Elas não sabem pensar por conta própria  - O vovô disse.

E eu odeio imitonas.

- Que tal um lobo?  aposto que eles têm ótimas ideias. Fora que eles também têm excelente olfato, então a gente nunca ficaria perdido.

Lobos também soltam excelente uivos, e uivos me dão dor de cabeça - O papai disse.

Papai não é nada divertido quando está com dor de cabeça.

talvez a solução seja um polvo. Eles não fazem barulho, e a gente poderia mergulhar juntos na banheira.

- Já imaginou quantas pegadas um polvo deixaria pela casa? - A mamãe perguntou.

Eu respondi:
- Oito.

Por isso mesmo  - A mamãe disse.

Uma jiboia seria perfeita. Elas não tem pernas e quase não fazem barulho.
- Jiboias gostam de enrolar em você e apertar bem forte - O papai disse.

Talvez eu queira um bichinho um pouco menos amigável.


(...)
Ninguém sabe direito o que é, porque não é bem um bicho de estimação...
...  Mas logo será.


É necessário explorar as  imagens para tentar descobrir a verdadeira intenção desta graciosa menina...



E , MESMO QUE O TEXTO E AS IMAGENS NÃO ESTEJAM NA ÍNTEGRA, POR CAUSA DOS DIREITOS AUTORAIS, VALE MUITO A PENA CONFERIR!

SER CRIANÇA

SER CRIANÇA   
TATIANA BELINKY



SER CRIANÇA É DUREZA-
TODO MUNDO MANDA EM MIM-
SE PERGUNTO O MOTIVO,
ME RESPONDEM, "PORQUE SIM".

ISTO É FALTA DE RESPEITO
"PORQUE SIM" NÃO É RESPOSTA,
ATITUDE AUTORITÁRIA
COISA DE QUE NINGUÉM GOSTA!

ADULTO DEVE EXPLICAR
PRA CRIANÇA COMPREENDER
ESSE  "PODES"  E "NÃO PODES",
PARA ACEITAR SEM OFENDER!

CRIANÇA EXIGE CARINHO,
E, SIM, CONSIDERAÇÃO!
CRIANÇA É GENTE, É PESSOA,
NÃO BICHO DE ESTIMAÇÃO!

ESSA NÃO! Tatiana Belinky

TECER COMENTÁRIOS AOS POEMAS DE TATIANA BELINKY... 
ESSA NÃO!  SIMPLESMENTE  MARAVILHOSA!  SEMPRE!




Essa Não!

UMA PULGA NA BALANÇA
DEU UM PULO FOI A FRANÇA,
MAS MORREU DO CORAÇÃO -
ESSA NÃO!

UM DENTISTA MALUQUETE
AO MASCAR O SEU CHICLETE,
ENGOLIU A OBTURAÇÃO-
ESSA NÃO!

A PRINCESA DA ERVILHA
QUIS DANÇAR UMA QUADRILHA
NO UNDÉCIMO COLCHÃO-
ESSA NÃO!

O HIPOPÓTAMO PATETA
DEVOROU UMA MALETA
RECHEADA DE SABÃO -
ESSA NÃO!

UM PELUDO ORANGOTANGO
CONVIDOU PRA DANÇAR TANGO
A MULHER DO MICO-LEÃO -
ESSA NÃO!

UM NERVOSO CROCODILO
AO ATRAVESSAR O NILO,
ENGASGOU COM UM SALMÃO -
ESSA NÃO!

UMA PIPA MUITO PROSA
EM MANOBRA PERIGOSA,
DERRUBOU UM AVIÃO -
ESSA NÃO!




UM FANTASMA ALOPRADO
RECLAMOU, INJURIADO,
"EU NÃO SOU ASSOMBRAÇÃO!"
ESSA NÃO!



JÁ CANSEI MINHA PATOTA,
DE CONTAR TANTA LOROTA-
E AGORA CHEGO AO FIM,
ESSA SIM!

Caraca - Tatiana Belinky

Caraca

Tatiana Belinky




Pra que serve a interjeição?
Pra dar força a expressão!
Ouça então:

Monte logo na garupa -
A demora preocupa!
Upa!

Gira o luca do maxixe - 
Até parece dervixe!
Ixe!

Não quero que você me agarre!
Em mim, nem mesmo que esbarre!
Arre!

Não me doutrine, Clodô!
Você não é meu avô!
Xô!

Precisas de hora e meia
Pra sacudir essa areia!
Eia!

Uma garota sapeca
Escorregou na meleca!
Eca!

moleca mimada, a Mirra,
É, insuportável de birra!
Irra!

Um mico esguichou xixi
Na cara do tucuxi!
Xii!

Pisam no calo de Rui -
Isto dói ! Ele berra - Fui!
Ui!

Cantador cheio de bossa
Despencou de uma carroça!
Nossa!

Juca subiu no jirau
E pescou um bacalhau!
Uau!

Diz mineiro - A coisa vai?
- Vai!  O que balança, cai!
Uai!

(...)



Paco curou a ressaca
falando que nem matraca!
Caraca!



E , MESMO QUE O TEXTO E AS IMAGENS NÃO ESTEJAM NA ÍNTEGRA, POR CAUSA DOS DIREITOS AUTORAIS, VALE MUITO A PENA CONFERIR!

Conceito de Cidade Educadora

“ ... que sabemos dos lugares é
coincidirmos com eles durante um
certo tempo no espaço que são. O lugar
estava ali, a pessoa apareceu,
depois a pessoa partiu, o lugar continuou,
o lugar tinha feito a pessoa,
a pessoa havia transformado o lugar. ...”

José Saramago



A vivência na cidade, por si só, constitui-se em um espaço cultural de aprendizagem permanente e espontâneo. Elas nos falam, às vezes gritam, chamam nossa atenção ao proclamar seus feitos, sua história. 
Precisamos parar para escutá-las e nesse sentindo, elas também nos educam.
Mas a cidade pode ser intencionalmente educadora? Pode ser considerada como uma cidade que educa quando, além de suas funções tradicionais (econômica, social, política e de prestação de serviços), ela exerce uma nova função, cujo objetivo é a formação para a e pela cidadania. 

Para uma cidade ser considerada educadora, ela precisa promover e desenvolver o protagonismo de todos e de todas – crianças, jovens, adultos, idosos – na construção do direito à cidade de educadora.

De acordo a Moacir Gadotti, a resposta a essa pergunta depende da reposta a outra pergunta: o que é cidadania? Pode-se dizer que cidadania é essencialmente consciência de direitos e deveres, bem como exercício da democracia: direitos civis, como segurança e locomoção; direitos sociais, como trabalho, salário justo, saúde, educação e habitação; direitos políticos, como liberdade de expressão, de voto, de participação em partidos políticos e sindicatos. Não há cidadania sem democracia.
O conceito de cidadania, contudo, é ambíguo. Em 1789, a Declaração dos Direitos do homem e do Cidadão estabelecia as primeiras normas para assegurar a liberdade individual e a propriedade. Nascia a cidadania como conquista liberal. Hoje, tal conceito é mais complexo e, com a ampliação dos direitos, nasce também uma concepção mais ampla de cidadania. De um lado, existe uma concepção consumista de cidadania – o direito de defesa do consumidor, por exemplo- e, de outro, uma concepção plena, que se manifesta na mobilização da sociedade para a  conquista de novos direitos e na participação direta da população na gestão da vida pública, através, por exemplo, da discussão democrática do orçamento da cidade. Esta tem sido uma prática, sobretudo no nível do poder local, que tem ajudado na construção de uma democracia participativa, superando os estreitos limites da democracia puramente representativa.

  A cidadania precisa controlar o Estado e o mercado, perseguindo a utopia das cidades justas, produtivas, democráticas e sustentáveis, as quais, conseguem romper com o controle político das elites e de suas burocracias, estabelecendo uma nova esfera pública de decisão não-estatal, como o orçamento participativo e a constituinte escolar, que já se tornaram emblemáticos nas gestões populares.  Já saímos, nesse campo, do puro terreno das propostas, e novas experiências vêm surgindo em diferentes partes do país, sendo realizadas por diferentes partidos políticos, que criam novas relações, novas formas de gestão, novos espaços de negociação e estimulam a reapropriação das cidades por seus cidadãos.

Um compromisso de todos!

Homens, mulheres, crianças e idosos, numa mesma linha de raciocínio, buscando interesses comum a todos, comprometidos com a educação presente e futura, baseando-se no passado, nas causas e consequências, na relação causa e efeito , dotados de conceitos e propostos que venha ao encontro de toda sociedade, para que esta seja justa e  igualitária em direitos e deveres, em ações que visa um bem maior onde as responsabilidades são dividas, a atenção seja redobrada e o resultado seja satisfatório e comum a todos. Ações individuais e ações conjuntas na busca e conquista de valores globais, tendo como resultado a certeza de participação a  responsabilidade sócio política e econômica , atento a todos e a tudo que esta acontecendo, aqui, ali e lá, mesmo que tão distante...


            O papel da escola (cidadã), nesse contexto, é contribuir para criar as condições que viabilizem a cidadania, através da socialização da informação, da discussão, da transparência, gerando uma nova mentalidade, uma nova cultura em relação ao caráter público do espaço da cidade.  Em uma perspectiva transformadora, a escola educa para ouvir e respeitar as diferenças, a diversidade, que compõe a cidade e que se constitui em sua grande riqueza.  Para que a escola seja espaço de vida e não de morte, ela precisa estar aberta à diversidade cultural, étnica, de gênero e às diferentes opções sexuais.  As diferenças exigem uma nova escola.  E não basta respeitar os diferentes; é preciso valorizar as diferenças como uma grande riqueza.

            A escola integra e articula os novos espaços de formação criados pela sociedade da informação.  Ela deixa de ser “lecionadora” para ser cada vez mais “gestora” da informação generalizada, construtora e reconstrutora de saberes e conhecimentos socialmente significativos.  Portanto, ela tem um papel mais articulador da cultura, um papel mais dirigente e agregador de pessoas, movimentos, organizações e instituições.  Na sociedade da informação, o papel social da escola foi consideravelmente ampliado.  Ela está presente na cidade e cria novos conhecimentos, sem abrir mão do conhecimento historicamente produzido pela humanidade, constituindo-se em uma escola científica e transformadora.


            Gadotti afirma que a cidade violenta e insustentável deixa-nos em um clima de medo e falta de esperança.  Nossa força como educadores e educadoras é limitada.  Nossas escolas são também produto da sociedade.  Contudo, a esperança, para o professor e para a professora, não é algo vazio, de quem espera acontecer.  Ao contrário, a esperança, para os professores, encontra sentido na sua própria missão, a de transformar pessoas, dar nova forma às pessoas e alimentar, por sua vez, a esperança delas para que consigam construir uma realidade diferente, um mundo novo.  Uma educação sem esperança não é educação.

            Finalmente, educar para a cidadania é  educar para um outro mundo possível.  Educar para um outro mundo possível é fazer da educação, tanto formal, quanto não-formal, um espaço de formação crítica, e não apenas de formação de mão-de-obra para o mercado; é inventar novos espaços de formação alternativos ao sistema formal da educação; é educar para mudar radicalmente nossa maneira de reproduzir nossa existência no planeta.  Não se pode mudar o mundo sem mudar as pessoas, já que estes são processos interligados.



            Mudar o mundo depende de todos nós: é preciso que cada um tome consciência disso e organize-se.  “Outro mundo é necessário.  Educar para um outro mundo possível é educar para superar a lógica desumanizadora do capital, que tem no individualismo e no lucro seus fundamentos, ações conjuntas transformando radicalmente o modelo econômico e político atual.



Moacir Gadotti, é Doutor em Ciências da Educação, Professor Titular da Universidade de São Paulo e Diretor do Instituto Paulo Freire.


Revistas Magistério 1

Políticas Pedagógicas Curriculares



A Revista 1 dá início com a seguinte pergunta:  AONDE ANDA A AULA? Um resgate a aula como elemento fundamental do processo pedagógico e do papel do professor.

Não há intenção de se colocar o texto na íntegra, porém , ressaltar alguns pontos aos quais considero relevantes.

É bom sempre começar pela origem, no caso a etimológica.
A palavra magistério quer dizer o lugar onde ficam "os mais". Os mais sábios, mais graduados, mais importantes...
A maestria, o magistério  ou o magistrado é função fundamental nas sociedades humanas, quaisquer que sejam elas e qualquer que seja o estágio em que estiverem. O ser humano não nasce pronto e a família não é a única agência socializadora. Aquele que ensina, que carrega e transmite os valores sociais. que dão significado à vida não pode ter outro reconhecimento que não o da "Magis". Tarefa de ensinar e de construir novos conhecimentos.

A revista mostra  as diferentes metodologias ,  o dia a dia dos alunos em diferentes contextos sociais educacionais e traça um comparativo.

Porém o objetivo é chegar ao conceito de aula essencial que foi se perdendo com o tempo e hoje é alvo de profundas divergências e contradições.
(...) como as aulas se ampliam em forma de projetos, de estudo do meio, de pesquisas rígidas, e o que dela sai, em meio a tanta diversidade de abordagens..

A palavra "aula" significa, conferência, palestra, ensino sistemático  de algo.

A aula parece perdida em meio a tantas variáveis que marcam a escola em sua tarefa de ensinar, avaliar, prestar contas sociais, construir currículo, controlar a disciplina, manter dezenas e dezenas de alunos interessados e mobilizados.

Uma ação para organizar grupos sociais em torno de valores e de conhecimentos necessários a continuidade,
Ela foi sempre uma forma antropológica de passar entre gerações os valores, conhecimentos, tradições, formas de sobrevivência.
Em suma, a aula acontece com o conhecimento prévio do aluno; do professor; em meio a reflexões;propostas, e a atitude de quem ensina é tão importante quanto suas ações. Tendo como proposta , adequar a aula a condição do educando, em função do aluno, fazendo ajustes para que não haja segregação e sim, aceitação.
De acordo a   Paulo  Freire " professor não é quem ensina, mas o que desperta a vontade de aprender".

Aulas são trechos de um percurso que lhes dá significado, experiências coletivas , não antecipáveis. e Elas dirigirão as cenas e os alunos serão os protagonistas e coadjuvantes, o espetáculo formativo será ainda maior de cada um fizer  conscientemente seu papel.

As primeiras aulas são aulas de conhecimento recíproco,  elas revelam, no início de cada período, conhecimentos prévios,, habilidades e traços de personalidade. Nessa etapa, avalia-se a condição da chegada e também os professores se fazem conhecer , ganhando a confiança da turma, se souberem revelar liderança e compreensão.

A atitude de quem ensina é tão importante quanto suas ações, como nas primeiras cenas de um filme em que num simples olhar, o personagem central já prenuncia seu caráter. Professores não podem subestimar a importância de sua centralidade, que faz de cada gesto, algo simbólico. especialmente, uma expressão inicial que pode se tornar irreversível.

Para o sucesso e insucesso de todos, o esforço de "construir a turma " faz toda a diferença.

A aula está na raiz do processo pedagógico  formal.  Ela, é por excelência, a forma de transmissão de nossa bagagem cultural de uma geração para outra. Ensinar não é um ato unilateral, eu só ensinei se alguém aprendeu.

A escola continua sendo  principal agência social para transmissão do conhecimento, e a aula ainda é a ferramenta mais importante de comunicação. É claro que aquela aula mais tradicional, expositiva,  não é a única, nem mesmo a mais relevante. A aula deve incorporar-se a tecnologia que, de certa forma, modifica o papel do professor, que pode levar novos recursos com sucesso.

O importante é partir do real,  conhecendo o aluno na sua essência, nas suas especificidades, na sua singularidade, na sua heterogeneidade e não na sua homogeneidade e saber proporcionar uma boa convivência entre os diferentes.

Aula expandida - A expansão da aula essencial

A aula em um ambiente escolar é um ritual dinâmico de ensino-aprendizagem , coletivo e individual, em que o professor planeja, organiza, autora e conduz a interação entre as pessoas, mobilizados de forma intencional e em direção a construção de um saber, alicerçado num currículo - sócio e históricamente - construído - com bases disciplinares.
A aula essencial é a que dá a temática, as mobilizações, o sentido de todo o trabalho a ser desenvolvido na ação pedagógica e educacional do professor.
Como ampliar os horizontes, diversificar, acionar as múltiplas inteligências pelas quais o aluno acessa e constrói a realidade cognitiva.

Nosso desafio é também saber , como ir adiante. Quias os próximos passos e como construí-los?
E qual será o desafio para divulgação de valores sociais por meio das ações escolares. e docentes?

A aula centrada , clara e enxuta é o ponto de partida. Porém , não deve se circunscrever às paredes  do que se chama  sala de aula, ou a arquitetura da escola.

Como alargar as paredes da escola republicana de forma a permitir instaurar uma democracia de educação para todos, tendo na cultura, tecnologia e estética um direito de todos?

Inúmeras zonas de sensibilização se colocam em uma aula que exigem do professor e dos alunos que criem novos campos de curiosidade, investigação, aprofundamento, utopias, críticas, contradição e situações de provocação ao fazer social e ao compreender o sentido da própria vida, esta´aí, a aula expandida.

A aula expandida é também a expansão do aluno como sujeito do conhecimento. Ele se alarga,, amplia suas experiências interiores e anteriores com os debates, temas, diálogos, atividades feitas na aula essencial. Freire falava do tema gerador como detonador dos processos comunitários e coletivos.

Os objetivos da educação passam pela formação do mundo e valores , que não se reduzem as competências. Os conteúdos devem ser impregnados de qualidades sociais. E não é qualquer conteúdo que viabiliza uma educação libertadora e humana, são os conteúdos e os vetores éticos, definidos pelos programas políticos-pedagógicos. È ali que o professor - juntamente com os alunos - busca equacionamento destas questões. É ali que ele , provocado pelos alunos para pensar junto - no interior de uma área de conhecimento. Buscando com os alunos, incentivando e indo a diante na formulação da curiosidade do aluno.

A aula expandida abre a imaginação para o que poderia vir a ser melhor.
Como afirma Paulo freire, a utopia, não como o irrealizável, mas como o ato de denúncia de uma sociedade injusta e o anúncio de uma realidade nova, humanizada, que pode ser alterada pelas ações.

Trata-se aqui de abrir a dimensão da intervenção que nasce do conhecimento, não como atividade espontânea, após a consciência dos fatos, mas como atividade mediada pelo contato com a realidade e pelo diálogo entre os agentes sociais. Daí se dá a Práxis Pedagógica, reflexão/ação.
Cabe a nós , educá-los para a espera própria de realização de alguns desejos.
Numa aula pode-se atingir algum conhecimento imediato, mas outros virão com o acúmulo de pequenas aprendizagens.
A sociedade contemporânea, ambiguamente, cobra que a escola seja prazerosa para seus filhos, mas quer que eles saiam completamente disciplinados para ingressarem num mercado competitivo, rigoroso, exigente, cheio de regras, punidor de baixos resultados, excludente, expropriador do trabalho, premiado do sucesso rápido. Há um mercado voraz, onde a competição é desumana  e sem limites.. E como ensinar esse aluno a ser virtuoso.  Além das virtudes individuais, há de se contar e desenvolver as virtudes públicas, as habilidades, ou seja, prazer e dever dialogam no processo ensino-aprendizagem, travado nas escolas e nas aulas expandidas.

Dentro de cada aula há um conjunto de sub-aulas, tornando uma hiper aula, gerando campos de curiosidade e investigação. Todos os temas tratados em aula tem uma intima relação com tudo que é exterior á sala de aula física, na aula expandida, o aluno é o sujeito do conhecimento.
Os conteúdos de formação ética/moral devem ser impregnados de qualidades sociais, subjacentes aos fundamentos das políticas públicas, possibilitando a compreensão do mundo, o porquê da vida? de onde viemos? para onde vamos? entre outras  curiosidades , pois é na aula que se espera uma resposta de tudo que equacionamos, é no espaço e no tempo da aula que tudo acontece.

E o que define uma aula: É a diretriz pedagógica  e a dimensão política de compreensão do que seja o papel do professor/educação. Ela não é exclusividade nem do professor nem do aluno, mas sim de um espaço de diálogo, num ambiente envolvendo alunos e mestres, que se organiza e se estrutura, partindo sempre do que já se sabe, para redescobrir, interpretar, questionar, investigar e criar, com dignidade e ética, transformando a história, partindo do real para o possível, o idealizável.

Políticas Pedagógicas Curriculares

"Considerações sobre o Currículo e os direitos de aprendizagem e desenvolvimento dos alunos da Rede Municipal de São Paulo: contexto e perspectivas." Subsidiando reflexões e debates no esforço de construção coletiva  das políticas educacionais, em meio à  análises e contribuições, significativas e necessárias.

O contexto do país e da cidade  e os avanços da educação. Pilares de uma política pedagógica Curricular demanda contextualização do processo histórico que a precede, assim como o contexto social, político e econômico. Um projeto fundado nos valores da democracia, da equânime distribuição da cultura e das riquezas e da justiça social.

Em 2013 o Brasil completou 28 anos de regime democrático e na educação pública houveram avanços significativos tais como: acréscimo dos o números de escolas construídas, condições de acesso, a busca pela permanência, pra muitos a oportunidade de se cursar  uma universidade, os programas de incentivo, a educação profissional por meio das Etcs, a distribuição de livros e os materiais didáticos, o uniforme nas escolas, , o investimento em tecnologias, enfim , todo o aparato para que os avanços aconteçam e que estes sejam significativos.

A atenção dada a Educação Infantil. Hoje tem-se políticas para o atendimento de crianças de 0 a 5 anos que vão do financiamento público à construção de creches e ´pré-escolas. No que se refere ao Ensino Fundamental, a colaboração entre os entes federados tem sido de suma importância. O SAEB e a prova Brasil permitiram o desenvolvimento do IDEB, e de uma cultura de qualidade em educação, rumo a maior igualdade e melhor aprendizagem.. Utilizando os dados do IDEB o Ministério da Educação estabeleceu com os estados e municípios e com o Distrito Federal o regime de colaboração, por meio do Plano de Ações Articuladas, que traz o diagnóstico de cada rede de ensino e define as ações necessárias para garantir o direito de aprender e, assim, atingir o resultado do IDEB que é avanço tido como ideal para 2021.
Também houve a integração entre educação e qualificação profissional criados pelos novos postos de trabalho e ocupações que o desenvolvimento do país tem exigido. O programa Ensino Médio Inovador e o  programa Brasil Profissionalizado que estão ampliando as alternativas para que os jovens encontrem um ambiente favorável, capaz de oferecer os conhecimentos necessários para prosseguir seus estudos e encontrar possibilidades de trabalho e emprego. Por meio dos Institutos federais.
O acesso ao ensino superior como direito encontrou  sua consolidação, não apenas por meio do Pró-Uni, como também através da expansão das universidades federais pelo REUNE e por meio da Universidade Aberta Brasil. Também a consolidação do Exame Nacional de Ensino Médio para classificação de candidatos, iniciando a quebra da hegemonia de se ter os vestibulares como única porta de acesso  para a universidade.
A educação de Jovens e Adultos é também entendida como um direito a ser garantido pelas políticas públicas de educação. O Programa Brasil Alfabetizado, proporcionou a alfabetização de 8 milhões de educandos, isso em parceria ao estado e municípios, sendo o município com o Ensino fundamental e o estado com o Ensino Médio. além dos programas como Pró-jovem e Proeja, que articulam a elevação da escolaridade com a qualificação para o trabalho. Também foi criado o FUNDEB antigo FUNDEF, o fundo que financia toda a Educação brasileira.
O envolvimento da sociedade civil na formulação das políticas públicas também foi ponto importante nesta ultima década. A Conferência Nacional de Educação em 2010 que  reuniu profissionais, gestores, pesquisadores, estudantes e familiares, foi significativo e culminou com Conferência Nacional de Educação Básica, Conferência Nacional de Educação Profissional e Tecnológica e a Conferência Nacional de Educação Indígena , e com subsídios elaborados para a participação brasileira na Conferência Internacional de EJA, a VI CONFINTEA, além das três conferências infanto-juvenis de meio ambiente.
Para garantir acesso e qualidade é necessário a integração das políticas públicas. Saúde, cultura, esporte, alimentação saudável, apoio e assistência e a escola , por meio do seu projeto político pedagógico, deve integrar essas iniciativas a favor do atendimento aos estudantes.

Proteção e desenvolvimento integral da criança: educação infantil e ensino fundamental.



Revista Magistério 2

Revista  Magistério  2  -       A Aula expandida para muito além do essencial.




Em uma sociedade onde a cultura do entretenimento ocupa um papel cada vez mais central, as tecnologias ganham espaço e tempo e o prazer imediato  é a lei máxima. Busca-se no consumo as satisfações da ansiedades por um estado de contínuo prazer e felicidade. Nada que exige rigor, disciplina e esforço continuado e que produza resultados em médio e longo prazos.                                                                                                                                                                                             
A aula  é um ritual dinâmico de ensino-a´aprendizagem, coletivo e individual em que o professor planeja, organiza, autora e conduz a interação, entre as pessoas, mobilizadas de forma intencional e em direção à construção de um sabe , alicerçado num currículo social e históricamente concluído - com bases disciplinares.
Componente maior do processo de aprendizagem, ensino e investigação. Constitui-se escola.A aula essencial é que dá a temática, as mobilizações, o sentido de todo o trabalho a ser desenvolvido na ação pedagógica e educacional do professor.                                                                                            E, como ampliar os horizontes, como diversifica e acionar as múltiplas inteligências pelas quais o aluno acessa e constrói a realidade cognitiva e como ir adiante?                                                              Como alargar as paredes da escola de forma a permitir instaurar uma democracia de educação para todos, tendo na cultura, tecnologia , ética e estética, um direito de todos.                                                A aula centrada, exata e enxuta, essencial, desperta, dentre outras curiosidades , o senso da imaginação. Inúmeras zonas de sensibilização se colocam em uma aula que exigem do professor e do aluno novos campos de curiosidade, investigação, aprofundamento, utopias, críticas, contradições, situações de provocações e desafios, . A esse conceito apelida-se de aula expandida.                             Não é qualquer conteúdo que viabiliza uma educação libertadora e humana. São os conteúdos e os vetores éticos , definidos pelos programas-políticos pedagógicos. ´|E na aula e na aula expandida que o professor - juntamente com os alunos - busca o equacionamento dessas questões. É na aula expandida que o aluno é provocado pelos alunos para pensar junto - no interior de  sua área de conhecimento.. Buscar com os alunos, por exemplo,  como tudo se originou, quais os eixos da evolução da história, das relações humanas, da cultura, ou quais  as ameaças ao nosso planeta, enfim, é tarefa do professor incentivar e ir adiante na formulação da curiosidade dos alunos. não se trata de dar respostas mas de equacionar as possibilidades de seu entendimento.. Não trazer apenas a descrição sistemática do mundo e sua interpretação analítica,mas também quais outras interferências e possibilidades. Ela abre a imaginação para o que poderia vir a ser o melhor.                                                                                                                                                                                                           É a utopia no sentido de Paulo Freire, não como o irrealizável, mas como o ato de denuncia de uma sociedade injusta e o anúncio de uma sociedade/realidade nova, humanizada, alterada pelas ações do educando. Trata-se de abrir a dimensão da intervenção que nasce do conhecimento, não como atividade espontânea, após a consciência dos fatos,  mas como atividade mediada pelo contato com a realidade e pelo diálogo entre os agentes sociais. Práxis pedagógica/reflexão. Uma conjunção de ações planejadas pelo professor, às vezes sozinho, ás vezes acompanhado pelos alunos ou em parceria com seus colegas  de outras disciplinas. O caráter interdisciplinar do trabalho docente acontece prioritariamente nestes momentos de planejamentos e de intervenções pedagógicas.               Aula é misto de prazer e dever. O conhecimento  e o saber enquanto atos de sabor e de prazer.Atos pelos quais quais parte-se do já vivido e do já sabido para a aventura do redescobrir, interpretar, questionar, investigar, criar e propor a inovação.                                                                                     Pautadas na ética e na estética. E como o ser humano é impulsionado pela busca de satisfação dos desejos, a aula é um momento de realização dos desejos. Também cabe ao educador promover no aluno, o sentido de espera, de amadurecimento, o tempo exato para que as coisas aconteçam, como em todos os processos orgânicos da natureza. E esta noção é percebida de maneira diversa entre um adulto e uma criança. Cabe a nós, educá-los para a espera própria da realização de alguns desejos. Alguns conhecimentos veem de imediato,porém alguns virão com o acúmulo de pequenas aprendizagens.                                                                                                                                            A sociedade contemporânea cobra que a escola seja prazerosa para seus filhos, mas que quer que eles saiam completamente disciplinados para ingressar num mercado competitivo, rigoroso e exigente, punidor de baixos resultados, excludente, expropriador do trabalho e premiador do sucesso.  Além das virtudes individuais , há que se contar e desenvolver também as virtudes públicas. São as habilidades exclusivas para enfrentar o século XXI.                                                                                  Prazer e dever dialogam no interior do processo educativo, travado na escola e nas ações da aula expandida. Porém não se opõe às exigências da produtividade, de registro sistemático, do cumprimento de tarefas, de compromisso com os grupos de trabalho.. Um estudo organizado , centrado nas ações de aprendizagens , avaliando e sendo avaliados.                                                       Há que se diferenciar as modalidades de olhar , de registro, de documentação, de evolução do aluno, que vem sendo o processo de aprender. Uma operação pedagógica, fundada nas ciências cognitivas. Os processos cognitivos se dão por meio de integração entre o novo e as informações já disponíveis. A memória e repertório de sensações vividas e que nos ajudam fortemente a aprender. A memória é o resultado da vivência com significado. Uma aula dada com significado gera memória que aciona outros conhecimentos e novas aprendizagens. A chamada "cultura geral" é material repleto de significado humano.                                                                                                                                   E o trabalho do professor e do currículo escolar são centrais para construir um projeto de nação em que a ciência seja uma conquista e produção de todos. O conhecimento é um tecido feito por muitas mãos e construído lentamente por homens e mulheres das gerações.                                                                                                                                                                                                                           Terezinha Rios  fala sobre as questões essenciais da aula, sua função no processo pedagógico.                                                                                                                                                                                 Qual é o fubá da sua aula?                                                                                                                         Há uma transformação histórica em todo o contexto social  e torna-se necessário entender que a aula está sujeita a este mesmo processo de transformação. Também  temos que considerar que nem sempre a evolução tem um caráter positivo.                                                                                             Na sua essência pedagógica, a aula não experimentou transformações fundamentais. O espaço e tempo em que há uma relação pedagógica, este se mantêm. Mantem-se as figuras de professores e alunos, educadores e educandos, mas exatamente em função do momento histórico  , das características da sociedade, é que se dão as mudanças.                                                                           Aula é um acontecimento, um encontro. Uma aula não é algo que se assiste, é uma coisa que se faz! Não se trata de uma doação, não posso dizer que dei uma aula se não conto com alguém para acolher aquilo que eu vim fazer. Uma aula é uma coisa que se faz junto.                                                             Ora, se os alunos não aprenderam , não se pode dizer que se ensinou.O processo ensino-aprendizagem compõem-se de dois elementos que são distintos, mas que não podem ser desarticulados. Na perspectiva da aprendizagem talvez se possa dizer que alguém aprendeu se ninguém ensinou, porém , na perspectiva  do ensino, é impossível dizer  que se ensina e não se aprende. Portanto há um desafio de se construir a aula , de fazê-la  junto com os alunos.                        O aluno quando vai ao espaço da aula, vai em busca de algo que desconhece, ou, no mínimo, para reiterar algo que é conhecido, mas que lhe desperta interesse.                                                                 Não necessitamos da sala de aula naquele formato tradicional, é muito melhor quando eles podem se olhar, claro!                                                                                                                                                 É excelente que o professor seja amigo dos alunos. Mas, a palavra amigo é adjetivo. O substantivo continua sendo o professor.O espaço de amizade é um espaço muito privilegiado, muito peculiar, no qual a gente se dispõe para o outro, no qual se tem uma relação de confiança. Na aula isso é uma coisa excelente e é claro que o professor procurará isso. . Mas antes de procurar ser amigo, ele deve ser professor. Isso vale também para os pais evale para qualquer profissão.                                            E o processo de avaliação desta aula tem por base o diálogo.                                                                  A relação professor-aluno é uma relação pessoa-pessoa, uma relação eu-outro, outro-eu, um eu diferente do eu que eu sou. Convivência democrática....                                                                           Avaliar é conferir valor. Avaliar é olhar de maneira crítica o trabalho, com profundidade e abrangência, considerando todos os aspectos. É o momento em que eu olho o que esta bom, e merece ser aprimorado, o que está mal e precisa ser revisto.                                                                                  O senso comum associa a avaliação, que na sua essência é uma atitude crítica negativa, ao falar mal, olhar apenas o lado ruim. E é difícil assumir que temos falhas , mas na medida em que temos consciência, é mais fácil ir adiante. E o aluno tem que conhecer antecipadamente e com clareza os critérios e com base nesses critérios poder reconhecer como é que foi o processo.                                   Quanto aos recursos tecnológicos, sem dúvida, a aula poderá ser melhor com a boa e eficiente utilização desses recurso.      Não se fala em aula-certa, ou, aula-verdadeira, tem que se lembrar que os meios são apenas meios  , qualquer que seja a circunstância, cabe ao professor ser um mediador, um sujeito que partilha um conhecimento, que apresenta algo para o aluno. O professor estabelece uma relação entre educando-educador-conhecimento.      E o único momento de se construir a história é o presente, onde se cruzam o passado como memória e tradição e o futuro como projeto.                                                                                                                                                                                                      Outros textos dão continuidade a este importante trabalho porém farei um breve comentário.

A razão da nossa existência profissional da educação é a figura social bem conhecida, muito falada e pouco explicada: o aluno.  É por ele que fazemos anos de estudos,; que construímos escolas.