O Sistema Solar

Alguns alunos chegam a aula conversando e perguntando algo sobre  o sol , a lua, as estrelas, há sempre  alguma curiosidade em questão.
 E foi assim que um aluno, muito questionador chegou ...
Ele estava lendo alguma coisa sobre o Sistema Solar e resolveu compartilhar comigo de suas descobertas , então fiz uma breve pesquisa a fim de agregar valor ao que ele tinha estudado.
Não leciono geografia mas pra contextualizar e fomentar maior interesse , selecionei algumas imagens e a partir disso , reforçamos o aprendizado sobre o sistema solar.




O Sistema Solar fica num dos braços da Via-Láctea. Ele é formado pelo Sol a única estrela, e mais de 1.700 corpos celestes menores, entre cometas, asteróides, e os planetas com seus satélites.

Pela ordem de distância do Sol os planetas são : Marte;Vênus;Terra; Mercúrio; Júpiter; Sol; Urano; Netuno; Plutão - O Planeta Anão!

Aqui fica uma frase para facilitar a memorização da sequência  : Minha Velha Traga Meu Jantar:  Sopa, Uva, Nozes e Limão.



As estrelas são corpos celestes que têm luz própria. O brilho recebe o nome de "magnitude" e é usado para a classificação. Por exemplo, o Sol é uma estrela de quinta magnitude.
As constelações e o Zodíaco. 
A união de grupos de estrelas foi chamada de constelação pelos povos da Antiguidade. Para eles, cada constelação formava um desenho no céu e 13 delas foram batizadas de acordo com representações de animais ou lendas dessas civilizações, o Zodíaco.

O ser humano desde a antiguidade possui curiosidade a respeito do céu estrelado. Isto é evidenciado em inscrições e construções antigas. O céu era visto com certo espanto, receio, admiração e respeito. O desconhecimento das causas científicas dos fenômenos astronômicos instigava o ser humano a destinar valores divinos aos astros celestes.

As constelações foram inventadas pelo ser humano. Cada povo e tribo possuíam suas próprias constelações. Às vezes, coincidia que quase o mesmo conjunto de estrelas tinha nome e significado diferentes para povos diferentes. Guardar a forma ou a localização dessas figuras no céu não era um trabalho fácil, e assim, criavam mitos e histórias sobre as constelações.

Com o tempo, os povos perceberam que as constelações podiam ser úteis. Era possível identificar os períodos de caça, agricultura e pesca. Serviam para determinar a passagem do tempo, as estações do ano e o clima. Foram feitos calendários inspirados nos fenômenos celestes (como os períodos lunares e solares). Demarcaram a trajetória do Sol durante o ano usando as constelações que chamaram de Zodíaco (dependendo da posição do Sol no Zodíaco, sabiam-se as condições do clima e as estações do ano).



Atualmente, as constelações não possuem a mesma importância da antiguidade. Mas ainda são úteis para os estudos astronômicos, como por exemplo, indicar direções no Universo e tornar mais fácil a identificação de astros no céu. Existem estrelas que são utilizadas para direcionar equipamentos de navegação espacial, como a Canopus, da constelação Carina, a Formalhaut, do Peixe austral, e Sírius, do Cão maior.

Algumas constelações só podem ser vistas completamente por alguém que se encontra num hemisfério terrestre. Por exemplo, a Ursa Menor, por quem está no Hemisfério Norte, e o Octante, por quem está no Hemisfério Sul. Constelações são agrupamentos aparentes de estrelas os quais os astrônomos da antiguidade imaginaram formar figuras de pessoas, animais ou objetos.



Das 88 constelações reconhecidas pela União Astronômica Internacional hoje, mais da metade foram descritas primeiramente pelos gregos antigos. Cláudio Ptolomeu *

A linha linha de estudo é com alunos da Educação Infantil, aproveitei para apresentar a eles a música da "Estrelinha".

VEJO  À  NOITE  UMA  ESTRELINHA
NO  CÉU, PISCANDO,  PISCANDO...
MAMÃE  DIZ  QUE  ELA, DE  LONGE,
PISCA, PISCA,  ME  CHAMANDO...

QUANDO  EU  CRESCER  E  PAPAI
ME  COMPRAR  UM  AVIÃO,
VOU  TE  BUSCAR,  ESTRELINHA,
NA  PALMA  DA  MINHA  MÃO.

OU

LÁ NO CÉU TEM UMA ESTRELINHA
QUE SÓ FICA PISCANDO PISCANDO;
MAMÃE DISSE QUE ELA PISCA
PISCA DE LONGE É ME CHAMANDO.

QUANDO EU CRESCER PAPAI
E COMPRAR UM AVIÃO;
EU TE BUSCAR ESTRELINHA
NA PALMA DA MINHA MÃO.

EU VOU TE BUSCAR ESTRELINHA 
NA PALMA DA MINHA MÃO.



O Pescador e sua Mulher

O Pescador e sua Mulher


Era uma vez um pobre pescador e sua mulher. Eram pobres, muito pobres. Moravam numa choupana à beira-mar, num lugar solitário. Viviam dos poucos peixes que ele pescava. Poucos porque, de tão pobre que era, ele não possuía um barco: não podia aventurar-se ao mar alto, onde estão os grandes cardumes. Tinha de se contentar com os peixes que apanhava com os anzóis ou com as redes lançadas no raso. Sua choupana, de pau-a-pique era coberta com folhas de palmeira. Quando chovia a água caía dentro da casa e os dois tinham de ficar encolhidos, agachados, num canto.

Não tinham razões para serem felizes. Mas, a despeito de tudo, tinham momentos de felicidade. Era quando começavam a falar sobre os seus sonhos. Algum dia ele teria sorte, teria uma grande pescaria, ou encontraria um tesouro – e então teriam uma casinha branca com janelas azuis, jardim na frente e galinhas no quintal. Eles sabiam que a casinha azul não passava de um sonho. Mas era tão bom sonhar! E assim, sonhando com a impossível casinha azul, eles dormiam felizes, abraçados.

Era um dia comum como todos os outros. O pescador saiu muito cedo com seus anzóis para pescar. O mar estava tranqüilo, muito azul. O céu limpo, a brisa fresca. De cima de uma pedra lançou o seu anzol. Sentiu um tranco forte. Um peixe estava preso no anzol. Lutou. Puxou. Tirou o peixe. Ele tinha escamas de prata com barbatanas de ouro. Foi então que o espanto aconteceu. O peixe falou. "Pescador, eu sou um peixe mágico, anjo dos deuses no mar. Devolva-me ao mar que realizarei o seu maior desejo…" O pescador acreditou. Um peixe que fala deve ser digno de confiança. "Eu e minha mulher temos um sonho," disse o pescador. "Sonhamos com uma casinha azul, jardim na frente, galinhas no quintal… E mais, roupa nova para minha mulher…"



Ditas estas palavras ele lançou o peixe de novo ao mar e voltou para casa, para ver se o prometido acontecera. De longe, no lugar da choupana antiga, ele viu uma casinha branca com janelas azuis, jardim na frente, e galinhas no quintal e, à frente dela, a sua mulher com um vestido novo – tão linda! Começou a correr e enquanto corria pensava: "Finalmente nosso sonho se realizou! Encontramos a felicidade!"

Foi um abraço maravilhoso. Ela ria de felicidade. Mas não estava entendendo nada. Queria explicações. E ele então lhe contou do peixe mágico. "Ele me disse que eu poderia pedir o que quisesse. E eu então me lembrei do nosso sonho…" Houve um momento de silêncio. O rosto da mulher se alterou. Cessou o riso. Ficou séria. Ela olhou para o marido e, pela primeira vez, ele lhe pareceu imensamente tolo: "Você poderia ter pedido o que quisesse? E por que não pediu uma casa maior, mais bonita, com varanda, três quartos e dois banheiros? Volte. Chame o peixe. Diga-lhe que você mudou de idéia."

O marido sentiu a repreensão e sentiu-se envergonhado. Obedeceu. Voltou. O mar já não estava tão calmo, tão azul. Soprava um vento mais forte. Gritou: "Peixe encantado, de escamas de prata e barbatanas de ouro!" O peixe apareceu e lhe perguntou: "O que é que você deseja?" O pescador respondeu "Minha mulher me disse que eu deveria ter pedido uma casa maior, com varanda, três quartos e dois banheiros!" O peixe lhe disse: "Pode ir. O desejo dela já foi atendido." De longe o pescador viu a casa nova, grande, do jeito mesmo como a mulher pedira.

"Agora ela está feliz," ele pensou. Mas ao chegar à casa o que ele viu não foi um rosto sorridente. Foi um rosto transtornado. "Tolo, mil vezes tolo! De que me vale essa casa nesse lugar ermo, onde ninguém a vê? O que eu desejo é um palacete num condomínio elegante, com dois andares, muitos banheiros, escadarias de mármore, fontes, piscina, jardins. Volte! Diga ao peixe desse novo desejo!"

(...)

"Homem, o peixe disse que você poderia pedir o que quisesse. Volte. Diga-lhe que eu desejo um palácio de rainha, com salões de baile, salões de banquete, parques, lagos, cavalariças, criados, capela."

O marido obedeceu. Voltou. O vento soprava sinistro sobre o mar cor de chumbo. "Peixe encantado, de escamas de prata e barbatanas de ouro!" O peixe apareceu e lhe perguntou: "O que é que você deseja?" O pescador respondeu "Minha mulher me disse que eu deveria ter pedido um palácio com salões de baile, de banquete, parques, lagos…" - "Volte!," disse o peixe antes que ele terminasse. "O desejo de sua mulher já está satisfeito."

Era magnífico o palácio. Mais bonito do que tudo aquilo que ele jamais imaginara. Torres, bosques, gramados, jardins, lagos, fontes, criados, cavalos, cães de raça, salões ricamente decorados… Ele pensou: "Agora ela tem de estar satisfeita. Ela não pode pedir nada mais rico."

O céu estava coberto de nuvens e chovia. A mulher, de uma das janelas, observava o reino vizinho, ao longe. Lá o céu estava azul e o sol brilhava. As pessoas passeavam alegremente pelo campo.

"De que me serve este palácio se não posso gozá-lo por causa da chuva? Volte, diga ao peixe que eu quero ter o poder dos deuses para decretar que haja sol ou haja chuva!"

O homem, amedrontado, voltou. O mar estava furioso. Suas ondas se espatifavam no rochedo. "Peixe encantado, de escamas de prata e barbatanas de ouro!" – ele gritou. O peixe apareceu. "Que é que sua mulher deseja?," ele perguntou. O pescador respondeu: "Ela deseja ter o poder para decretar que haja sol ou haja chuva!"

O peixe falou suavemente. "O que vocês desejavam era felicidade, não era?" - "Sim," respondeu o pescador. "A felicidade é o que nós dois desejamos." - " Pois eu vou lhes dar a felicidade!" O pescador riu de alegria. "Volte," disse o peixe. "Vá ao lugar da sua primeira casa. Lá você encontrará a felicidade…" E com estas palavras desapareceu.

O pescador voltou. De longe ele viu a sua casinha antiga, a mesma casinha de pau-a-pique coberta de folhas de coqueiro. Viu sua mulher com o mesmo vestido velho. Ela colhia verduras na horta. Quando ela o viu veio correndo ao seu encontro. "Que bom que você voltou mais cedo," ela disse com um sorriso. "Sabe? Vou fazer uma salada e sopa de ostras, daquelas que você gosta. E enquanto comemos, vamos falar sobre a casinha branca com janelas azuis…E depois vamos dormir abraçados" 

Ditas essas palavras ela segurou a mão do pescador enquanto caminhavam, e foram felizes para sempre.


Autor desconhecido.

O LIVRO DAS LÍNGUAS

O LIVRO DAS LÍNGUAS


Ruth Rocha
Otávio Roth
Raquel Coelho



Você já pensou como é importante saber falar?
Falando, a gente pode explicar o que quer, o que pensa, o que sente.
Muitos, muitos anos atrás, o bicho que foi o antepassado do homem não falava. Ele se comunicava, como os outros bichos, por gestos, por berros, por grunhidos.
E pouco a pouco foi se tornando um animal diferente.
Uma das coisas mais importantes que aconteceram com ele foi aprender a falar.

O que será que as pessoas falaram primeiro?
Será que foram palavras de queixa ou de dor, como "A i" e "U i" ?
Ou será que foram exclamações de medo, para chamar a atenção dos outros, num momento de perigo, como "Socorro"  ?
Será que as pessoas começaram a imitar o som das coisas, como alguns índios americanos que até hoje chamam o coração de "Tum-Tum" ?
Ou ainda, será que as pessoas começaram a falar imitando os bichos, como as crianças pequenas, que chamam os cachorros de "au-au" e os pássaros de "Piu-Piu" ?
Nós nunca vamos saber disso com certeza, mas podemos afirmar que essa invenção foi um grande sucesso ...

Os grupos de homens vivem isolados uns dos outros.
Cada um inventou uma língua diferente, que só aquele grupo compreendia.
Mas os homens, naquele tempo, mudavam muito de lugar, à procura de comida, ou fugindo do frio.
E levavam sua língua para outros grupos e aprendiam novas palavras com eles.
As pessoas que estudam como as línguas se formaram e espalharam dizem que n Terra já existiram mais de dez mil línguas diferentes.
Ainda hoje existem mais de três mil línguas.

Algumas dessas línguas são faladas por poucas pessoas, como entre as tribos da Amazônia, por exemplo.
outras são faladas por muitas pessoas.
As línguas mais faladas no mundo são o Chinês, o Inglês, o Hindi, o Russo, o Espanhol, o japonês, o Alemão, o Indonésio, o Português e o Frances.
Cada uma dessas línguas é falada por mais de cinquenta milhões de pessoas.
Mas se tirarmos dessa lista o chinês, o japonês e o indonésio, todas as outras começaram juntas, eram uma língua só.
Essa língua, que foi batizada de indo-europeu, surgiu no centro da Europa há vinte e cinco mil anos.
A gente sabe disso porque  nessas línguas há muitas palavras e muitos sons parecidos.
Veja a palavra "mãe".
Em inglês se diz mother, em alemão mutter, em latim mater, em espanhol madre, em português mãe, em russo mat, em hindi matar.

O povo que falava essa língua foi se espalhando pela Europa.
E assim, sua língua chegou à Itália, à Grécia, à França, à Russia e daí ao Irã, ao Afeganistão e à Índia.
Em cada lugar a língua se modificou durante muito tempo e acabou virando uma outra língua, um outro idioma.
E cada língua dessas se espalhou também, até mesmo por causa das guerras.
Os romanos, por exemplo,  conquistaram muitos lugares e espalharam o latim. O latim misturou-se às línguas faladas naqueles lugares e acabou se transformando no francês, no italiano, no espanhol, no catalão, no galego, no romeno.

Os homens começaram a se espalhar pelo mundo em busca de comida.
Então, começaram a fazer guerras, para tirar o que os outros povos tinham, continuando a se espalhar.
Algumas pessoas saíam de suas terras por curiosidade, para conhecer o mundo.
Outras viajavam para longe para ensinar sua religião.
Hoje existem palavras japonesas de origem portuguesa, palavras espanholas de origem chinesa, palavras inglesas de origem indiana.
Existem palavras latinas e gregas em muitos idiomas.
Por isso, mesmo que a gente não conheça uma língua, sempre consegue entender uma ou outra palavra dela.

Pesquisadores de todo o mundo saem em busca de informações sobre as línguas que ninguém mais fala, mas que deixaram documentos ou monumentos escritos. porém, nunca vamos saber qual o som que tinham essas línguas.
Por isso, estão tentando gravar a fala dos grupos que estão acabando, como por exemplo, das tribos de índios da América do Sul e do Norte.
Em outras partes do mundo estão fazendo a mesma coisa.
Os russos conseguiram gravar a voz e a língua do último sobrevivente da tribo dos tártaros negros na Sibéria.

Mas enquanto algumas línguas morrem, outras podem renascer.
O hebraico, por exemplo, deixou de ser falado por muitos séculos. Mas foi modernizado e hoje é a língua oficial de Israel.
Por outro lado, muitas invenções novas, como o automóvel, o telefone, o computador, tiveram que ganhar nomes à medida que surgiram.
Existem algumas palavras que são usadas no mundo todo, como taxi, hotel, whisky, menu, ópera, TV. Todo mundo entende, até os chineses.

O chinês, para os chineses é uma língua muito comum, é claro!
Mas para nós é interessante o fato de eu todas as palavras chinesas tenham apenas uma sílaba.
Óra, o número de sílabas simples que a voz humana é capaz de produzir, é pequeno. Então, em chinês, uma única palavra quer dizer um monte de coisas O que diferencia uma palavra da outra é a entonação com que se fala.
A palavra MA, por exemplo, quando dita num tonalidade alta, significa mãe; quando dita num tonalidade baixa, quer dizer cavalo.
O chinês é a língua mais falada do mundo todo e é uma das mais difíceis de aprender.
A escrita chinesa é ideográfica, quer dizer, para cada palavra existe um sinal. Por isso, para se ler um jornal ou livro em chinês é preciso conhecer pelo menos cinco mil "letras".

(...)

 Os próprios esquimós possuem um vocabulário com mais de vinte mil palavras!

(...)


E mesmo que o texto não esteja na íntegra, vale a pena conferir.



DIA DO PEDAGOGO


 Dia do Pedagogo


"Educar e educar-se, na pratica da liberdade, é tarefa daqueles que pouco sabem, por isto sabem que sabem algo e podem assim chegar a saber mais, em diálogo com aqueles que, quase sempre, pensam que nada sabem, para que estes, transformando o seu pensar, que nada sabem em saber que nada sabem, possa igualmente saber mais" .                                                                          Paulo Freire







O Decreto de Lei nº 7.264, de 20 de Maio de 2010, proposto pelo Deputado Eduardo Gomes, institui o Dia Nacional do Pedagogo no país.

A data surge como uma oportunidade para discutir o papel da família e da escola no desenvolvimento das crianças, além de delimitar papéis de responsabilidade.  Homenageia os profissionais responsáveis por auxiliar, participar ativamente, direcionar e orientar na formação educacional  e aconselhamento de crianças e adolescentes.
Todo o nosso trabalho, todo nosso contato com o mundo não é algo dado. Tudo se dá, tudo acontece por meio dos estímulos, sejam eles sinestésicos e ou sensoriais, e que nessa construção, nesse processo, geram teorias que vão além das técnicas de ensino e aprendizagem, onde o empírico toma forma e ganha espaço nesse processo, em que as experiências  vividas trazem consigo uma bagagem , um acúmulo de hipóteses, de sugestões,  situações e possibilidades .
O conhecimento é um fenômeno natural, já a epistemologia é uma descoberta da ciência que acontece pragmaticamente e que através dos erros e acertos se transforma em ciência e posteriormente, em normas de conduta.
A construção é um processo que ocorre por meio dessas experiências empíricas e pragmáticas,  desmembradas, observadas, analisada, estudada e por fim estabelecida.  Nada acontece aleatoriamente.
Cada profissional  precisa traçar o caminho a ser percorrido, estabelecer os objetivos a serem alcançados.
Ao pedagogo cabe a tarefa de educar, de ensinar, oportunizando  não só o acesso , mas também a  permanência desse aluno na escola, com aprendizagem efetiva, Não basta adentrar no ambiente escolar. Ele é especialista em educação e associa o aprendizado às questões sociais e à realidade em que o estudante se encontra.
Lembrando que cada educando tem as suas particularidades, seus princípios e que isto precisa ser considerado, e as individualidades de cada um mostrando o caminho a ser percorrido, as escolhas a serem feitas no decorrer do ano letivo, determinando as propostas de atividades, a busca por diferentes  estratégias a fim de contemplar a todos.
Na Educação Infantil em que a base do  processo  se constitui por meio das brincadeiras e pela ludicidade,  há também uma fundamentação teórica, conceitos que se delimitam por objetivos traçados, entendendo como acontece a aprendizagem significativa, o que é necessário para que se  efetive, É preciso dar voz à criança é,  é importante esse direito a voz.
A missão pedagógica consiste em saber elaborar perguntas, questionar, dialogar, fazer com que o educando, independente da idade, da faixa etária, participe ativamente, voluntariamente.
A pedagogia é o ato de ensinar, de fazer com que o outro aprenda e apreenda. Consiste no pensar juntos e fazê-los buscar ações para os resultados.
O indivíduo é reflexo da sua história, da sua cultura, dos ensinamentos apregoados e absorvidos em sua trajetória, fruto da própria história. As coisas são permanentemente relacionadas, um processo, uma construção conjunta onde todos participam, família, escola, comunidade, cada qual com sua contribuição.
Na certeza de que todos têm direito a educação de qualidade, caberá ao profissional  criar oportunidades de aprendizagens qualitativas, envolvimento das partes, engajamento, busca por conceitos, por habilidades que assegure tais práticas e resultados satisfatórios.
Promove por meio de diferentes atividades e estratégias, o pleno desenvolvimento seja na questão intelectual, na formação social ou técnica.
A escola precisa e deve ser valorizada pelos pais, pela comunidade, por todos que dela participam. E ao educando é necessário ressaltar valores quanto a leitura, a escrita, ao processo de interação , promovendo de maneira ampla e diferenciada os conceitos de aprendizagem. E cabe ao educador, ao pedagogo, mediar essas ações  , negociar, ampliar os horizontes, possibilitar diferentes meios para se chegar ao produto final que é o aprendizado.
Apresentando diferentes vertentes, fazendo ajustes sempre que necessário ou oportuno, com métodos acolhedores, desafiadores, que estimule que traga esse aluno para si, para a escola, e que consiga mostrar o quanto isso é importante, o quanto isso pode ressignificar.
O educador, o professor, o pedagogo é um facilitador deste processo. Que fará uso de ferramentas que garante tais aprendizagens, que envolva as partes e chegue no todo, sempre considerando e respeitando as particularidades , as especificidades, as singularidades do educando – considerando o que ele já sabe, o que ele traz consigo - , e a partir disto acrescentando conceitos e agregando valores que lhes são e serão significativos.
Garantir ao educando o acesso a diferentes espaços linguísticos, ambientes comunicacionais, artísticos, técnicos, ampliando assim seu saber.
Não é um caminho curto, simples, mas um processo, com início, meio e fim. Contextualizando seu mundo, sua cultura, seus valores, suas atitudes dentro e fora da escola, para além dos muros, para a vida.
A profissão de pedagogo é um sacerdócio, uma incumbência. Ele é um facilitador do desenvolvimento do indivíduo enquanto aluno - é ele que forma todos os profissionais. Portanto uma parceria importante que ultrapassa os limites da sala de aula, em prol da transformação - exige esforço, exige tempo, exige sensibilidade - e a recompensa é a transformação.
Está nos resultados alcançados.
Sempre considerando o antes , o agora e o depois!

Dia Das Mães Pelo Mundo


O Dia das Mães é comemorado em muitos lugares 
desde a antiguidade.







De acordo ao site de pesquisa Brasil Escola, é comum, no mundo contemporâneo, a comemoração do Dia das Mães em todo segundo domingo de maio. Essa data já se tornou sinônimo de afeto, carinho, consideração pelas genitoras e também símbolo de consumismo. A despeito do viés mercadológico, o Dia das Mães é uma data de singular importância para o mundo ocidental, sobretudo por reforçar os vínculos familiares. Mas como o segundo domingo de maio passou a ser considerado, mundialmente, como o Dia das Mães?

Desde a Idade Antiga há relatos de rituais e festivais em torno de figuras mitológicas maternas e de fenômenos como a fertilidade. Na Idade Média, havia também muitas referências a respeito da figura da Mãe, sobretudo o simbolismo judaico-cristão com as figuras de Eva e Maria. Mas foi apenas no início do século XX que as mães passaram a ter um dia oficial para serem homenageadas. A escolha da data (todo segundo domingo de maio) remete à história da americana Anna Jarvis.

Anna Jarvis perdeu sua mãe, Ann Marie Reeves Jarvis, em maio de 1905, na cidade de Grafton, no estado da Virgínia Ocidental, EUA. Com a morte da mãe, Anna, diante do sofrimento e da dor que sentiu, decidiu organizar com a ajuda de outras moças um dia especial para homenagear todas as mães e para ensinar as crianças a importância da figura materna.

Anna e suas amigas eram ligadas à Igreja Metodista da cidade mencionada acima. Em 10 de maio de 1908, o grupo de Anna conseguiu celebrar um culto em homenagem às mães na Igreja Metodista Andrews, em Grafton. A repercussão do tema do culto logo chamou atenção de líderes locais e do então governador do estado de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock. Glassock definiu a data de 26 de abril de 1910 como o dia oficial de comemoração em homenagem às mães.










Logo a repercussão da celebração oficial em âmbito estadual alastrou-se para outras regiões dos Estados Unidos e foi adotada também por outros governadores.
 Por fim, no ano de 1914, o então presidente dos EUA, Woodrow Wilson, propôs que o dia nacional das mães fosse comemorado em todo segundo domingo de maio. 
O importante a ser mencionado é que a decisão de Wilson foi tomada a partir de sugestão da própria Anna Jarvis, que ficou internacionalmente conhecida como patrona do Dia das Mães.


1 - No Brasil, o Dia das Mães foi comemorado pela primeira vez em 12 de maio de 1918, na Associação Cristã de Moços de Porto Alegre. Em outros lugares, houve também outros focos de comemoração de mesmo teor, geralmente associados a instituições religiosas. Mas foi somente em 1932, durante o governo provisório de Getúlio Vargas, que o Dia das Mães passou a ser celebrado segundo o molde dos Estados Unidos, isto é, em todo segundo domingo do mês de maio.


2 – Tailândia - 12 de agosto - Sua Majestade a Rainha Sirikit da Tailândia também é considerada a mãe de todos os seus súditos tailandeses. À luz de seu status materno real, o governo tailandês decretou que seu aniversário, 12 de agosto, se tornasse também o dia das mães oficial da Tailândia em 1970. O dia continua a ser um feriado nacional, comemorado em todo o país, com fogos de artifício e iluminação especial.

3 – Bolívia - 27 de maio - Durante sua luta pela independência da Espanha no início do século 19, a Bolívia viu muitos de seus pais, filhos e maridos feridos e mortos nos campos de batalha. Um grupo de mulheres de Cochabamba recusou-se a ficar de braços cruzados e, em 27 de maio de 1812, eles se uniram para lutar contra o exército espanhol na Coronilla Hill.  Apesar de centenas de pessoas morrerem na batalha, o legado de suas contribuições vive graças a uma lei nacional aprovada em 1920, tornando o dia em que as "Heroínas de Coronilla" tomaram as ruas no Dia das Mães nacional.


4 – Indonésia - 22 de dezembro - Decretado oficialmente em 1953 pelo presidente do país, o Dia das Mães da Indonésia cai no dia 22 de dezembro, aniversário do Primeiro Congresso Indonésio das Mulheres (1928). A primeira convocação de mulheres em um órgão governamental ainda é considerada fundamental no lançamento de movimentos femininos organizados em toda a Indonésia. O feriado foi criado para celebrar as contribuições delas para a sociedade do país.

5– Oriente Médio- Equinócio de Primavera, 21 março  - O jornalista egípcio Mustafa Amin introduziu a ideia de um dia das mães para seu país de origem e rapidamente se espalhou por grande parte da região. Inspirado por uma história de uma viúva ingrata ignorada por um filho ingrato, Amin e seu irmão Ali propuseram com sucesso um dia para homenagear todas as mães no Egito.  Eles decidiram que o primeiro dia da primavera, 21 de março, era o mais apropriado para celebrar as doadoras fundamentais da vida. A data foi celebrada pela primeira vez no Egito, em 1956. Hoje, ela também é festejada em toda a região do Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Iraque.

6 – Nepal – Último dia do mês  Baishakh (abril ou maio)-  Partindo de uma antiga tradição hindu, este festival de homenagens para as mães ainda é comumente comemorado no Nepal, tanto para as vivas quanto para as mortas. Tradicionalmente, é feita uma peregrinação até as lagoas Mata Tirtha perto de Katmandu. Um grande festival também é realizado na aldeia Mata Tirtha e as crianças mostram seu apreço pelas mães com doces e presentes.

7 – Israel – Dia da Família/Dia das Mães -  30° dia de Shevat (geralmente fevereiro)  - Henrietta Szold nunca teve seus próprios filhos, mas isso não a impediu de tocar a vida de muitos jovens. Szold desempenhou um papel ativo na organização Youth Aliya, entidade através da qual ela ajudou a proteger muitas crianças judias dos horrores do Holocausto. Isso lhe rendeu uma reputação como a "mãe" de todas as crianças.

Na década de 1950, uma menina de 11 anos chamada Nechama Biedermann escreveu para a publicação infantil Haaretz Shelanu propondo que eles tornassem a data da morte de Szold no Dia das Mães nacional de Israel. O jornal concordou prontamente, assim como o resto do país. Apesar de ter mudado para o Dia da Família, a popularidade do feriado diminuiu longo dos anos.

8 – Etiópia - Antrosht, quando termina a estação das chuvas (outubro/novembro)  - Em vez de se fixar a uma data específica, os etíopes esperam a estação chuvosa, em seguida, caminham para casa para uma grande festa de família de três dias. Esta festa é conhecida como "Antrosht". Ao contrário de alguns dias da mãe ocidentais, na Etiópia a mãe desempenha um papel fundamental na preparação das refeições tradicionais para o festival.

9 – França -  Último domingo de maio  -  A França celebra o Dia das Mães alguns domingos mais tarde do que aqui no Brasil. O país tem uma história de tentativas de criar um Dia das Mães nacional. Napoleão tentou impor um feriado nacional, na virada do século 19. Mas as coisas acabaram não funcionando tão bem. Mais de um século depois, Lyon criou o seu próprio Dia das Mães para homenagear as mulheres que perderam filhos na Primeira Guerra Mundial. O feriado só foi decretado oficialmente nacional em 24 de maio de 1950.  O Dia das Mães francês está oficializado para ocorrer no último domingo de maio. No entanto, se o mesmo domingo também coincide com o dia de Pentecostes, a comemoração é adiada para o primeiro domingo de junho.

10 – Nicarágua - 30 de maio - Na década de 1940, o presidente General Anastasio Somoza declarou o Dia das Mães em homenagem ao aniversário de sua madrasta. Apesar de suas origens por motivos pessoais do general, a data é bastante badalada e lucrativa na Nicarágua.

11-  Na Sérvia -  O Dia das Mães é comemorado de maneira inusitada na Sérvia. A data é celebrada em dezembro, dois domingos antes do Natal. As mães são amarradas por seus filhos, e só podem ser soltas após darem presentes e doces para as crianças. No domingo seguinte é comemorado o Dia dos Pais, de maneira semelhante.

12 - Na Tailândia, a data é celebrada em 12 de agosto, dia do aniversário da rainha consorte do país, Sirikit Kitiyakara, considerada a mãe de todos os tailandeses. A data foi celebrada pela primeira vez na década de 1980, em um esforço para promover a família real. Na data, casas e edifícios públicos do país são decorados e há queima de fogos.

13-  No Irã, o Dia das Mães é comemorado na data do aniversário de Fatimah, filha do profeta Maomé. A data cai no dia 20 do mês  Jumada al-thani, o sexto mês do ano islâmico, que segue o calendário lunar. A data foi instituída após a Revolução Iraniana, e é usada para promover o conceito tradicional da família.

14 - Na Coreia do Sul, não há distinção entre pais e mães na comemoração. Por isso, o Dia das Mães é comemorado junto com o Dia dos Pais, em 8 de maio. Antigamente, a data celebrava apenas a maternidade. Os pais passaram a ser homenageados posteriormente, para não ficarem excluídos das comemorações.


15- Na Inglaterra - Pela maioria dos relatos históricos, foi a Igreja da Inglaterra que criou o “Domingo das Mães” para homenageá-las e mais tarde para comemorar a "Igreja Mãe" em toda a sua glória e carinho espiritual. Centenas de anos atrás, bons cristãos eram esperados para fazer pelo menos um retorno à sua igreja-mãe a cada ano. Em outras palavras, o Domingo das Mães era a viagem para visitar a mulher ou entidade que lhes deu vida. Então, o quarto domingo da Quaresma tornou-se o dia designado para fazer esta viagem e continua até hoje.









Elsie, a Sensata


Sensato é um adjetivo masculino que qualifica aquele que tem bom senso, aquele que faz a aplicação perfeita da razão para julgar ou raciocinar em cada caso particular da sua vida.

Significa ser prudente, ser cauteloso, ser previdente, grandes virtudes que levam o indivíduo a praticar o que lhe convém com moderação.

Sensato é ainda a expressão que qualifica aquela pessoa que é discreta, que é reservada em suas palavras e em seus atos. Um indivíduo sensato é aquele que tem “juízo”, que é equilibrado em suas ideias, que age ponderadamente.

O oposto de sensato é “insensato”, ou seja, aquele indivíduo que não tem bom senso, não tem cautela, é insano ...





Elsie, a Sensata é uma história que descreve uma situação contraditória , e que nos faz refletir sobre a sensatez...

Era uma vez um homem que tinha uma filha que se chamava Elsie, a sensata. E quando ela já tinha crescido o pai dela falou, "Nós vamos casá-la." - "Sim," disse a mãe, "se encontrarmos alguém que queira desposá-la." Finalmente, apareceu um homem que morava muito longe e começou a cortejá-la, ele se chamava Hans; mas sua única exigência era que a sensata Elsie fosse realmente inteligente. "Oh," disse o pai, "ela é muito perspicaz;" e a mãe dizia, "Oh, ela consegue ver o vento caminhando pelas ruas, e ouvir as moscas tossindo." - "Bem," disse Hans, "se ela não for verdadeiramente inteligente, não irei desposá-la."

Quando eles já estavam sentados para jantar e haviam comido, a mãe falou, "Elsie, vá até o depósito e traga um pouco de cerveja." Então, Elsie, a sensata, pegou o jarro que estava na parede, foi até onde guardavam a cerveja, e ia batendo levemente na tampa a medida que caminhava para que o tempo passasse rápido. Tendo chegado lá embaixo ela pegou uma cadeira, e a colocou diante do barril para que ela não precisasse inclinar-se, para não machucar a costa ou para que não se machucasse inadvertidamente. Então, ela colocou o vasilhame na frente, e abriu a torneira, e quando a cerveja estava caindo ela olhava para a parede, para que seus olhos não dormissem, e depois de muito espiar para lá e para cá, ela viu uma picareta bem em cima dela, e que os pedreiros haviam esquecido lá acidentalmente.

Então, Elsie, a sensata, começou a chorar e disse, "Se eu me casar com o Hans, e nós tivermos um filho, e ele ficar grande, e nós o mandarmos até o depósito aqui para buscar cerveja, então, a picareta poderá cair na cabeça dele e matá-lo." Então, ela chorou sentada e gritava com todas as forças do seus pulmões, sobre o infortúnio que poderia acontecer com ela. A família, na sala de jantar, ficou esperando a bebida, mas Elsie, a sensata, não retornava. Então, a mulher disse para a criada, "Desça até o depósito e procure onde está a Elsie." A criada obedeceu e a encontrou sentada diante do barril, gritando em voz alta.

"Elsie, porque estais chorando?" perguntou a criada. "Ah," respondeu ela, "será que não tenho motivos para chorar? Se eu me casar com o Hans, e nós tivermos um filho, quando ele crescer, e tiver de buscar cerveja aqui no depósito, a picareta poderá cair na cabeça dele, e matá-lo." Então, a criada respondeu, "Mas que garota sensata, nós temos aqui!" e se sentou ao lado dela e começou a chorar em voz alta também, lamentando tão grande infortúnio. Depois de algum tempo, como a criada não voltava, e os comensais estavam com sede de beber cerveja, o homem disse para o garoto, "Vá até o depósito lá embaixo e veja onde Elsie e a criada estão."

O garoto foi até lá, e encontrou Elsie, a sensata, e a criada, ambas chorando uma ao lado da outra. Então, ele perguntou, "Porque vocês estão chorando?" - "Ah," disse Elsie, "será que eu não tenho motivos para chorar? Se eu me casar com o Hans, e nós tivermos um filho, e ele crescer, e ele for buscar cerveja aqui no depósito, a picareta irá cair na cabeça dele e poderá matá-lo." Então, o garoto respondeu, "Que garota sensata, nós temos aqui!" e se sentou ao lado dela, e também começou a berrar em voz alta. Na casa, todos esperavam pelo garoto, mas como ele também não retornava, o homem disse para a mulher, "Desça até o depósito e veja onde a Elsie está!"

A mulher desceu, e encontrou os três chorando e lamentando, e perguntou porque choravam; então, Elsie lhe falou também que o seu futuro filho seria morto pela picareta, quando ele crescesse e tivesse de buscar cerveja, caso a picareta caísse. Então, sua mãe também falou, "Que garota sensata, nós temos aqui!" então, a mãe se sentou e chorou com eles. O homem ficou esperando um pouco, mas como a sua esposa não voltasse e a sua sede aumentava cada vez mais, ele falou, "Preciso ir até o depósito eu mesmo e ver onde Elsie está."

Mas quando ele chegou lá, estavam todos sentados chorando, e quando ele soube do motivo, e que o filho de Elsie era a razão de tudo, e que se Elsie trouxesse um filho ao mundo algum dia, e que ele poderia ser morto pela picareta, caso o garoto estivesse sentado debaixo dela, ao buscar cerveja, exatamente no momento que ela caísse, ele gritou, "Oh, que garota inteligente é a Elsie!" e se sentou, e ficou chorando com eles. O noivo, durante algum tempo, ficou sozinho na casa; então, como ninguém voltasse ele pensou, "Eles devem estar esperando por mim lá embaixo; eu devo ir até lá e ver o que está acontecendo."

(...)

Depois que Hans havia se casado com ela durante algum tempo, ele disse, "Esposa, vou sair para trabalhar e ganhar um pouco de dinheiro para nós; vá até o campo colher algum trigo para que tenhamos um pouco de pão." - "Sim, querido Hans, vou já fazer isso," Depois que Hans tinha saído, ela mesma preparou um caldo bem gostoso e levou ao campo com ela. Quando ela chegou no campo ela disse para si mesma, "O que devo fazer; devo colher primeiro, ou devo comer primeiro? Oh, vou comer primeiro." Então, ela esvaziu a sua bacia de caldo, e quando ela já havia comido tudo, ela disse mais uma vez, "O que devo fazer agora? Devo colher primeiro, ou devo dormir primeiro? Vou dormir primeiro."

Então, ela se deitou no meio do trigal e caiu no sono. Hans já tinha chegado em casa há muito tempo, mas Elsie não tinha voltado; então, ele falou, "Que esposa sensata que eu tenho; ela é tão dedicada que nem vem para casa para comer." Mas como ela não voltava, e já estava ficando noite, Hans saiu para ver o que ela havia colhido, mas ela nada havia colhido, e ela estava deitada entre os trigais e dormia. Então, Hans correu para casa e trouxe uma rede de caçar aves que tinha pequenos sininhos nela e pendurou ao lado dela, e ela continuou dormindo.

Então, ele foi de novo para casa, fechou a porta da casa, sentou-se em sua cadeira e começou a trabalhar. Finalmente, quando já estava bastante escuro, Elsie, a sensata, acordou e quando ela se levantou ela ouviu o retinir de sinos ao seu redor, e os sinos tocavam a cada passo que ela dava. Então, ela ficou confusa, e ficou em dúvida se ela era realmente Elsie, a sensata, ou não, e disse, "Sou eu, ou será que não sou eu?" Mas ela não sabia que resposta daria, e durante algum tempo ela ficou em dúvida; finalmente ela pensou, "Eu irei para casa e perguntarei se sou eu, ou se não sou eu mesma, com certeza lá em casa saberão."

(...)          Então, ela fugiu daquela aldeia, e ninguém nunca mais a viu.



A importante frase do filósofo grego “Aristóteles” ressalta o valor da sensatez:

                       “O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete”.


E , MESMO QUE O TEXTO NÃO ESTEJA NA ÍNTEGRA, POR CAUSA DOS DIREITOS AUTORAIS, VALE MUITO A PENA CONFERIR!


CARTA DE INTENÇÕES NA EDUCAÇÃO INFANTIL

  CARTA DE INTENÇÕES PARA A  EDUCAÇÃO  INFANTIL



Na Educação Infantil a proposta de trabalho prioriza a observação, o olhar atento, aguçado, a escuta, a participação e à ludicidade da criança junto as especificidades para o  desenvolvimento dos saberes pela e para a  criança,  de forma ampla e subjetiva.






Na carta de intenções, agora inserida no Projeto Político e Pedagógico, estabelece e descreve a proposta de trabalho de cada professor para sua sala,  de acordo ao perfil de sua sala, seus alunos, seu espaço, suas especificidades.

Aliada ao Currículo Integrador da Infância Paulistana (SÃO PAULO, 2015) que apresenta a documentação pedagógica como a possibilidade de comunicar as vivências e aprendizagens na e para a infância, valorizando seu protagonismo, sua autoria e, também, o protagonismo docente. E, que se dá por meio da qualificação dos registros já realizados, de novas proposições acerca desses e da reflexão sobre as práticas, que se almeja no uso efetivo do conceito de documentação pedagógica na Educação Infantil da Rede Municipal de Ensino de São Paulo.

Esta carta precisa estar em consonância com o "Diário de Bordo" que por sua vez, substitui o semanário,   que tem sido compreendido como um caderno contendo o registro e planejamento diário, semanal, com a descrição das atividades trabalhadas e a serem trabalhadas e com a sinalização dos espaços, tempos e materiais que serão necessários para a realização das atividades. No que se refere ao semanário, geralmente, uma folha do caderno contém uma diagramação que a divide em cinco dias e cada dia é subdivido em horas para receber os registros das atividades planejadas. Esse instrumento de registro tem sido muito utilizado e, por isso, há necessidade de qualificá-lo e até mesmo , substituído, se oportuno, pelo "Diário de Bordo", que se diferencia pois não exclui o planejamento das aulas, porque ambos são de extrema importância para o trabalho pedagógico. Enquanto o planejamento é mais institucional e oficial, no diário, o professor tem mais liberdade de escrita, tem que se preocupar somente com aquilo que está sentido com relação à sua turma e às suas ações.

O ideal é que os registros sejam feitos todo dia, pois dessa forma terão maior fidedignidade e garantirão a riqueza e os detalhes do que está acontecendo na prática do professor ou com as crianças.

Porém, às vezes, em decorrência da falta de tempo, podem ser feitos semanalmente, mas o mais importante é que eles ocorram. 


Um poderoso instrumento de avaliação que acompanha a evolução do processo educativo da criança. Registrar significa expressar de forma documental um fato ou um acontecimento, ou seja, é uma maneira de marcar, mencionar, anotar esses acontecimentos e fatos. Dessa maneira, o que é dito, falado, passa, pois as palavras são passageiras, entretanto, o que é registrado permanece, comprova, documenta, cria memória e história.

Nesse contexto, o registro na educação infantil se torna um instrumento importantíssimo para criar e recriar a prática educativa a cada avanço no processo de construção do conhecimento e desenvolvimento de cada criança.

Ele permite a reflexão, objetiva e novos direcionamentos, redirecionamentos e realinhamentos do trabalho do professor. Além disso, o registro auxilia na conscientização quanto à função docente, pois à medida que escrevemos organizamos o pensamento, recuperamos detalhes, criamos uma lógica para os fatos, uma ordem de estrutura e de memória, o que propicia um processo reflexivo sobre o contexto e sobre a própria prática docente, que auxilia o processo de avaliação do desenvolvimento de cada criança de forma integral. 
  
O diário tem a função de garantir o diálogo intrapessoal. Nele são registrados fatos ocorridos e sentimentos inerentes a esses acontecimentos, como dificuldades, facilidades, dúvidas, surpresas, conquistas, entre outros.


Não existem regras para se escrever o diário. Ele tem uma característica muito pessoal de quem o escreve. Em determinado momento, a escrita pode ser sobre uma criança; em outro, sobre a atividade realizada, individualmente ou em grupo, sobre a organização do espaço e sobre os materiais em sala de aula. O professor ainda pode registrar no diário como se sente sobre o desenvolvimento e a reação da turma frente a uma atividade proposta, entre outras coisas que achar pertinente registrar.
  

A elaboração do planejamento em forma de semanário pode facilitar a visualização da organização dos tempos, espaços e materiais das atividades planejadas, da periodicidade de projetos, do encadeamento das atividades permanentes e da distribuição das atividades esporádicas.

Nas primeiras semanas de aula do ano letivo já se tem a possibilidade de construir , mesmo que superficialmente, uma prévia de cada criança, de suas curiosidades, anseios, saberes e pré disposições, assim como de suas necessidades , desafios com os quais nos deparamos em meio aos diferentes campos de observação.  Até porque, já nas primeiras semanas faz-se um olhar  a fim de mensurar especificidades individuais e coletivas. Tais especificidades e ou conceitos advindos do que já esta proposto e estabelecido considerando as Diretrizes Curriculares Nacionais, sejam eles de ordem : ética, social e estética.

Éticos: da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum, ao meio e às diferentes culturas, identidades e singularidades.
Políticos: dos direitos de cidadania, do exercício da criticidade e do respeito à ordem democrática.
Estéticos: da sensibilidade, da criatividade, da ludicidade e da liberdade de expressão nas diferentes manifestações artísticas e culturais. 

Baseando-se nesses preceitos o que se pretende é promover ações que garantam ao professor um trabalho pautado pelo planejamento frente a cada criança, suas  possibilidades de interações e situações de conhecimento de si e do mundo, e que a escola é uma parte de seu universo . Lugar de experimentar, aprender, apreender, promover trocas, na certeza de que enquanto se ensina, se aprende, absorve e repassa experiências. 


Às múltiplas linguagens , sejam elas  plástica, gestual, verbal, musical, dramática, lógica, experimental devem compor os desafios diários e, não desconsiderando a importância da linguagem escrita e oral, sem intencionalidade alfabetizadora, mas reconhecendo que os sujeitos nascem imersos em um universo letrado do qual fazem apropriações e oferecer diferentes suportes e materiais que possibilitem este tipo de interação é objetivo do trabalho na unidade de educação infantil.

Experiências dentro e fora do espaço escolar, através dos quais vivenciem diferentes propostas de atividades em meio as brincadeiras, ao Campo Dirigido, ao Faz-de-conta, das Leituras de história, do uso de Fantasias, do passeio a Sala de Leitura, enfim, de inúmeras possibilidades de exploração dos diferentes espaços, assim oferecidos, assim garantidos.
Processo este que se dá pela troca, pelo olhar atento, observador, contínuo, entrelaçando teoria e prática, atento aos  questionamentos , as indagações e do contexto em si. 

A transformação do meio a partir das ações e das diferentes possibilidades de registros para que se possa  construir conceitos próprios, significativos, elaborados, planejados. 
Desta forma, o ambiente precisa ser um facilitador e é por isto que nos propomos a criar situações nas quais as crianças possam buscar por si a superação de obstáculos encontrados, em meio aos inúmeros desafios lançados.

Dar voz e vez as falas infantis é permitir-se oferecer situações de construções e perceber-se parte deste universo.

E como o planejamento é estruturado, mas não estático, é possível brincar com elementos e curiosidades integrando-nos com as demais turmas. Ora acrescentando, ora repensando os objetivos e trazendo diferentes opções ao contexto, ao trabalho , a proposta, ao processo de ensino e aprendizagem. Práticas cotidianas que (re) direcionam o fazer pedagógico. 

Trabalho em pequenos grupos; Aprendizagem coletiva como essencial; Respeito a individualidade; a cultura;   Ação, reflexão, ação; Pesquisa; Interdisciplinaridade; Organização, planejamento; Registro; Propostas de intervenções; Escuta do adulto-criança e criança-criança, valorizando falas e pensamentos, sem Unilateralidade; Representatividade sem julgamentos ou tabulações classificatórias; Intencionalidade.

Atentando à importância da rotina para o desenvolvimento da criança, estruturamos nossos tempos da seguinte forma:
Entrada/Acolhimento: Momento no qual as crianças são recebidas, organizam seus pertences e escolhem o lugar no qual desejam trabalhar, assim como os colegas com os quais iniciará o dia.
Roda da Conversa: Destinada à troca de percepções, acontecimentos e partilha de vivências, leitura e músicas. Há abertura para que o grupo sugira atividades com as quais gostaria de trabalhar e a dinâmica da roda.

Indicação do ajudante, função de importância à criança dentro e fora d sal de aula , por gerar sensação de pertencimento e responsabilidade.

Chamada: Para além do potencial dos nomes próprios na alfabetização, usamos os crachás e às listas de chamada para trazer a percepção de identidade, singularidade e concepção do sujeito no grupo.

Cantinhos de Atividades Diversificadas: Além da organização da rotina, a função dos cantos ou ateliês é possibilitar ao aluno  interação, trocas de conhecimentos, capacidade de negociação e outras formas de incentivar à independência dela, em especial,  pelo fato das trocas serem baseadas na negociação entre os pares, com a construção de argumentos baseando-se nessas trocas. 

Parque é o espaço de brincadeiras e socialização sem muitas intervenções.

Campo Dirigido é o espaço que possibilita maior interação com a natureza e maior liberdade ao movimento, à necessária interação da criança com os elementos e total liberdade ao corpo, nisto incluímos: subir nas árvores, brincar com bola, subir e descer, escorregar com papelão, brincar com água, fogo, espaços para faz-de-conta, brincadeiras de roda, enfim, todas as possibilidades de liberar o corpo e seus movimentos.

Atividades Dirigidas para hipóteses de escrita, desenhos, jogos de lógica, recorte, modelagem, pintura,  colagem e demais atividades que estimulem a motricidade, a organização, o raciocínio lógico, articulação de ideias e atenção à produção individual são atividades permanentes, presentes no cotidiano escolar.

Tem-se também o empréstimo de livros: A proposta do empréstimo visa despertar e ou proporcionar à criança o prazer da leitura, a possibilidade de escolha e a partilha de um momento de leitura com a família.

Na alimentação diária , cada criança tem a oportunidade de se servir, tem a possibilidade de exercer escolhas. Selecionar o alimento a ser consumido, ter autonomia, a percepção de direito e a capacidade de eleger o que é necessário ou não.  Isto associado ao  estímulo à experimentação de alimentos não tão comuns em sua alimentação regular e a proposta da escola.

O momento do uso da TV pode ocorrer de diferentes formas: a pedido da criança, dentro do planejamento da semana, acolhendo filmes infantis trazidos pelo grupo e socializando em períodos curtos , em especial, no momento da saída.

Dia do Brinquedo: Pensado como um momento de socialização e interação com objetos que tenham significado para a criança. Orientamos aos pais que não enviem peças de estimação ou alto valor para evitar perdas eventuais.

À carta de intenções propõe um trabalho que considera os saberes da criança, sua ampliação e valorização de forma lúdica.

Daí a importância da Documentação Pedagógica .

 Carta de Intenção é um dos registros que faz parte da Documentação Pedagógica , que por sua vez, contém múltiplos registros, evidenciando o cotidiano, o embasamento teórico por meio da observação e das ações do professor e do aluno, uma ação conjunta, mediada por diferentes registros, alicerces, construções que norteiam o trabalho pedagógico. 
De acordo a Mônica Appezatto Pinaza e Sérgio Folk, um registro funcional, com intencionalidade e busca por resultados, com alto grau de observação. 

E temos como base, como referência para esse entendimento, Reggio Emíllio que está a frente no quesito Documentação Pedagógica, tanto no âmbito da pesquisa acadêmica, quanto das práticas educativas, garantindo a construção de uma memória educativa, evidenciando os modos como as crianças constroem essas memórias, sua identidade, suas práticas, alicerçando propostas curriculares para todos os níveis educacionais, apropriando-se de práticas para além da nossa realidade.
Reggio Emillio aponta que o relato do Diário de bordo precisa servir para algo, pró-reflexão, pró-aprendizagem, relação causa e efeito, ação-reflexão- ação e não um mero registro, aleatório, sem foco, sem fins .  Necessita de um olhar atento, capaz de orientar o planejamento, as ações e o monitoramento do processo educativo, funcional.

É preciso considerar que o registro diz muito de quem o escreve. Ele aponta o que se faz, o que se valoriza, como se faz, ou seja, sua proposta de trabalho e a busca por resultados, e os resultados alcançados. Esse registro, para tornar-se um documento, parte do princípio da reflexão.
Não pode haver limitada potência informativa. 
Nem todo registro gera documentação pedagógica, mas toda documentação pedagógica depende, precisa estar alicerçada em registros. Sistematicamente, e que norteia o trabalho que seja dotado de sentido.
Pontua-se avanços no processo de ensino e aprendizagem, na interação, na socialização, nos resultados, na busca , nas intervenções didáticas dotadas de intencionalidades, que por sua estão sendo pensadas e repensadas ao longo do processo, algo em movimento.
A intervenção não dá conta da aprendizagem, a mediação também não, mas os registros , as reflexões e análises faz com que se tenha um norte, diante daquele percurso traçado.
Em busca de informações, respeitando o tempo do aluno, o espaço de aprendizagem, o contato com a família, fazendo com se sintam parte deste processo, onde as informações,  as formações , os registros e os resultados, alicerçam as aprendizagens e apresentando resultados mediante o que foi oferecido e como foi oferecido. O que foi considerado e oportunizado.
É preciso envolvimento, e quando há reflexão sobre a ação, garante-se um caráter investigativo, construído em conjunto, pautado nos resultados dessas ações, alicerçado, onde os fins justificam os meios, onde a parte "ruim" não pode sobressair as evoluções, onde é preciso enxergar algum avanço, algo positivo.
A intencionalidade necessita estar evidente e a escrita do relatório evidencia todo esse  trabalho do professor, revelando o planejamento assim como os resultados, o percurso e as ações/intervenções, evidenciando as conquistas ou a busca por novas ações.

È preciso refletir e considerar sobre :
Quem vai ler este documento?
A quem ele será direcionado?
A quem o assunto interessa?  Família, responsável, escola, médico ...
O registro está respaldado para que em outros momentos, outros lugares, se tenha informação deste aluno, ou seja, há diferentes registros, diferentes contextos, comprovação?
Os argumentos estão pautados na realidade do aluno, da escola, do espaço, do momento em questão...

E diante de todo este aparato, a Carta de Intenção, limita-se ao professor e a sala.
Um documento abrangente, para além do plano de aula, complementar, oficial. 

E assim sendo, tanto o professor, quanto a coordenação, quanto a direção apresenta sua Carta de Intenção, para que quem esteja chegando à escola, entenda este processo que é parte do plano anual da escola, que consta no PPP. E a  data para entrega é junto ao PPP.




Sendo assim, o planejamento pedagógico busca abranger as necessidades e as curiosidades  do grupo e oferecer oportunidades de aprendizagem que viabilizem este processo. Ressaltando  que avaliar o trabalho efetivo e documentar pedagogicamente não se limita a selecionar.

Todas as interações são elementos observáveis e passíveis de avaliação deste fazer pedagógico. Objetivando encontrar questões pontuais nas falas das crianças, registrando-as em caderno específico os momentos que mais se firmaram, como , por exemplo, perguntas e sugestões das crianças. Isto acarretará em registros para os apontamentos acerca do desenvolvimento infantil .

Registros escritos e fotográficos comporão um portfólio do grupo que facilitará o acompanhamento de interessados em ter um panorama maior da implementação do semanário como prática e expansão do registro, documentando-o.  Mas o olhar atento precisa ser o parâmetro do educador e “aceitar” que a criança tenha seu espaço e que este precisa ser reconhecido, é primordial. E em se tratando de registros, além do Diário de classe, há também o caderno de anotações de situações pontuais para melhor perceber a criança em sua essência. 

Outro documento que viabiliza esse trabalho conforme mencionado consiste no Diário de Bordo, um recurso facilitador ,um instrumento de acompanhamento dessas ações por meio do qual a coordenação pedagógica compreende o que se passa com bebês, crianças e professoras(es) nos diferentes ambientes da UE, validando a qualidade das experiências vividas por eles.

E , com o tempo as diferentes linguagens, a escrita , as inúmeras possibilidades de aprendizagens cotidianas junto às reflexões substituem o planejamento clássico da semana e surgem outras estratégias de planejamento do dia, afinal as pistas sinalizadas nos registros docentes vão dando margem a novas propostas, ideias,  que se materializam por meio do trabalho com diferentes registros e ou por assim dizer, projetos.

Para além de tudo o que foi apresentado, o diário pode ser um bom apoio à memória, no qual a(o) professora(or) pode buscar formas de compreensão para as experiências vividas. 
O processo de agir, refletir sobre a ação e replanejar, re-significar, traçar novas estratégias,  à medida que se analisam os acontecimentos, e esse conhecimento é utilizado em outras situações vivenciadas.

O principal objetivo do diário de bordo é a explicitação do saber-fazer docente. 

Portanto, planejar é necessário e observar, registrar e avaliar o processo, torna-se  essencial.

Quanto ao Diário de Bordo, parte da leitura foi retirada do Blog - Tiamarcinhainfantilblogspot- e trouxe consigo, esclarecimentos quanto a esse importante suporte de registro, fator preponderante na projeção da  Carta de Intenção de acordo a Base Curricular alinhada ao Currículo da Cidade  e as Normativas para a Educação Infantil.





Paródia "A Galinha do Vizinho"






A Galinha do Vizinho
Bota ovo engraçadinho!
Veja só , que confusão,
Bota ovos de montão!
Olha só que engraçado
Bota ovos pra todo lado!


Bota um Amarelinho
Bota outro bem Branquinho
Bota um todo Verdinho
Bota outro bem Azuzinho
Bota um  Marronzinho
Bota outro Vermelhinho
Bota um Alaranjado
Bota outro Acinzentado
Bota um bem  Rosado
Bota outro todo Dourado
Só falta mesmo o Prateado!

Por Rúbia Nery



Bota Um
  Bota Dois
 Bota Três
     Bota Quatro
   Bota Cinco
 Bota Seis
  Bota Sete 
 Bota Oito
    Bota Nove 
Bota Dez