Homenagem ao Dia das Mães

 Mãe, Mamãe,  Mainha ou Mami's, como me chama, minha  filha.  Não importa ! 
O que importa é que escolheram um dia para que seja mais lembrada e homenageada.

Sabemos que nem todos tem uma mãe presente .

Todavia, reconhecemos que se não houvesse esse dia, muitos nem se lembrariam, jamais perceberiam que elas existem...

 Por isso a data...







Carregar no ventre, no coração, na alma um outro alguém. Aliás, "fabricar gente"  é uma  missão sublime que não pode ser dada a qualquer um. E, assim, descobrir o que significa de verdade AMOR.

Geralmente, ela é a primeira a acordar e sempre a última a comer, a tomar banho e a dormir.
É quem só fica em paz ao saber que seus filhos já chegaram da rua e dormem tranquilos e em segurança no quarto ao lado.

Ser mãe é saber o gosto e as singularidades de cada filho, identificar cada choro, lembrar cada momento,  cada conquista,  assim como as  cicatrizes. É saber de cor cantigas de roda, de ninar e também saber e lembrar o nome dos inúmeros  super-heróis e das muitas princesas dos contos de fadas.

É sentar junto para ensinar de tudo um pouco. Os conteúdos escolares como  a matemática, a geografia, o português com suas inúmeras especificidades e que as vezes nem ela mesma se lembra, para ensinar sobre a  vida ou apenas para conversar, rir e brincar. Torcendo para que estes preciosos momentos fiquem eternizados e que o tempo passe mais devagar.

É trabalhar o dia todo fora e ao chegar, buscar forças para estar presente e ouvir pela milésima vez a mesma história. É cuidar e,  se doar,  por vontade própria, pois sua felicidade fica completa com o sorriso e a proximidade  de seus filhos.

Ser mãe é fazer cobranças a si e ao mundo, e querer que seja de fato melhor. 

É se culpar, ter medo e pavor, mas nunca os revelar. É chorar às escondidas, baixinho - muitas vezes de pura exaustão, cheia de altos e baixos, de sentimento de culpa ou extremo cansaço.

Ser mãe é achar que nunca faz o suficiente, que não é o bastante, que não vai dar conta. Mas no fim, faz o melhor e reconhecer que tem sido o melhor que se  pode e que se consegue fazer.

Ser mãe é ser linda, forte, rainha, exemplo.

Estar junto, indicando o caminho, corrigindo, apoiando ou não as escolhas. 

É abençoar, zelar e, principalmente, orar... para que Deus cuide onde seus braços não podem chegar. 

Ser mãe é continuar junto (no peito) mesmo depois de partir.

Como diria Rubens Alves, "mãe é o lugar onde se pode chorar sem sentir vergonha". Ou como Carlos Drummond de Andrade, "mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento".

Ser mãe é dom, missão e privilégio. 



Ser mãe sem que a família perceba que há uma sobrecarga, fica difícil...
Sem que todos os envolvidos percebem que cada qual tem uma parte, e vamos combinar ... tem coisas que se pode resolver sem repassar toda e qualquer responsabilidade a Mãe.  Tudo  Mãe !?  Nem sempre né !?

Li um texto de Mário Sérgio Cortella , maravilhoso, aliás, admirável, sempre!!! E que fala sobre as responsabilidades elencadas à família e que muitas vezes, como já mencionei, fica a critério da mãe resolver. E ela resolve, até porque se não for ela, quem o fará !?  
E como falar em mãe sem falar nos filhos !? Sem se perguntar e ou questionar a respeito deles...



“Ele é assim e não há o que fazer”.

 “No meu tempo era diferente” .

Essas são duas das  inúmeras frases ditas pelos pais se referindo aos filhos ou para os filhos. agora o porque de tantos questionamentos diz respeito a  falta de tempo que segundo Cortella  é uma das causas. Ela não é exclusiva, mas extremamente significativa. Afinal de contas, quando um casal inicia uma discussão, é preciso ter tempo para levá-la adiante e concluí-la, de modo a não sofrer alguma ruptura. A ausência do tempo de convívio leva a uma rarefação também do tempo de enfrentamento. Eu uso a palavra enfrentamento sem nenhum tipo de pudor. Porque toda relação de educação tem dentro dela um enfrentamento. 

Existe a questão do medo dos pais em confrontar os filhos, de discipliná-los e entristecê-los. 

Ele afirma que há uma geração de pais com medo de exercer autoridade.

É uma geração que inverteu a relação. Afinal, quando tenho responsabilidade sobre alguém, tenho sempre de lembrar que ela está sob a minha ordenação, está subordinada a mim. Isso não significa que ela seja submissa ou inferior, mas que, do ponto de vista familiar ou legal, tenho responsabilidade por aquele cuidado. 

A sensação é que os pais se sentem responsáveis para que o filho seja feliz naquela circunstância imediata. É uma felicidade que não é construída e projetada para um aproveitamento mais adiante, é apenas imediata. Há um grande número de pais e mães que enfraqueceram a sua autoridade. 

A preocupação excessiva de deixar as crianças em situações prazerosas e a dificuldade de imposição de limites as prejudica.

É uma ilusão imaginar que cabe aos adultos fazer com que crianças e jovens estejam o tempo todo se divertindo. Essa perspectiva hedonista, de uma energia movida apenas pela busca contínua do prazer, é muito danosa porque deforma o que temos de formar nas crianças. 

Uma grande parte dos jovens tem dificuldade de lidar com a recusa dos desejos. 

Uma parte dos filhos hoje é criada por pais que assimilam a ideia de que os desejos são direitos e, portanto, é preciso corresponder, outorgá-los. Essa condição, em que se procura o tempo todo dar conta dessas necessidades, enfraquece a nova geração. 

Há uma busca muito grande dos pais hoje para oferecer aos filhos o maior número de atividades para que se destaquem. Temos hoje crianças muito estimuladas, mas pouco motivadas.

A motivação parte de dentro e o estímulo vem de fora. Pais precisam ser capazes de estimular a motivação na criança. Esse excessivo agendamento da vida de crianças e jovens, que os deixam quase sem tempo livre, tem uma perspectiva muito mais de preparação para um mundo de combate do que para uma formação densa de valores. Aliás, uma parcela dos adultos usa, em relação aos seus filhos, uma linguagem bélica: “Tenho de preparar meu filho para o combate”, “para a luta da vida”, “para a competição”. Como se a vida fosse uma corrida de 100 metros rasos com barreiras, em que você dispara e cai quase desmaiado no final.

Não, a vida é mais como uma maratona. E temos de formar crianças e jovens para essa percepção: a maratona exige situações em que você economiza fôlego, acelera, recua. 

Sempre é possível restabelecer uma boa relação com os filhos.

 O pai que diz não ter alternativa assume a falência da capacidade de ação.

Quem tem responsabilidade sobre alguém não pode desistir e, afinal, quem ama não desiste. 

Há pais que estão criando crianças soberanas e não autônomas. Também esquecem que a família não é uma democracia – um conceito político que se aplica a um conjunto de cidadãos com direitos iguais. Uma família pode ser uma estrutura participativa, mas não democrática. Pais e filhos têm os mesmos direitos no que diz respeito à dignidade humana, mas é preciso exercer autoridade. Dar a mesma autoridade à criança é uma responsabilidade que ela não pode carregar.

Mario Sergio Cortella enfatiza quanto a importância de uma boa educação e prioriza que esta venha de casa, da família, em especial dos pais, mas sabemos que muitas dessas responsabilidades são repassadas as mães, porque ainda se acredita que a mãe tem mais tempo, mais disponibilidade, mais jeito, mais sensibilidade.

Certamente  discordo, pois sou mãe e vejo claramente esta situação, vejo e vivencio dia a dia...
Sou professora e mais uma vez vejo e vivencio, percebo o quanto as mães são mais presentes na vida dos filhos, nas reuniões, nas festividades, nas homenagens, enfim.

Porque a mãe!?  E,  muitas das vezes, somente a ela .

E,depois ainda tem aqueles que dizem que dia das mães é todo dia.  Simmmmm! É todos os dias , mas ainda bem que separam um dia, pelo menos um dia para que muitos possam  enxergar, considerar,  valorizar e por fim homenagear.

Haveremos de concordar que família feliz  ou aparentemente feliz o tempo todo, só aparece, só existe, só se vê em propaganda, claro! 

Todavia vamos considerar e reconsiderar, nos colocar a pensar, meditar, refletir e enxergar, pois o tempo passa e, aliás, passa muito rápido e, quando nos damos conta, quando percebemos o real valor de uma mãe, quase que já é sem tempo... Por que?  porque ela espera a vida toda por reconhecimento mediante tantos esforços, tantas lutas, tantas frustrações e momentos difíceis, registrados dia a dia, mês a mês, ano a ano,  em suas infindas memórias. 

Ahh!  as memórias... marcas profundas, inesquecíveis...

Quantas e quantas noites  em claro. 
Quando bebê, é por conta da pouca idade...
Quando adolescente é por conta das vaidades...
Quando adultos  é por conta das responsabilidades....
E , quando se dá conta, percebe que foram anos e anos e assim será, sempre será!

Então!?  Será que ela realmente merece um dia especial ?  Só pra ela...

Uma dica para apresentação/homenagem as famílias, as mães, aqueles que cuidam  é o poema de Mário Quintana, onde os alunos podem apresentar , recitar, fazer ilustrações contextualizando as estrofes, enfim, são muitas possibilidades e, o mais importante é poder reservar um tempo, um dia, pelo menos um dia para demonstrar reconhecimento,  afeto, consideração, respeito e ou admiração.



Obs.:Por causa de Direitos Autorais , tanto o  texto quanto as ilustrações não se encontram na íntegra.


MÃE
Mário Quintana


MAINHA VOCÊ MERECE
TUDO DE MELHOR NO MUNDO
EM TROCA DO QUE ME DESTES
TE DOU O AMOR MAIS PROFUNDO
TUDO QUE EU POSSA TE DAR
É POUCO PRA TE PAGAR
IGUAL UM CHEQUE SEM FUNDO

MÃE QUE CUIDA BEM DOS FILHOS

SABE A TODOS DAR VALOR
ELA MULTIPLICA AFETO
SUBTRAI DELES A DOR
COM OS SEUS FILHOS AMADOS
SOMA, CARINHOS, CUIDADOS
E DIVIDE, MUITO AMOR

A MÃE QUE TEM FILHO AUSENTE

SENTE DOR NO CORAÇÃO
VIVE REZANDO PRA DEUS
AO FILHO DAR PROTEÇÃO
CONTA AS HORAS A CHORAR
SONHANDO UM DIA CHEGAR
O FIM DA SEPARAÇÃO

A MÃE É A PROFESSORA

MELHOR QUE UM FILHO TEM
TUDO QUE ELA ENSINAR
ESQUECER NUNCA CONVÉM
POIS O QUE A MÃE MAIS DESEJA
É QUE O SEU FILHO SEJA
UM FELIZ, HOMEM DE BEM

GERAR UM FILHO NO VENTRE

É UMA MISSÃO SAGRADA
MAS POR DEUS E A NATUREZA
A MULHER FOI PREPARADA
QUAL LOCOMOTIVA E TRILHO
VIDA DE MÃE E DE FILHO
UMA NA OUTRA É MONTADA

(...)


MAMÃE DE TODAS AS TRIBOS
POR SEREM MÃES, SÃO IGUAIS
TODAS CORUJAM SEUS FILHOS
ACHAM QUE ELES SÃO DEMAIS
PRA ELAS, FILHOS SÃO SANTOS
UNS ANJINHOS, UNS ENCANTOS
SÃO LINDOS E GENIAIS

TEM MÃE QUE NÃO GERA FILHOS

MAS É MÃE DE CORAÇÃO
DANDO A ELES SEU AMOR
ATRAVÉS DA ADOÇÃO
DÃO TAMBÉM, UM BERÇO, UM NINHO
UM LAR CHEIO DE CARINHO
CUIDADOS E ATENÇÃO

FILHO PRECISA LEMBRAR

DAS COISAS QUE A MÃE FALOU
O RESPEITO AOS MAIS VELHOS
VALORES QUE ELA PLANTOU
SER HONESTO, SER AMÁVEL
UM SER HUMANO AGRADÁVEL
DO JEITO QUE ELA ENSINOU

(...)

MÃE É AQUELA QUE CUIDA

AMA, E DÁ EDUCAÇÃO
QUE COBRA, MAS ESTIMULA
QUE ALÉM DE DAR PROTEÇÃO
QUER VER SEU FILHO CRESCER
PROSPERAR E ENTENDER
QUE A VIDA É UMA MISSÃO

MÃE QUER VER, SEU FILHO GRANDE

PRÓSPERO OU BEM EMPREGADO
QUER QUE ELE SEJA QUERIDO
SEJA VIVIDO E HONRADO
QUE POR ONDE ELE PASSAR
SAIBA A TODOS RESPEITAR
PRA PODER SER RESPEITADO

MÃE DE UM FILHO ESPECIAL

QUE COM ABNEGAÇÃO
DÁ A ELE O BEM ESTAR
REDOBRANDO A ATENÇÃO
PERMITINDO SUA VIDA
SER PLENAMENTE VIVIDA
EM PERFEITA CONDIÇÃO

FILHOS QUE PERDERAM MÃES

AINDA COM POUCA IDADE
E TIVERAM A SORTE GRANDE
DE ENCONTRAR MUITA BONDADE
NUMA MADRASTA QUERIDA
QUE LHES DEDICOU A VIDA
SENDO UMA MÃE DE VERDADE

MADRASTAS QUE AO AMAREM

HOMENS QUE JÁ TINHAM FILHOS
SE AFEIÇOARAM AS CRIANÇAS
NELAS NÃO VENDO EMPECILHOS
E QUANTO MAIS AMOR DAVAM
MAIS DE VIDA MELHORAVAM
DEUS AS COBRIAM DE BRILHOS

MÃES DE MENINOS, MENINAS

VÓ, QUE DE MÃE TEM FUNÇÃO 
FILHOS COM DEFICIÊNCIAS
GÊMEOS IDÊNTICOS OU NÃO 
SEJAM TEUS FILHOS CARENTES
BRONCOS OU INTELIGENTES
HEROÍNAS, VOCÊS SÃO

JÁ DISSERAM QUE SER MÃE

É PADECER NO PARAÍSO
MESMO NÃO SENDO CHACRINHA
EU DIGO, RODO E AVISO
QUE AMOR DE MÃE É TÃO FORTE
QUE ATÉ NA HORA DA MORTE
GRITAR POR ELA É PRECISO

MÃE É PALAVRA TÃO DOCE

LINDA DE PRONUNCIAR
A BOCA FICA ADOÇADA
AO NOME DELA FALAR
PORQUE QUEM TEM MÃE TEM TUDO
E MESMO QUEM NASCE MUDO
UM "MAMAM" TENTA FALAR

MÃE, É RAINHA DA VIDA

MÃE, É RAINHA DO LAR
MÃE, É RAINHA DE TUDO
DO CÉU, DA TERRA, DO MAR
MÃE, É ONTEM, É O ETERNO
O HOJE, O VELHO, O MODERNO
MÃE, É SINÔNIMO DE AMAR

OS DIAS DA MINHA VIDA

MAINHA, NÃO SÃO SÓ MEUS
COM OS SEUS SE MISTURARAM
FORMANDO UM NÓS, DE DOIS EUS
E SÃO A TI DEDICADOS
PORQUE A MIM FORAM DADOS
NA FORMA DOS SONHOS TEUS

(...)


QUEM NÃO DÁ VALOR À MÃE
UM TOLO É, COM CERTEZA
INCAUTO VIVENDO A VIDA
NÃO APRECIA A BELEZA
TEMOS QUE LOUVAR ÀS MÃES 
APROVEITO PRA LEMBRAR
NÃO ESQUEÇAM DE LOUVAR
A NOSSA MÃE NATUREZA






Amor  Incondicional
Rúbia  Nery




Amor de Mãe

Simples  assim,
Pra Você e pra Mim.

Sentimento sem fim,
Sem ressentimentos,
Sem condicionamentos.

As vezes ouve,
As vezes reflete.
As vezes até acredita.
As vezes acha esquisito.

Teimosia e ameaça.
Tem dia que passa.
Tem dia que parece pirraça.
Tem dia que até acho graça..
Tem dia que desgasta.


Mãe não age somente pela emoção.
Não age somente pela razão.
É um misto de razão e emoção
Por vezes descontente
É querer estar sempre presente
É querer bem e demonstrar o que sente .

Tem hora que aceita.
Tem hora que respeita.
Tem hora que se acha no direito.
Tem hora que até diz que não tem mais jeito.
Tem hora também que exige total respeito
E, tem hora que nem se dá ao direito
De achar que se tem direitos.


Ahhh!  Como é difícil amar...
Amar... um verbo, uma ação,
Um caminho, uma direção.
Um passo que se bem dado
Promove reflexão,
Emoção, e eterna gratidão
Muita, muita satisfação.
Daí as vezes razão e, por vezes emoção!


E, quem se diz intransigente
Recalcitrante e pretendente.
As vezes  até inocente,
As vezes demente
Mas sempre eloquente
Exigente, condizente
Se achando pertencente
Mesmo que se demonstrando indiferente,
Consciente e insolente.

Amor de Mãe
Uma condição envolvente
Onde passado e presente
Se torna fluente
E o futuro
Inocente
Presente
Incondionalmente
Intencionalmente
Naqueles e daqueles que cuidam da gente.



Vou fechar esta leitura com uma música maravilhosa e muito envolvente.
Uma dica para o Dia das Mães.

Trem-Bala

Ana Vilela 

Não é sobre ter todas as pessoas do mundo pra si
É sobre saber que em algum lugar, alguém zela por ti
É sobre desde cedo aprender a reconhecer a sua voz
É sobre o amor infinito que sempre existiu entre nós

É saber que você está comigo 
Nos momentos que eu mais preciso pra me acompanhar
Então fazer valer a pena 
Cada verso daquele poema sobre o que é amar

Não é sobre chegar no topo do mundo e saber que venceu 
É ver que você me ajudou a trilhar cada caminho meu
É sobre ser abrigo e fazer morada em no seu coração
E se eu precisar você sempre irá estender sua mão

A gente já passou por tudo
Qual seria a graça da vida sem você aqui?
Pra ser o meu Porto Seguro, 
O presente que a vida me deu logo que eu nasci

Não é sobre tudo que o seu dinheiro é capaz de comprar
E sim sobre cada momento que juntas podemos passar
Contigo aprendi que o mais importante é o ser do que ter
E pelo que eu me tornei só tenho à te agradecer

Você me segurou no colo
Sorriu e entendeu realmente o que é amar
E eu desde o primeiro dia tão pequena já soube que em ti podia confiar

Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá

SE AS COISAS FOSSEM MÃES


Se  as coisas  fossem  Mães                                                          
                                                               



Homenagem  ao  Dia  das  Mães, uma data realmente especial...
Obs.:Por causa de Direitos Autorais , tanto o  texto quanto as ilustrações não se encontram na íntegra.


 Se a lua fosse mãe, seria mãe das estrelas,
O céu seria sua casa, casa das estrelas belas.

 Se a terra fosse mãe, seria mãe das sementes,
Pois mãe é tudo que abraça, acha graça e ama a gente.

Se a chaleira fosse mãe, seria a mãe da água fervida,
 Faria chá e remédio para as doenças da vida.

Cada mãe é diferente: Mãe verdadeira, ou postiça, 
mãe-vovó, mãe titia,

Dona Mamãe ralha e beija,
Erra, acerta, arruma a mesa, cozinha, 
escreve, trabalha fora,
Ri, esquece, lembra e chora, traz remédio e sobremesa.
Tem até pai que é “tipo-mãe”...
Esse, então, é uma beleza !   



Eu diria...

Se as flores fossem mãe
Seriam mães das folhinhas.
Cuidariam sempre delas,
Perfumadas, bem verdinhas.

Se o pai fosse mãe
Estaria sempre pertinho.
Estaria sempre presente,
Sempre! o dia inteirinho.

Aqui, um carinho especial aos pais que cumprem este papel, assim como as mães, cuidando, educando e protegendo, se fazendo presente na vida dos filhos. 
Até porque, não é um fardo, é uma missão que na maioria dos casos e passada a mãe.  Como se ela tivesse a obrigação de dar conta de tudo: casa, filhos, marido, trabalho e tudo que envolve o dia a dia de milhares e milhares de mães...

A Sabedoria da Coruja


A SABEDORIA DE SER CORUJA




A coruja tem muitos simbolismos.
A ave de aparência feia atrai pensamentos sobre a noite, sobre a vida e sobre a filosofia.

Para muitos povos, a coruja significa mistério, inteligência, sabedoria e conhecimento. Seus hábitos noturnos fazem a pequena ave ser muito respeitada. A sua habilidade de ver através da escuridão, faz com que ela enxergue além do que os outros enxergam, definindo assim a sua capacidade de decifrar os sinais de perigo e de garantir uma boa caça, bem antes do que os outros animais.

Na mitologia grega, Athena, a deusa da sabedoria, tinha a coruja como símbolo.
Pela Coruja apaixonada sua característica de animal notívago, era vista pelos gregos como símbolo da busca pelo conhecimento. Os gregos acreditavam que a noite é um tempo destinado a reflexão.

Não por acaso, a coruja também é o símbolo da pedagogia. A sua visão de quase trezentos e sessenta graus combina perfeitamente com o olhar que o professor tem que ter do seu aluno. Um olhar completo que não deixe escapar nenhuma particularidade daquela criança, que é única, entre todas que compartilham o ambiente da escola.

Chamamos de “pais corujas” aqueles que ressaltam as qualidades dos seus filhos. E corujas somos todos nós em algum tempo da vida, onde nos encantamos com as vitórias dos nossos pequenos, sejam eles, filhos, sobrinhos, afilhados ou alunos.

Poderia narrar muitos tipos de corujices. Certamente eu e você, conhecemos muitas “famílias corujas”, mas o mais importante mesmo são aqueles pais que guardam a sabedoria da coruja no coração. É mais que um olhar protetor, é um olhar que vislumbra o que o filho deseja e precisa para crescer. É o olhar que não se fecha para as diversidades da vida. Pais corujas de verdade, reconhecem o erro e conhecem o perdão. Pais corujas estão sempre de prontidão. Um olhar que não se fecha para nada! Erros não são encobertos e os acertos são celebrados com muita alegria.

Desejo que tenhamos sempre a sabedoria de ser “coruja” na hora certa.
Que tenhamos um olhar crítico, afetivo e confiante, para que no momento de cada filho e aluno, ele possa, sem medo, alçar grandes e infindáveis voos.


Mesmo que de longe, a “coruja” esteja, de olhos bem arregalados ou aparentemente fechados... rsrs

Vamos Consertar o Mundo ?


VAMOS CONSERTAR O MUNDO?




Um professor passava o final de semana em sua casa, concluindo sua tese sobre como consertar o mundo. 
Seu filho, brincando à sua volta, toda hora solicitava sua atenção fazendo perguntas e tirando-lhe a concentração. 
O professor, com o intuito de distrair a criança, pegou um cartaz do mapa-mundi, recortou em vários pedaços, transformando-o num quebra-cabeça. Pediu então que o menino montasse novamente, esperando que isso o ocupasse por um bom tempo, o suficiente para concluir o seu trabalho.
O menino pegou os pedaços de papel e alguns minutos depois chamou o pai para ver o quebra-cabeça montado.
O professor, admirado com a rapidez do filho, pensou que no mínimo o mapa estaria montado errado, mas qual não foi sua surpresa quando constatou que este estava completo e perfeito. Intrigado com o fato, perguntou ao garoto como ele havia conseguido realizar tarefa tão difícil em tão pouco tempo. 
O menino explicou:
- Pai, você me pediu para consertar o mundo, não foi? Como estava difícil entender aquelas gravuras, resolvi virar as peças do outro lado e percebi que atrás delas havia partes do corpo de um homem. Achei mais fácil consertar o homem do que o mundo. 
Quando a gravura do homem estava completa, virei o quebra-cabeça do lado contrário e percebi que o mundo havia sido consertado também. Foi fácil!
Naquele momento o pai entendeu que, para consertar o mundo, era preciso primeiro consertar o homem. 

E assim pôde concluir sua tese.

“Para transformar o mundo que está à sua volta, é necessário primeiro transformar-se a si mesmo.”




Você e o "Outro"


Você  e  o  "outro"

                                                                                                                Marizete Cajaíba

O Outro é aquele com quem você cruza a caminho da escola, do clube , do supermercado, da feira, do shopping, na rua, no bairro... 
É aquele que se assenta ao seu lado, na classe, na igreja, no cinema . . .
É aquele que lhe presta um serviço sem que você o conheça : é o gari
que varre a sua rua, é o motorista do ônibus, o lixeiro, a faxineira 
da escola, o carteiro e tantos mais  . . .




É alguém da sua família ; seu pai, sua mãe, seu irmão, sua irmã, 
seus tios, seus avós, seus primos.
 
 É o seu colega...

LEMBRE-SE : em sua convivência social “você” sempre será o “Outro”.
Assim como você  o “ Outro” tem necessidade de receber atenção,  ser ouvido,  
ser ajudado, ser respeitado e ser amado.
Olhe-se num espelho e veja a sua imagem refletida como a imagem do “Outro”
e pense bem assim : será que eu gostaria de ser tratado como 
tenho tratado os outros ?

(...)
Faça por ele, tudo aquilo que gostaria que fizessem por você.



Afinal, para ele você também poderá ser o "Outro",  ou  não!
E como machuca, magoa, fere , sermos tratados com indiferença e descaso.


Obs.:Por causa de Direitos Autorais , tanto o  texto quanto as ilustrações não se encontram na íntegra.


Ser Filho Hoje

Ser  Filho  Hoje



Ser filho hoje....
Maria Irene Maluf

Se nos detivermos no estudo da história das sociedades veremos que a forma das famílias lidarem com suas crianças ao longo dos séculos, ainda tem algo de muito similar com o que fazemos hoje. Em parte deve-se à fragilidade dos bebês da espécie humana nos seus primeiros anos e também à necessidade da criança ser preparada para a vida em sociedade. Assim, os aspectos como alimentação adequada, cuidados com sua higiene e saúde, a prevenção de acidentes, a socialização, encabeçam uma lista que seria feita tanto há centenas de anos como atualmente, pela família contemporânea.

Assim, também existem diferenças gritantes e não só por conta da passagem do tempo, mas das mudanças dos costumes, da tradição de cada povo, da origem da cultura  e essas discrepâncias não se prendem apenas  à infância, mas ao período que se segue, o qual nós denominamos de adolescência, uma época em que se conflitam as características adultas com as infantis.



Falarmos e compreendermos totalmente hoje sobre como tem sido a educação de crianças e sobre a infância na história é  tarefa complexa mesmo para os mais renomados historiadores, porque os documentos existentes foram sempre feitos pelos adultos. Mesmo no presente é difícil sabermos diretamente das crianças como vivenciam, como percebem sua vida e a si mesmos. Os relatos que os jovens e adultos traçam de suas próprias infâncias assim como da de seus parentes, sempre sofrem a interferência da memória, da visão pessoal, do que contaram outras pessoas e do tempo. Falta a observação direta do passado e mesmo na maioria das vezes isso ocorre também  no presente, dada a dificuldade de se observar todos os  aspectos que circunscrevem a vida da criança. Além do mais, há que se lembrar que o conceito de infância foi se alterando ao longo da história e a própria lembrança dos fatos vai se modificando ou se perdendo ao longo dos diferentes apontamentos.

Como terá sido ser filho ao longo dos tempos? Terá sido muito diferente do que é hoje? Procurei conversar com pessoas de idades diversas e especialmente com pré-adolescentes para buscar uma resposta e fiquei surpresa com o que ouvi e li.  Constatei que para algumas coisas o tempo não trouxe alterações, ao menos nas últimas seis décadas e entre elas se destacou a necessidade que todos temos da atenção de nossas mães e de nossos pais. Parece que todo o tempo crianças, adolescentes e até adultos, estão na busca daquele olhar, no aguardo daquele colo, na vontade de escutar aquela voz tão familiar e confortadora de nossa mãe, principalmente. 

E aí veio a surpresa: em muitos relatos de adolescentes principalmente, encontrei frases que falam literalmente de como é difícil ser filho hoje, na era da informação, da tecnologia e da internet, pois estas, ao mesmo tempo que permitem que se converse com quem está distante a qualquer instante, também acabam ocupando os pais quando chegam na sua residência! E citam ocasiões em que estando a família toda em casa, trocam e-mails entre si para contar o dia e até as travessuras como as notas baixas, o estouro do cartão de crédito, o fim do namorico...



Dá o que pensar, pois é inédito na história. Será mesmo por aí que devemos ir ou melhor seria, por exemplo, voltarmos  a marcar o sagrado horário de jantar em família no qual podem sair atritos, mas todos recebem a atenção e o tempo do outro, off line?
Esse pode ser um bom assunto para nossa reflexão agora.
Até porque, nenhuma de nós, mães de filhos de todas as idades, vamos ficar felizes em receber apenas um e-mail, não é mesmo?
Conversar, dialogar, trocar ideias, falar do nosso dia a dia, de como foi, de como será o amanhá, tudo pelo teclado, não! sinceramente,  não dá!
A par disso, cabe aos responsáveis, pai, mãe, filhos, todos, dialogarem, se conscientizarem e repensarem suas ações, pois o tempo passa e o que passou, passou! e o que se plantou , com certeza, vai se colher.
Hoje, uma mera sementinha, regada, dia após dia. Amanhã, o resultado.
Se bem regado, se o adubo for de boa qualidade, apresentar os nutrientes necessários, o resultado será maravilhoso.

A família...

Como esse papel terá mudado com o passar do tempo frente às sociedades em evolução... ?

Será que precisamos mesmo de tanto tempo para o outro, para o trabalho. A busca incessante por algo que nem sabemos ao certo, mas que nos é cobrado despercebidamente.

E o futuro!?  já que o presente se faz tão presente que não nos permite pensar nele...







Educando Com Limites

Educando Com Limites

                                                                                              Autor:  Maria Irene Maluf



A pedagoga Maria Irene Maluf fala da imposição de limites às crianças, fator fundamental para fortalecer comportamentos adequados e minimizar condutas indesejáveis



 Esta nova geração de crianças que hoje tem por volta de dez anos de idade, nos surpreende em relação a muitas coisas. Algumas maravilhosas e outras infelizmente, nem tanto.

Acostumada a lidar com jovens, ainda assim fico perplexa com a dificuldade que muitas crianças, mesmo as que desfrutam de situações sócio-educacionais adequadas, tem em internalizar normas sociais básicas de convívio em grupo e tenho procurado entender o que acontece com elas, sua família e a sua escola.

Tirando casos onde existem patologias envolvidas, mesmo assim encontramos um surpreendente número de demonstrações explícitas de comportamentos que apontam para a falta de reconhecimento de fronteiras nas comunicações sociais e não só entre iguais, mas em relação aos pais, aos professores e autoridades em geral. É freqüente assistirmos as crianças falarem alto, interrompendo os adultos, interferindo em assuntos que não lhes dizem respeito, mexerem e destruírem a propriedade alheia com um desdém espantoso, ofendendo, rejeitando e menosprezando sem qualquer cerimônia tudo que lhes pode oferecer algum tipo delimite ou desprazer. A situação piora muito se por acaso se sentirem frustrados, pois nesses casos chegam às raias da agressividade sem qualquer cerimônia.

De um plano mais amplo, acho que devemos olhar para o mundo que essas crianças conheceram ao nascer: um mundo que se diz globalizado. Não que eu pense que a globalização é a causa direta desse e de outros problemas , mas um dos lados menos felizes desse movimento é que criou em mentes pouco esclarecidas,perspectivas fantasiosas da ausência de limites, de fronteiras  em muitas áreas, acabando por fortalecer e permear a idéia no que tange ao seu direito individual e de seus filhos.

Afinal, parece que nos tornamos potencialmente iguais, com os mesmos direitos, esquecendo-nos que com os mesmos deveres, o que mostra a fragilidade da concepção internalizada. Primeiro porque o que se vê hoje com freqüência é o postergar e o repassar para amanhã e para os outros,  sejam esses nossos colegas, pais, governantes, etc, a responsabilidade e o enfrentamento das conseqüências de nossos atos. Segundo porque cada vez mais as crianças assistem a uma inversão de valores realmente catastrófica: “eu” tenho direitos e os “outros” deveres….os “espertos” são ganhadores, já os “certinhos”…

(...)

Há limites, fronteiras e diferenças entre as pessoas, enquanto ocupam posições, cargos, desenvolvem funções, educam filhos, dirigem escolas, conduzem associações, governam países….O chefe é o chefe, tem visão mais ampla, responde à comunidade pela condução de seus caminhos e aos subordinados cabe cooperar e respeitar seu limite de ação e escolha.

E isso se aprende quando ainda se usam fraldas: depois é muito mais difícil. Quer um pequeno exemplo? Quando o pai proíbe a criança pequena de comer mais um doce, ele pode e deve explicar o motivo, mas “negociar” a ordem está totalmente fora de cogitação. Assim a criança percebe o seu limite, a fronteira e a diferença entre ela e o pai e entende quem manda ali. E ainda mais importante: sente-se mais segura, mais protegida e aprende a viver em sociedade. Aos poucos internaliza a idéia de que há um espaço a partir do qual ela não pode ir, pois será responsabilizada por isso e terá que vivenciar as conseqüências.

Quando os comportamentos já estão arraigados, não resolve ameaçar, castigar, bater. A experiência têm mostrado que explicar  detalhadamente as regras e as conseqüências das ações que as contrariam, parece ajudar efetivamente a internalizar as normas de conduta.

Não existe o tudo pode na vida real. Aliás, é sempre bom lembrar de uma pequena mas decisiva palavrinha que centraliza o fiel da balança em todas as relações humanas: o respeito. E esse sempre foi e percebe-se sempre será  fundamental, até mesmo nesse maravilhoso mundo globalizado, se quisermos continuar a viver nele!.

Algumas sugestões/dicas da especialista, que embora não esgotem o assunto podem ser valiosas na educação dos filhos

· Procure ser claro, tranqüilo e firme ao explicar à criança a situação;

· Procure fazê-la entender como as outras pessoas se sentem quando ela age de maneira inconveniente;

· Demonstre que você não gostou do comportamento, mas o quanto gosta dela: a intenção não é tirar a espontaneidade da criança, mas sim normatizar seus atos;

· É importante dar exemplos simples, adequados à idade, de outras possibilidades para resolver o problema;

·As normas devem ser explicadas à criança como o meio mais eficaz de ter um bom relacionamento com a família, na escola e na sociedade;

· Mostre as conseqüências imediatas de sua conduta indesejada;

· É importante que o adulto esteja muito seguro das razões pelas quais está exigindo que a criança tenha este e não aquele comportamento;

· A disciplina depende em boa proporção dos exemplos dos adultos e da sua capacidade em estabelecer as regras. Fiscalize e esteja atento para reorganizar soluções dos problemas que venham a surgir, sempre de modo afetuoso e firme;

· É fundamental que a criança se sinta querida e respeitada e que perceba que as regras impostas são para sua segurança, aceitação social e desenvolvimento adequado;

· Adultos equilibrados despertam a confiança das crianças. Adultos impulsivos tendem a criar filhos com igual característica de comportamento;

·Devemos ensinar desde cedo às crianças a lidar com suas frustrações e controlar suas expressões de desagrado;

· Autocontrole e tolerância à frustração são aprendizagens indispensáveis para viver em sociedade e devem advir da família, na qual as primeiras figuras de autoridade são apresentadas às crianças.

Os pais devem lembrar-se de que:

· São os educadores primeiros e fundamentais. A escola só complementa a educação que os alunos trazem de casa;

· Educar é uma tarefa trabalhosa, que requer persistência e autodomínio. Buscar ajuda profissional é o mais indicado antes que as coisas fujam de controle;

· Ensinar a criança a conhecer-se dentro de suas potencialidades e limitações reais e incentivá-la a crescer de forma socialmente saudável faz parte da educação;

· Educar um filho para adaptar-se a todas as situações da vida é dar-lhe meios de conquistar a própria autonomia e felicidade;

· Educar nada tem a ver com compensar os filhos pelas carências vividas pelos seus pais;

· Permissividade, tolerância excessiva, não são percebidas pela criança como um ato de amor, mas sim como pouca valorização, pouca atenção para com ela;

· Cada filho, assim como cada pessoa, é único e as ações educativas devem por isso ser personalizadas. Mesmo irmãos gêmeos, são pessoas diferentes;

(...)

· Jamais se desautorize ou desautorize outro adulto que lida constantemente com a criança. Antes, discuta e decida como agir com a criança nas diversas situações que se apresentam;

· Castigos devem ser usados com cuidado e nunca em momentos de nervosismo dos pais, pois terão de ser cumpridos pela criança, caso anunciados.

· A criança deve sempre aprender algo com a experiência vivida. Ser mais cuidadosa consertando algo que estragou, repor com um dos seus brinquedos o que perdeu de seu amigo ou limpar o que propositalmente sujou..

Obs.:Por causa de Direitos Autorais , tanto o  texto quanto as ilustrações não se encontram na íntegra.


SOMOS TODOS RESPONSÁVEIS



Impondo nossa Autoridade

                                                                                                              Maria Irene Maluf

A partir desse ponto, instala-se o autoritarismo, um modelo de relação onde o adulto sempre manda e a criança (quase) sempre se submete. Ou se cansa e enfrenta , gerando uma ruptura seríssima na relação, devido à falta de respeito e injustiça que sempre serão lembradas.
Tão pernicioso quanto destrutivo da autonomia da personalidade infantil como o autoritarismo, é o excesso de permissividade: dizer não /ouvir não, e acatar uma ordem pode ser  uma questão de sobrevivência em sociedade.

Educar sempre inclui ensinar e vivenciar valores morais e éticos , respeitar as demais pessoas e agir de acordo com princípios que a família e a escola ensinam. Explicar aos pequenos a razão pela qual devem, podem , não devem e não podem fazer alguma coisa, lhes dá a medida exata da importância que eles têm para seus pais e professores e desenvolve sua auto-estima, sentimento indispensável para criarmos pessoas bem sucedidas, autônomas, equilibradas e felizes. 

Da mesma forma, se alguém quer perder sua autoridade definitivamente, deve começar a negociar o seu “não” com uma criança. Por mais que nos arrependamos de ter proibido algo como, por exemplo, de dar um castigo anunciado, porque nosso filho prometeu se corrigir, pediu nova chance, fez birra, chorou, etc, somente nos enfraquece e ao mesmo tempo fortalece nas crianças, um comportamento manipulador e gera pessoas eternamente frustradas, pois não conhecem seus limites. Por isso é sempre melhor responder “vou pensar” que pode se transformar em um “sim” ou um definitivo “não”. Essa orientação diz também respeito às promessas que tanto pais por vezes fazem, seja em termos de prêmios ou de recompensas assim como de castigos e que são praticamente impossíveis de cumpr ir ou controlar. Ninguém consegue deixar uma criança um ano sem ver televisão...
Deixar dois dias , uma semana, um mês, já é difícil!

Isso não significa que não possamos negociar novos acordos, especialmente com os adolescentes, mas para chegar a essa condição, é necessário antes ter tido um tempo para firmar nossa autoridade e nos certificarmos de que o jovem tem compreensão, equilíbrio e condições de gerenciar tal situação.

A autoridade ao contrário do autoritarismo, é uma atitude inteligente, porque dialoga, justifica, mas é firme em seus princípios e limites. Dá segurança e cria pessoas preparadas para a vida , capazes de exercerem  a sua  autoridade , serem participativas e pessoal e socialmente responsáveis.

(...)

Portanto há de se considerar uma diferença muito grande entre seguir regras e combinados e estabelecer ordens.
O respeito é sempre uma conquista.  Uma grande conquista!

Obs.:Por causa de Direitos Autorais , tanto o  texto quanto as ilustrações não se encontram na íntegra.






   Pequeno  Cidadão  -  Carrossel


 Agora pode tomar banho
Agora pode sentar pra comer
Agora pode escovar os dentes
Agora pegue o livro, pode ler

Agora tem que jogar vídeo game
Agora tem que assistir TV
Agora tem que comer chocolate
Agora tem que gritar pra valer

Agora pode fazer a lição
Agora pode arrumar o quarto
Agora pegue o que jogou no chão
Agora pode amarrar o sapato

Agora tem que jogar bola
Dentro de casa
Agora tem que bagunçar
Agora tem que se sujar de lama
Agora tem que pular no sofá

É sinal de educação
Fazer sua obrigação
Para ter o seu direito
De pequeno cidadão

É sinal de educação
Fazer sua obrigação
Para ter o seu direito
De pequeno cidadão


Feliz Dia da mulher "Salvem as Mulheres"


Salvem  as  Mulheres


                                                                                                                  Luis  Fernando  Veríssimo


Um homem Inteligente Falando das Mulheres…
O desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana.
Tenho apenas um exemplar em casa, que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém.
Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha ‘Salvem as Mulheres’.
Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam.

HABITAT

Mulher não pode ser mantida em cativeiro.
Se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro.
Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdem o seu DNA.
Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.

ALIMENTAÇÃO CORRETA

Ninguém vive de vento.
Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância.
É coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro.
Beijos matinais e um ‘eu te amo’ no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias.
Não a deixe desidratar.
Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial.

FLORES

Também fazem parte de seu cardápio.
Mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.

RESPEITE A NATUREZA

Você não suporta TPM?
Case-se com um homem.
Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação.
Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso.

NÃO TOLHA A SUA VAIDADE

É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar muitos sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping.
Entenda tudo isso e apoie.

CÉREBRO FEMININO NÃO É MITO

Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino.
Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram!).
Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração.
Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher.
Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você.
Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça.
E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não funciona como repelente para as mulheres.

Não faça sombra sobre ela.

Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás.
Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado.
Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar.
O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios.
Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.
É, meu amigo, se você acha que mulher é caro demais...
Só tem mulher quem pode!






Alfabetização e Letramento



Um Processo em Construção

Por causa de Direitos Autorais , tanto o  texto quanto as ilustrações não se encontram na íntegra.

 

Revisando e construindo práticas construtivistas, é necessário pensar o que se está atuando e o que é necessário mudar...
Esse texto é uma síntese e está baseado na leitura do livro Alfabetização, um processo em construção das autoras Maria de Fátima Russo e Maria Inês Aguiar Vian.

Torna-se necessário e imprescindível refletir sobre a prática do educador em sala de aula, dia após dia.
É necessário que o educador aceite seus alunos como eles realmente são, sem rótulos, sem poções mágicas, trabalhando a realidade de cada educando, investigando e valorizando  suas potencialidades, assim como suas dificuldades, lembrando que o desenvolvimento é um processo.
Lembrar que na escola, além do professor, todos as pessoas são consideradas educadoras. É necessário o envolvimento e o comprometimento de todos no processo.
A escola, a sala, o espaço escolar como um todo  deve ser um ambiente alfabetizador e é importante considerar que é um espaço vivo, onde não há estagnação . Aluno e professor colaboram para que haja construção, desenvolvimento e  aprendizagem. Um ambiente organizado por todos.



O que precisa mudar...


É necessário refletir...
Ao receber nossos alunos , pensávamos naquele aluno imaginário,  que gostaríamos de ter...
Hoje, devemos pensar no aluno real, concreto, visivelmente diferente dos demais, com características singulares, específicas e que necessita de um trabalho diferenciado para que possa caminhar junto aos demais.
O ponto de partida sempre foi a resposta frente as perguntas elencadas pelo professor, perguntávamos e eles simplesmente respondia. Hoje, é preciso entender como cada aluno aprende a ler, apreende o conteúdo, que caminho ele traça , ele segue , para responder.
Considerávamos a escrita em relação aos aspectos gráficos e hoje, nos baseamos nos aspectos construtivos que vão além  da grafia.
Tinha-se por base alfabetizadora, a prática era baseada nos métodos utilizados e m grande exemplo era a cartilha.
Hoje, o centro da prática alfabetizadora consiste nas práticas utilizadas, tomando-se por base o conhecimento prévio do aluno, assim como da psicogênese da língua escrita.
Procurava-se facilitar as atividades, pois o erro era visto como uma situação negativa e deveria ser evitado. Hoje, é considerado como ponto de partida .
Antes nem o professor nem o aluno eram sujeitos do processo. O professor simplesmente transmitia e o aluno passivamente, recebia. Tudo via estímulo e resposta. Hoje, todos são sujeitos, há uma relação interacionista.
O professor constrói sua dinâmica, faz uso de ferramentas, de estratégias e o aluno, ao receber, constrói a sua.
A aprendizagem é sistemática, através do estímulo vem om processo de construção e por fim a reposta.
Há de se considerar que antes existia ensino quando alguém ensinava e hoje não! existe ensino quando alguém aprende!
Há um leque de fundamentos metodológicos que são a base para o processo e cada profissional vai se abster de alguns , vai em busca de referências que servirão de apoio ao seu trabalho.  
O professor é peça fundamental , essencial no desenvolvimento cognitivo dos alunos, seja bebê,  crianças, adolescentes ou adultos.
E nosso papel é fundamental dentro da sociedade.
Temos todos os meios para despertar no educando, independente de sua faixa-etária, o senso crítico e capacidade de pensar, além de simplesmente , transmitir conceitos.  
Portanto é importante rever a postura e as práticas  enquanto escola,  educador e refletir sobre o aluno, sempre se perguntando, que aluno eu quero formar, quais conteúdos devo explorar, de que maneira consigo aguçar. 

Acima de tudo, fazê-lo  buscar, fazê-lo pensar, tornar  ambiente alfabetizador interessante, instigante, atrativo e sempre inovador. Porque a busca pelo novo é incessante.



  


Padrões Básicos de Qualidade da Educação Infantil Paulistana


Padrões Básicos de Qualidade da Educação Infantil Paulistana




Um  documento com vistas a assegurar as crianças de  0  a  5 anos, garantindo um serviço educacional de qualidade, sem descaracterizar as especificidades da educação Infantil.

Ao completar os  80 anos de Educação Infantil na Cidade, história que se iniciou com os parques infantis construídos por Mário de Andrade, em 1935, muitos avanços foram conquistados e práticas pedagógicas foram gradativamente construídas, especialmente no ano de  2002, na efetivação da transição das creches da Secretaria Municipal da Assistência Social para a Secretaria Municipal da Educação, consolidando a identidade de um Sistema Educacional.

É nesse contexto que se consolida a proposta de ampliação e o fortalecimento dos debates que tem como responsabilidade social assegurar a todos, bebês, crianças, meninos e meninas, de diferentes etnias, classes sociais, cultura, nacionalidade, religiões, deficiências, transtorno global de desenvolvimento, superdotação e altas habilidades; uma educação democrática, pautada em princípios éticos, estéticos e políticos. assegurando o desenvolvimento pleno de todos, construindo consensos, afinando diálogos sobre o que é fundamental para garantia de uma cidadania plena, independente da condição socioeconômica e cultural.

Tem como princípios básicos:
A observância das características e singularidades de cada região da cidade a partir das variáveis relacionadas à classe social.
A relação indissociável entre proposta pedagógica e espaço físico, entendendo o espaço que considere todas as dimensões potencializadas na criança.
A atuação intencional dos educadores na constituição dos ambientes, na organização dos tempos , promotoras do desenvolvimento de autonomia e de aprendizagem. O trabalho pedagógico pautado no respeito aos direitos de todos, garantindo um infância feliz e saudável, digna, participativa, libertária. Um ambiente acolhedor, promotor de segurança, saúde e conforto aliando cuidado e educação.

A elaboração deste documento visa à divulgação e o acompanhamento da qualidade da educação Infantil. Possibilita o fortalecimento da gestão democrática das Unidades educacionais, bem como a ampliação do debate sobre a qualidade social, um conceito construídos em processos democráticos e participativos fortemente relacionados às diferentes características  territoriais, culturais e regionais.

Neste documento são apresentados os Padrões Básicos de Qualidade organizados nos seguintes aspectos:  Projeto Político Pedagógico ; na Organização do Espaço Físico/ ambientes e interações,;nos Recursos materiais e mobiliários; nos Recursos Humanos, organizados em consonância com o Projeto.

O Projeto Político Pedagógico deve ser um documento que se constrói e reconstrói no coletivo, revelando princípios e práticas estabelecidas pela Unidade Educacional, pautados em princípios Éticos, Estéticos e Políticos.  Princípios de democracia, presentes no cuidar e educar, em que todos, independente de qualquer condição, inclusive cargos ou funções que ocupem, que sejam respeitados em seu direito à participação, à voz. à escolhas e à tomada de decisões.

O Projeto é um documento que define o registro das intenções , concepções e práticas pedagógicas constituídas no Currículo desenvolvido pela Unidade Educacional, abordando de forma contextualizada os seguintes ítens:

Identificação, histórico e localização da Unidade Educacional.

Estudo diagnóstico da comunidade; Perfil sóciocultural das crianças; Perfil sóciocultural da equipe de profissionais ; Mapeamento dos equipamentos  de saúde, esporte, lazer e cultura da região.

Concepções de Criança, Infância e de Educação Infantil, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais.

Pautado em finalidades e objetivos.

Apresenta um plano de gestão e organização, indicando as ações que garantirão a efetivação da gestão democrática.

Articulação da gestão da Unidade Educacional com os órgãos auxiliares:  Conselho de Escola/CEI,  Associação de Pais e Mestres/APM, Colegiados dos Centros Educacionais Unificados/CEUS e instituições auxiliares da ação educativa, quando for o caso.

Formas de organização da Unidade Educacional:  

Espaços/ambientes, materiais, tempos e interações visando ao acolhimento e a garantia de acesso e da participação de todos;

Quadro de recursos humanos com cargos e funções;

Parceria das Unidades com as famílias;

Proposta curricular e as práticas pedagógicas tendo como referência as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil;

Funcionamento da Unidade Educacional referente ao Calendário de atividades; aos agrupamentos de todos/ critérios /quantidades.

Avaliação da aprendizagem e do desenvolvimento na educação Infantil aprimorando os olhares, contendo: descrição das formas e dos instrumentos de registros que compõem a documentação pedagógica;  avaliação institucional em conformidade com as recomendações contidas nos Indicadores de Qualidade.

Formação continuada.

Formas de articulação entre Educação Infantil e o Ensino Fundamental.

Quanto a organização do tempo, do espaço físico/ambientes e interações pautados  por um fazer pedagógico que deve primar pelo respeito as infâncias onde brincadeiras e interações destacam-se como eixos curriculares para o planejamento de toda ação pedagógica, criando ambientes que possibilitem às crianças a beleza das descobertas, da pesquisa, da investigação, do encontro com mundos, promovendo  pleno desenvolvimento, experiências significativas , assegurando à educação em sua integralidade, dentro de uma proposta de diálogo, de parceria com as famílias, dentro de uma relação respeitosa, democrática. Reconhecendo as especificidades da criança, do espaço , da acessibilidade, dos materiais, enfim, de tudo que a criança se apropria para seu pleno desenvolvimento.

A composição de ambientes que valorizem a diversidade cultural das crianças e de suas famílias,suas produções, sua cultura.

Tempos de infância e tempos das experiências.  Um coletivo reflexivo para a construção de práticas temporais que estejam alinhadas à garantia do direito de todos, possibilitando e permitindo o contato com diferentes linguagens, desenvolvimento, acolhimento de suas manifestações expressivas, conhecimento sobre o mundo, as pessoas e o que compõem a vida humana.

O tempo não pode ser fragmentado. Deve ser fundamentado nos princípios de uma pedagogia que coloca a criança no centro de Projeto Politico Pedagógico.

Nesse sentido a qualidade do trabalho educativo deve considerar a organização temporal, favorecendo atividades simultâneas e / ou conjuntas por um mesmo agrupamento, dentro de um planejamento, evitando tempos de espera, garantido participação de todos.

Quanto aos espaços físicos, estes devem se transformar em ambientes acolhedores, desafiadores, pensados de maneira intencional, propondo experiências relevantes, planejados com cuidado, flexibilidade, criatividade e em consonância com a proposta pedagógica. Respeitando o ritmo e a individualidade de todos.

As interações como um dos eixos do Currículo na Educação Infantil, propiciando o desenvolvimento da autonomia, da criatividade e da autoria, bem como da construção de identidades, por meio das quais cada um se constitui a partir das relações com o outro e com o ambiente, como sujeito social de direitos. E que vão se constituindo em suas singularidades, elaborando suas hipóteses e teorias próprias da infância e que de acordo as experiências. Aguçam, investigam e observam.

Encontros e desencontros, possibilitando confrontos que por sua vez proporcionam trocas entre a  criança e a criança e a criança e o adulto, buscando alternativas de resolução, sendo que os educadores tem o papel preponderante ao intervir, quando necessário. 

Considerando que a criança aprende o tempo todo , com tudo aquilo que está a sua volta.  Que a postura ou relação corporal dos adultos, ao interagir, facilitam ou dificultam este processo.

Os ambientes que caracterizam os espaços  da Educação Infantil são:  ambientes internos, salas de atividade; ambientes externos, pátio, áreas livres; ambientes de apoio ao trabalho pedagógico, secretaria, direção, coordenação e sala dos professores e ambientes de serviço tais como ; cozinha, lactário, despensa, almoxarifado, banheiros, lavanderia, etc.  

Portanto numa ação articulada entre o cuidar e o educar, com as condições físicas estruturadas a fim de garantir inúmeras possibilidades de interações e experiências a partir de atividades planejadas, tudo pensado de acordo as especificidades , apropriado a faixa etária, organizado de forma a possibilitar conforto e total segurança a todos e em especial a criança que é a peça central , o eixo para potencializar os Padrões de Qualidade da Educação Paulistana.

A interação entre as equipes : gestora, docente e de apoio é imprescindível para um trabalho coletivo coerente, valorizando-se cada uma de suas especificidades e proporcionando-lhes as condições necessárias ao desenvolvimento de seu trabalho com segurança, recursos necessários e apoio a seus pares. 
A melhoria das condições de trabalho e a valorização profissional decorre da participação das diferentes equipes na avaliação institucional e na elaboração e reelaboração do Projeto Político Pedagógico.

Esses são os desafios postos aos profissionais que atuam na e para à  Educação Infantil.